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Semana 4 dias de trabalho: Reino Unido aderiu à iniciativa 4 Day Week Campaign

19 JANEIRO 2022
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Atualmente, já são 30 empresas que aderiram à iniciativa, resultando em mais produtividade e felicidade dos trabalhadores.
Entre 2015 e 2019, a Câmara Municipal de Reiquejavique e o governo islandês juntaram-se aos sindicatos de trabalhadores para testarem semanas de trabalho com menos horas (e dias) e o sucesso foi mesmo estrondoso. A sanidade mental dos funcionários melhorou e a produtividade das empresas aumentou. Outros países, como a Espanha e a Escócia, começam a fazer o mesmo em janeiro. Segundo a NiT, o mais recente a aderir a esta iniciativa, porém, foi o Reino Unido, onde 30 empresas implementaram estas semanas de trabalho menores.

O teste, que durará seis meses, dividirá as 35 horas de trabalho obrigatório por quatro dias, ao invés de cinco. Os participantes alegam que possibilitará um balanço melhor entre a vida pessoal e profissional. Por outro lado, críticos do estudo dizem que o facto de o trabalho estar mais condensado poderá provocar uma quantidade maior de stress.

Um dos principais objetivos da experiência — organizada pela 4 Day Week Campaign, o laboratório de ideias britânico Autonomy e investigadores das Universidades de Oxford, Boston e Cambridge — é averiguar se será possível os empregados operarem a 100 por cento com menos tempo disponível.

Joe O’Connor, o gerente deste programa-piloto, afirma em comunicado à imprensa britânica que 2022 “será o ano que viaja para um futuro de trabalho arrojado.” E acrescenta: “Mais e mais negócios apostam em estratégias focadas em produtividade que permitem reduzir o horário dos trabalhadores sem lhes baixarem o salário.”

Já Joe Ryle, o diretor da 4 Day Week Campaign, diz à “Bloomberg” que “as empresas mudarem para semanas de quatro dias é uma situação de win-win.” Adianta ainda que “estudos já comprovaram que a produtividade aumenta de acordo com o bem-estar dos empregados.”

O primeiro país a criar cabeçalhos à volta do mundo pela implementação de semanas de trabalho menores foi a Islândia. “Os resultados são imensamente positivos. Trabalhadores de diferentes áreas do setor público estão muito felizes com o novo balanço entre a vida pessoal e o trabalho, passando mais tempo com a família, fazendo mais atividades extracurriculares — como andar de bicicleta, ter novos passatempos, e por aí adiante”, revela o investigador Will Stronge, o co-diretor da Autonomy, a meios como a “BBC” e a “CBC”.

As melhorias não se fizeram sentir só nos trabalhadores. Também os patrões foram beneficiados, visto que afirmaram ter uma maior produtividade. Segundo Stronge, isto acontece porque os funcionários estavam menos suscetíveis a ter problemas relacionados com o trabalho, como stress, esgotamentos, ansiedade e depressão.

Testes semelhantes começarão este ano no Canadá e Austrália. Também os Estados Unidos já puseram esta proposta em cima da mesa. 

Em dezembro, um grupo de democratas com assento no Congresso introduziu um projeto de lei que pretendia diminuir o horário semanal de 40 horas para 32 — ou seja, menos um dia. Caso a medida seja aprovada, os empregadores terão de pagar horas extra a todos os que ultrapassassem este horário obrigatório.

“Já passou da hora de finalmente pormos as pessoas e as comunidades acima das empresas e os seus lucros — dando prioridade à saúde, bem-estar e dignidade humana básica a toda a classe operária”, disse Pramila Jayapal, uma democrata do estado de Washington, no Congresso.

Na verdade, já existe uma empresa norte-americana onde as semanas menores estão normalizadas desde o outono de 2021. Chama-se Bolt e trabalha com comércio online. Ryan Breslow, o CEO, contou à “CNBC” que os seus empregados estão mais felizes, eficientes e produtivos. “Não me via a gerir uma firma de outra maneira”, afirma.

Os benefícios desta abordagem laboral começam-se a acumular, com um relatório de uma plataforma britânica, publicado em maio do ano passado, a afirmar que semanas de quatro dias de trabalho poderiam reduzir a pegada de carbono no território.

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