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Mercado imobiliário nacional tem cada vez menos casas para vender

25 MAIO 2022
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No primeiro quadrimestre do ano houve menos 6% de imóveis à venda, e a tendência vai continuar, provocando uma escalada de preços.
No primeiro quadrimestre do ano, o mercado imobiliário deu sinais de escassez de imóveis para venda, em especial nas grandes cidades, demonstrando sinais de abrandamento da oferta de cerca de 6%, face ao final de 2021, o que pode provocar uma escalada de preços a curto prazo, especialmente nas grandes cidades, é o que demonstra a análise aos primeiros meses do ano da Imovendo, segundo um comunicado enviado ao SUPERCASA Notícias.

No passado mês de abril havia cerca de 135 mil imóveis disponíveis para venda contra 150 mil anunciados no final de 2021. A maior queda de inventário deu-se nos apartamentos, sendo que a oferta de moradias se manteve relativamente estável durante os primeiros 4 meses do ano.

Os valores avançados pela imobiliária digital, mostram que a maioria dos negócios se situam nas áreas das grandes cidades, especialmente na grande Lisboa, e que há cada vez menos apartamentos à venda, usados ou novos.

Já do lado da venda de imóveis, o ritmo de negócios é semelhante ao de 2021 tendo sido vendidos mais de 38 mil imóveis no primeiro trimestre do ano de 2022 e cerca de 13 mil em abril de 2022, ou seja, a procura continua ativa, apesar da subida de preços e das novas condicionantes aos empréstimos habitação.

Em contraciclo, a imobiliária digital, transacionou no primeiro quadrimestre mais de €10M em imóveis usados, representando um aumento de 60% face ao ano anterior, ao mesmo tempo permitiu aos seus clientes poupar mais de 500 mil euros em comissões imobiliárias, dado que o modelo de negócio difere da prática corrente no que toca às comissões. 

“Ainda existe muita incerteza quanto a uma subida das taxas de juro, que a acontecer terá de ser ou em julho e/ou em setembro de 2022 meses em que a comissão executiva do BCE se reúne com os governadores dos bancos centrais da zona euro, mas estima-se que esse aumento se possa situar nos 25pb caso o mesmo ocorra.” Explica Nélio Leão, CEO das Imovendo. “Embora a taxa de inflação registada seja já 4 vezes superior ao estimado no ano anterior, um aumento das taxas de juro pode levar a zona euro para uma recessão que não é desejada” termina.

As expectativas relativamente à compra e venda de imóveis no mercado, para o primeiro semestre é de estabilização face ao último semestre de 2021, tanto nas zonas de Lisboa e Porto como fora destas duas grandes áreas metropolitanas. Com base nestes números a imobiliária espera atingir 50 milhões de euros em imóveis transacionados no primeiro semestre, em Lisboa e no Porto, ou seja, duplicando o número de imóveis transacionados quando comparado com o primeiro semestre de 2021.

“É expetável que esta incerteza, a guerra na Ucrânia e o ressurgimento de uma vaga de covid afete a confiança dos consumidores e que se verifique um abrandamento no mercado imobiliário, sendo um mercado bastante resiliente durante os últimos 2 anos.” Refere ainda Nélio Leão.
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