Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os 10 anos não obrigam a manter a casa A garantia pública no crédito à habitação permite a jovens até aos 35 anos obter financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, podendo o Estado garantir até 15% desse montante. A garantia vigora, no máximo, durante os primeiros 10 anos do contrato de crédito. No entanto, este prazo não significa que o proprietário tenha de permanecer na habitação durante uma década. Se decidir vender o imóvel antes desse período, a garantia pública pode cessar antes do prazo máximo previsto. O que acontece ao vender o imóvel? De acordo com o Banco de Portugal (BdP), é possível vender um imóvel adquirido através deste regime. Quando a venda acontece, a garantia pública cessa com a emissão do distrate da hipoteca pelo banco ou mediante o consentimento expresso da instituição para a transmissão do imóvel. Na prática, a venda deve ser articulada com o banco, uma vez que o imóvel está hipotecado. O proprietário terá de tratar da regularização do crédito e dos procedimentos associados à transmissão da casa. A garantia pública não acompanha automaticamente a venda A garantia pública está associada ao contrato de crédito e às condições previstas no regime. Por isso, a venda do imóvel não significa que o apoio possa simplesmente ser transferido para uma nova compra. O BdP estabelece também que o acesso ao regime exige, entre outras condições, que o comprador não tenha beneficiado anteriormente da garantia pública. Assim, quem já recorreu a este apoio não poderá utilizá-lo novamente numa futura aquisição. O que devem ter em conta os jovens? Antes de vender uma casa comprada com garantia pública, é importante contactar o banco e perceber como será liquidado ou transferido o crédito, bem como os procedimentos necessários para a transmissão do imóvel. A garantia pública foi criada para facilitar o acesso dos jovens à primeira habitação própria e permanente, mas não elimina as responsabilidades associadas ao empréstimo. O financiamento continua a ser concedido pelo banco e o mutuário mantém a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Para quem está a pensar comprar, conhecer as regras da garantia pública antes de assinar o crédito é essencial para perceber não só as condições de acesso, mas também as consequências de uma futura venda do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação IMT Jovem permite comprar casa sem imposto Uma das principais situações de isenção de IMT em 2026 aplica-se aos jovens com idade igual ou inferior a 35 anos que adquiram a primeira habitação própria e permanente. O benefício abrange a compra de um imóvel ou fração destinado exclusivamente a esse fim. No Continente, a isenção total de IMT aplica-se a imóveis cujo valor não ultrapasse os 330.539 euros. Entre este montante e os 660.982 euros, existe um benefício parcial, sendo aplicada a taxa correspondente a esse escalão. Acima dos 660.982 euros, deixa de existir o benefício específico do IMT Jovem. Para beneficiar da isenção, é necessário cumprir os restantes requisitos previstos na lei, nomeadamente não ser considerado dependente para efeitos de IRS no ano da aquisição. Existem ainda regras relativas à titularidade de imóveis habitacionais nos três anos anteriores à compra. Outras situações podem dar direito a isenção A isenção de IMT não se limita ao regime destinado aos jovens. A aquisição de uma habitação própria e permanente também pode beneficiar de isenção quando o valor que serve de base à liquidação não ultrapassa o limite do primeiro escalão previsto para este tipo de imóvel. Em 2026, esse limite é de 106.346 euros no Continente. Existem ainda outros regimes específicos previstos no Código do IMT. Entre eles encontra-se a aquisição de imóveis para revenda por sujeitos passivos que exerçam essa atividade e cumpram as condições legais. A declaração da atividade de comprador de prédios para revenda deve ser apresentada antes da aquisição. Também existem isenções associadas a determinadas aquisições realizadas por instituições de crédito e a operações enquadradas em regimes específicos de reabilitação urbana, desde que estejam reunidos os requisitos definidos na legislação. Quando pode perder-se o benefício? Obter uma isenção de IMT implica cumprir determinadas condições, tanto no momento da aquisição como posteriormente: A habitação deve ser efetivamente utilizada como habitação própria e permanente, quando essa for a finalidade da isenção. No regime do IMT Jovem, devem ser cumpridos os requisitos previstos para beneficiar da isenção de IMT e Imposto do Selo. A Autoridade Tributária disponibiliza no Portal das Finanças os procedimentos necessários para declarar a aquisição e aplicar os códigos correspondentes aos benefícios fiscais. Assim, antes de comprar casa, é importante verificar o valor do imóvel, a finalidade da aquisição, a idade do comprador e a eventual titularidade de outros imóveis. As regras de isenção podem representar uma poupança significativa, mas a aplicação do benefício depende sempre do cumprimento das condições previstas no Código do IMT. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Desemprego jovem contraria tendência geral Apesar da resistência do mercado de trabalho da Zona Euro, a evolução não tem sido igual para todas as faixas etárias. Um estudo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE) mostra que os trabalhadores mais jovens foram particularmente afetados pelo abrandamento económico desde 2023. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos atingiu 15,1%, mais 0,6 pontos percentuais do que em 2023. No mesmo período, a taxa de desemprego geral da população entre os 15 e os 74 anos desceu para 6,3%. Esta diferença fez aumentar o rácio entre o desemprego jovem e o desemprego total para 2,4, acima dos 2,1 registados no primeiro trimestre de 2023. Contratos mais frágeis aumentam exposição A maior vulnerabilidade dos jovens não está apenas relacionada com a idade. A entrada recente no mercado de trabalho significa, muitas vezes, ter contratos de duração mais curta ou uma maior presença em modalidades de emprego menos estáveis. Quando a atividade económica abranda, as empresas tendem a reduzir novas contratações e a controlar os custos. Neste contexto, os trabalhadores com menos antiguidade podem ficar mais expostos à redução da procura por mão de obra. A força de trabalho jovem cresceu apenas 0,5% entre 2023 e 2026, enquanto o conjunto da população ativa aumentou 2,6%. A taxa de participação dos jovens também recuou 0,8 pontos percentuais. As dificuldades estendem-se ainda a quem já concluiu estudos superiores. Entre os jovens desempregados com formação superior, o pessimismo relativamente às oportunidades profissionais tem aumentado, sobretudo devido à perceção de falta de vagas adequadas. A inteligência artificial está a mudar o cenário? A evolução do emprego jovem também tem sido relacionada com o crescimento da inteligência artificial. No entanto, a análise do BCE indica que ainda não existem evidências suficientes para atribuir diretamente a esta tecnologia o agravamento do desemprego entre os mais novos. A evolução recente parece estar sobretudo relacionada com o abrandamento económico e com a correção depois de um período de forte contratação em 2022 e 2023. Ainda assim, existem setores que merecem atenção. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2026, o emprego jovem nas tecnologias de informação e comunicação caiu 18,6%, uma redução superior à registada noutros serviços. O impacto futuro da inteligência artificial no emprego continua, por isso, a ser uma questão em aberto. Para já, os dados apontam para um mercado de trabalho mais exigente para os jovens, num contexto em que a recuperação do emprego não está a beneficiar todas as gerações da mesma forma. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Garantia do Estado impulsiona compra de casa A garantia do Estado para jovens até aos 35 anos continua a ter um forte impacto no mercado da habitação. Até ao final de junho, este mecanismo permitiu financiar a aquisição de cerca de 40 mil habitações, num montante global de 8,3 mil milhões de euros. Os dados mais recentes mostram que já foi utilizada mais de metade da verba disponibilizada para este apoio, criado para facilitar o acesso dos jovens à compra da primeira habitação. O regime permite que o Estado assegure até 15% do valor do imóvel, possibilitando aos bancos financiar até 100% da aquisição, desde que o preço da habitação não ultrapasse os 450 mil euros. Crédito à habitação cresce entre os jovens Entre abril e junho, o número de contratos celebrados ao abrigo da garantia do Estado voltou a aumentar. Neste período foram assinados cerca de 7.800 contratos, correspondentes a um financiamento de aproximadamente 1,7 mil milhões de euros. Comparando com o trimestre anterior, verificou-se um crescimento tanto no número de contratos como no valor concedido. Atualmente, mais de metade dos empréstimos para compra de habitação realizados por jovens até aos 35 anos recorre a este regime, demonstrando a importância da medida no acesso ao crédito à habitação. No conjunto do mercado, a garantia do Estado representou perto de um terço dos contratos de crédito para aquisição de habitação própria e permanente realizados durante o segundo trimestre. Diferenças entre regiões continuam a verificar-se A utilização da garantia do Estado não é uniforme em todo o território nacional. Algumas regiões do interior apresentam uma maior percentagem de jovens a recorrer ao apoio, enquanto nas áreas metropolitanas de Lisboa e da Madeira o peso relativo é inferior. Ainda assim, é na Grande Lisboa, na Área Metropolitana do Porto e na Península de Setúbal que se concentra aproximadamente metade dos contratos celebrados desde o início do programa, refletindo a maior procura de habitação nestas zonas. Regime mantém-se disponível até ao final do ano Desde o arranque do programa, em 2025, a garantia do Estado já apoiou 40,1 mil contratos de crédito à habitação, correspondendo a quase metade dos empréstimos concedidos a jovens até aos 35 anos para compra de casa própria. O regime permanece em vigor para contratos celebrados até 31 de dezembro deste ano, continuando a ser uma das principais medidas de apoio ao acesso à habitação para os compradores mais jovens. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novas residências reforçam alojamento estudantil A Universidade do Algarve vai aumentar a oferta de alojamento para estudantes com a entrada em funcionamento de duas novas residências universitárias. Localizadas nos campi de Gambelas e da Penha, no concelho de Faro, as novas infraestruturas vão disponibilizar 298 camas já no próximo ano letivo. Com este reforço, a capacidade total de alojamento da instituição sobe de 539 para 837 camas, representando um crescimento superior a 55%. A medida surge numa altura em que o acesso ao alojamento continua a ser um dos principais desafios para estudantes e famílias, sobretudo numa região onde a pressão sobre o mercado habitacional tem aumentado. Investimento de 18 milhões de euros As duas residências representam um investimento global de 18 milhões de euros, realizado no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A Universidade do Algarve participou também no investimento, suportando 8,8 milhões de euros do valor total. Este projeto dá continuidade à estratégia da instituição para melhorar as condições de alojamento estudantil. Em 2025, a universidade investiu ainda 8,3 milhões de euros na renovação e requalificação de sete residências universitárias, beneficiando 442 camas já existentes. Mais capacidade para receber estudantes A entrada em funcionamento das novas residências permitirá responder ao aumento da procura por alojamento universitário e reforçar a capacidade de acolhimento da comunidade académica. A Universidade do Algarve considera que este investimento contribuirá para melhorar a integração dos estudantes e criar melhores condições para o seu percurso académico. Além de aumentar a oferta de camas, a instituição pretende tornar o ensino superior mais acessível, atrativo e inclusivo. O reforço da capacidade de alojamento representa também um contributo para a resposta às necessidades habitacionais na região do Algarve, numa fase em que decorrem as candidaturas ao ensino superior e cresce a procura por soluções de alojamento a preços acessíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o crédito para estudantes? O crédito para estudantes é uma solução de financiamento destinada a quem pretende investir na formação académica ou profissional, mas não dispõe de recursos financeiros suficientes para suportar todas as despesas. Este tipo de crédito pode ser utilizado para financiar licenciaturas, mestrados, doutoramentos, pós-graduações, MBAs, cursos técnico-profissionais e outras formações certificadas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Além das propinas, algumas instituições financeiras permitem incluir despesas relacionadas com a formação, como material informático, software ou equipamentos necessários para frequentar o curso. Para pedir um crédito para estudantes é, regra geral, necessário apresentar comprovativos de matrícula ou inscrição e documentação que justifique o financiamento. Tal como acontece com qualquer crédito ao consumo, a aprovação depende da análise da capacidade financeira do cliente. Quais as vantagens do crédito para estudantes? Comparativamente a um crédito pessoal sem finalidade específica, o crédito para estudantes costuma oferecer condições mais ajustadas às necessidades de quem está a investir na educação. Taxas de juro mais competitivas As instituições financeiras disponibilizam frequentemente condições mais favoráveis para financiamento de estudos. Além disso, o Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas aplicáveis aos diferentes tipos de crédito, sendo habitual que o crédito destinado à educação apresente limites inferiores aos do crédito pessoal tradicional. Consoante a entidade financeira, é possível encontrar soluções com taxa fixa ou taxa variável, normalmente indexada à Euribor. Montante e prazo de financiamento O montante disponível varia de acordo com a instituição financeira, o perfil do cliente e as despesas apresentadas. Em muitos casos, o financiamento pode cobrir a totalidade dos custos elegíveis. Os prazos de reembolso podem ir até 10 anos, dependendo do valor solicitado, da formação financiada e das condições definidas por cada banco. O que deve comparar antes de contratar? Antes de escolher um crédito para estudantes, é importante comparar diferentes propostas para encontrar a solução mais adequada às necessidades e à capacidade financeira. Algumas instituições permitem um período de carência de capital durante o curso, em que o cliente paga apenas os juros do empréstimo. Esta opção pode reduzir significativamente o valor da prestação enquanto decorre a formação, embora aumente o custo total do financiamento. Também importa analisar a taxa de juro, a TAEG, as comissões aplicáveis, os seguros eventualmente exigidos e a flexibilidade das condições de reembolso. Quando faz sentido recorrer ao crédito para estudantes? O crédito para estudantes pode ser uma opção para quem pretende investir na qualificação académica ou profissional e não dispõe de poupanças suficientes para suportar os custos da formação. No entanto, antes de avançar, é aconselhável comparar propostas de diferentes instituições financeiras e avaliar se a prestação futura é compatível com o orçamento disponível. Uma decisão informada permite financiar os estudos de forma mais sustentável, reduzindo o risco de dificuldades financeiras durante ou após a conclusão da formação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Governo mantém garantia pública O Governo reafirma que vai manter a garantia pública que permite aos jovens até aos 35 anos financiar 100% da compra da primeira habitação. Apesar dos alertas de entidades nacionais e internacionais sobre um possível impacto nos preços das casas, o Executivo considera que o principal problema do mercado continua a ser a escassez de oferta e não o acesso ao crédito por parte dos jovens. O Ministério das Infraestruturas e Habitação defende que a garantia pública não elimina a avaliação de risco efetuada pelas instituições bancárias. Por isso, entende que atribuir à medida a responsabilidade pelo aumento dos preços da habitação não reflete a realidade do mercado. Falta de oferta continua no centro do problema O Executivo sustenta que a insuficiência de habitações disponíveis é o principal fator responsável pela valorização do mercado imobiliário. Nesse sentido, considera que restringir o acesso dos jovens ao crédito não resolveria o problema da habitação e apenas dificultaria a compra da primeira casa. Ainda assim, os dados mais recentes mostram que a garantia pública já representa uma parcela significativa do crédito habitação concedido aos jovens. Em 2025, este mecanismo correspondeu a uma parte relevante dos novos financiamentos destinados a compradores até aos 35 anos, acompanhando um período de forte valorização dos preços das casas. FMI e Banco de Portugal mantêm reservas O Fundo Monetário Internacional e o Banco de Portugal continuam a alertar para os riscos associados à garantia pública. As duas instituições consideram que medidas deste tipo podem aumentar a procura por habitação e contribuir para agravar os desequilíbrios existentes no mercado imobiliário. O Banco de Portugal assinala ainda que estes financiamentos apresentam, em média, níveis mais elevados de endividamento, prazos de pagamento mais longos e maiores taxas de esforço. Apesar destas preocupações, o Governo insiste que a garantia pública foi concebida com critérios de segurança e deve funcionar como um complemento às políticas destinadas a aumentar a oferta de habitação, mantendo o objetivo de facilitar o acesso dos jovens à compra da primeira casa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Habitação pesa cada vez mais no orçamento O custo da habitação continua a ser um dos maiores desafios para os jovens portugueses. Entre os 18 e os 35 anos, quatro em cada dez acumulam um segundo emprego para conseguirem fazer face ao aumento das despesas mensais, numa altura em que o rendimento médio já não acompanha o custo de vida. Com um rendimento médio mensal de 1.489 euros, muitos jovens optam por conciliar a atividade profissional principal com outro trabalho para garantir estabilidade financeira. Além das restantes despesas fixas, a habitação representa um dos encargos que mais condiciona o orçamento mensal. Renda e crédito absorvem grande parte do rendimento Os dados recentes, revelam que 37% dos jovens vivem em casa própria, sendo que 23% ainda estão a pagar crédito habitação . Por outro lado, 26% residem em casas arrendadas, enquanto 30% continuam a viver com familiares. Entre quem paga uma prestação ao banco ou uma renda, cerca de quatro em cada dez destinam entre 10% e 30% do rendimento mensal à habitação. Já quase um terço afeta entre 31% e 50% dos seus rendimentos a este encargo, refletindo o peso crescente dos custos associados à casa. Jovens arrendatários enfrentam maior esforço A pressão financeira é ainda mais evidente entre quem vive em casas arrendadas. Cerca de 45% dos jovens arrendatários gastam mais de 30% do rendimento mensal com a renda, uma percentagem superior à registada entre os proprietários com crédito habitação. No caso dos jovens que estão a pagar um empréstimo para comprar casa, 43% também canalizam mais de 30% do rendimento para a prestação mensal. Estes números mostram que o custo da habitação continua a representar um dos principais fatores de pressão financeira para os jovens, influenciando as suas decisões profissionais e a necessidade de procurar fontes adicionais de rendimento. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Gaia aposta em habitação para jovens A Câmara de Vila Nova de Gaia prepara-se para lançar, até setembro, os primeiros concursos destinados à construção de habitação para jovens e estudantes residentes no concelho. O objetivo é aumentar a oferta de casas a preços acessíveis através de um modelo que envolve investimento privado em terrenos municipais. A estratégia prevê a cedência dos terrenos em direito de superfície, permitindo que promotores privados financiem e construam os empreendimentos. Posteriormente, os imóveis serão destinados ao mercado de arrendamento, procurando responder às dificuldades de acesso à habitação por parte da população mais jovem. Rendas começam nos 460 euros Numa primeira fase, os novos projetos de habitação para jovens serão dirigidos a jovens e estudantes do concelho. As rendas previstas começam nos 460 euros para apartamentos T2, situando-se nos 560 euros para T3 e nos 660 euros para habitações com quatro quartos. A autarquia pretende disponibilizar entre 400 e 500 novas habitações, reforçando a oferta de arrendamento acessível para a classe média. Com esta iniciativa, procura criar soluções habitacionais compatíveis com os rendimentos de muitos agregados familiares. Município quer aumentar a oferta habitacional Além da aposta na habitação para jovens, o município prevê avançar com a construção de pelo menos 500 habitações sociais até ao final do atual mandato. A intenção passa por responder às necessidades habitacionais de diferentes segmentos da população. Ao recorrer ao investimento privado para desenvolver os novos empreendimentos, a autarquia pretende aumentar a oferta de habitação sem recorrer a maior endividamento municipal. A expectativa é que este modelo contribua para facilitar o acesso à habitação e responder à crescente procura registada no concelho. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação FMI critica medidas para habitação jovem O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda ao Governo português que reveja os apoios à habitação jovem, considerando que estas medidas acabam por aumentar a procura e agravar os desequilíbrios no mercado da habitação. A posição surge no relatório ao abrigo do Artigo IV sobre Portugal, divulgado esta semana. Entre os apoios à habitação jovem em causa estão a garantia pública e a isenção de IMT e Imposto do Selo para jovens até aos 35 anos na compra da primeira casa. Segundo o FMI, estas medidas de habitação jovem procuram melhorar a acessibilidade, mas acabam por pressionar ainda mais o mercado. Impacto dos apoios no mercado da habitação De acordo com o FMI, os apoios à habitação jovem têm contribuído para o aumento da procura, o que dificulta a resolução dos problemas estruturais do mercado imobiliário. A instituição defende que o foco deve passar da procura para a oferta de habitação. O relatório sublinha que os desequilíbrios no mercado da habitação exigem medidas mais estruturais, capazes de aumentar o número de casas disponíveis e estabilizar os preços da habitação. O FMI alerta ainda para o impacto destes apoios na despesa fiscal, que tende a aumentar com este tipo de incentivos. FMI defende aumento da oferta de habitação O FMI considera que a solução para os problemas da habitação em Portugal passa sobretudo pelo reforço da oferta de habitação. Entre as medidas sugeridas estão a simplificação dos processos de licenciamento, alterações no zonamento e maior flexibilidade no uso do solo. Estas reformas no setor da habitação são vistas como essenciais para melhorar a acessibilidade à habitação de forma sustentável. O objetivo passa por reduzir restrições que limitam a construção de novas casas e equilibrar o mercado da habitação a longo prazo. Apoio social e reequilíbrio do mercado Apesar da crítica aos apoios à habitação jovem, o FMI defende que deve existir apoio direcionado às famílias mais vulneráveis. Esse apoio deve ser feito através de habitação social e subsídios específicos, em vez de incentivos generalizados. A instituição sublinha ainda a importância de reequilibrar a tributação no setor da habitação e melhorar o funcionamento do mercado de arrendamento. O objetivo é garantir um mercado da habitação mais eficiente, com maior oferta e melhores condições de acesso à habitação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O risco de perda dos apoios em 2026 Os apoios ao crédito habitação jovem podem terminar em 2026, incluindo a isenção de IMT, a garantia pública e condições especiais de financiamento. Estes mecanismos têm facilitado o acesso à primeira habitação a jovens até aos 35 anos, permitindo que mais de 77 mil já tenham adquirido casa desde 2024. A garantia pública, que permite financiamento até 100% do valor do imóvel, está atualmente prevista apenas para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026. Sem prolongamento, 2027 poderá trazer condições mais exigentes no acesso ao crédito habitação jovem. Num contexto de subida da Euribor e de preços elevados no mercado imobiliário, o adiamento da decisão pode resultar em maior esforço financeiro e prestações mais elevadas. O que pode mudar no crédito habitação jovem Caso os apoios ao crédito habitação jovem terminem, vários benefícios deixam de estar disponíveis. Entre os principais impactos destacam-se: Isenção de IMT e Imposto do Selo: poupanças que podem ultrapassar 15 mil euros na compra de habitação jovem dentro dos limites atuais Garantia pública: financiamento até 100% do valor do imóvel, sem necessidade de entrada inicial de 10% Isenção de emolumentos de registo: redução de custos administrativos associados à compra Condições de crédito mais competitivas: spreads mais baixos em regimes de crédito habitação jovem Na prática, a diferença entre comprar casa em 2026 ou em 2027 no crédito habitação jovem pode representar dezenas de milhares de euros ao longo do empréstimo. Mesmo que algumas medidas venham a ser prolongadas, não existe garantia de manutenção das condições atuais. A elevada procura pela garantia pública também pode afetar a sua disponibilidade futura. Crédito habitação jovem e contexto de mercado O crédito habitação jovem continua a ser uma das principais vias de acesso à primeira habitação, especialmente num cenário de subida das taxas de juro. A Euribor voltou a aumentar em 2026, pressionando as prestações e elevando o custo total do financiamento. O adiamento da decisão pode significar perda de benefícios fiscais e acesso a condições menos favoráveis. Embora o crédito habitação jovem ainda combine apoio estatal e ofertas bancárias competitivas, esse enquadramento pode sofrer alterações rápidas. Em simultâneo, a valorização dos imóveis mantém-se, aumentando o custo de entrada no mercado e reforçando a importância do momento de compra. Avaliação do momento de compra No crédito habitação jovem, o timing assume um papel determinante. A compra em 2026 permite o acesso a isenções fiscais, garantia pública e condições de financiamento mais vantajosas. A incerteza quanto à continuidade dos apoios torna a decisão mais sensível, sobretudo para quem depende destas medidas para adquirir a primeira habitação. A análise da situação financeira, a simulação de cenários e a comparação de propostas de crédito habitação jovem são essenciais para avaliar se compensa avançar já ou aguardar. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento europeu no emprego jovem na UE A União Europeia tem vindo a reforçar o investimento no emprego jovem, com cerca de 25 mil milhões de euros aplicados através da política de coesão. O objetivo passa por facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho e melhorar a sua integração profissional. Apesar do volume significativo de financiamento, persistem dúvidas sobre o impacto real destas medidas a médio e longo prazo no emprego jovem, sobretudo no que diz respeito à estabilidade das colocações após o fim do apoio financeiro. Falta de dados sobre resultados duradouros O Tribunal de Contas Europeu alerta que não existem indicadores suficientes para avaliar se o emprego jovem na UE se mantém de forma consistente após 12 ou 18 meses. Atualmente, a maioria dos dados apenas acompanha períodos até seis meses depois do apoio. Esta limitação dificulta a análise do verdadeiro impacto das políticas de emprego jovem, já que não permite perceber se a integração profissional dos jovens é sustentável ou apenas temporária. Sem essa informação, a eficácia dos programas europeus torna-se mais difícil de medir. Medidas de apoio e riscos na aplicação dos fundos As políticas de emprego jovem na UE incluem incentivos à contratação, programas de formação e apoio à integração profissional. No entanto, o Tribunal de Contas Europeu considera que, em alguns casos, os objetivos não estão claramente definidos. Esta falta de definição pode levar a que os fundos destinados ao emprego jovem não sejam aplicados da forma mais eficiente, incluindo situações em que os apoios possam ter sido atribuídos a empregos que existiriam mesmo sem incentivo público. Além disso, há programas que não estão suficientemente ligados a formação no local de trabalho, fator considerado essencial para melhorar a empregabilidade no âmbito do emprego jovem a longo prazo. Desafios sociais e perspetivas futuras Outro desafio relevante para o emprego jovem na UE prende-se com os jovens que estão fora do mercado de trabalho e que enfrentam barreiras sociais, educativas ou de saúde. Estes grupos são mais difíceis de alcançar pelas políticas atuais. Embora a taxa de desemprego jovem tenha diminuído na última década, os jovens continuam a ter maior probabilidade de desemprego em comparação com a restante população ativa, o que mantém o tema do emprego jovem no centro das preocupações europeias. No futuro, reforçar a definição de objetivos claros e melhorar a recolha de dados será essencial para garantir que o investimento no emprego gera resultados duradouros e verificáveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nove concursos abrangem 19 concelhos O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) abriu nove concursos por sorteio para atribuir 77 habitações no âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento (PAA). As casas destinam-se a arrendamento acessível e encontram-se distribuídas por 19 concelhos de diferentes regiões do país. A oferta inclui imóveis com tipologias entre T0 e T6, permitindo abranger diferentes perfis de agregados habitacionais. As habitações estão localizadas em Amadora, Aveiro, Beja, Cinfães, Évora, Figueira da Foz, Gondomar, Guarda, Lisboa, Olhão, Penafiel, Peniche, Portimão, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Setúbal, Sintra, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António. Quem pode candidatar-se Os concursos destinam-se a pessoas singulares e agregados habitacionais que cumpram os critérios de elegibilidade definidos pelo Programa de Apoio ao Arrendamento. Além dos requisitos gerais, os candidatos devem respeitar as condições específicas indicadas nos respetivos avisos. A atribuição das habitações será realizada através de sorteio entre as candidaturas consideradas elegíveis. Esta iniciativa reforça a oferta de arrendamento acessível em diferentes zonas do território nacional, criando novas possibilidades para quem procura uma habitação com condições enquadradas neste programa. Como apresentar a candidatura Para participar, os interessados devem começar por obter o Certificado de Registo de Candidatura na Plataforma do Programa de Apoio ao Arrendamento, disponível no Portal da Habitação. Depois, é necessário preencher os dados relativos ao agregado habitacional e reunir a documentação solicitada. A candidatura deverá ser submetida através da plataforma IHRU Arrenda. O prazo para apresentação das candidaturas termina a 17 de setembro de 2026 , pelo que os interessados devem consultar as condições de cada concurso e garantir que reúnem todos os elementos necessários antes da submissão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento tem novas regras a partir deste mês, com a entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) e dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA). O objetivo é aumentar a oferta de imóveis através de benefícios fiscais. RSAA simplifica o acesso a benefícios fiscais O RSAA cria uma nova via para proprietários particulares, empresas, fundos e entidades públicas colocarem imóveis no arrendamento acessível. Em contrapartida por praticarem uma renda dentro dos limites definidos para cada concelho, os senhorios podem beneficiar de isenção total de IRS ou IRC sobre os rendimentos obtidos. O limite da renda parte de 80% da mediana das rendas por metro quadrado apurada pelo INE. O valor final depende da regulamentação e de características como tipologia e eficiência energética. A adesão é feita na plataforma eletrónica do IHRU. Os contratos devem cumprir a duração mínima e os prazos de documentação. Se as condições deixarem de ser cumpridas, o benefício fiscal pode ser perdido. Senhorios terão de avaliar a opção mais vantajosa O RSAA não elimina outras opções fiscais. Em 2026, determinados contratos de arrendamento habitacional podem beneficiar de uma taxa autónoma de 10%, dentro dos limites previstos na legislação. Já o novo regime permite obter uma isenção total, mas implica aceitar uma renda enquadrada nos valores definidos para o arrendamento acessível. A escolha dependerá do valor que o proprietário consegue praticar, dos custos associados ao imóvel e do horizonte de investimento. Em zonas onde os valores acessíveis estejam próximos dos preços de mercado, a isenção poderá tornar o RSAA interessante. CIA procuram atrair investimento para novos projetos Os Contratos de Investimento para Arrendamento destinam-se sobretudo a operações de maior dimensão. Promotores e investidores podem recorrer a este mecanismo para construir, reabilitar ou adquirir imóveis destinados à habitação. Celebrados com o IHRU em representação do Estado, os CIA incluem incentivos como isenções ou reduções de IMT, IMI, Imposto do Selo e AIMI, além de benefícios relacionados com o IVA em determinadas obras. Em troca, os investidores têm de cumprir prazos e manter os imóveis afetos ao arrendamento nos termos definidos. Mais oferta de casas é o objetivo Os novos regimes procuram tornar mais atrativa a colocação de imóveis no mercado e estimular projetos de maior escala. A expectativa é que os benefícios fiscais contribuam para aumentar a oferta de habitação a preços mais acessíveis. Para os inquilinos, uma maior oferta poderá significar mais opções. Está também previsto um aumento da dedução das rendas no IRS, que poderá atingir 900 euros em 2026 e 1000 euros a partir de 2027. A aplicação do RSAA será acompanhada pelo IHRU em articulação com a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o Instituto dos Registos e do Notariado e o INE. O impacto dependerá da adesão dos proprietários e investidores. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os 10 anos não obrigam a manter a casa A garantia pública no crédito à habitação permite a jovens até aos 35 anos obter financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, podendo o Estado garantir até 15% desse montante. A garantia vigora, no máximo, durante os primeiros 10 anos do contrato de crédito. No entanto, este prazo não significa que o proprietário tenha de permanecer na habitação durante uma década. Se decidir vender o imóvel antes desse período, a garantia pública pode cessar antes do prazo máximo previsto. O que acontece ao vender o imóvel? De acordo com o Banco de Portugal (BdP), é possível vender um imóvel adquirido através deste regime. Quando a venda acontece, a garantia pública cessa com a emissão do distrate da hipoteca pelo banco ou mediante o consentimento expresso da instituição para a transmissão do imóvel. Na prática, a venda deve ser articulada com o banco, uma vez que o imóvel está hipotecado. O proprietário terá de tratar da regularização do crédito e dos procedimentos associados à transmissão da casa. A garantia pública não acompanha automaticamente a venda A garantia pública está associada ao contrato de crédito e às condições previstas no regime. Por isso, a venda do imóvel não significa que o apoio possa simplesmente ser transferido para uma nova compra. O BdP estabelece também que o acesso ao regime exige, entre outras condições, que o comprador não tenha beneficiado anteriormente da garantia pública. Assim, quem já recorreu a este apoio não poderá utilizá-lo novamente numa futura aquisição. O que devem ter em conta os jovens? Antes de vender uma casa comprada com garantia pública, é importante contactar o banco e perceber como será liquidado ou transferido o crédito, bem como os procedimentos necessários para a transmissão do imóvel. A garantia pública foi criada para facilitar o acesso dos jovens à primeira habitação própria e permanente, mas não elimina as responsabilidades associadas ao empréstimo. O financiamento continua a ser concedido pelo banco e o mutuário mantém a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Para quem está a pensar comprar, conhecer as regras da garantia pública antes de assinar o crédito é essencial para perceber não só as condições de acesso, mas também as consequências de uma futura venda do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais soluções para a habitação nas cidades A subida dos preços e a escassez de imóveis dificultam a permanência de famílias, estudantes e trabalhadores nas zonas urbanas. Perante este cenário, Bruxelas avançou com a Lei da Habitação Acessível, integrada num plano europeu mais amplo. A iniciativa procura aumentar a oferta e permitir uma ação local onde a habitação acessível é difícil de encontrar. Em Portugal, a pressão é igualmente significativa, em regiões com maior procura. Alojamento local pode ter novas limitações Uma das áreas abrangidas pelas novas regras é o alojamento local . A Comissão Europeia pretende dar segurança jurídica às autarquias que considerem necessário limitar este tipo de exploração em zonas onde a oferta residencial esteja sob pressão. As restrições não poderão ser aplicadas de forma indiscriminada. Os municípios terão de apresentar dados que demonstrem o impacto do alojamento de curta duração na disponibilidade de casas e justificar as medidas. As intervenções deverão ainda ser proporcionais e ter uma duração limitada. A intenção é equilibrar o turismo com a necessidade de preservar habitação para residentes e aumentar a oferta de habitação acessível. Imóveis devolutos entram na estratégia A utilização de casas vazias é outro dos pontos centrais da proposta. Bruxelas incentiva os Estados-membros e as cidades a encontrar formas de colocar imóveis devolutos ou subutilizados no mercado residencial. Entre as possibilidades está a aplicação de medidas fiscais sobre imóveis que permaneçam desocupados sem justificação. A estratégia prevê, contudo, exceções para períodos de ausência relacionados com trabalho, estudos ou saúde. A reabilitação de edifícios existentes surge como forma de aumentar a oferta sem depender apenas de nova construção. Esta medida pode reforçar a habitação acessível. Aproveitar melhor o património disponível pode permitir respostas mais rápidas em zonas onde existe forte procura. Licenciamento mais rápido para aumentar a oferta A proposta não se limita a regular a utilização dos imóveis. Bruxelas recomenda também medidas para acelerar a construção e a reabilitação, incluindo processos de licenciamento mais simples e rápidos. Os Planos de Aceleração da Habitação deverão ajudar a disponibilizar terrenos e edifícios para uso residencial. A Comissão aponta ainda para financiamento e parcerias que apoiem projetos destinados a aumentar a oferta a preços controlados. A Lei da Habitação Acessível segue agora para negociação entre o Parlamento Europeu e o Conselho. O objetivo é criar um enquadramento comum, sem impor uma solução única aos países. Para Portugal, estas medidas poderão ter impacto nas políticas municipais, no alojamento local, nos imóveis devolutos e nos novos projetos residenciais. A aposta passa por combinar construção, reabilitação e melhor utilização do parque habitacional, tornando a habitação acessível uma realidade para mais pessoas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .