Foto: Adobe Stock Autor: Redação Procura pressiona preços e rendas O aumento da procura de habitação contribui para encarecer tanto a compra como o arrendamento de imóveis. Segundo uma análise publicada na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal, um crescimento de 1% na procura está associado a uma subida de cerca de 0,69% nos preços das casas e de 0,37% nas rendas. O impacto é mais acentuado no valor das casas do que nos custos de arrendamento, o que evidencia a pressão exercida pela procura sobre o mercado imobiliário. O estudo aponta, por isso, para a importância de reforçar a oferta de habitação como forma de melhorar o acesso a casas a preços mais acessíveis. Lisboa e Porto sentem maior pressão A evolução dos preços e das rendas varia consoante a capacidade de resposta de cada município. Nas localidades onde a oferta de habitação é mais limitada, o crescimento da procura tende a provocar aumentos mais expressivos, com Lisboa e Porto entre as zonas mais afetadas. Em municípios menos populosos, a construção e a disponibilização de novas casas conseguem, em geral, acompanhar mais facilmente a procura, reduzindo a pressão sobre os valores praticados. Demografia e turismo influenciam o mercado A procura de habitação depende de vários fatores, incluindo o crescimento populacional, a migração, o rendimento das famílias e a dimensão dos agregados familiares. As condições de financiamento, a fiscalidade e o turismo também influenciam a evolução do mercado imobiliário. O Algarve é apontado como um exemplo de pressão sobre a habitação, devido à procura de não residentes e ao interesse no investimento imobiliário, num contexto em que a oferta tem dificuldade em acompanhar a procura. Construção insuficiente limita a oferta A análise identifica ainda um ritmo de construção de habitação relativamente reduzido, apesar da subida acentuada dos preços e das rendas, sobretudo desde 2022. Esta evolução levanta preocupações quanto à capacidade do mercado para responder às necessidades habitacionais. O estudo baseia-se em dados municipais portugueses relativos ao período entre 2017 e 2024, incluindo preços, rendas, parque habitacional e formação de novos agregados familiares. As conclusões apontam para a necessidade de aumentar a oferta, especialmente nas zonas onde a procura exerce maior pressão sobre o mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Renda acessível para estudantes deslocados Estudar longe de casa pode representar um encargo elevado para muitos jovens, sobretudo devido aos custos com habitação. Em Vila Nova de Gaia, uma parceria entre o Instituto Piaget e a Junta de Freguesia de Gulpilhares procura reduzir essa despesa, disponibilizando alojamento estudantil por 250 euros mensais. A iniciativa contempla duas residências renovadas, destinadas exclusivamente a estudantes daquela instituição de ensino superior. O valor mensal inclui serviços de limpeza e manutenção, permitindo aos jovens beneficiar de uma solução habitacional com custos mais controlados. Porto enfrenta rendas elevadas A criação desta resposta surge num contexto de pressão sobre o mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos na Área Metropolitana do Porto atingiu 10,83 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. Perante estes valores, encontrar alojamento a preços acessíveis continua a ser um desafio para quem precisa de mudar de cidade ou viver longe da família para frequentar o ensino superior. A iniciativa em Gulpilhares pretende contribuir para diminuir esse obstáculo e facilitar o acesso à formação académica, independentemente da situação económica dos estudantes. Projeto pode crescer nos próximos anos Embora represente uma alternativa mais económica para os estudantes abrangidos, a parceria não resolve, por si só, as dificuldades estruturais da habitação. O Instituto Piaget defende a necessidade de multiplicar soluções que aumentem a oferta de alojamento acessível e reduzam o peso das despesas habitacionais no orçamento das famílias. O projeto encontra-se numa fase inicial, mas existe a intenção de alargar este tipo de resposta ainda este ano ou no próximo ano letivo. Para além do apoio aos estudantes, a iniciativa pretende também dinamizar Gulpilhares, incentivando a permanência dos jovens na freguesia e contribuindo para a renovação geracional da comunidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Edifício de escritórios dará lugar a 85 casas Um antigo edifício de escritórios em Benfica, Lisboa, vai ganhar uma nova utilização e dar lugar a 85 habitações, num projeto direcionado sobretudo à classe média. O empreendimento Panorama terá cerca de 11.000 metros quadrados de área acima do solo e encontra-se em fase de licenciamento na Câmara Municipal de Lisboa. A reconversão prevê a criação de apartamentos T1, T2 e T3, com um preço de referência de aproximadamente 6.500 euros por metro quadrado. O investimento estimado para concretizar o projeto é de 50 milhões de euros. Localização e características dos apartamentos A proximidade de duas estações de metro, da Segunda Circular e da Radial de Benfica constitui uma das vantagens da localização. O empreendimento terá ainda vistas para Monsanto e deverá incluir varandas amplas, estacionamento, arrecadações e espaços destinados à atividade física e às crianças. As obras têm início previsto para o segundo semestre de 2027, estando a conclusão apontada para o final de 2029. A diversidade de tipologias permitirá responder às necessidades de diferentes agregados familiares. Reconversão adapta edifícios às necessidades habitacionais A transformação de edifícios de escritórios em habitação é uma forma de dar uma nova utilização a imóveis existentes e reforçar a oferta residencial em Lisboa. Em particular, alguns edifícios construídos nas décadas de 1960, 1970 e 1980 já não correspondem às exigências atuais dos espaços de trabalho, podendo ser adaptados a outras funções. O projeto de Benfica enquadra-se nesta tendência de reconversão urbana, que procura aproveitar estruturas existentes para criar novas casas em zonas consolidadas da capital. Mais projetos residenciais em Lisboa A reconversão de edifícios com utilizações anteriores tem vindo a marcar diferentes projetos habitacionais na cidade. Entre os exemplos estão o Freedom, em Arroios, desenvolvido a partir de uma antiga garagem, e o Quarteirão Inglês, que resultou da recuperação de vários edifícios históricos. O Panorama acrescenta 85 apartamentos a esta dinâmica de transformação urbana, com a previsão de criar novas opções de habitação numa zona de Lisboa com ligações a transportes públicos e às principais vias rodoviárias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Energia acelera subida dos preços A inflação voltou a aumentar na zona euro em setembro de 2026, com a evolução dos preços da energia a contribuir para a aceleração. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, a taxa homóloga fixou-se nos 3,8%, acima dos 3,2% registados em agosto e dos 2,2% observados em setembro de 2025. Na União Europeia, a inflação anual também chegou aos 3,8%, face aos 3,2% do mês anterior e aos 2,6% registados no período homólogo. O principal destaque foi a energia, cujos preços aumentaram 18,9% em setembro, depois de uma subida de 14,3% em agosto. Em setembro de 2025, este indicador tinha registado uma descida de 0,4%. Roménia regista a inflação mais elevada A evolução dos preços variou entre os Estados-membros. A Roménia apresentou a taxa de inflação mais elevada, com 6,5%, seguida da Lituânia, com 6,1%, e da Bulgária, com 5,6%. No extremo oposto, a Suécia registou a inflação mais baixa, de 1%, enquanto a Hungria e a Dinamarca apresentaram ambas uma taxa de 2,1%. Na República Checa, o indicador fixou-se nos 2,4%. Face a agosto de 2026, a inflação homóloga diminuiu apenas num Estado-membro, manteve-se inalterada em três países e aumentou nos restantes 23, mostrando que a pressão sobre os preços continuou a alargar-se pela União Europeia. Portugal mantém inflação acima de 3% Em Portugal, a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) atingiu 3,6% em setembro. O valor manteve-se estável em relação a agosto, mas ficou acima dos 1,9% registados no mesmo mês de 2025. A subida dos custos energéticos surge num contexto de tensão geopolítica no Médio Oriente, que tem contribuído para a volatilidade dos mercados da energia. A evolução deste componente continua, assim, a ser um fator relevante para acompanhar o comportamento da inflação na zona euro e na União Europeia. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Grupo reúne entidades do setor A equipa será coordenada por um representante do gabinete da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa. Integram também o grupo representantes do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Construção Pública, E.P.E. A constituição deste grupo foi formalizada através do despacho n.º 12528/2026, publicado no Diário da República. A iniciativa enquadra-se no programa Construir Portugal, integrado no Programa do XXV Governo Constitucional. Novo código pretende simplificar a legislação A preparação do Código da Construção pretende responder à fragmentação das normas que regulam a atividade. A intenção passa por concentrar num único enquadramento legal as regras aplicáveis às várias etapas do ciclo de vida de uma obra. Esta reorganização deverá abranger diferentes componentes da construção, procurando tornar o quadro legislativo mais coerente e facilitar a consulta das disposições aplicáveis ao setor. Trabalho conjunto para definir as novas regras A diversidade de matérias envolvidas justifica a participação de entidades com competências e experiência técnica distintas. Embora o IMPIC continue a ter responsabilidades na apresentação de propostas legislativas e regulamentares para os setores da construção e do imobiliário, o Governo considera importante alargar a colaboração a outras instituições. O grupo de trabalho terá, assim, a missão de reunir contributos especializados para preparar a proposta de Código da Construção. O objetivo é criar uma base legislativa mais integrada, capaz de articular as diferentes normas que regulam a atividade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais habitações apesar da queda nos projetos A construção de habitação apresentou sinais de crescimento nos primeiros sete meses de 2026. Embora tenham sido licenciados menos projetos do que no mesmo período de 2025, o número de fogos autorizados aumentou, segundo a AICCOPN. Entre janeiro e julho, foram licenciados 11.441 projetos habitacionais, menos 7,7% em termos homólogos. Em sentido contrário, o número de fogos licenciados chegou aos 25.854, correspondendo a uma subida de 4,5%. Os dados mostram, assim, uma maior dimensão média dos projetos aprovados. Lisboa concentra mais novos fogos A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se no licenciamento de novas habitações. Nos 12 meses terminados em julho, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas, mais 6% do que os 5.394 registados no período homólogo. Entre estas habitações, 35% correspondem a T2 e 32% a T3. As tipologias T0 e T1 representam 17% do total, enquanto os fogos T4 ou superiores correspondem aos restantes 16%. Crédito habitação acompanha tendência O mercado de crédito habitação também registou uma evolução favorável até julho. O novo financiamento concedido pelas instituições bancárias, excluindo renegociações, totalizou 14.509 milhões de euros desde o início do ano. Este valor representa um crescimento homólogo de 11,3% e acompanha a dinâmica observada na construção residencial. Ao mesmo tempo, a avaliação bancária das habitações registou uma valorização de 15,2% face ao mesmo período de 2025. Cimento reforça atividade da construção Os dados relativos ao consumo de materiais acompanham igualmente esta tendência. Até julho, foram utilizadas 2.505 mil toneladas de cimento em Portugal, mais 6% do que no mesmo período do ano anterior. Na avaliação bancária, os apartamentos apresentaram uma valorização de 16,5%, acima dos 13,6% registados pelas moradias. No conjunto, os indicadores divulgados pela AICCOPN apontam para uma atividade residencial que continua a crescer, apesar da redução no número de projetos licenciados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário A importância de olhar para além do presente Num cenário de incerteza, a importância da inovação e de visões estratégicas originais! No decorrer de uma das nossas regulares visitas às livrarias do Chiado, no escaparate das revistas despertou-nos a atenção o título de uma revista francesa “Le Point”; “les visionnaires; ils ont prédit le monde d’aujourd’hui”. Entre outros pensadores lá estava Alexis de Tocqueville, historiador e político francês do século XIX. Se até aqui o nosso interesse se focava no pensamento político e social, surge a oportunidade de o revisitar tendo em atenção a sua capacidade de identificar ideias inovadoras, de pensar para além do presente antecipando oportunidades. Tal como no século XIX, nas sociedades do século XXI a democracia dependerá cada vez mais de uma cultura cívica que suporte a convivência e participação dos cidadãos. No ecossistema do imobiliário esta capacidade de ver para além do presente, para onde se pode ir e definir como lá se chega, revela-se essencial. Não sendo urbanista, as suas análises são particularmente relevantes para pensar urbanismo, Placemaking, promoção imobiliária e desenvolvimento dos territórios, bairros das grandes cidades e outras localizações de baixa densidade enquanto espaços de convivência. Criar lugares onde as pessoas queiram viver Perante a crise de acesso à habitação, exige-se maior oferta que corresponda às necessidades habitacionais da maioria da população portuguesa. Novos empreendimentos que também possam contribuir para o desenvolvimento dos lugares onde se irão inserir que possam ir para além da edificação de unidades residenciais. Novos conjuntos habitacionais que evoluam da abordagem tradicional de como construir e vender, para a criação de lugares onde pessoas queiram viver, empreender, permanecer e relacionar-se. Novas edificações inseridas em espaços multifuncionais que aproximando pessoas e atividades económicas, possam criar oportunidades de convivência comunitária tornando-os mais seguros, em que os habitantes e outros utilizadores os sentem como seus. Novos critérios na valorização imobiliária E essa reflexão leva-nos à precificação. Se até aqui os critérios que justificavam a fixação do preço do lado da oferta e da “due diligence” como localização, áreas e caraterísticas físicas, qualidade do edifício, comparativo de mercado e oferta concorrencial, tipificação da procura, valor urbanístico e potencial futuro, outros começam a ser levados em conta, como vida urbana, comunidade, segurança e proximidade. Há ainda que distinguir entre valor estimado, preço pedido e preço de transação. Neste âmbito cabe à consultoria imobiliária um papel imprescindível e relevante no aconselhamento profissional a particulares e promotores imobiliários. Voltar à cidadania de Tocqueville é também retomar a vida urbana presente no Placemaking de Jane Jacobs e no “Defensible Space” de Oscar Newman. Inovação e colaboração na mediação imobiliária Na consultoria imobiliária, enquanto o setor da mediação imobiliária aguarda há anos uma nova legislação reguladora da atividade adaptada aos novos tempos, muitos dos operadores continuam cristalizados em práticas do passado. Quando a quantidade de operações tende a diminuir e a maioria dos negócios são realizados em parceria alguns persistem na jactância do “pleno” entre ativo angariado e cliente comprador. Outros narcisisticamente anunciam criativos e absurdos modelos de partilha em desfavor dos presumidos parceiros. Ainda outros, incentivam o networking entre profissionais e através do seu departamento de parcerias criam instrumentos abertos e colaborativos. A convite da JLL, tive o privilégio de estar presente no lançamento do “residential connect”. Em Portugal, também há quem persista na inovação. Pessoas, responsabilidade social e legado As Pessoas continuam a ser o elemento mais importante do mercado imobiliário. Lá estivemos no evento “Personalidades do Ano” promovido pela revista “Magazine Imobiliário”. Uma múltipla celebração de figuras notáveis, 13.º aniversário e edição do n.º 80. Foram distinguidos Aniceto Viegas (Imobiliário), José Teixeira (Construção), Paula Teles (Ambiente), Dionísio Pestana (Turismo) e Laura (Personalidade Mérito). Pessoas sucedidas nos negócios e que praticam a responsabilidade social. É esse o caminho que vale a pena ser percorrido por quem vai deixar legado nas empresas e na sociedade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Reforçar as relações de confiança Reforçar as relações de confiança na comunidade do imobiliário é condição necessária! A comunidade do imobiliário tem-se ajustado e vai-se adaptando à complexidade dos condicionalismos conjunturais que a atividade enfrenta. Como todas as comunidades, não é perfeita nem imune a conflitos. Vivemos tempos de mudança acelerada nos procedimentos e rotinas. Novas condições impostas por avanços tecnológicos e industrialização da cadeia de valor do negócio imobiliário. Novos desafios concorrenciais em todos os seus elos. Mas as Pessoas e os seus valores éticos permanecem indispensáveis para que se estabeleçam relações de confiança entre os operadores da fileira da construção e imobiliário que tornem possíveis uma cultura de partilha de informação e negócios baseada no respeito pelo outro e integridade. Novos testes ao ecossistema imobiliário, para que possamos revelar o nosso melhor. Um verão de encontros e reflexões Quase a terminar o período estival, tempo de regressarmos aos ambientes mais ou menos formais, às regras, comportamentos e procedimentos que orientam as nossas relações profissionais, foi num clima informal e festivo que o “Diário Imobiliário” promoveu mais uma edição do “Beach Party Imobiliário”. Oportunidade para nos revermos, validar ou desqualificar achismos, engajar propósitos e conexões, efetivar a transculturação na cadeia de valor, atualizar contactos e agenda. Um evento de verão que dá continuidade às conversas “No Filters”, moderadas por Fernanda Pedro, diretora deste jornal, que se realizam ao longo do ano. Aproveitando o clima, numa tarde soalheira subsequente, li do princípio ao fim o livro “O Mundo Imobiliário: as histórias incríveis do dia-a-dia de um consultor imobiliário”, compilação de artigos publicados em 2020 e 2021 por Francisco Mota Ferreira no “Diário Imobiliário”. A perspetiva de um ex-jornalista que, ao começar a trabalhar no imobiliário, descobriu um manancial de boas histórias que mereceram ser contadas. As Forças e Fraquezas do setor imobiliário descritas com humor e ironia. Lisboa e a preservação da identidade A época de verão em Lisboa ficará para sempre associada ao incêndio do Chiado que, há 38 anos, destruiu 18 edifícios históricos do século XVIII. Zona prime da cidade em que se requalificou e reergueu edificado e foi possível preservar algum do património comercial. Como em outros bairros do Centro Histórico, o território está a descaracterizar-se. Sem diferenciação competitiva num mercado turístico que começa a dar sinais de estagnação da procura, o destino vulgariza-se, massifica-se, perde atratividade e desvaloriza. O bem-intencionado programa da CML “Lojas com História” revela-se hoje pouco eficaz. Reconhecer não é o mesmo que proteger. É preciso vontade política para ir mais longe. É necessário proteger fachadas e elementos interiores e integrar estabelecimentos comerciais e agremiações históricas identitárias em Áreas de Conservação Urbana. Pessoas que deixam um legado O imobiliário é feito de Pessoas. No momento em que anuncia a sua retirada, quem já anda neste Mundo Imobiliário há quase 3 décadas não poderia deixar de fazer uma referência a Luís Roquette Pinheiro de Melo. Dizem-me quem com ele trabalhou que deixa um enorme legado de honestidade e conhecimento técnico. Como outros, tem direito a uma página no livro das celebridades da mediação imobiliária em Portugal. Continuará a ser uma referência para outras gerações que fazem do imobiliário a sua profissão. A propósito do segmento prime, onde preferencialmente se posicionava, costumo dizer que competências técnicas podem ser aprendidas. Princípios éticos, discrição, sigilo, sobriedade, “berço”, ou se tem ou não tem. E Luís Pinheiro de Melo, reunindo todos esses atributos pessoais, aliou-os a competência técnica de excelência. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Reabilitação ganha ritmo no centro de Coimbra A Câmara Municipal de Coimbra tem intensificado o trabalho de identificação e acompanhamento de imóveis degradados, sobretudo na zona histórica da cidade. Na sequência das notificações enviadas aos proprietários, dez edifícios já avançaram para obras de reconstrução ou reabilitação. A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual, procurando que os proprietários assumam voluntariamente as intervenções necessárias. Em vários casos, os imóveis degradados encontram-se já em fase de licenciamento, em obras ou com novos proprietários a preparar os procedimentos para iniciar a reabilitação. Município identifica novos edifícios O levantamento realizado pela Câmara tem permitido aumentar o número de imóveis degradados sinalizados na cidade. Além dos edifícios anteriormente identificados, foram recentemente notificados mais 67 proprietários para promoverem intervenções nos respetivos imóveis. No total, estão agora identificados 112 imóveis cujos processos de reabilitação deverão avançar. A Baixa e a Baixinha concentram grande parte destes casos, mas o trabalho abrange também zonas como a avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A autarquia pretende continuar a acompanhar os imóveis degradados e avaliar as soluções adequadas para cada situação, tendo em conta o estado dos edifícios e a disponibilidade dos proprietários para avançar com as obras. Obras coercivas são solução de recurso Quando a intervenção voluntária não acontece, o município pode recorrer a mecanismos coercivos. Esta opção é considerada uma solução de última instância e pode envolver a posse administrativa, a execução das obras pela autarquia ou outros procedimentos previstos na lei. Um dos casos já acompanhados envolve um edifício na rua da Fornalhinha, que ruiu em dezembro de 2025. Depois de assumir a posse administrativa do imóvel, a Câmara realizou as intervenções necessárias. O edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva. Existem ainda outros imóveis degradados que poderão ser alvo de medidas semelhantes, incluindo processos de expropriação por utilidade pública, venda forçada ou execução coerciva das obras. Habitação pode beneficiar da reabilitação A recuperação dos imóveis degradados poderá contribuir também para aumentar a oferta habitacional no centro de Coimbra. A própria autarquia tem edifícios que pretende requalificar, com o objetivo de criar habitação a custos acessíveis. A estratégia de reabilitação procura, assim, responder simultaneamente à degradação do património urbano e à necessidade de aproveitar edifícios sem utilização ou em condições inadequadas. Além dos imóveis degradados, o município identificou 237 edifícios devolutos, ou seja, imóveis que permanecem sem utilização durante um período prolongado. O acompanhamento destes edifícios poderá abrir caminho a novas intervenções e reforçar a revitalização das zonas centrais da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Sol, mar e livros Neste nosso querido mês de Agosto vivemos sob a égide da abençoada trilogia: sol, mar e livros. Leituras adiadas de livros editados pela Academia Portuguesa de História, de autores clássicos da literatura portuguesa e brasileira. Ainda a revisitação dos artigos de opinião aqui publicados e em outros Órgãos de Comunicação Social nas últimas décadas, acerca do mercado imobiliário. Uma vontade de revermos com o adequado distanciamento, o que vamos publicando. E talvez essa outra trilogia da razão de viver, se venha a completar. Já plantámos uma árvore, temos uma filha, fica a faltar um livro. A formação do profissional imobiliário As demoradas buscas ao arquivo, a maioria em suporte físico, detiveram-nos na primeira década do século XXI. Remeteram-nos ao desafio de produzir conteúdos formativos que correspondessem às exigências da legislação publicada, decreto-lei nº 211 e portaria nº 1326 de 2004, e que também pudessem dentro das restrições de carga horária dos módulos que o CECOA - Centro de Formação para o Comércio e Afins nos atribuiu, contribuir para a formação em outras competências supletivas e diferenciadoras no exercício da profissão imobiliária. Para produzir conteúdos de forma eficaz é importante conhecer e entender o público-alvo. Neste caso, mais do que público-alvo tínhamos um público-provável; todos os que queriam credenciar-se para exercer a atividade de mediação e angariação imobiliária. Ao reexaminar os Manuais então produzidos, algumas das qualificações-chave do profissional imobiliário exigíveis nessa primeira década, persistem incólumes. As competências técnicas e comerciais que o podem tornar sucedido. Conhecer o mercado, a dinâmica da oferta e procura que induz o “asking price”, saber fazer uma avaliação comparativa de mercado, deter conhecimentos em financiamento bancário, fiscalidade, tramitação legal de venda, investimentos, patologias de construção e eficiência energética, urbanismo. No âmbito das competências comerciais, a larga maioria da oferta formativa era e continua a ser focada nesta vertente; prospeção, qualificação do cliente, negociação, gestão de objeções e fecho. Importa que os recém-chegados produzam resultados no curto prazo. Da intermediação à consultoria imobiliária O que distingue a intermediação imobiliária do passado da consultoria imobiliária, ainda existem empresas e comerciais que não as incorporaram, são as competências relacionais, estratégicas e digitais. Declaram-se consultores mas continuam a comportar-se como comerciais. Continuam a apresentar imóveis numa perspetiva de encurtar o ciclo da venda e fechar negócios no curto prazo, sem ter em conta a construção de uma relação de longo prazo com os seus clientes. Seguimos atentamente o percurso profissional de consultores imobiliários sucedidos. A capacidade que têm de compreender os mercados, de analisar tendências e de construir com discrição relações que resistam ao tempo. Carreiras dedicadas à compreensão dos ciclos de mercado e das estratégias de investimento. A tecnologia veio democratizar o acesso à informação. Um consultor imobiliário tem a competência de transformar informação em decisão. É na combinação de dados, tecnologia e relacionamento humano que cria valor ao aconselhar os seus clientes a tomar melhores decisões. A Inteligência Artificial no imobiliário Continua a ser deprimente, a banalidade, vulgaridade e os “lugares-comuns” da Comunicação e Marketing de algumas agências imobiliárias e vendedores de casas, recorrendo à IA. Na sequência de outras marcas, também a KW – Keller Williams Realty anunciou a construção da sua Inteligência Artificial (Claude IA + Notion IA) articulada com o seu modelo de negócio. Genericamente não se julgue que a IA, a automatização ou novos softwares vão solucionar fraquezas estratégicas. A IA está a transformar o imobiliário. Estarão as agências físicas e os consultores imobiliários ameaçados? A IA poderá vir a reduzir a dimensão do espaço físico e a necessidade de algumas tarefas presenciais mas não elimina a criação de valor da consultoria imobiliária. A tecnologia aporta eficiência, os consultores confiança e aconselhamento na decisão. Uma despedida Ainda dos EUA, chegou a notícia da morte de Gail Liniger, co-fundadora da RE/MAX em 1973. Marcou várias gerações de profissionais imobiliários em todo o Mundo. Que Descanse em Paz. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Procura pressiona preços e rendas O aumento da procura de habitação contribui para encarecer tanto a compra como o arrendamento de imóveis. Segundo uma análise publicada na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal, um crescimento de 1% na procura está associado a uma subida de cerca de 0,69% nos preços das casas e de 0,37% nas rendas. O impacto é mais acentuado no valor das casas do que nos custos de arrendamento, o que evidencia a pressão exercida pela procura sobre o mercado imobiliário. O estudo aponta, por isso, para a importância de reforçar a oferta de habitação como forma de melhorar o acesso a casas a preços mais acessíveis. Lisboa e Porto sentem maior pressão A evolução dos preços e das rendas varia consoante a capacidade de resposta de cada município. Nas localidades onde a oferta de habitação é mais limitada, o crescimento da procura tende a provocar aumentos mais expressivos, com Lisboa e Porto entre as zonas mais afetadas. Em municípios menos populosos, a construção e a disponibilização de novas casas conseguem, em geral, acompanhar mais facilmente a procura, reduzindo a pressão sobre os valores praticados. Demografia e turismo influenciam o mercado A procura de habitação depende de vários fatores, incluindo o crescimento populacional, a migração, o rendimento das famílias e a dimensão dos agregados familiares. As condições de financiamento, a fiscalidade e o turismo também influenciam a evolução do mercado imobiliário. O Algarve é apontado como um exemplo de pressão sobre a habitação, devido à procura de não residentes e ao interesse no investimento imobiliário, num contexto em que a oferta tem dificuldade em acompanhar a procura. Construção insuficiente limita a oferta A análise identifica ainda um ritmo de construção de habitação relativamente reduzido, apesar da subida acentuada dos preços e das rendas, sobretudo desde 2022. Esta evolução levanta preocupações quanto à capacidade do mercado para responder às necessidades habitacionais. O estudo baseia-se em dados municipais portugueses relativos ao período entre 2017 e 2024, incluindo preços, rendas, parque habitacional e formação de novos agregados familiares. As conclusões apontam para a necessidade de aumentar a oferta, especialmente nas zonas onde a procura exerce maior pressão sobre o mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Edifício de escritórios dará lugar a 85 casas Um antigo edifício de escritórios em Benfica, Lisboa, vai ganhar uma nova utilização e dar lugar a 85 habitações, num projeto direcionado sobretudo à classe média. O empreendimento Panorama terá cerca de 11.000 metros quadrados de área acima do solo e encontra-se em fase de licenciamento na Câmara Municipal de Lisboa. A reconversão prevê a criação de apartamentos T1, T2 e T3, com um preço de referência de aproximadamente 6.500 euros por metro quadrado. O investimento estimado para concretizar o projeto é de 50 milhões de euros. Localização e características dos apartamentos A proximidade de duas estações de metro, da Segunda Circular e da Radial de Benfica constitui uma das vantagens da localização. O empreendimento terá ainda vistas para Monsanto e deverá incluir varandas amplas, estacionamento, arrecadações e espaços destinados à atividade física e às crianças. As obras têm início previsto para o segundo semestre de 2027, estando a conclusão apontada para o final de 2029. A diversidade de tipologias permitirá responder às necessidades de diferentes agregados familiares. Reconversão adapta edifícios às necessidades habitacionais A transformação de edifícios de escritórios em habitação é uma forma de dar uma nova utilização a imóveis existentes e reforçar a oferta residencial em Lisboa. Em particular, alguns edifícios construídos nas décadas de 1960, 1970 e 1980 já não correspondem às exigências atuais dos espaços de trabalho, podendo ser adaptados a outras funções. O projeto de Benfica enquadra-se nesta tendência de reconversão urbana, que procura aproveitar estruturas existentes para criar novas casas em zonas consolidadas da capital. Mais projetos residenciais em Lisboa A reconversão de edifícios com utilizações anteriores tem vindo a marcar diferentes projetos habitacionais na cidade. Entre os exemplos estão o Freedom, em Arroios, desenvolvido a partir de uma antiga garagem, e o Quarteirão Inglês, que resultou da recuperação de vários edifícios históricos. O Panorama acrescenta 85 apartamentos a esta dinâmica de transformação urbana, com a previsão de criar novas opções de habitação numa zona de Lisboa com ligações a transportes públicos e às principais vias rodoviárias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Darque vai receber 64 novas habitações A construção de 64 habitações em Darque, Viana do Castelo, avançará após a aprovação da adjudicação da empreitada e da minuta do contrato pelo executivo municipal. O projeto contempla fogos T1, T2 e T3, destinados à classe média, com preços inferiores aos praticados no mercado. A iniciativa pretende aumentar a oferta de habitação a custos controlados no concelho, facilitando o acesso à compra de casa. O processo, lançado em 2023, sofreu atrasos devido à aquisição dos terrenos, concluída ao longo de 2025, e à sobrecarga dos serviços municipais com projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Projeto inclui melhorias no espaço urbano Além da construção das habitações, a empreitada prevê a requalificação da área envolvente aos seis lotes, com o objetivo de melhorar o espaço urbano e valorizar as infraestruturas e áreas comuns. A adjudicação da obra foi aprovada, permitindo avançar com um projeto que pretende aumentar a oferta de habitação a custos controlados em Darque e facilitar o acesso a casas com preços inferiores aos praticados no mercado. Município prepara mais lotes habitacionais A estratégia municipal para aumentar a oferta de habitação inclui também a criação de 18 lotes para construção na freguesia de São Romão de Neiva, no Lugar de Três Marcos. Estes terrenos destinam-se a habitações T2 e T3. O investimento integra o esforço desenvolvido pelo município no âmbito da Estratégia Local de Habitação – 1.º Direito e do PRR. No concelho, estes programas representaram cerca de 51 milhões de euros, beneficiando 641 agregados familiares, dos quais 457 através de investimento direto da autarquia. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comprar casa está mais caro em Portugal O preço das casas em Portugal atingiu os 3.082€/m² em setembro de 2026, mais 9,5% do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Infocasa. Face a agosto, o aumento foi de 0,4%, após um verão marcado pela estabilização dos preços. Para quem quer comprar casa, a localização continua a ser um dos fatores com maior impacto no orçamento. Consulte aqui o relatório da evolução de preços das casas do SUPERCASA . Apesar da subida mensal, os preços permanecem ligeiramente abaixo do máximo de 3.090€/m², registado em junho. No último trimestre, verificou-se uma descida de 0,3%, mostrando que a evolução não é igual em todos os períodos nem em todas as regiões. Lisboa, Algarve e Madeira entre as zonas mais caras Lisboa continua a ser uma das regiões mais caras para comprar casa, com um preço médio de 4.573€/m². Ainda assim, registou uma descida mensal de 1,7%, enquanto a subida anual ficou nos 4,4%. No Algarve , o preço médio chegou aos 4.205€/m², apesar de uma redução mensal de 0,5%. Já na Madeira, comprar casa custava, em média, 4.167€/m², mais 13,6% do que há um ano. No Porto , o preço fixou-se nos 3.110€/m², com uma descida mensal de 0,5% e uma subida anual de 7,2%. Setúbal também apresenta valores elevados, com 3.521€/m². Onde os preços das casas mais aumentaram? A valorização imobiliária não se limita às grandes cidades. Santarém registou a maior subida anual entre as regiões destacadas, de 15,3%, com um preço médio de 1.940€/m². Também Coimbra , com 1.986€/m², apresentou uma subida anual de 13%. Em Aveiro e Leiria , os preços chegaram aos 2.292€/m² e 2.296€/m², respetivamente, ambos com aumentos de 11,9%. Braga registou uma valorização anual de 10,6%, atingindo os 2.195€/m². Estes valores mostram que os preços continuam a subir em várias regiões do país, pelo que procurar alternativas fora dos grandes centros pode ser uma opção para quem tem um orçamento limitado. Guarda é a região mais barata para comprar casa Para quem procura preços mais baixos, a Guarda apresenta o valor médio mais acessível, de 1.000€/m². Seguem-se Portalegre , com 1.151€/m², Bragança , com 1.215€/m², Castelo Branco , com 1.282€/m², e Vila Real , com 1.333€/m². As diferenças entre regiões mostram como a localização pode influenciar o custo de comprar casa. Antes de tomar uma decisão, importa comparar preços, avaliar o orçamento disponível e considerar os custos associados à aquisição. Embora o mercado nacional continue em valorização anual, a evolução varia consoante a região. Acompanhar os preços por localização pode ajudar a identificar alternativas mais ajustadas às necessidades e à capacidade financeira de cada comprador. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Como funciona a atualização dos coeficientes? Os coeficientes de desvalorização da moeda foram atualizados para 2026, através da Portaria n.º 457/2026/1, publicada em Diário da República a 15 de outubro. Estes valores permitem corrigir monetariamente o preço de aquisição de determinados bens e direitos, tendo em conta a inflação, para efeitos de cálculo de IRS e IRC. Qual o impacto na venda de imóveis? Na venda de um imóvel com mais-valias , os coeficientes de desvalorização da moeda permitem atualizar o valor de aquisição antes de apurar o ganho sujeito a imposto. Desta forma, o cálculo considera a perda de poder de compra da moeda ao longo do tempo, evitando que a valorização nominal seja confundida com um aumento real do valor do imóvel. A tabela estabelece o coeficiente aplicável consoante o ano em que o imóvel foi adquirido. Por isso, quem vende uma casa em 2026 deve consultar os valores agora publicados para calcular as mais-valias imobiliárias. A tabela também abrange outros bens e direitos Embora sejam relevantes para as mais-valias imobiliárias, os coeficientes de desvalorização da moeda também podem ser aplicados a determinadas operações com ativos financeiros e participações sociais. Entre os casos previstos encontram-se a venda de ações e quotas, o reembolso de obrigações, o resgate de unidades de participação em fundos de investimento e algumas operações de fusão, cisão ou liquidação de sociedades. A aplicação depende das condições previstas na legislação fiscal. Quando podem ser aplicados os coeficientes? A correção monetária prevista no artigo 50.º do Código do IRS exige que tenham decorrido mais de 24 meses entre a data de aquisição e a data de venda do bem. Esta condição deve ser verificada antes de aplicar os coeficientes de desvalorização da moeda no cálculo das mais-valias. A consulta da tabela em vigor no ano da venda é, por isso, essencial para determinar corretamente o valor de aquisição atualizado e apurar a matéria coletável. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas rendas máximas variam consoante o concelho A regulamentação do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) foi publicada em Diário da República, definindo os valores máximos das rendas por tipologia e município. A medida pretende incentivar a oferta de habitação a preços acessíveis, através de benefícios fiscais para os proprietários que cumpram os requisitos do programa. Em Lisboa, as rendas máximas variam entre 785 euros para um T0 e 2.066 euros para um T5. No Porto, os valores vão dos 652 euros para um T0 aos 1.715 euros para um T5. Em Faro, os limites situam-se entre 447 e 1.176 euros, consoante a tipologia. O valor mínimo previsto na portaria é de 224 euros para um T0, aplicável em 103 municípios, incluindo Aguiar da Beira, Arganil, Cinfães, Fundão, Lamego e Marvão. Proprietários podem beneficiar de isenções fiscais O RSAA prevê a isenção de IRS ou IRC sobre os rendimentos prediais para os proprietários que pratiquem rendas pelo menos 20% abaixo da mediana da respetiva região. Estão também previstas isenções de IMT e IMI para investimentos destinados à aquisição, construção ou reabilitação de imóveis para arrendamento acessível. A renda máxima pode ainda aumentar 10% quando a habitação inclui estacionamento privativo ou apresenta um desempenho energético de classe A ou superior. Os limites serão revistos periodicamente e, quando não houver revisão, atualizados automaticamente em função da inflação, com efeitos a 1 de janeiro. Regime prevê incentivos à construção de habitação Além dos benefícios fiscais, o regime permite, em determinadas condições, a reclassificação simplificada de solo rústico para urbano, quando o objetivo seja construir habitação pública, a custos controlados ou destinada a arrendamento acessível. Os promotores de operações urbanísticas que incluam habitação para arrendamento acessível poderão também beneficiar da dispensa de compensações urbanísticas, nos termos previstos na regulamentação. Regulamentação chega após atraso no prazo previsto A publicação da portaria ocorreu depois do prazo inicialmente estabelecido para regulamentar o regime. A Associação Lisbonense de Proprietários tinha manifestado preocupação com a demora, referindo dificuldades dos seus associados em perceber se os contratos poderiam ser abrangidos e como aceder aos benefícios fiscais anunciados. A entrada em vigor da portaria concretiza agora as regras necessárias à aplicação do RSAA, permitindo aos proprietários consultar os limites de renda aplicáveis ao concelho e à tipologia do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Programa jovem regressa após suspensão A Câmara Municipal de Lisboa retomou o programa de renda acessível De Volta ao Bairro, destinado a jovens até aos 35 anos que pretendem regressar aos bairros históricos onde cresceram. O 39.º concurso disponibiliza 25 habitações, depois de o processo ter estado suspenso durante três meses devido a problemas identificados na plataforma digital utilizada nos sorteios. A iniciativa procura facilitar o acesso dos jovens à habitação em zonas históricas da capital, onde os preços e a disponibilidade de casas podem dificultar a permanência ou o regresso de antigos residentes. Auditoria identificou falhas na plataforma A suspensão dos sorteios ocorreu na sequência de uma auditoria externa que identificou fragilidades no sistema informático de atribuição das habitações. As conclusões levantaram questões sobre a fiabilidade dos procedimentos e levaram à necessidade de esclarecer se os concursos estavam a decorrer de acordo com as regras estabelecidas. A autarquia esclareceu que a interrupção não resultou de qualquer determinação judicial. Entretanto, o sorteio foi retomado através da mesma plataforma digital, num contexto em que a transparência e a confiança no processo de atribuição continuam a ser aspetos centrais. Ministério Público analisa procedimento O procedimento de sorteio das casas de renda acessível está a ser analisado pelo Ministério Público, na sequência dos problemas identificados na auditoria externa. A situação gerou questões no executivo municipal sobre a suspensão dos concursos e as medidas adotadas para assegurar a regularidade dos processos. A Câmara Municipal defendeu a necessidade de esclarecer as dúvidas relacionadas com os procedimentos antes de avançar com novos sorteios. O tema tem motivado posições distintas entre os representantes políticos, nomeadamente quanto à duração da suspensão e às garantias de transparência. Lisboa mantém outros concursos de habitação acessível Para conhecer melhor a evolução dos preços de arrendamento na capital, consulte o relatório de preços de arrendamento em Lisboa do SUPERCASA . Além do programa destinado aos jovens, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou um concurso de renda acessível com 20 habitações para pessoas com 60 ou mais anos, cuja abertura de candidaturas estava prevista para o final de julho. Os concursos municipais de renda acessível procuram alargar as oportunidades de acesso à habitação a diferentes grupos etários. A retoma do programa De Volta ao Bairro representa um novo passo nesse sentido, mantendo o foco nos jovens que pretendem viver nos bairros históricos de Lisboa . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Como a lavanda pode ajudar a dormir melhor O aroma da lavanda é frequentemente associado ao relaxamento e pode ajudar a reduzir o stress antes de dormir. O olfato está ligado a áreas do cérebro relacionadas com as emoções e as memórias, pelo que determinados cheiros podem influenciar o estado de espírito e a sensação de tranquilidade. Ter lavanda no quarto pode ser uma forma simples de criar um ambiente mais relaxante ao final do dia. Ainda assim, os efeitos variam de pessoa para pessoa e o aroma não substitui hábitos de sono saudáveis nem o acompanhamento médico quando existem dificuldades persistentes em dormir. Planta natural ou óleo essencial? Pode aproveitar o aroma da lavanda através de flores secas, de uma planta natural ou de produtos aromáticos adequados. Outra opção é utilizar um difusor durante um período limitado, seguindo as instruções do fabricante. Se optar por óleos essenciais, tenha alguns cuidados. Estes produtos são concentrados e podem causar irritação ou reações adversas, sobretudo em pessoas sensíveis. Escolha produtos de composição identificada, evite aplicá-los diretamente na pele sem indicação adequada e mantenha-os fora do alcance de crianças e animais. Outros hábitos que favorecem o sono Além de experimentar o aroma da lavanda, há mudanças na rotina que podem ajudar a preparar o corpo para descansar. Reduzir a intensidade da luz nas horas anteriores a deitar, limitar a utilização de telemóveis e televisão e manter horários regulares são algumas das medidas recomendadas. Também é preferível evitar refeições pesadas, cafeína ao final do dia e conversas ou atividades que provoquem tensão imediatamente antes de dormir. Criar um ambiente tranquilo, confortável e com pouca luz pode facilitar o adormecimento e contribuir para noites mais repousantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação 1. Prepare o edredão para os dias frios Com a chegada do outono e a descida das temperaturas, os edredões voltam às camas. Antes de os utilizar, convém garantir que estão limpos, sobretudo se passaram vários meses guardados. Comece por consultar a etiqueta e verificar as recomendações do fabricante. O tipo de enchimento e as instruções de lavagem ajudam a escolher o método mais adequado e a evitar danos na peça. 2. Não force o edredão na máquina Se o edredão ocupar quase todo o tambor, não tente lavá-lo à força. Ao absorver água, torna-se mais pesado e pode sobrecarregar a máquina. Além disso, a falta de espaço dificulta a circulação da água e do detergente, comprometendo a limpeza. O edredão deve conseguir movimentar-se livremente durante a lavagem. 3. Recorra a uma lavandaria Se o edredão for demasiado grande para a máquina doméstica, uma lavandaria self-service pode ser uma solução prática. Estes espaços dispõem geralmente de máquinas com maior capacidade, adequadas a peças volumosas. Para edredões de penas ou materiais delicados, considere uma lavandaria profissional. Antes de escolher esta opção, confirme as recomendações do fabricante para evitar danificar o enchimento. 4. Lave o edredão na banheira Se tiver uma banheira e a etiqueta permitir a lavagem manual, comece por tratar as nódoas com detergente adequado. Encha a banheira com água morna, adicione detergente da roupa e mergulhe o edredão. Deixe-o de molho durante 15 a 30 minutos, movimentando-o suavemente. Depois, escoe a água e enxague várias vezes até eliminar os resíduos de detergente. Para terminar, retire o excesso de água sem torcer a peça e deixe-a secar conforme as instruções da etiqueta. Antes de a guardar ou voltar a utilizar, certifique-se de que está completamente seca para evitar humidade e odores desagradáveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Praias e paisagens para descobrir na Púglia Situada no sul de Itália, Púglia estende-se entre os mares Adriático e Jónico e oferece cenários muito diferentes ao longo da costa. Entre enseadas rodeadas de falésias, praias de areia clara e pequenas localidades junto ao mar, a região é uma opção para quem procura descanso e contacto com a natureza. Polignano a Mare destaca-se pelas casas construídas sobre as falésias e pelas vistas sobre o Adriático. Já Monopoli combina um centro histórico pitoresco com pequenas praias e um porto tradicional. Mais a sul, na zona de Salento, encontram-se praias como Punta Prosciutto, conhecidas pela areia fina e pelas águas transparentes. Cidades históricas e aldeias típicas Uma viagem à Púglia permite também explorar cidades com um património arquitetónico marcante. Bari, a capital regional, convida a passear pelas ruas estreitas da cidade antiga e a conhecer monumentos como a Basílica de São Nicolau. Lecce é conhecida pela arquitetura barroca, pelas fachadas trabalhadas em pedra local e pelas praças históricas. No interior, Alberobello merece uma visita pelos seus trulli, construções tradicionais com telhados cónicos que fazem parte do património mundial da UNESCO. Ostuni, conhecida como a cidade branca, destaca-se pelas casas caiadas e pelas ruas sinuosas, que oferecem vistas sobre a paisagem rural e os olivais. Gastronomia e melhor altura para visitar A gastronomia é outro dos motivos para conhecer Púglia. Entre as especialidades regionais encontram-se as orecchiette, uma massa tradicional, o pão de Altamura, os queijos locais e os pratos de peixe e marisco. O azeite e os vinhos produzidos na região também fazem parte da identidade culinária local. A primavera e o início do outono são boas alturas para visitar Púglia, graças às temperaturas amenas e à menor afluência de turistas. O verão é indicado para aproveitar as praias, embora algumas localidades costeiras sejam mais movimentadas. Para explorar diferentes zonas com maior liberdade, alugar um carro pode facilitar as deslocações entre cidades, aldeias e praias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Que assistência deve a companhia aérea prestar? Se o seu voo sofrer um atraso significativo ou for cancelado, a companhia aérea pode ter de prestar assistência, consoante as circunstâncias e as regras aplicáveis. Esta pode incluir refeições, bebidas e, quando necessário, alojamento e transporte entre o aeroporto e o local de estadia. Em determinadas situações, a transportadora também deve assegurar uma alternativa para chegar ao destino, sem custos adicionais. Por isso, se tiver um voo atrasado, guarde os comprovativos das despesas e peça informações à companhia aérea sobre a assistência disponível. Voo cancelado: pode pedir o reembolso? Quando um voo abrangido pelas regras europeias é cancelado, o passageiro pode, em geral, escolher entre o reembolso do bilhete e o transporte alternativo até ao destino final. O reembolso pode incluir os trajetos que já não tenham utilidade devido ao cancelamento. Se comprou uma viagem de ida e volta e o voo de ida for cancelado, poderá ter direito ao reembolso da totalidade do bilhete, caso a viagem deixe de fazer sentido. Antes de aceitar uma solução, confirme as opções disponibilizadas pela companhia aérea e guarde toda a documentação da reserva. Quando há direito a indemnização por voo atrasado? Além do reembolso ou do transporte alternativo, um voo atrasado ou cancelado pode dar direito a uma indemnização. No entanto, esta depende de fatores como a duração do atraso à chegada, a distância do percurso e as circunstâncias que provocaram a perturbação. Se o problema resultar de circunstâncias extraordinárias, como condições meteorológicas adversas ou restrições do controlo de tráfego aéreo, a companhia aérea poderá não ter de pagar uma indemnização adicional. Já em situações pelas quais a transportadora seja responsável, poderá existir esse direito. Se o seu voo atrasado ou cancelado afetar os seus planos, apresente uma reclamação à companhia aérea e conserve o bilhete, a confirmação da reserva, as comunicações recebidas e os recibos das despesas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Renda acessível para estudantes deslocados Estudar longe de casa pode representar um encargo elevado para muitos jovens, sobretudo devido aos custos com habitação. Em Vila Nova de Gaia, uma parceria entre o Instituto Piaget e a Junta de Freguesia de Gulpilhares procura reduzir essa despesa, disponibilizando alojamento estudantil por 250 euros mensais. A iniciativa contempla duas residências renovadas, destinadas exclusivamente a estudantes daquela instituição de ensino superior. O valor mensal inclui serviços de limpeza e manutenção, permitindo aos jovens beneficiar de uma solução habitacional com custos mais controlados. Porto enfrenta rendas elevadas A criação desta resposta surge num contexto de pressão sobre o mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos na Área Metropolitana do Porto atingiu 10,83 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. Perante estes valores, encontrar alojamento a preços acessíveis continua a ser um desafio para quem precisa de mudar de cidade ou viver longe da família para frequentar o ensino superior. A iniciativa em Gulpilhares pretende contribuir para diminuir esse obstáculo e facilitar o acesso à formação académica, independentemente da situação económica dos estudantes. Projeto pode crescer nos próximos anos Embora represente uma alternativa mais económica para os estudantes abrangidos, a parceria não resolve, por si só, as dificuldades estruturais da habitação. O Instituto Piaget defende a necessidade de multiplicar soluções que aumentem a oferta de alojamento acessível e reduzam o peso das despesas habitacionais no orçamento das famílias. O projeto encontra-se numa fase inicial, mas existe a intenção de alargar este tipo de resposta ainda este ano ou no próximo ano letivo. Para além do apoio aos estudantes, a iniciativa pretende também dinamizar Gulpilhares, incentivando a permanência dos jovens na freguesia e contribuindo para a renovação geracional da comunidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Energia acelera subida dos preços A inflação voltou a aumentar na zona euro em setembro de 2026, com a evolução dos preços da energia a contribuir para a aceleração. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, a taxa homóloga fixou-se nos 3,8%, acima dos 3,2% registados em agosto e dos 2,2% observados em setembro de 2025. Na União Europeia, a inflação anual também chegou aos 3,8%, face aos 3,2% do mês anterior e aos 2,6% registados no período homólogo. O principal destaque foi a energia, cujos preços aumentaram 18,9% em setembro, depois de uma subida de 14,3% em agosto. Em setembro de 2025, este indicador tinha registado uma descida de 0,4%. Roménia regista a inflação mais elevada A evolução dos preços variou entre os Estados-membros. A Roménia apresentou a taxa de inflação mais elevada, com 6,5%, seguida da Lituânia, com 6,1%, e da Bulgária, com 5,6%. No extremo oposto, a Suécia registou a inflação mais baixa, de 1%, enquanto a Hungria e a Dinamarca apresentaram ambas uma taxa de 2,1%. Na República Checa, o indicador fixou-se nos 2,4%. Face a agosto de 2026, a inflação homóloga diminuiu apenas num Estado-membro, manteve-se inalterada em três países e aumentou nos restantes 23, mostrando que a pressão sobre os preços continuou a alargar-se pela União Europeia. Portugal mantém inflação acima de 3% Em Portugal, a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) atingiu 3,6% em setembro. O valor manteve-se estável em relação a agosto, mas ficou acima dos 1,9% registados no mesmo mês de 2025. A subida dos custos energéticos surge num contexto de tensão geopolítica no Médio Oriente, que tem contribuído para a volatilidade dos mercados da energia. A evolução deste componente continua, assim, a ser um fator relevante para acompanhar o comportamento da inflação na zona euro e na União Europeia. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A intermediação de crédito tem ganho relevância em Portugal, aumentando a concorrência entre profissionais e empresas do setor. Neste contexto, compreender as necessidades dos clientes, esclarecer dúvidas e acompanhar cada processo são fatores que podem fazer a diferença. A confiança como fator de diferenciação A confiança é essencial para criar relações duradouras com os clientes, sobretudo numa decisão financeira como a contratação de crédito à habitação. O intermediário de crédito deve explicar as opções de financiamento de forma clara e transparente, ajudando cada cliente a compreender as condições, os custos e as implicações de cada solução, de acordo com as suas necessidades e capacidade financeira. Um acompanhamento próximo, com comunicação regular e respostas atempadas, reforça a credibilidade do profissional, promove a fidelização e pode gerar novas recomendações. Personalização e eficiência no acompanhamento Cada cliente tem um perfil financeiro, objetivos e necessidades diferentes. Para se destacar no mercado, é importante garantir um acompanhamento personalizado e processos de trabalho eficientes, através de medidas como: Conhecer cada cliente : acompanhar o histórico de contactos, identificar preferências e compreender as necessidades de cada pessoa. Organizar os processos : gerir pedidos de financiamento, documentos, contactos e tarefas de forma estruturada, reduzindo atrasos e falhas de comunicação. Centralizar a informação : recorrer a ferramentas digitais que permitam consultar os dados dos clientes e acompanhar o estado de cada processo num único ambiente de trabalho. Automatizar tarefas : simplificar procedimentos administrativos e libertar tempo para o acompanhamento dos clientes. O eGO CRM Intermediação de Crédito permite reunir funcionalidades de gestão e acompanhamento, contribuindo para uma maior organização do trabalho e para um serviço mais próximo e eficiente. Tecnologia e especialização para criar valor A diferenciação no mercado, passa também pela capacidade de acompanhar a evolução do setor e utilizar a tecnologia para melhorar o serviço prestado. Para reforçar o posicionamento, importa apostar em: Acompanhar a evolução do setor : conhecer as soluções de financiamento disponíveis e os critérios das instituições financeiras para identificar opções adequadas a cada cliente. Manter os conhecimentos atualizados : acompanhar as alterações legislativas e regulamentares que influenciam a atividade de intermediação de crédito. Garantir transparência e segurança : proteger os dados pessoais dos clientes, assegurar a confidencialidade da informação e cumprir as obrigações legais em todas as etapas do processo. Diferenciar-se para crescer de forma sustentável A crescente concorrência na intermediação de crédito exige uma proposta de valor clara. Além das condições de financiamento, a qualidade do acompanhamento, a confiança, a rapidez de resposta e a simplificação dos processos são fatores decisivos para a experiência do cliente. Combinar conhecimento especializado, proximidade e ferramentas de gestão adequadas permite melhorar a organização e responder às expectativas dos consumidores. Procura formas de tornar a sua atividade mais eficiente? A nossa equipa especializada está disponível para ajudar a encontrar soluções ajustadas às necessidades do seu negócio . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que determina uma mais-valia imobiliária? Quando vende um imóvel, pode existir uma diferença entre o valor pelo qual o comprou e o montante obtido com a venda. Se essa diferença for positiva, estamos perante uma mais-valia imobiliária. Se o resultado for negativo, existe uma menos-valia. O cálculo não depende apenas dos preços de compra e venda. A legislação permite considerar determinados encargos associados ao imóvel e à sua transação, desde que sejam elegíveis e devidamente comprovados. Entre as despesas que podem ser relevantes estão custos com obras de valorização realizadas nos anos anteriores à venda, encargos de aquisição e venda, despesas com escritura e registos, certificado energético e mediação imobiliária. Por isso, guardar faturas e outros documentos relacionados com o imóvel é essencial para apurar corretamente as mais-valias imobiliárias. Como funciona a tributação? O cálculo das mais-valias imobiliárias tem em conta vários elementos, incluindo o valor de aquisição, o valor de venda, as despesas elegíveis e o período que passou desde a compra. Em regra, apenas uma parte da mais-valia apurada é considerada para efeitos de IRS. O montante sujeito a tributação é depois integrado nos rendimentos do contribuinte, sendo a taxa determinada de acordo com as regras aplicáveis ao seu rendimento coletável. Também pode existir uma atualização do valor de aquisição através do coeficiente de desvalorização monetária, quando estão reunidas as condições previstas na lei. Este mecanismo permite ter em consideração a passagem do tempo no cálculo. Assim, duas pessoas que obtenham o mesmo valor de venda podem ter resultados fiscais diferentes, dependendo do preço e da data de aquisição, das despesas realizadas e da sua situação fiscal. Quando é possível reduzir o imposto? A venda de uma habitação própria e permanente pode beneficiar de regras específicas quando o montante obtido é reinvestido na aquisição, construção ou determinadas situações de melhoria de outra habitação própria e permanente, dentro das condições e prazos previstos. O valor efetivamente reinvestido pode influenciar a parcela da mais-valia sujeita a tributação. Por isso, quem pretende vender uma casa e comprar outra deve analisar antecipadamente as condições aplicáveis ao reinvestimento. Existem ainda situações particulares relacionadas com contribuintes de idade igual ou superior a 65 anos ou reformados, nas quais podem aplicar-se regras próprias quando o valor obtido com a venda é destinado a determinados produtos financeiros previstos na legislação. A tributação também pode variar consoante o imóvel vendido seja ou não a habitação própria e permanente do contribuinte. Como calcular as mais-valias imobiliárias? Imagine que um imóvel foi adquirido por 180 mil euros e, alguns anos mais tarde, vendido por 245 mil euros. Durante o período de propriedade, o titular suportou 12 mil euros em despesas elegíveis relacionadas com o imóvel e a sua transação. Para determinar as mais-valias imobiliárias, é necessário considerar estes valores e aplicar as regras fiscais correspondentes, incluindo, quando aplicável, o coeficiente de atualização monetária. O resultado obtido não corresponde automaticamente ao imposto a pagar. É necessário determinar a parcela sujeita a IRS e considerar outros rendimentos e circunstâncias fiscais do contribuinte. Antes de vender um imóvel, é por isso aconselhável reunir os comprovativos das despesas e simular o impacto fiscal da operação. Desta forma, é possível antecipar o valor potencial das mais-valias imobiliárias e avaliar se existem mecanismos, como o reinvestimento, que possam reduzir a tributação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Valorização abranda, mas mantém ritmo elevado Os preços das casas registaram uma subida homóloga de 16,5% entre abril e junho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Embora o crescimento continue expressivo, representa uma desaceleração de 1,3 pontos percentuais relativamente aos primeiros três meses do ano, prolongando uma tendência de abrandamento pelo segundo trimestre consecutivo. A evolução foi distinta entre habitações novas e usadas. Os preços das casas existentes aumentaram 18% num ano, enquanto os imóveis novos registaram uma valorização de 12,3%. Na comparação com o trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) avançou 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,8% registados anteriormente. Consulte o relatório de preços do SUPERCASA e acompanhe a evolução do mercado imobiliário em Portugal . Menos negócios num mercado mais caro A subida dos preços das casas ocorreu em simultâneo com uma redução da atividade. No segundo trimestre foram realizadas 40.142 transações, menos 6,4% do que um ano antes. Apesar da quebra no número de negócios, o valor global das operações aumentou 4,2%, para 10.700 milhões de euros. As famílias continuam a representar a maioria das compras, com 34.935 transações, correspondentes a 87% do total. Estas operações movimentaram cerca de 9.300 milhões de euros. Também as compras de habitações existentes diminuíram 6,6%, para 32.307 negócios. No segmento das habitações novas foram contabilizadas 7.835 transações, menos 5,7% em termos homólogos. Compradores estrangeiros perdem peso Os preços das casas continuam a subir enquanto a participação dos compradores com domicílio fiscal fora de Portugal diminui. Entre abril e junho, este grupo adquiriu 1.890 habitações, o equivalente a 4,7% das transações. O número representa uma descida de 10,3% face ao segundo trimestre de 2025, confirmando a redução do peso relativo da procura estrangeira no mercado habitacional. Quebra nas vendas é transversal A diminuição das transações não ficou limitada a uma determinada zona do país. Todas as regiões registaram menos negócios do que no mesmo período do ano anterior, com as maiores descidas observadas na Madeira, de 15%, e no Algarve, de 12,4%. Já os valores movimentados com a compra e venda de habitações aumentaram na maioria das regiões. O Oeste e Vale do Tejo, o Centro, os Açores, a Península de Setúbal e o Alentejo registaram crescimentos superiores à média nacional, entre 5,5% e 20,2%. Os dados do IPHab mostram, assim, um mercado em que os preços das casas continuam a valorizar, apesar da redução do número de transações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .