374.500 €
2 quartos
Área bruta 66 m²
Há lugares em Lisboa onde basta conhecer a história da rua para olhar de outra maneira para uma casa. Esta é uma dessas ruas. Inserido em plena zona histórica, este apartamento beneficia de uma localização privilegiada, cercado por uma vasta rede de transportes (incluindo comboio), comércio local, serviços e um rico património cultural. DO IMÓVEL Com 61 m², o imóvel destaca-se por uma remodelação de excelente gosto, desenhada ao detalhe para harmonizar conforto, elegância e funcionalidade. A zona social conta com uma sala ampla de 23 m² e uma cozinha que beneficiam de uma luminosidade ímpar, vinda de três grandes janelas viradas para a rua. A área privativa é composta por uma confortável suite e por um escritório versátil, ideal para trabalho ou segundo quarto. O apartamento dispõe ainda de um segundo WC completo e de um pequeno e acolhedor terraço privativo, ideal para apanhar um pouco de ar fresco. DO LOCAL A localização permite viver o melhor de Belém a pé e usufruir de uma proximidade única a alguns dos lugares mais emblemáticos de Lisboa. O Mosteiro dos Jerónimos encontra-se a cerca de 500m, os tradicionais Pastéis de Belém a aproximadamente 750M, o Museu Nacional dos Coches e o Palácio de Belém a 1km e o MAAT a de 2km em perfeita sintonia com o rio. Uma casa onde a história se cruza diariamente com a cultura, o comércio local e a qualidade de vida. DA HISTÓRIA Há lugares em Lisboa onde a história não se lê apenas nos livros, vive-se ao virar da esquina. Na noite de 3 de setembro de 1758, D. José I regressava discretamente de Belém para a Ajuda numa carruagem simples, sem a guarda real, após um encontro íntimo com a sua amante, D. Teresa de Távora, a chamada Marquesa Nova. Quem preparou o atentado conhecia esta rotina ao detalhe. Foi precisamente nesta zona da atual Calçada do Galvão que a carruagem foi emboscada e atacada a tiro, num acontecimento que viria a desencadear um dos episódios mais dramáticos da história política portuguesa, o Processo dos Távoras. O rei sobreviveu e, a poucos metros do local do ataque, ergue-se a Igreja da Memória, oficialmente Igreja de Nossa Senhora do Livramento e de São José, mandada construir pelo próprio D. José I como voto de agradecimento por ter saído com vida. Mas o impacto daquela noite estendeu-se no tempo. A investigação conduzida pelo Marquês de Pombal culminou na condenação e execução dos Távoras e do Duque de Aveiro, em Belém, em janeiro de 1759. Décadas mais tarde, no reinado de D. Maria I, a família Távora seria reabilitada, mantendo-se até hoje a controvérsia sobre a real dimensão da conspiração. Como punição, os bens do Duque de Aveiro foram confiscados e o seu palácio em Belém foi completamente arrasado. O terreno foi salgado e aí se ergueu o Padrão do Chão Salgado, cuja memória perdura no atual Beco do Chão Salgado, situado a escassos minutos deste apartamento. Numa última e fascinante ironia do destino, o próprio Marquês de Pombal, que conduziu todo o processo, encontra-se hoje sepultado na Igreja da Memória, selando o ciclo histórico deste local de forma única. Casas São Paixões! #ref:RN001-04632
Rés do chão