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Crédito Habitação: Presidente da República pronuncia-se sobre aumento dos juros

7 NOVEMBRO 2022
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Bancos Taxas de Juro Governo Inflação Negócios Imobiliários Taxa de Esforço Crédito Habitação BCE Economia
O chefe de Estado afirma estar preocupado com a subida das taxas de juro no crédito à habitação que pode atingir 1,2 milhões de famílias.
Fonte: Pexels
Autor: Redação

Na sequência da aprovação do diploma que permite à população com créditos habitação a renegociação do mesmo, junto da entidade financeira que está encarregue do contrato de financiamento, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pronuncia-se sobre a subida de juros no crédito habitação e respetivo diploma

Na passada sexta-feira, dia 4 de novembro, o Presidente da República admitiu estar preocupado com o aumento da taxa de juros no crédito habitação, que poderá afetar 1,2 milhões de famílias. Acrescentou ainda que este aumento não é pequeno, tendo em consideração famílias com baixos rendimentos

"Preocupa-me que, por pouco que seja a subida dos juros do crédito habitação, são um milhão e 200 mil agregados familiares atingidos e é evidente que pode ser uma quantia pequena se a prestação for pequena, mas 50, 60, 80 ou 100 euros não é [uma quantia] tão pequena assim para quem tem rendimentos baixos" - Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República admitiu que não irá proceder a qualquer tipo de comentário sobre o diploma aprovado pelo Governo que prevê medidas de renegociação para contratos de crédito habitação até ver a lei. - "Eu não vi o diploma, tem de se ver com muita atenção. Um diploma desses tem muitas consequências e tem muitas facetas. Não me vou pronunciar até ver a lei" - Marcelo Rebelo de Sousa na Web Summit

O diploma prevê regular o processo de renegociação entre as entidades financeiras e os seus respetivos clientes com contratos de crédito habitação própria e permanente. 

Ao ser questionado sobre a subida das taxas de juro, o mesmo admite que não irá discutir "orientações" da política monetária, realçando que "quem decide é o BCE" e que os "bancos nacionais não têm autonomia hoje".  

Segundo o chefe de Estado, "a inflação começou a subir a partir do começo do ano e deu um salto a partir da guerra, a partir de março, e havia dois caminhos possíveis. Um era subir moderadamente as taxas de juro, o outro era não subir, deixar para mais tarde e de repente ter de subir muitíssimo. O Banco Central Europeu não quis seguir o primeiro caminho, quis esperar pelo verão, entendendo que não era de subir os juros. Depois, quando subiu, teve de subir de oito para oitenta". 

Terminou o seu comunicado afirmando que "agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado. A realidade é esta, vamos ver como se lida com esta realidade", disse, acrescentando que "só um dia mais tarde é que se saberá se tinha valido a pena ter começado mais cedo [a subida das taxas de juro] e conduzido isto de outra forma, ou se tinha de ser assim, esperar e fazer o que se fez".
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