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Instalações atuais da TAP têm hipotecas de 92,5 milhões de euros

23 MAIO 2022
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A administração da TAP quer deixar as instalações ao lado do aeroporto de Lisboa, em virtude da degradação dos edifícios. Contudo, a mudança também abre a porta a um valioso negócio imobiliário. Isto é, as hipotecas de 92,5 milhões de euros podem baralhar as contas.
A iniciativa foi anunciada à Comissão de Trabalhadores (CT) na semana passada e confirmada pela administração, que esclareceu a opção de mudança de instalações com “o levantamento de custos para a manutenção indispensável devido à deterioração dos atuais edifícios que a empresa ocupa junto ao aeroporto Humberto Delgado e que se revelam muito elevados face à antiguidade das instalações”, segundo noticia o Eco.

Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, quantificou as obras em 40 a 50 milhões, sendo por isso “mais económico arrendar um edifício” noutro local.

Além de poupar nos encargos com a manutenção, a TAP poderá ter um encaixe substancial com a venda dos terrenos e edifícios do chamado “Reduto TAP”. 

Conforme o relatório e contas do primeiro semestre de 2014 da Parpública, o valor líquido dos terrenos e edifícios enquadrava-se em 146 milhões de euros. Ainda que não se esgotem naquela área, os ativos imobiliários cingem-se “essencialmente” a ela, segundo é referido pela empresa que gere as participações do Estado.

Ainda conforme a fonte de notícias, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) relembra, num comunicado divulgado, aquele número e acrescenta que ele “dá bem a dimensão do valor que a especulação imobiliária estará hoje disposta a pagar por estes 23 hectares de terreno”. Adiciona também que “talvez multiplique por dez esse valor”. Acrescentando o zero, seriam 1.146 milhões.

O último relatório e contas da TAP anuncia um valor líquido de 105,74 milhões no final de dezembro de 2021, dividido entre 41,13 milhões para os terrenos e 64,61 milhões para os edifícios. 

Uma soma inferior à de 2014, em virtude dos 95,33 milhões contabilizados em depreciações e perdas por imparidade nos edifícios desde a compra, inscrita com a soma de 159,94 milhões.

Os 29 edifícios e terrenos circundantes, que ocupam uma área de 22,45 hectares servem de garantia a dois empréstimos. 

No mesmo relatório e contas ainda é possível ler que “para garantia do pagamento dos montantes devidos ao abrigo de um contrato de mútuo, com instituição nacional, no montante de 75 milhões de euros, foi constituída uma hipoteca sobre um prédio urbano da TAP S.A., composto por vinte e nove edifícios para escritório, oficinas de material de construção e outros, sito no Aeroporto de Lisboa”.

Em fevereiro de 2020, um mês antes da pandemia chegar a Portugal, foi realizada uma segunda hipoteca de 25 milhões. Conforme a transportadora, no final de dezembro o montante referente aos dois contratos mútuos ultrapassava aproximadamente 92,5 milhões de euros.

Para a SITAVA, "a TAP precisa de mais capital para, por exemplo, tapar o escandaloso buraco do negócio do Brasil. E onde parece querer ir buscá-lo é exatamente com a venda dos terrenos que são património da companhia. Vão-se os anéis e os dedos também”.

A mudança de instalações, que a acontecer vão incluir os hangares e áreas ocupadas pela manutenção das aeronaves, é contestada pela Comissão de Trabalhadores e sindicatos. Uma das principais preocupações é o estacionamento, já que os trabalhadores recorrem ao espaço que existe no reduto. Outras são o refeitório e a creche.
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