Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em residência A antiga Fábrica Confiança, em Braga, vai abrir uma nova fase da sua história em setembro de 2026, com a entrada em funcionamento da Residência Universitária Confiança. O projeto representa um investimento superior a 29 milhões de euros e terá capacidade para acolher 786 estudantes. A nova residência será gerida pela Universidade do Minho e destina-se sobretudo a estudantes deslocados, nomeadamente aos que frequentam o Campus de Gualtar. A criação deste equipamento pretende reforçar a oferta de alojamento estudantil e reduzir a dependência do mercado privado. Alojamento a partir de 94 euros por mês No ano letivo 2026/2027, os preços da residência universitária variam consoante a tipologia do quarto e a situação do estudante. Para bolseiros, a mensalidade será de 94 euros num quarto duplo e de 150 euros num quarto individual. Para estudantes não bolseiros, os valores serão de 163 euros para quartos duplos e 213 euros para quartos individuais. As mensalidades incluem despesas como água, eletricidade, gás e internet. A diferença de preços procura garantir uma solução de habitação mais acessível para estudantes que precisam de viver em Braga durante o período académico. Equipamentos pensados para estudantes Além dos quartos, a Residência Universitária Confiança terá vários espaços destinados a apoiar o dia a dia dos residentes. O equipamento inclui cozinhas equipadas, salas de estudo e de convívio, lavandaria e ginásio. O projeto resulta da adaptação da antiga fábrica, conciliando a preservação do edifício histórico com a construção de novas estruturas. A intervenção procurou assegurar condições de funcionalidade, conforto e sustentabilidade para os estudantes. Novo alojamento pode libertar casas em Braga A entrada em funcionamento da residência poderá ter impacto para além da comunidade académica. Ao disponibilizar alojamento para 786 estudantes, o novo equipamento poderá reduzir a procura por apartamentos no mercado privado da cidade. A disponibilização de mais camas para estudantes poderá, assim, contribuir para aumentar a oferta de habitação disponível para outros residentes de Braga, num contexto de procura elevada no mercado habitacional. Com a abertura prevista para setembro, a Residência Universitária Confiança passa a integrar a oferta de alojamento estudantil da cidade, com preços mais baixos do que os praticados no mercado privado e capacidade para centenas de estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Entrada precoce nas redes sociais está associada a piores notas O acesso às redes sociais em idades mais jovens pode estar relacionado com um pior desempenho escolar nos anos seguintes. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado na revista científica Nature Human Behaviour. A investigação acompanhou 5.227 alunos de 28 escolas do norte de Itália e analisou a relação entre a idade de criação da primeira conta em plataformas digitais e os resultados obtidos em provas de Italiano, Inglês e Matemática. Os alunos que começaram a utilizar redes sociais entre os 11 e os 12 anos apresentaram, em média, resultados inferiores em Italiano e Matemática aos colegas que esperaram até aos 14 anos. Aos 15 e 16 anos, a diferença correspondia a cerca de seis meses de aprendizagem. No caso do Inglês, os investigadores não identificaram uma associação negativa semelhante. Uso frequente do telemóvel também surge associado O estudo analisou ainda os hábitos de utilização do telemóvel. Os estudantes que afirmaram consultar o dispositivo com maior frequência tendiam a ter criado contas nas redes sociais mais cedo e apresentavam classificações inferiores em Italiano e Matemática no 10.º ano. Estes alunos referiram também níveis mais baixos de supervisão parental relativamente à utilização das plataformas. Para os investigadores, o acompanhamento dos pais pode desempenhar um papel relevante na forma como os mais jovens gerem o tempo passado online. Ainda assim, os resultados devem ser interpretados com cautela. Por se tratar de uma investigação observacional, não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o uso das redes sociais e a descida das notas. O papel dos pais na utilização das plataformas A entrada precoce nas redes sociais ocorre frequentemente antes da idade mínima definida pelas próprias plataformas. Perante esta realidade, o acompanhamento familiar pode ajudar a estabelecer hábitos digitais mais equilibrados. Adiar a criação de contas, definir limites para o tempo de ecrã e evitar a utilização do telemóvel durante o período de estudo ou antes de dormir são algumas medidas possíveis. Também é importante conversar com as crianças sobre os conteúdos que encontram, os contactos com desconhecidos e os riscos associados à exposição online.O estudo italiano não significa que as redes sociais sejam, por si só, responsáveis por um pior desempenho escolar. No entanto, os resultados reforçam a importância de acompanhar a idade de entrada nestas plataformas e a intensidade da sua utilização. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Procura por alojamento estudantil supera a oferta O mercado de alojamento estudantil continua a enfrentar um forte desequilíbrio entre a procura e a oferta. De acordo com dados da CBRE, a procura por residências de estudantes especializadas ronda os 227 mil estudantes, impulsionada pelo aumento do número de alunos deslocados e pela crescente presença de estudantes internacionais no ensino superior português. Atualmente, existem cerca de 28 mil camas em residências públicas e privadas, um número insuficiente para responder às necessidades do mercado. Como consequência, milhares de estudantes continuam a recorrer ao mercado de arrendamento tradicional para encontrar habitação durante o período académico. Investimento cresce, mas continua insuficiente A elevada procura por alojamento estudantil tem despertado o interesse de investidores nacionais e internacionais. Desde 2019, este segmento captou cerca de 1,2 mil milhões de euros em investimento, permitindo o desenvolvimento de novos projetos, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Apesar da previsão de entrada de aproximadamente três mil novas camas no mercado, este reforço continua aquém das necessidades identificadas. Portugal mantém, assim, uma das taxas de cobertura mais reduzidas da Europa no segmento das residências de estudantes construídas de raiz (PBSA – Purpose-Built Student Accommodation). Rendas mantêm competitividade face à Europa Apesar da escassez de oferta, os valores praticados no alojamento estudantil continuam a ser mais competitivos do que em várias cidades europeias. Lisboa e Porto apresentam rendas inferiores às registadas em destinos como Londres, Dublin, Milão ou Madrid, mantendo Portugal como uma opção atrativa para estudantes internacionais. Ainda assim, a crescente procura tem vindo a aumentar a pressão sobre este segmento, especialmente nas principais cidades universitárias. Distribuição da oferta continua desigual Outro desafio do mercado de alojamento estudantil prende-se com a distribuição geográfica das residências. A maior parte da oferta privada concentra-se em Lisboa, Porto e Coimbra, enquanto outras regiões com elevada mobilidade estudantil continuam a dispor de poucas soluções especializadas. Este cenário reforça a necessidade de novos investimentos em diferentes zonas do país, de forma a aumentar a oferta disponível e responder ao crescimento contínuo da procura por alojamento destinado a estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Bolsa de 1.075 euros chega no próximo ano letivo A bolsa de 1.075 euros será uma das principais novidades do ensino superior no ano letivo de 2026/2027. Apesar de a reforma global da ação social ter sido adiada para 2027/2028, o Governo decidiu avançar já com algumas medidas de apoio aos estudantes, incluindo a nova bolsa de incentivo, o reforço do financiamento das residências académicas e alterações no apoio ao alojamento. O adiamento da aplicação integral da reforma resulta da necessidade de concluir adaptações técnicas, preparar os serviços de ação social das instituições de ensino superior e garantir que estudantes e famílias dispõem de toda a informação necessária antes da entrada em vigor do novo modelo. Quem terá acesso à bolsa de 1.075 euros A bolsa será atribuída aos estudantes abrangidos pelo primeiro escalão do abono de família. No primeiro ano de ingresso no ensino superior, o apoio será concedido automaticamente aos alunos que cumpram os critérios definidos. Nos anos seguintes, a atribuição dependerá também do desempenho académico, sendo necessário que o estudante obtenha uma classificação final integrada nos 25% melhores resultados do respetivo curso no ano letivo anterior. A reforma da ação social ficará totalmente implementada apenas em 2027/2028, passando então a calcular as bolsas de estudo com base no custo real de estudar em cada localidade e na capacidade financeira do agregado familiar. Residências académicas recebem mais financiamento Outra das medidas que entra já em vigor é o aumento do financiamento destinado às residências académicas. O apoio por cada cama ocupada por um estudante bolseiro será reforçado, permitindo às instituições dispor de mais recursos para melhorar a oferta de alojamento. Paralelamente, os estudantes bolseiros deslocados passam a manter o apoio ao alojamento mesmo quando optam por arrendar um quarto ou habitação no mercado privado, continuando a beneficiar de prioridade no acesso às residências académicas. Reforma será aplicada de forma faseada O novo modelo de ação social no ensino superior exige alterações aos regulamentos, aos sistemas informáticos e aos procedimentos administrativos das instituições. Por esse motivo, a implementação será realizada de forma gradual. Até à entrada em vigor da reforma completa, prevista para 2027/2028, o objetivo passa por assegurar uma transição mais organizada, permitindo que estudantes, famílias e serviços académicos se adaptem às novas regras. Entretanto, a entrada em vigor da bolsa de 1.075 euros e do reforço dos apoios ao alojamento representa já um primeiro passo no reforço da ação social destinada aos estudantes do ensino superior. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novas residências reforçam alojamento estudantil A Universidade do Algarve vai aumentar a oferta de alojamento para estudantes com a entrada em funcionamento de duas novas residências universitárias. Localizadas nos campi de Gambelas e da Penha, no concelho de Faro, as novas infraestruturas vão disponibilizar 298 camas já no próximo ano letivo. Com este reforço, a capacidade total de alojamento da instituição sobe de 539 para 837 camas, representando um crescimento superior a 55%. A medida surge numa altura em que o acesso ao alojamento continua a ser um dos principais desafios para estudantes e famílias, sobretudo numa região onde a pressão sobre o mercado habitacional tem aumentado. Investimento de 18 milhões de euros As duas residências representam um investimento global de 18 milhões de euros, realizado no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A Universidade do Algarve participou também no investimento, suportando 8,8 milhões de euros do valor total. Este projeto dá continuidade à estratégia da instituição para melhorar as condições de alojamento estudantil. Em 2025, a universidade investiu ainda 8,3 milhões de euros na renovação e requalificação de sete residências universitárias, beneficiando 442 camas já existentes. Mais capacidade para receber estudantes A entrada em funcionamento das novas residências permitirá responder ao aumento da procura por alojamento universitário e reforçar a capacidade de acolhimento da comunidade académica. A Universidade do Algarve considera que este investimento contribuirá para melhorar a integração dos estudantes e criar melhores condições para o seu percurso académico. Além de aumentar a oferta de camas, a instituição pretende tornar o ensino superior mais acessível, atrativo e inclusivo. O reforço da capacidade de alojamento representa também um contributo para a resposta às necessidades habitacionais na região do Algarve, numa fase em que decorrem as candidaturas ao ensino superior e cresce a procura por soluções de alojamento a preços acessíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o crédito para estudantes? O crédito para estudantes é uma solução de financiamento destinada a quem pretende investir na formação académica ou profissional, mas não dispõe de recursos financeiros suficientes para suportar todas as despesas. Este tipo de crédito pode ser utilizado para financiar licenciaturas, mestrados, doutoramentos, pós-graduações, MBAs, cursos técnico-profissionais e outras formações certificadas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Além das propinas, algumas instituições financeiras permitem incluir despesas relacionadas com a formação, como material informático, software ou equipamentos necessários para frequentar o curso. Para pedir um crédito para estudantes é, regra geral, necessário apresentar comprovativos de matrícula ou inscrição e documentação que justifique o financiamento. Tal como acontece com qualquer crédito ao consumo, a aprovação depende da análise da capacidade financeira do cliente. Quais as vantagens do crédito para estudantes? Comparativamente a um crédito pessoal sem finalidade específica, o crédito para estudantes costuma oferecer condições mais ajustadas às necessidades de quem está a investir na educação. Taxas de juro mais competitivas As instituições financeiras disponibilizam frequentemente condições mais favoráveis para financiamento de estudos. Além disso, o Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas aplicáveis aos diferentes tipos de crédito, sendo habitual que o crédito destinado à educação apresente limites inferiores aos do crédito pessoal tradicional. Consoante a entidade financeira, é possível encontrar soluções com taxa fixa ou taxa variável, normalmente indexada à Euribor. Montante e prazo de financiamento O montante disponível varia de acordo com a instituição financeira, o perfil do cliente e as despesas apresentadas. Em muitos casos, o financiamento pode cobrir a totalidade dos custos elegíveis. Os prazos de reembolso podem ir até 10 anos, dependendo do valor solicitado, da formação financiada e das condições definidas por cada banco. O que deve comparar antes de contratar? Antes de escolher um crédito para estudantes, é importante comparar diferentes propostas para encontrar a solução mais adequada às necessidades e à capacidade financeira. Algumas instituições permitem um período de carência de capital durante o curso, em que o cliente paga apenas os juros do empréstimo. Esta opção pode reduzir significativamente o valor da prestação enquanto decorre a formação, embora aumente o custo total do financiamento. Também importa analisar a taxa de juro, a TAEG, as comissões aplicáveis, os seguros eventualmente exigidos e a flexibilidade das condições de reembolso. Quando faz sentido recorrer ao crédito para estudantes? O crédito para estudantes pode ser uma opção para quem pretende investir na qualificação académica ou profissional e não dispõe de poupanças suficientes para suportar os custos da formação. No entanto, antes de avançar, é aconselhável comparar propostas de diferentes instituições financeiras e avaliar se a prestação futura é compatível com o orçamento disponível. Uma decisão informada permite financiar os estudos de forma mais sustentável, reduzindo o risco de dificuldades financeiras durante ou após a conclusão da formação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Execução do PRR continua abaixo do previsto O alojamento estudantil continua longe das metas definidas pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). A poucos meses do fim do prazo previsto, apenas 5.014 das 18.758 camas financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estão concluídas, o equivalente a cerca de 27% do total. Apesar de já terem sido aplicados aproximadamente 129 milhões de euros, num investimento global de cerca de 467 milhões, a maioria dos projetos permanece por concluir. Este atraso compromete o reforço da oferta de alojamento estudantil , numa altura em que milhares de estudantes procuram residência para o novo ano letivo. Falta de camas aumenta pressão no arrendamento A escassez de alojamento estudantil continua a empurrar muitos estudantes para o mercado privado de arrendamento, onde os preços permanecem elevados. Atualmente, arrendar um quarto custa, em média, 423 euros por mês, chegando aos 500 euros em Lisboa e aos 450 euros no Porto. Também noutras cidades universitárias, como Faro, Setúbal, Aveiro, Braga, Ponta Delgada e Funchal, os custos do alojamento continuam a aumentar. Esta realidade dificulta o acesso à habitação para estudantes deslocados e reforça a necessidade de aumentar rapidamente a oferta de residências públicas. Estudantes pedem novas soluções As associações académicas consideram que o atual plano não será suficiente para responder às necessidades dos mais de 100 mil estudantes deslocados no ensino superior. Por isso, defendem a criação de uma nova fase do programa, com mais investimento em alojamento estudantil e o aproveitamento de edifícios devolutos, incluindo património público, para criar novas residências. Ao mesmo tempo, o novo modelo de ação social no ensino superior levanta algumas preocupações. Entre as mudanças previstas estão a atualização dos valores cobrados nas residências para bolseiros e a criação de um apoio associado ao custo do alojamento privado. Os representantes dos estudantes receiam que esta medida possa contribuir para novas subidas das rendas, enquanto a oferta continuar insuficiente. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Dedução no IRS para estudantes deslocados Os estudantes deslocados podem deduzir no IRS os encargos com alojamento como despesas de educação, mesmo quando não exista um contrato de arrendamento tradicional. A Autoridade Tributária esclarece que estas despesas de educação são aceites desde que cumpram os requisitos legais. Esta interpretação permite que estudantes deslocados incluam no IRS valores pagos por alojamento, reforçando o acesso a benefícios fiscais ligados à educação e às despesas de educação no IRS. Regras do Fisco para despesas de educação Segundo o Fisco, os encargos com alojamento de estudantes deslocados podem ser aceites como despesas de educação no IRS, incluindo contratos de prestação de serviços de alojamento temporário. O essencial é que exista comprovativo válido e enquadramento legal das despesas de educação. A Autoridade Tributária refere que uma interpretação mais restrita das despesas de educação no IRS poderia gerar desigualdades entre estudantes em situações semelhantes, pelo que admite várias formas de alojamento como elegíveis para despesas de educação. Residências e alojamento estudantil O Fisco confirma que também os valores pagos a residências privadas ou unidades de alojamento estudantil podem ser considerados despesas de educação no IRS. Estes encargos são aceites desde que haja faturas emitidas corretamente e comunicação à Autoridade Tributária. As despesas de educação no IRS podem incluir alojamento em entidades enquadradas na atividade de arrendamento ou alojamento, reforçando a flexibilidade na dedução de despesas de educação para estudantes deslocados. Quem pode beneficiar da dedução no IRS Podem beneficiar desta dedução no IRS os estudantes até aos 25 anos que estudem a mais de 50 quilómetros da residência do agregado familiar. Nestes casos, as despesas de educação com alojamento podem ser incluídas na declaração de IRS. O Fisco lembra ainda que as despesas de educação devem ser devidamente comunicadas e registadas no Portal das Finanças para poderem ser aceites na dedução do IRS, garantindo o correto enquadramento fiscal. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Parlamento aprova novas regras para heranças indivisas O Parlamento aprovou o diploma que autoriza o Governo a alterar o regime das heranças indivisas, criando mecanismos para simplificar a venda de imóveis quando não existe consenso entre todos os herdeiros. O objetivo passa por reduzir os bloqueios que impedem a conclusão de muitos processos sucessórios e aumentar a disponibilidade de imóveis no mercado. A nova legislação prevê a criação de um processo especial e urgente para a venda de imóveis pertencentes a heranças indivisas, aplicável às sucessões abertas e ainda não partilhadas quando o diploma entrar em vigor. O Governo terá agora 180 dias para regulamentar as alterações ao Código Civil e ao Código de Processo Civil. Venda de imóveis passa a ter novas exceções As novas regras incluem algumas salvaguardas. A casa de morada de família ficará excluída deste processo especial, salvo se existir consentimento expresso do cônjuge sobrevivo ou do membro sobrevivo de uma união de facto. Também as heranças em situação de insolvência ficam fora do novo regime. Outra das novidades é a criação da figura do testamenteiro com poderes de partilha, permitindo que uma entidade terceira possa assumir funções de administração, liquidação e divisão da herança, tornando os processos mais rápidos e menos dependentes do entendimento entre herdeiros. O diploma prevê ainda que, em determinadas situações, a escolha do cabeça-de-casal possa ser decidida por maioria simples entre os herdeiros. Medidas pretendem desbloquear imóveis no mercado As alterações procuram responder aos atrasos que afetam milhares de heranças indivisas, onde a falta de acordo entre herdeiros impede a venda ou utilização dos imóveis durante vários anos. Ao simplificar estes processos, espera-se facilitar a circulação de património e contribuir para uma maior disponibilidade de habitações para venda ou arrendamento. O novo regime integra um conjunto de medidas destinadas a melhorar o funcionamento do mercado habitacional, procurando reduzir situações de património imobiliário parado e acelerar a resolução de processos sucessórios que permanecem sem conclusão durante longos períodos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Crédito habitação: novas regras já estão em vigor As novas regras do crédito habitação entraram em vigor a 1 de agosto e introduzem alterações importantes na concessão de financiamento. As medidas definidas pelo Banco de Portugal pretendem reforçar a sustentabilidade financeira das famílias, num contexto de forte crescimento do endividamento. Entre as principais mudanças estão a redução do limite recomendado para a taxa de esforço, novas regras para os prazos dos empréstimos e alterações aos limites máximos de financiamento. O que muda no crédito habitação? A principal alteração incide sobre a taxa de esforço, que corresponde à percentagem do rendimento mensal destinada ao pagamento de créditos. O limite recomendado passa de 50% para 45%, tornando mais exigente a avaliação dos pedidos de crédito habitação. As instituições financeiras continuam a poder aprovar contratos acima deste valor, mas apenas numa pequena parte dos novos empréstimos concedidos em cada semestre, desde que essa decisão seja devidamente justificada. Também os prazos máximos de pagamento foram simplificados. Os clientes até aos 35 anos podem contratar crédito habitação com um prazo máximo de 40 anos, enquanto quem tem mais de 35 anos passa a ter um limite de 35 anos para reembolsar o empréstimo. Financiamento e taxa de esforço com novas regras Outra mudança importante diz respeito ao montante financiado pelos bancos. Deixa de ser possível obter financiamento de 100% para imóveis pertencentes às instituições bancárias. Os limites passam agora a ser: Até 90% para habitação própria e permanente; Até 80% para outras finalidades relacionadas com habitação. Estas alterações poderão reduzir o valor máximo de crédito habitação disponível para alguns compradores, sobretudo para quem apresenta rendimentos mais baixos ou já possui outros empréstimos. Como a taxa de esforço passa a ser mais restritiva, algumas famílias poderão deixar de reunir condições para obter o mesmo montante de financiamento que conseguiriam anteriormente. Quem poderá sentir maior impacto? As novas regras poderão afetar principalmente consumidores com menor capacidade financeira, agregados que já suportam outros créditos e compradores que pretendam recorrer a um financiamento elevado. Na análise dos pedidos de crédito habitação, os bancos continuam a avaliar os rendimentos, os encargos existentes e a capacidade de suportar uma eventual subida das taxas de juro através de testes de esforço. Assim, comparar propostas entre bancos, reduzir dívidas existentes e simular diferentes cenários poderá fazer diferença na aprovação do financiamento. Porque foram alteradas estas regras? As novas medidas surgem numa altura em que o endividamento das famílias portuguesas tem aumentado de forma significativa. O objetivo passa por promover uma concessão de crédito habitação mais prudente, reduzindo o risco de sobre-endividamento e reforçando a estabilidade do sistema financeiro. Para quem pretende comprar casa, torna-se ainda mais importante preparar o processo com antecedência, conhecer a sua taxa de esforço, reunir toda a documentação necessária e comparar as diferentes soluções disponíveis no mercado antes de avançar com o pedido de financiamento. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Preço das casas atinge máximo histórico O preço das casas em Portugal voltou a subir no primeiro trimestre de 2026, alcançando um novo máximo histórico. O valor mediano das habitações vendidas fixou-se nos 2.337 euros por metro quadrado, o que representa uma subida anual de 19,8%. Apesar deste aumento, o número de transações diminuiu face ao mesmo período do ano anterior, refletindo um mercado com menor atividade, mas valores cada vez mais elevados. Nos primeiros três meses do ano foram vendidas 35.953 habitações, menos 10,5% do que em igual período de 2025. A redução das vendas foi registada na maioria das regiões, sendo mais expressiva na Madeira, Região de Aveiro, Alentejo Litoral e Região de Leiria. Em sentido contrário, Terras de Trás-os-Montes e Alto Tâmega e Barroso foram as únicas sub-regiões a registar um aumento das transações. Diferenças regionais continuam a aumentar A subida do preço das casas foi transversal às 26 sub-regiões do país, embora com ritmos distintos. As maiores valorizações verificaram-se na Lezíria do Tejo, Península de Setúbal e Médio Tejo, enquanto Beiras e Serra da Estrela, Douro e Beira Baixa registaram os aumentos mais moderados. Grande Lisboa continua a liderar os preços, com um valor mediano de 3.836 euros por metro quadrado, seguida do Algarve, Península de Setúbal, Madeira e Área Metropolitana do Porto. No extremo oposto surge Beiras e Serra da Estrela, que apresentou o valor mediano mais baixo do país. Os dados revelam ainda que os compradores residentes no estrangeiro continuam a adquirir imóveis por valores superiores aos compradores com domicílio fiscal em Portugal, diferença particularmente evidente na Grande Lisboa e na Área Metropolitana do Porto. Municípios mais populosos registam novas subidas Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, o preço das casas acelerou em quase metade dos casos. Guimarães e Vila Franca de Xira destacaram-se com os maiores aumentos anuais, enquanto Matosinhos foi o único concelho onde a valorização ficou abaixo dos 10%. Lisboa, Cascais e Oeiras mantiveram-se como os municípios com os preços medianos mais elevados, todos acima dos 4.500 euros por metro quadrado. Já Barcelos apresentou o valor mediano mais baixo entre os concelhos mais populosos. Mercado mantém pressão sobre o acesso à habitação Apesar da quebra no número de vendas, o mercado residencial continua a evidenciar uma forte pressão sobre os preços. A valorização da habitação mantém-se superior ao crescimento dos rendimentos, dificultando o acesso à compra de casa para muitas famílias. Os dados mais recentes mostram que a procura continua a sustentar a valorização do mercado, mesmo num contexto de menor volume de transações. A evolução dos preços confirma que a habitação permanece um dos segmentos mais pressionados da economia portuguesa, com novos máximos históricos a marcar o início de 2026. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Tribunal arbitral contraria interpretação do Fisco As cauções entregues pelos inquilinos no início de um contrato de arrendamento e devolvidas no final voltam a estar no centro da discussão fiscal. Enquanto a Autoridade Tributária entende que estes valores devem ser declarados em IRS, um tribunal arbitral decidiu que a caução não representa um rendimento tributável para o senhorio. A decisão resulta de um processo em que um contribuinte contestou a interpretação da Autoridade Tributária, tendo o tribunal concluído que a caução funciona apenas como uma garantia contratual e não como uma contrapartida pelo arrendamento do imóvel. Porque motivo a caução não é considerada rendimento? Segundo o entendimento do tribunal arbitral, a caução não aumenta o património do senhorio, uma vez que o seu objetivo é assegurar o cumprimento das obrigações do contrato de arrendamento. Por esse motivo, não pode ser equiparada às rendas recebidas nem considerada um rendimento sujeito a tributação em IRS. Esta posição volta a divergir da interpretação seguida pela Autoridade Tributária, que continua a defender que a caução deve ser declarada e, caso seja devolvida ao inquilino no final do contrato, esse valor poderá ser posteriormente registado como despesa na declaração de IRS. Decisão pode ganhar maior relevância A questão torna-se ainda mais importante numa altura em que o Governo propôs alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU). Entre as mudanças previstas está o fim dos limites atualmente aplicáveis às cauções nos contratos de arrendamento para habitação. Caso a proposta avance, os senhorios poderão exigir uma caução de valor livremente definido, além de até três meses de renda antecipada, aumentando o impacto desta matéria na gestão dos contratos de arrendamento. O que significa para senhorios e inquilinos? Apesar desta decisão favorecer o contribuinte, trata-se de um entendimento do tribunal arbitral relativo a um caso concreto, não alterando automaticamente a orientação seguida pela Autoridade Tributária. Enquanto não existir uma clarificação legislativa ou uma alteração do entendimento fiscal, os senhorios deverão acompanhar a evolução deste tema, especialmente se utilizarem cauções de valor elevado nos contratos de arrendamento, uma vez que a tributação destas quantias continua a gerar interpretações diferentes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .