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Edifícios sustentáveis: Contributo das energias renováveis no setor continua a crescer

13 MAIO 2022
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O Relatório de Status Global das Energias Renováveis 2021 da REN21 divulgou uma “lacuna alarmante” entre as metas ambientais e as ações tomadas no que respeita à utilização das energias renováveis.
Conforme a revista Edifícios e Energia, o contributo destas fontes de energia nos edifícios mantém-se a crescer, com um claro destaque do seu aproveitamento para eletricidade.

Segundo o comunicado lançado pela REN21, os 15 países do G20 falharam, ou mal alcançaram, as suas metas de energia renovável. Não é novidade que o setor dos edifícios favorece “significativamente” para a emissão de CO₂, já que os edifícios são responsáveis por cerca de 33 % do uso final de energia.

De acordo com o mesmo relatório de Edifícios e Energia, apesar de as energias renováveis sejam a fonte de energia em mais rápido crescimento para os edifícios (crescimento de 4,1% ao ano, em média, entre 2009 e 2019), a verdade é que as energias renováveis corresponderam apenas a 14,3 % do total da procura de energia em edifícios, em 2019.

No entanto, revela a REN, o setor da eletricidade tem vindo a fazer grandes progressos, e a subida do consumo das energias renováveis é mais percetível neste setor e menos evidente a nível, por exemplo, do aquecimento.  

Contudo, esta transição é precisa para o cumprimento das metas ambientais determinadas, já que os combustíveis fósseis são não só responsáveis pelas mudanças climáticas, como também favorecem para a perda da biodiversidade e para a poluição. 

Neste sentido, é essencial certificar a eficiência energética dos edifícios, de forma a possibilitar quotas mais elevadas de energias renováveis.

A verdade é que a pandemia veio impactar o uso de energia nos edifícios, já que, em 2020, o nível do consumo de energia alterou-se. 

Hoje em dia, e em cada vez mais regiões, abrangendo partes da China, da UE, da Índia e dos Estados Unidos, é mais barato construir novas centrais eólicas ou solares fotovoltaicas do que operar as centrais existentes elétricas a carvão, note-se. 

Segundo o relatório da REN, este progresso poderia e deveria ser aplicado em todos os outros setores.  

As informações disponibilizadas por este novo relatório mostram que estamos longe de uma mudança de paradigma neste âmbito, que seria essencial para um futuro energético limpo, mais saudável e mais equitativo, revela a revista. Prova disso é o facto de a participação dos combustíveis fósseis no consumo de energia não ter diminuído pelo 10.º ano consecutivo.

O relatório conclui que os governos precisam de dar um impulso mais forte às energias renováveis em todos os setores, refere a Edifícios e Energia. 
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