Foto: Adobe Stock Autor: Redação Renda acessível para estudantes deslocados Estudar longe de casa pode representar um encargo elevado para muitos jovens, sobretudo devido aos custos com habitação. Em Vila Nova de Gaia, uma parceria entre o Instituto Piaget e a Junta de Freguesia de Gulpilhares procura reduzir essa despesa, disponibilizando alojamento estudantil por 250 euros mensais. A iniciativa contempla duas residências renovadas, destinadas exclusivamente a estudantes daquela instituição de ensino superior. O valor mensal inclui serviços de limpeza e manutenção, permitindo aos jovens beneficiar de uma solução habitacional com custos mais controlados. Porto enfrenta rendas elevadas A criação desta resposta surge num contexto de pressão sobre o mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos na Área Metropolitana do Porto atingiu 10,83 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. Perante estes valores, encontrar alojamento a preços acessíveis continua a ser um desafio para quem precisa de mudar de cidade ou viver longe da família para frequentar o ensino superior. A iniciativa em Gulpilhares pretende contribuir para diminuir esse obstáculo e facilitar o acesso à formação académica, independentemente da situação económica dos estudantes. Projeto pode crescer nos próximos anos Embora represente uma alternativa mais económica para os estudantes abrangidos, a parceria não resolve, por si só, as dificuldades estruturais da habitação. O Instituto Piaget defende a necessidade de multiplicar soluções que aumentem a oferta de alojamento acessível e reduzam o peso das despesas habitacionais no orçamento das famílias. O projeto encontra-se numa fase inicial, mas existe a intenção de alargar este tipo de resposta ainda este ano ou no próximo ano letivo. Para além do apoio aos estudantes, a iniciativa pretende também dinamizar Gulpilhares, incentivando a permanência dos jovens na freguesia e contribuindo para a renovação geracional da comunidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em alojamento estudantil Braga passa a contar com a maior residência universitária pública de Portugal. A Residência Universitária Confiança abriu portas a 10 de setembro de 2026, disponibilizando 786 camas para estudantes, na sequência de uma intervenção de 25 milhões de euros. O projeto recuperou a antiga Fábrica Confiança e foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção permitiu dar uma nova utilização a um edifício da cidade, reforçando simultaneamente a oferta de alojamento para estudantes do ensino superior. Construção combina tecnologia e sustentabilidade Um dos elementos diferenciadores do projeto é a utilização do sistema construtivo CREE no edifício novo. O modelo combina madeira e betão e permite produzir em ambiente industrial diferentes componentes da construção, incluindo estruturas, fachadas e módulos sanitários. A obra recorreu ainda a tecnologias como BIM e Digital Twin, permitindo digitalizar várias fases do projeto e melhorar o controlo dos processos construtivos. A aposta na industrialização contribuiu para uma execução mais eficiente e para a redução dos trabalhos realizados diretamente no local. A solução aplicada em Braga foi distinguida com o Prémio Nacional de Sustentabilidade do Jornal de Negócios 2026, na categoria Cidades Sustentáveis. Modelo já aplicado noutras residências A construção industrializada está também presente noutros projetos de alojamento estudantil. Em Valença, a estrutura de uma residência com 56 camas foi montada em apenas nove dias, recorrendo ao mesmo sistema híbrido de madeira e betão. Em Beja, a Residência Europa do Instituto Politécnico disponibiliza 503 camas e envolveu um investimento de cerca de 22 milhões de euros. O projeto incluiu igualmente soluções produzidas em fábrica. Já em Coimbra, a nova residência Espaço U, destinada ao Instituto Politécnico de Coimbra, prevê 400 camas e utiliza construção modular e o sistema CREE. Financiada pelo PRR, representa cerca de 15 milhões de euros. Estes projetos evidenciam a aplicação de soluções de construção industrializada na criação de alojamento estudantil, permitindo reduzir tempos de execução e reforçar a resposta às necessidades dos estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Oferta não acompanha a procura O alojamento estudantil em Portugal enfrenta um défice de 119 mil camas, num mercado onde a procura estimada chega aos 227 mil estudantes. Existem atualmente cerca de 28 mil camas em residências públicas e privadas, deixando uma parte significativa dos estudantes dependente do arrendamento tradicional. Entre os estudantes que procuram soluções de alojamento encontram-se cerca de 147 mil alunos nacionais deslocados, que representam 36% do universo do ensino superior, e mais de 80 mil estudantes internacionais. O desequilíbrio entre procura e oferta mantém a pressão sobre o mercado residencial. Investimento aumenta no segmento A escassez de camas tem atraído investimento para o segmento PBSA, correspondente às residências construídas especificamente para estudantes. Desde 2019, o setor recebeu cerca de 1,2 mil milhões de euros, sendo 98% desse montante proveniente de capital internacional. O investimento médio anual aproxima-se dos 200 milhões de euros, com investidores do Canadá, Bélgica e Estados Unidos entre os principais participantes. Para o próximo ano, estão previstas cerca de três mil novas camas, sobretudo em Lisboa e no Porto. Oferta está concentrada no litoral Apesar da entrada de novas camas, a oferta continua limitada e distribuída de forma desigual pelo território. Cerca de 90% da oferta privada de alojamento estudantil encontra-se concentrada em Lisboa, Porto e Coimbra. Ao mesmo tempo, Vila Real, Castelo Branco e Évora registam algumas das taxas mais elevadas de estudantes deslocados, superiores a 60%. Esta diferença entre localização da procura e disponibilidade de residências constitui outro dos desafios do mercado. Rendas são competitivas na Europa Os valores praticados ajudam a explicar o interesse crescente pelo segmento. Em Lisboa, a renda mediana de uma residência estudantil situa-se nos 855 euros por mês, enquanto no Porto é de 745 euros. Os valores são inferiores aos registados em vários outros mercados europeus, como Londres, onde atingem 2.283 euros mensais, Dublin, com 1.964 euros, Milão, com 1.674 euros, e Madrid, com 1.332 euros. Ainda assim, o aumento previsto da oferta deverá ficar aquém das necessidades atuais do mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comece por calcular o orçamento mensal Antes de arrendar casa para estudar, faça as contas ao custo real da solução. A renda é apenas uma das despesas a considerar e pode ser acompanhada por encargos de água, eletricidade, gás, internet ou condomínio. Confirme antecipadamente quais os valores incluídos e quais ficam a seu cargo. Informe-se também sobre a caução, eventuais rendas antecipadas e outras quantias pedidas no início do contrato. Uma casa com uma renda mais baixa pode acabar por representar uma despesa superior se tiver custos adicionais elevados. Compare o valor mensal de várias opções antes de tomar uma decisão. Leia o contrato e esclareça as condições Para arrendar casa para estudar, não deve avançar apenas com base nas informações do anúncio. Antes de entregar dinheiro, leia atentamente o contrato e confirme a identidade do senhorio, a duração do arrendamento, o valor da renda e as condições para terminar o acordo. Se optar por um quarto numa casa partilhada, esclareça também se terá um contrato próprio e quais são as regras aplicáveis às áreas comuns. Perceber antecipadamente quem pode utilizar cada espaço e como são repartidas as despesas pode evitar conflitos. Guarde ainda os documentos e comprovativos relacionados com o arrendamento, incluindo os pagamentos efetuados. Verifique o imóvel antes de assinar As fotografias podem não revelar problemas existentes na habitação. Sempre que possível, faça uma visita antes de arrendar casa para estudar e observe o estado das divisões, janelas, portas, equipamentos e instalações sanitárias. Preste especial atenção a sinais de humidade, infiltrações, falta de isolamento ou ruído. Testar torneiras, iluminação e alguns equipamentos durante a visita pode ajudar a identificar problemas que não são visíveis numa primeira observação. Se forem acordadas reparações antes da entrada, procure deixar essas condições registadas. Avalie a localização e evite riscos A localização também deve entrar nas contas. Uma casa mais económica pode deixar de compensar se exigir longas deslocações diárias para a universidade. Compare a distância até à instituição de ensino, os transportes disponíveis e a proximidade de supermercados, farmácias e outros serviços. Ao arrendar casa para estudar, tenha ainda atenção a anúncios com preços muito abaixo dos praticados na mesma zona. Desconfie sobretudo de pedidos de pagamento antes de visitar o imóvel ou conhecer as condições do contrato. Confirme quem está a arrendar a casa e se tem legitimidade para celebrar o contrato. Antes de escolher, compare diferentes alternativas e esclareça todas as dúvidas. Desta forma, arrendar casa para estudar pode tornar-se uma decisão mais previsível e adequada ao seu orçamento. Para encontrar um imóvel para a sua vida académica, consulte os anúncios disponíveis no SUPERCASA e encontre opções em diferentes zonas do país . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa ganha uma nova residência para estudantes Encontrar alojamento estudantil em Lisboa continua a ser um desafio para muitos universitários. A procura mantém-se elevada e a oferta disponível nem sempre acompanha as necessidades de quem chega à cidade para estudar. É neste contexto que a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) entra num novo segmento do mercado imobiliário com o Campus ALP – Calado 30, uma residência destinada exclusivamente a estudantes do ensino superior. Instalado num edifício recuperado na freguesia de Arroios, o espaço disponibiliza 14 quartos individuais, mobilados e equipados. A residência inclui ainda cozinha, zonas de refeições e um espaço exterior no rés-do-chão. A iniciativa representa uma nova resposta de alojamento estudantil numa das zonas mais procuradas de Lisboa e mostra também o potencial do património privado para aumentar a oferta. Um modelo diferente do arrendamento tradicional A aposta no alojamento estudantil surge num momento em que os proprietários enfrentam vários desafios no arrendamento de longa duração. A instabilidade das regras, a gestão dos contratos e a necessidade de garantir maior previsibilidade podem influenciar as decisões de investimento. O arrendamento a estudantes apresenta, neste sentido, características diferentes. Os contratos podem ser planeados de acordo com o calendário académico, permitindo uma gestão mais estruturada dos períodos de ocupação e desocupação. No entanto, este modelo também exige atenção à manutenção, à rotatividade e à gestão dos imóveis. Para os proprietários que pretendem apostar no alojamento estudantil, ter apoio especializado pode facilitar todo o processo. Gestão especializada pode mobilizar mais oferta A ALP já desenvolvia soluções ligadas ao alojamento estudantil através do Student Housing ALP, serviço criado para apoiar proprietários interessados neste mercado. A experiência acumulada permitiu identificar obstáculos e oportunidades e desenvolver uma abordagem mais especializada. Entre os desafios estão os custos de manutenção, a burocracia, a gestão dos contratos e dos consumos e a necessidade de reduzir os riscos associados à exploração dos imóveis. Ao mesmo tempo, uma gestão adequada pode contribuir para criar soluções de alojamento estudantil mais funcionais, com contratos claros, manutenção preventiva e imóveis preparados para as necessidades dos estudantes. Esta experiência acabou por dar origem ao próprio Campus ALP, transformando conhecimento e acompanhamento especializado num investimento imobiliário concreto. Proprietários privados ganham um papel importante A experiência europeia da ALP também contribuiu para esta estratégia. A associação participou no projeto HOME2 – Home of Mobile Europeans, dedicado à mobilidade e ao alojamento estudantil, permitindo recolher informação sobre as dificuldades sentidas por proprietários em diferentes mercados. O trabalho realizado reforçou a importância da oferta privada para responder à procura, sobretudo em cidades onde a capacidade pública e institucional é insuficiente. O novo campus procura, assim, responder a uma necessidade concreta de alojamento estudantil, ao mesmo tempo que recupera património e cria uma nova utilização para um edifício existente. A aposta da ALP mostra como o mercado pode encontrar novas soluções para responder à procura por habitação e como uma gestão profissional pode ser determinante para tornar este segmento mais atrativo para os proprietários. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Mirandela ganha 180 novas camas A Universidade Politécnica de Bragança está a reforçar a capacidade de alojamento para estudantes com quatro residências universitárias em construção ou já concluídas. Os novos espaços estão localizados em Mirandela, Bragança e Chaves e deverão acrescentar centenas de camas à oferta existente. Em Mirandela, a residência Miratua já está concluída e mobilada. O edifício resulta da adaptação de um antigo hotel situado no centro da cidade e disponibiliza 60 camas aos estudantes. Na mesma cidade, outra residência encontra-se com uma execução superior a 80% e deverá estar concluída até ao final de novembro. Este espaço terá capacidade para mais 120 estudantes. A entrada em funcionamento das duas residências pretende aliviar a pressão sobre o mercado de arrendamento local, numa cidade onde a procura por habitação tem sido elevada. A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo da Universidade Politécnica de Bragança recebe cerca de 1.200 estudantes. Segundo Orlando Rodrigues, presidente da Universidade Politécnica de Bragança, os novos equipamentos deverão ajudar a reduzir a pressão existente sobre a oferta habitacional destinada aos estudantes. Bragança prepara maior residência Na cidade de Bragança, está também perto da conclusão aquela que será a maior residência universitária do projeto. O edifício terá capacidade para 200 camas e deverá ser inaugurado até ao final de setembro. As obras estão praticamente terminadas, faltando sobretudo alguns trabalhos no interior e no exterior. A ligação à rede elétrica poderá, contudo, condicionar o calendário previsto, uma vez que ainda é necessária uma intervenção no local. Com esta nova residência de estudantes, a instituição pretende aumentar a capacidade disponível e criar melhores condições para quem frequenta o ensino superior na cidade. Chaves terá mais 120 camas Também em Chaves está a ser construída uma residência universitária com 120 camas. O projeto, associado à presença da Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar da Universidade Politécnica de Bragança, apresenta igualmente uma execução superior a 80%. A previsão da instituição aponta para que as quatro residências estejam concluídas até ao final de 2026. A entrada em funcionamento destes equipamentos deverá contribuir para reduzir a pressão sobre a oferta habitacional destinada à população estudantil. Investimento supera 25 milhões de euros Os projetos representam um investimento significativo no reforço do alojamento para estudantes. A residência de estudantes de Bragança envolve mais de 9,6 milhões de euros, com 7,4 milhões financiados pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Em Mirandela, a Miratua representa um investimento de 2,9 milhões de euros, com 90% do financiamento assegurado pelo PNAES. As restantes residências, em Mirandela e Chaves, representam investimentos de 6,3 e 6,7 milhões de euros, respetivamente, contando com 9 milhões de euros de financiamento do programa. O PNAES recebeu um reforço através do Plano de Recuperação e Resiliência. Apesar do fim do prazo definido para a concretização das metas acordadas com a Comissão Europeia, a Universidade Politécnica de Bragança considera que o avançado estado das obras permite assegurar a conclusão dos projetos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Quartos representam grande peso no orçamento O preço da habitação estudantil está a criar dificuldades para muitos estudantes em Coimbra. Segundo um inquérito da Associação Académica de Coimbra (AAC), realizado online e com 1.039 respostas validadas, 24,6% dos participantes já pensou suspender a matrícula ou abandonar o ensino superior devido aos custos. O alojamento surge como uma das principais despesas. O preço médio de um quarto em Coimbra é de 312 euros, enquanto 65,2% dos estudantes inquiridos pagam pelo menos 300 euros. A despesa representa ainda uma parte significativa do orçamento mensal. Cerca de 28,6% dos participantes utiliza entre 51% e 70% do seu orçamento para pagar o alojamento, enquanto 12,3% gasta mais de 70%. Falta de contrato preocupa estudantes As condições de arrendamento são outra preocupação identificada pelo inquérito. Cerca de 32% dos estudantes que participaram no estudo afirma não ter um contrato formal para o quarto que arrenda. A situação pode deixar os estudantes mais expostos a problemas relacionados com o arrendamento e dificultar o acesso a mecanismos de proteção. Paralelamente, 52,7% dos inquiridos considera que o preço e a disponibilidade da habitação condicionaram, total ou parcialmente, a escolha da cidade ou instituição de ensino. Os resultados mostram o impacto que o acesso à habitação pode ter nas decisões académicas e na permanência dos estudantes no ensino superior. AAC propõe novas medidas para o alojamento Perante os resultados, a AAC defende mudanças no arrendamento estudantil. Entre as propostas está a criação de um contrato específico, com limites para as cauções e regras mais claras para estudantes e senhorios. A associação propõe também uma monitorização mais regular dos preços através do Observatório do Alojamento Estudantil e uma plataforma pública de intermediação de alojamento, com certificação pelo Estado. A longo prazo, a solução apontada passa pelo aumento das residências e camas públicas. Para responder às dificuldades atuais, a AAC considera necessária uma intervenção mais imediata no acesso à habitação estudantil. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Mais quartos disponíveis em várias cidades Com a aproximação do novo ano letivo, há mais quartos disponíveis para estudantes deslocados nas principais cidades universitárias. O aumento da oferta, contudo, ainda não teve impacto significativo nos preços das rendas. Segundo o Observatório do Alojamento Estudantil, Lisboa tinha 3.720 quartos disponíveis no final da semana passada, mais 1.042 do que no início de agosto de 2025. Também o Porto, Coimbra e Aveiro registaram aumentos na oferta. Na cidade do Porto estavam disponíveis 1.218 quartos, mais 53% do que no ano anterior. Em Coimbra, a oferta cresceu 74%, enquanto Aveiro apresentava quase o dobro das opções existentes em 2025. Rendas continuam elevadas para quem estuda Apesar do aumento da oferta, encontrar alojamento continua a representar um esforço financeiro significativo para estudantes e famílias. Lisboa mantém-se como a cidade mais cara, com uma renda média de cerca de 500 euros por quarto. Em Coimbra, o valor ronda os 300 euros e em Aveiro os 350 euros, mantendo-se semelhantes aos registados no ano anterior. No Porto, pelo contrário, a renda média subiu para cerca de 430 euros mensais, mais 30 euros do que em 2025. Perante estes valores, alguns estudantes procuram alternativas fora dos grandes centros. Nos concelhos próximos de Lisboa, os preços médios variam entre 480 euros em Oeiras e 400 euros em Almada. Na região do Porto, os valores rondam os 400 euros em Matosinhos e Gondomar e 375 euros na Maia. Residências universitárias ganham espaço O aumento das rendas também tem levado algumas famílias a considerar as residências universitárias privadas. Apesar de apresentarem mensalidades superiores às de um quarto num apartamento partilhado, incluem frequentemente despesas e serviços adicionais. Entre as principais vantagens estão a previsibilidade dos custos, a segurança e o acesso a espaços de estudo, cozinhas, zonas de lazer e outras comodidades. Esta opção é particularmente procurada por estudantes estrangeiros, mas tem também ganho espaço entre estudantes portugueses. Alguns estudantes bolseiros conseguem ainda recorrer ao complemento de alojamento atribuído pelo Estado para suportar parte da despesa. Para quem não opta por uma residência, procurar alojamento nas periferias pode ser uma alternativa. No entanto, a diferença de preços nem sempre compensa os custos e o tempo associados às deslocações para a universidade. Assim, apesar de existir mais oferta de quartos, o mercado de arrendamento continua a colocar desafios aos estudantes deslocados, sobretudo nas cidades com maior procura universitária. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Bolsas da DGES também abrangem o ensino privado Os estudantes do ensino superior privado podem candidatar-se a bolsas de estudo da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), desde que cumpram os requisitos definidos. A atribuição depende da situação económica do agregado familiar e de outros fatores previstos nas regras de ação social, como os rendimentos, o património, a composição do agregado, o valor das propinas e a eventual necessidade de deslocação. A candidatura é feita online através da plataforma BeOn, normalmente após a matrícula. É importante consultar os prazos e preparar antecipadamente a documentação necessária para evitar atrasos ou problemas no processo. Há apoios para quem precisa de alojamento Para quem tem de mudar de cidade para frequentar o ensino superior, o alojamento pode representar uma parte significativa das despesas mensais. Os estudantes bolseiros, incluindo os que frequentam instituições privadas, podem ter acesso a complemento de alojamento quando cumprem as condições previstas. O valor do apoio depende, entre outros fatores, das despesas com alojamento e da localização da instituição. Antes de escolher onde estudar, vale a pena considerar este apoio no cálculo do custo total do curso, sobretudo quando implica pagar um quarto ou outra solução de alojamento. Universidades e outras entidades também têm bolsas As instituições privadas podem disponibilizar os seus próprios apoios. Entre as possibilidades encontram-se bolsas de mérito, reduções de propinas, apoios sociais e benefícios destinados a determinados grupos de estudantes. As condições variam de instituição para instituição e alguns apoios podem ser acumuláveis com a bolsa da DGES, quando os respetivos regulamentos o permitem. Também existem bolsas promovidas por fundações, empresas, municípios e outras entidades. Estas podem ter como critérios o mérito académico, a situação económica ou a área de formação. Por isso, pesquisar oportunidades para além dos apoios públicos pode ajudar a reduzir significativamente o custo do ensino superior. Pagamento faseado pode facilitar o orçamento Mesmo quando não existe uma bolsa, o pagamento das propinas em prestações pode ajudar a distribuir as despesas ao longo do ano letivo. As condições dependem de cada instituição. Algumas universidades privadas podem ainda disponibilizar soluções específicas para estudantes ou famílias em situação de dificuldade económica. Para aumentar as possibilidades de obter apoio, confirme os prazos, reúna a documentação antecipadamente e mantenha atualizados os dados do agregado familiar. Em caso de dúvida, contacte os serviços de ação social da instituição ou consulte as regras aplicáveis à candidatura. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em residência A antiga Fábrica Confiança, em Braga, vai abrir uma nova fase da sua história em setembro de 2026, com a entrada em funcionamento da Residência Universitária Confiança. O projeto representa um investimento superior a 29 milhões de euros e terá capacidade para acolher 786 estudantes. A nova residência será gerida pela Universidade do Minho e destina-se sobretudo a estudantes deslocados, nomeadamente aos que frequentam o Campus de Gualtar. A criação deste equipamento pretende reforçar a oferta de alojamento estudantil e reduzir a dependência do mercado privado. Alojamento a partir de 94 euros por mês No ano letivo 2026/2027, os preços da residência universitária variam consoante a tipologia do quarto e a situação do estudante. Para bolseiros, a mensalidade será de 94 euros num quarto duplo e de 150 euros num quarto individual. Para estudantes não bolseiros, os valores serão de 163 euros para quartos duplos e 213 euros para quartos individuais. As mensalidades incluem despesas como água, eletricidade, gás e internet. A diferença de preços procura garantir uma solução de habitação mais acessível para estudantes que precisam de viver em Braga durante o período académico. Equipamentos pensados para estudantes Além dos quartos, a Residência Universitária Confiança terá vários espaços destinados a apoiar o dia a dia dos residentes. O equipamento inclui cozinhas equipadas, salas de estudo e de convívio, lavandaria e ginásio. O projeto resulta da adaptação da antiga fábrica, conciliando a preservação do edifício histórico com a construção de novas estruturas. A intervenção procurou assegurar condições de funcionalidade, conforto e sustentabilidade para os estudantes. Novo alojamento pode libertar casas em Braga A entrada em funcionamento da residência poderá ter impacto para além da comunidade académica. Ao disponibilizar alojamento para 786 estudantes, o novo equipamento poderá reduzir a procura por apartamentos no mercado privado da cidade. A disponibilização de mais camas para estudantes poderá, assim, contribuir para aumentar a oferta de habitação disponível para outros residentes de Braga, num contexto de procura elevada no mercado habitacional. Com a abertura prevista para setembro, a Residência Universitária Confiança passa a integrar a oferta de alojamento estudantil da cidade, com preços mais baixos do que os praticados no mercado privado e capacidade para centenas de estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que determina uma mais-valia imobiliária? Quando vende um imóvel, pode existir uma diferença entre o valor pelo qual o comprou e o montante obtido com a venda. Se essa diferença for positiva, estamos perante uma mais-valia imobiliária. Se o resultado for negativo, existe uma menos-valia. O cálculo não depende apenas dos preços de compra e venda. A legislação permite considerar determinados encargos associados ao imóvel e à sua transação, desde que sejam elegíveis e devidamente comprovados. Entre as despesas que podem ser relevantes estão custos com obras de valorização realizadas nos anos anteriores à venda, encargos de aquisição e venda, despesas com escritura e registos, certificado energético e mediação imobiliária. Por isso, guardar faturas e outros documentos relacionados com o imóvel é essencial para apurar corretamente as mais-valias imobiliárias. Como funciona a tributação? O cálculo das mais-valias imobiliárias tem em conta vários elementos, incluindo o valor de aquisição, o valor de venda, as despesas elegíveis e o período que passou desde a compra. Em regra, apenas uma parte da mais-valia apurada é considerada para efeitos de IRS. O montante sujeito a tributação é depois integrado nos rendimentos do contribuinte, sendo a taxa determinada de acordo com as regras aplicáveis ao seu rendimento coletável. Também pode existir uma atualização do valor de aquisição através do coeficiente de desvalorização monetária, quando estão reunidas as condições previstas na lei. Este mecanismo permite ter em consideração a passagem do tempo no cálculo. Assim, duas pessoas que obtenham o mesmo valor de venda podem ter resultados fiscais diferentes, dependendo do preço e da data de aquisição, das despesas realizadas e da sua situação fiscal. Quando é possível reduzir o imposto? A venda de uma habitação própria e permanente pode beneficiar de regras específicas quando o montante obtido é reinvestido na aquisição, construção ou determinadas situações de melhoria de outra habitação própria e permanente, dentro das condições e prazos previstos. O valor efetivamente reinvestido pode influenciar a parcela da mais-valia sujeita a tributação. Por isso, quem pretende vender uma casa e comprar outra deve analisar antecipadamente as condições aplicáveis ao reinvestimento. Existem ainda situações particulares relacionadas com contribuintes de idade igual ou superior a 65 anos ou reformados, nas quais podem aplicar-se regras próprias quando o valor obtido com a venda é destinado a determinados produtos financeiros previstos na legislação. A tributação também pode variar consoante o imóvel vendido seja ou não a habitação própria e permanente do contribuinte. Como calcular as mais-valias imobiliárias? Imagine que um imóvel foi adquirido por 180 mil euros e, alguns anos mais tarde, vendido por 245 mil euros. Durante o período de propriedade, o titular suportou 12 mil euros em despesas elegíveis relacionadas com o imóvel e a sua transação. Para determinar as mais-valias imobiliárias, é necessário considerar estes valores e aplicar as regras fiscais correspondentes, incluindo, quando aplicável, o coeficiente de atualização monetária. O resultado obtido não corresponde automaticamente ao imposto a pagar. É necessário determinar a parcela sujeita a IRS e considerar outros rendimentos e circunstâncias fiscais do contribuinte. Antes de vender um imóvel, é por isso aconselhável reunir os comprovativos das despesas e simular o impacto fiscal da operação. Desta forma, é possível antecipar o valor potencial das mais-valias imobiliárias e avaliar se existem mecanismos, como o reinvestimento, que possam reduzir a tributação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Valorização abranda, mas mantém ritmo elevado Os preços das casas registaram uma subida homóloga de 16,5% entre abril e junho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Embora o crescimento continue expressivo, representa uma desaceleração de 1,3 pontos percentuais relativamente aos primeiros três meses do ano, prolongando uma tendência de abrandamento pelo segundo trimestre consecutivo. A evolução foi distinta entre habitações novas e usadas. Os preços das casas existentes aumentaram 18% num ano, enquanto os imóveis novos registaram uma valorização de 12,3%. Na comparação com o trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) avançou 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,8% registados anteriormente. Consulte o relatório de preços do SUPERCASA e acompanhe a evolução do mercado imobiliário em Portugal . Menos negócios num mercado mais caro A subida dos preços das casas ocorreu em simultâneo com uma redução da atividade. No segundo trimestre foram realizadas 40.142 transações, menos 6,4% do que um ano antes. Apesar da quebra no número de negócios, o valor global das operações aumentou 4,2%, para 10.700 milhões de euros. As famílias continuam a representar a maioria das compras, com 34.935 transações, correspondentes a 87% do total. Estas operações movimentaram cerca de 9.300 milhões de euros. Também as compras de habitações existentes diminuíram 6,6%, para 32.307 negócios. No segmento das habitações novas foram contabilizadas 7.835 transações, menos 5,7% em termos homólogos. Compradores estrangeiros perdem peso Os preços das casas continuam a subir enquanto a participação dos compradores com domicílio fiscal fora de Portugal diminui. Entre abril e junho, este grupo adquiriu 1.890 habitações, o equivalente a 4,7% das transações. O número representa uma descida de 10,3% face ao segundo trimestre de 2025, confirmando a redução do peso relativo da procura estrangeira no mercado habitacional. Quebra nas vendas é transversal A diminuição das transações não ficou limitada a uma determinada zona do país. Todas as regiões registaram menos negócios do que no mesmo período do ano anterior, com as maiores descidas observadas na Madeira, de 15%, e no Algarve, de 12,4%. Já os valores movimentados com a compra e venda de habitações aumentaram na maioria das regiões. O Oeste e Vale do Tejo, o Centro, os Açores, a Península de Setúbal e o Alentejo registaram crescimentos superiores à média nacional, entre 5,5% e 20,2%. Os dados do IPHab mostram, assim, um mercado em que os preços das casas continuam a valorizar, apesar da redução do número de transações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .