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Mercado imobiliário começa a ceder

28 OUTUBRO 2022
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Número de casas à venda em Portugal cai 16% no terceiro trimestre do ano.
Fonte: Unsplash
Autor: Redação

O terceiro trimestre do ano já está a mostrar os primeiros sinais do impacto do aumento das taxas de juro com a queda acentuada no número de imóveis disponíveis para venda: menos 16% face ao trimestre anterior (de 53.350 imóveis para 44.567) e menos 30% face ao período homólogo em 2021, revela hoje a consultora imobiliária Imovendo numa análise ao mercado nacional, segundo um comunicado enviado ao SUPERCASA Notícias

A diminuição foi mais dramática nas áreas metropolitanas de Lisboa (menos 7 mil imóveis do que no 3º trimestre do ano passado) e do Porto (menos 3.600 imóveis), todavia, é transversal a todas regiões do país.

Também o preço médio dos imóveis está a ceder e já registou recuos significativos. Do lado da oferta, a queda no terceiro trimestre do ano foi de mais de 7% face ao trimestre anterior, passando de €464K para €431K.

Do lado dos imóveis vendidos, o decréscimo cifrou-se nos 5%, sendo que o preço médio desceu de €238k para €226k, no penúltimo trimestre do ano.

“Esta queda revela que já há alguma dificuldade em vender imóveis de valor mais elevado, bem como o desconhecimento por parte dos proprietários do valor real da casa, que até aqui vinha sendo sobrevalorizado”, esclarece Nélio Leão, CEO da Imovendo.

O preço por metro quadrado nos imóveis novos, que esteve sempre em crescendo, também está a ceder e registou um abrandamento na ordem dos 3% no 3º trimestre do ano. O mesmo não se verifica nos imóveis usados, onde o valor se tem mantido estável.

O travão, já antecipado face a um período de previsível crise, é atribuído ao aumento da inflação e das taxas de juro que leva a uma redução da confiança dos consumidores no mercado.

Além disso, o aumento das taxas de juro tem um impacto significativo na taxa de esforço dos potenciais compradores, tornando o acesso ao crédito mais difícil.

O que está a acontecer do lado da oferta é algo muito incomum: o decréscimo da oferta acompanha o decréscimo no preço. E isto acontece devido ao facto de a inflação estar nos dois dígitos, de haver expectativa de aumento das taxas de juro”, afirma Nélio Leão, adiantando que estes fatores têm um enorme impacto na confiança dos consumidores.

“A tendência, num prazo de 6 a 12 meses, é que estes dois indicadores estejam em dissonância, mais oferta, menor preço, ou menos oferta, preço mais alto”, acrescenta o CEO da Imovendo.  

Mantendo-se a tendência, prevê-se que nos próximos meses se registe um aumento no inventário disponível, ou seja, crescimento da oferta e, consequentemente, um decréscimo nos valores dos imóveis.

Do lado das vendas, o abrandamento tem sido mais lento, mas os sinais de mudança já estão à vista. No terceiro trimestre de 2022, registou-se um recuo de 5% face ao período anterior e de 4% face ao período homólogo de 2021.

A Área Metropolitana do Porto foi a que mais sentiu este decréscimo, caindo 10% em termos de vendas quando comparado com o período homólogo do ano passado.
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