Foto: Adobe Stock Autor: Redação Confirme se o imóvel corresponde às necessidades do cliente Antes de analisar os anúncios, identifique as prioridades do comprador: número de quartos e casas de banho, área útil, espaço exterior ou estacionamento . As necessidades variam consoante o estilo de vida e os objetivos de cada cliente. No eGO Real Estate , a organização da informação dos imóveis e dos contactos ajuda a acompanhar as preferências do comprador e a identificar opções adequadas. Avalie também a localização , verificando a proximidade de escolas, supermercados, farmácias e transportes públicos, bem como os tempos de deslocação habituais. Estes fatores influenciam o conforto e a adequação do imóvel às necessidades do cliente. Analise o estado, as características e o preço Antes de recomendar uma visita, confirme os principais aspetos do imóvel que podem influenciar o conforto, os custos futuros e a decisão de compra do cliente: Ano de construção e estado de conservação : identifique eventuais necessidades de renovação ou manutenção, sobretudo se o cliente não pretende fazer obras. Acessibilidade e comodidades : confirme a existência de elevador, as condições de acesso e outras características relevantes para as necessidades do comprador. Certificado energético : verifique a classificação energética, que pode ajudar a antecipar o desempenho energético e os custos de utilização. Documentação : valide a informação documental disponível e identifique os elementos que precisam de confirmação junto do proprietário, do mediador responsável ou das entidades competentes. Histórico do preço : consulte, quando disponível, as alterações ao preço pedido e o tempo que o imóvel está anunciado. Estes dados podem ajudar a preparar uma estratégia de negociação, embora não garantam uma redução do valor. Comparação com imóveis semelhantes : analise a área, o estado de conservação, as características e os preços anunciados na mesma zona. A informação de mercado e as ferramentas de avaliação imobiliária podem ajudar a fundamentar a recomendação ao cliente. Avalie o potencial de investimento e prepare a apresentação Quando o objetivo é investir, a análise deve ir além da adequação do imóvel e do preço de compra. Estime o valor de arrendamento, os custos de manutenção, os impostos e outras despesas previsíveis. A partir destes dados, poderá calcular uma rentabilidade indicativa e perceber se o investimento se aproxima dos objetivos definidos pelo cliente. As estimativas devem ser encaradas como referências, não como garantias de rendimento. Antes de apresentar a seleção final, reveja os critérios definidos, confirme os dados disponíveis e identifique os aspetos que precisam de esclarecimento. Organizar esta informação no eGO Real Estate permite acompanhar as preferências do comprador, manter o histórico da relação e facilitar o seguimento das oportunidades de negócio . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação BEI vai financiar a urbanização de terrenos municipais Os municípios poderão recorrer a uma nova linha de crédito para financiar obras de urbanização e disponibilizar terrenos destinados à construção de habitação. A medida está a ser negociada pelo Governo com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e pretende acelerar a criação de novas casas , através do aumento da oferta de solos preparados para construir. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou a iniciativa durante uma audição parlamentar dedicada à discussão do Orçamento do Estado para 2027. Segundo o governante, a falta de terrenos urbanizados continua a ser um dos obstáculos à resposta às necessidades habitacionais do país. Empréstimos serão reembolsados com a venda dos terrenos O financiamento permitirá às autarquias avançar com infraestruturas e intervenções necessárias para tornar os terrenos aptos à construção. Depois de urbanizados e colocados no mercado, os solos poderão ser adquiridos pelos próprios municípios ou por promotores privados. O modelo prevê que as receitas obtidas com a venda dos terrenos sejam utilizadas para devolver o financiamento contraído. A intervenção do BEI deverá permitir condições de crédito mais vantajosas para as autarquias, facilitando o investimento inicial sem depender exclusivamente dos seus orçamentos. Governo quer financiar 133 mil casas até 2030 A nova linha de crédito integra uma estratégia mais abrangente para aumentar a oferta habitacional. O Governo pretende assegurar financiamento para a construção de cerca de 133 mil casas até 2030, correspondentes às necessidades identificadas pelos municípios nas respetivas estratégias locais de habitação. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Executivo também reforçou os recursos destinados à concretização dos projetos habitacionais. A meta passa por alcançar cerca de 40 mil casas concluídas até ao final de 2026. OE2027 prevê mais investimento na habitação A proposta de Orçamento do Estado para 2027 contempla um investimento de 2.003 milhões de euros no aumento da oferta de habitação acessível e no reforço do parque habitacional público. Entre as prioridades estão o desenvolvimento do arrendamento acessível, a mobilização de imóveis devolutos e a simplificação dos procedimentos de licenciamento urbanístico. Com a preparação de novos terrenos para construção e o reforço dos mecanismos de financiamento, o Governo procura criar condições para acelerar projetos habitacionais e responder à falta de oferta no mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais de 1.400 milhões de euros já foram utilizados A garantia do Estado destinada aos jovens na compra da primeira habitação já atingiu 66,5% do montante disponibilizado, no final de setembro. Segundo os dados do Banco de Portugal, foram utilizados 1.420 milhões de euros desde o início do regime, criado para facilitar o acesso ao crédito à habitação por pessoas até aos 35 anos . Até ao mesmo período, foram celebrados 48,9 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente ao abrigo desta medida, correspondentes a um financiamento global de 10,3 mil milhões de euros. Estes valores representam 46,6% do número total e 49% do montante dos empréstimos concedidos a jovens da mesma faixa etária para esta finalidade. Contratos aumentaram no terceiro trimestre Entre julho e setembro, foram assinados 8,7 mil contratos com garantia do Estado, num valor aproximado de dois mil milhões de euros. Em comparação com o trimestre anterior, o número de operações cresceu 11,5%, enquanto o montante financiado aumentou 13,2%. Neste período, os empréstimos com garantia pública representaram 54,1% dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos e 56% do respetivo valor total. Considerando todo o crédito concedido para habitação própria e permanente, a medida correspondeu a 31,6% das operações e 35,8% do montante financiado. Utilização varia consoante a região A adesão à garantia do Estado apresenta diferenças significativas entre regiões. No Alentejo, na Beira Baixa, nas Terras de Trás-os-Montes, nas Beiras e Serra da Estrela e na Lezíria do Tejo, mais de 55% dos contratos de crédito à habitação celebrados por jovens beneficiaram deste mecanismo. Na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, a proporção rondou os 40%. Ainda assim, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentram aproximadamente metade dos contratos abrangidos pela medida. Regime poderá continuar em 2027 Criada em julho de 2024, a garantia pública permite ao Estado assegurar até 15% do valor da transação do imóvel, possibilitando aos bancos financiar entre 85% e 100% do preço de aquisição, até ao limite de 450 mil euros. A garantia pode vigorar durante um máximo de dez anos após a assinatura do contrato. Inicialmente prevista para operações contratadas até 31 de dezembro de 2026, a medida poderá prolongar-se no próximo ano. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 aponta para a continuidade do apoio à compra da primeira habitação por jovens. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação PRR impulsiona investimento público em 2026 O investimento em habitação pública deverá diminuir significativamente em 2027, depois de atingir um valor recorde no último ano de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com as previsões incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), a despesa pública neste setor deverá passar de 2.905 milhões de euros em 2026 para 1.061 milhões de euros no próximo ano. A conclusão do PRR marca, assim, uma mudança na evolução do investimento destinado à construção de novas casas e à reabilitação do parque habitacional público. O financiamento europeu tem contribuído para reforçar os recursos disponíveis e acelerar projetos que procuram aumentar a oferta de habitação pública. Despesa em habitação mantém histórico de baixos valores Os dados apresentados pelo Governo mostram que, em 2025, o investimento público em novas habitações e na recuperação de imóveis deverá ter totalizado 693 milhões de euros. Este montante aproxima-se dos valores registados em 2023 e 2024, quando a despesa atingiu 627,2 milhões e 666,8 milhões de euros, respetivamente. Nesse período, o investimento em habitação pública representou cerca de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), uma proporção que se mantém desde 2021. Este indicador acompanha uma tendência de reduzida execução de projetos públicos de habitação observada ao longo das últimas décadas. Fim do PRR traz quebra nas verbas para 2027 Para 2026, o Governo prevê que o investimento em habitação pública alcance 0,9% do PIB, o valor mais elevado desde 1995. No entanto, as projeções para 2027 apontam para uma descida acentuada, com a despesa a representar apenas 0,3% da riqueza produzida no país. A redução evidencia o impacto do fim do financiamento associado ao PRR na evolução da política habitacional. Depois de um período de reforço dos recursos destinados à construção e reabilitação de casas, o próximo ano deverá ficar marcado por um recuo do investimento público neste setor. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Desemprego mantém-se estável e abaixo dos valores de 2025 A taxa de desemprego em Portugal voltou a fixar-se nos 5,6% em setembro, repetindo o resultado de agosto. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram ainda uma descida de 0,3 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, mantendo o indicador em níveis mínimos desde 2002. No total, o país contabilizava cerca de 313 mil pessoas desempregadas, menos 16,3 mil do que há um ano. Apesar da estabilidade do indicador geral, os resultados variam consoante a idade. Entre os adultos, a taxa de desemprego permaneceu nos 4,6% pelo terceiro mês consecutivo, o valor mais baixo desde abril de 2002. Já entre os jovens, atingiu 19,1%, continuando a representar uma diferença significativa face à população adulta. População empregada recua face a agosto Em setembro, Portugal tinha aproximadamente 5,3 milhões de pessoas empregadas. Embora este número represente um crescimento de 0,6%, correspondente a cerca de 32 mil pessoas, em termos homólogos, verificou-se uma redução mensal de 0,1%. O INE assinala que a população empregada tem vindo a diminuir desde maio, mês em que alcançou o valor mais elevado desde fevereiro de 1998. Esta evolução acompanha também a descida da população ativa, que recuou 0,2% face a agosto, apesar de registar um aumento de 0,3% em comparação com setembro de 2025. No total, abrangia cerca de 5,6 milhões de pessoas. Subutilização do trabalho também apresenta descida anual A população inativa aproximou-se dos 2,5 milhões de pessoas, depois de aumentar 0,6% relativamente a agosto e 1,2% face ao período homólogo. Por sua vez, a taxa de subutilização do trabalho fixou-se nos 9,6% em setembro, mantendo-se inalterada face ao mês anterior. Ainda assim, este indicador registou uma diminuição de 0,4 pontos percentuais em comparação com setembro de 2025. Os dados revelam, assim, um mercado de trabalho com uma taxa de desemprego estável, mas com algumas alterações na evolução do emprego e da população ativa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Uma crise com décadas de antecedentes A crise de acesso à Habitação podia ter sido evitada. Chegados aqui, é preciso Fazer! As recentes contestações na rua tiveram um aspeto positivo. Colocaram o tema do acesso à habitação na ordem do dia e nas agendas mediáticas. Sucessivos governos nas últimas duas décadas, com um programa de assistência financeira pelo meio para fazer face a uma incomportável dívida soberana, desistiram de fazer habitação pública. Desde a crise financeira global de 2008, também a oferta de habitação no mercado contraiu significativamente. A crise de acesso à habitação é ainda reflexo do fraco crescimento económico do País e a consequente incapacidade de sustentar salários compatíveis com o elevado aumento dos preços da habitação que se foram ajustando às leis da oferta/procura no mercado. A baixa produtividade, a especialização em atividades de reduzido valor acrescentado e baixos salários, o insuficiente investimento produtivo, a pequena dimensão das empresas, as dificuldades na valorização das qualificações, a dificuldade em transformar crescimento económico em melhores remunerações, continuam a condicionar a nossa Economia e o poder de compra dos portugueses. A redução da capacidade de construção Em Portugal, nas últimas décadas, o setor da promoção e construção sofreu uma contração estrutural sustentada da capacidade de produção de habitação. Apesar dos sinais de recuperação, em 2025 construiu-se 22% do volume registado em 2002. O diagnóstico dos fatores explicativos é conhecido. De 2008 a 2015, a insolvência de empresas e consequente perda de trabalhadores afetou a capacidade produtiva, o licenciamento urbanístico permaneceu lento, os custos de produção aumentaram, escassez de terrenos com capacidade construtiva nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto após a aprovação da lei de bases da política de solos em 2014, escassez de oferta pública de habitação. Sucessivos governos de diferentes orientações políticas não foram além de proclamações de circunstância. Todos os decisores das últimas décadas têm a sua quota-parte de responsabilidade no estado a que isto chegou, resultante do efeito acumulado de muitos anos de reduzida produção de habitação. Entre 2015 e 2024, Portugal licenciou 21,9 fogos por mil habitantes, enquanto a média europeia foi de 49,4. É preciso encontrar soluções consensuais Chegou o momento de Fazer. E se a contestação nas ruas é legítima, cabe aos responsáveis políticos encontrar soluções consensualizadas nos órgãos de soberania representativos dos cidadãos, que possam ser implementadas por um período de tempo suficiente para que possam produzir os efeitos desejados. É preciso afastar do processo negocial entre os atuais e os potenciais futuros decisores as demagógicas cargas ideológicas que têm condicionado o discurso político e agora incendeiam o discurso populista na rua. Em busca do consenso possível, existem pontos de convergência importantes; a relevância dos benefícios fiscais, a imperativa necessidade de aumentar a oferta de habitação que os portugueses possam comprar, a mobilização do património público, os apoios ao arrendamento acessível. Naturalmente, os negociadores terão como ponto de partida propostas diferentes para a resolução da crise de acesso à habitação. E é legítimo que assim seja. Quem governa quererá fazer prevalecer as medidas que preconiza, mas deverá fazê-lo com humildade democrática, incorporando outras igualmente válidas. É no equilíbrio entre incentivos e penalizações que se encontram as diferenças políticas mais relevantes. Mas uma coisa são ajustes à navegação, outra é estar em constante mudança de rumo. Continuidade das políticas de habitação Quanto a este tema, em recentes intervenções públicas, o Presidente da República destacou três linhas orientadoras; no curto prazo, colocar no mercado as habitações disponíveis para arrendamento, proteção social assegurando que os rendimentos mais baixos não ficam excluídos do mercado habitacional, no longo prazo, construir mais casas e assegurar continuidade das políticas para além dos ciclos eleitorais. Está dado o mote para que se implementem soluções. É preciso Fazer. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Promotores podem substituir casas por pagamentos A Câmara Municipal do Porto autorizou sete promotores imobiliários a compensar financeiramente o município, em vez de reservar parte dos seus projetos para habitação acessível. No total, os pagamentos ascendem a 1,39 milhões de euros e substituem a obrigação de disponibilizar 3.323 metros quadrados de construção para este fim. As compensações representam uma mediana de 422 euros por metro quadrado, um valor bastante inferior aos 3.510 euros por metro quadrado correspondentes ao preço mediano de venda de casas no Porto no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Regra aplica-se a projetos de maior dimensão A decisão enquadra-se no zonamento inclusivo previsto no Plano Diretor Municipal (PDM), que determina que os projetos com mais de 1.500 metros quadrados reservem uma parcela da construção para habitação acessível durante, pelo menos, 25 anos. Os sete projetos abrangidos incluem três hotéis, três empreendimentos turísticos e um edifício destinado a comércio e serviços. A autarquia considera que a utilização prevista para estes imóveis não é compatível com a criação de habitação acessível e que não existem alternativas viáveis para cumprir a obrigação através de outros edifícios. Município admite rever o modelo A Câmara do Porto justifica a alteração com a ausência de resultados práticos da regra nos últimos cinco anos, período durante o qual o município não recebeu casas ao abrigo deste mecanismo. O presidente da autarquia, Pedro Duarte, defende que o modelo pode ter efeitos nos preços finais e admite uma revisão do regulamento, com recurso a consulta pública ou debate técnico. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Grupo reúne entidades do setor A equipa será coordenada por um representante do gabinete da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa. Integram também o grupo representantes do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Construção Pública, E.P.E. A constituição deste grupo foi formalizada através do despacho n.º 12528/2026, publicado no Diário da República. A iniciativa enquadra-se no programa Construir Portugal, integrado no Programa do XXV Governo Constitucional. Novo código pretende simplificar a legislação A preparação do Código da Construção pretende responder à fragmentação das normas que regulam a atividade. A intenção passa por concentrar num único enquadramento legal as regras aplicáveis às várias etapas do ciclo de vida de uma obra. Esta reorganização deverá abranger diferentes componentes da construção, procurando tornar o quadro legislativo mais coerente e facilitar a consulta das disposições aplicáveis ao setor. Trabalho conjunto para definir as novas regras A diversidade de matérias envolvidas justifica a participação de entidades com competências e experiência técnica distintas. Embora o IMPIC continue a ter responsabilidades na apresentação de propostas legislativas e regulamentares para os setores da construção e do imobiliário, o Governo considera importante alargar a colaboração a outras instituições. O grupo de trabalho terá, assim, a missão de reunir contributos especializados para preparar a proposta de Código da Construção. O objetivo é criar uma base legislativa mais integrada, capaz de articular as diferentes normas que regulam a atividade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais habitações apesar da queda nos projetos A construção de habitação apresentou sinais de crescimento nos primeiros sete meses de 2026. Embora tenham sido licenciados menos projetos do que no mesmo período de 2025, o número de fogos autorizados aumentou, segundo a AICCOPN. Entre janeiro e julho, foram licenciados 11.441 projetos habitacionais, menos 7,7% em termos homólogos. Em sentido contrário, o número de fogos licenciados chegou aos 25.854, correspondendo a uma subida de 4,5%. Os dados mostram, assim, uma maior dimensão média dos projetos aprovados. Lisboa concentra mais novos fogos A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se no licenciamento de novas habitações. Nos 12 meses terminados em julho, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas, mais 6% do que os 5.394 registados no período homólogo. Entre estas habitações, 35% correspondem a T2 e 32% a T3. As tipologias T0 e T1 representam 17% do total, enquanto os fogos T4 ou superiores correspondem aos restantes 16%. Crédito habitação acompanha tendência O mercado de crédito habitação também registou uma evolução favorável até julho. O novo financiamento concedido pelas instituições bancárias, excluindo renegociações, totalizou 14.509 milhões de euros desde o início do ano. Este valor representa um crescimento homólogo de 11,3% e acompanha a dinâmica observada na construção residencial. Ao mesmo tempo, a avaliação bancária das habitações registou uma valorização de 15,2% face ao mesmo período de 2025. Cimento reforça atividade da construção Os dados relativos ao consumo de materiais acompanham igualmente esta tendência. Até julho, foram utilizadas 2.505 mil toneladas de cimento em Portugal, mais 6% do que no mesmo período do ano anterior. Na avaliação bancária, os apartamentos apresentaram uma valorização de 16,5%, acima dos 13,6% registados pelas moradias. No conjunto, os indicadores divulgados pela AICCOPN apontam para uma atividade residencial que continua a crescer, apesar da redução no número de projetos licenciados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário A importância de olhar para além do presente Num cenário de incerteza, a importância da inovação e de visões estratégicas originais! No decorrer de uma das nossas regulares visitas às livrarias do Chiado, no escaparate das revistas despertou-nos a atenção o título de uma revista francesa “Le Point”; “les visionnaires; ils ont prédit le monde d’aujourd’hui”. Entre outros pensadores lá estava Alexis de Tocqueville, historiador e político francês do século XIX. Se até aqui o nosso interesse se focava no pensamento político e social, surge a oportunidade de o revisitar tendo em atenção a sua capacidade de identificar ideias inovadoras, de pensar para além do presente antecipando oportunidades. Tal como no século XIX, nas sociedades do século XXI a democracia dependerá cada vez mais de uma cultura cívica que suporte a convivência e participação dos cidadãos. No ecossistema do imobiliário esta capacidade de ver para além do presente, para onde se pode ir e definir como lá se chega, revela-se essencial. Não sendo urbanista, as suas análises são particularmente relevantes para pensar urbanismo, Placemaking, promoção imobiliária e desenvolvimento dos territórios, bairros das grandes cidades e outras localizações de baixa densidade enquanto espaços de convivência. Criar lugares onde as pessoas queiram viver Perante a crise de acesso à habitação, exige-se maior oferta que corresponda às necessidades habitacionais da maioria da população portuguesa. Novos empreendimentos que também possam contribuir para o desenvolvimento dos lugares onde se irão inserir que possam ir para além da edificação de unidades residenciais. Novos conjuntos habitacionais que evoluam da abordagem tradicional de como construir e vender, para a criação de lugares onde pessoas queiram viver, empreender, permanecer e relacionar-se. Novas edificações inseridas em espaços multifuncionais que aproximando pessoas e atividades económicas, possam criar oportunidades de convivência comunitária tornando-os mais seguros, em que os habitantes e outros utilizadores os sentem como seus. Novos critérios na valorização imobiliária E essa reflexão leva-nos à precificação. Se até aqui os critérios que justificavam a fixação do preço do lado da oferta e da “due diligence” como localização, áreas e caraterísticas físicas, qualidade do edifício, comparativo de mercado e oferta concorrencial, tipificação da procura, valor urbanístico e potencial futuro, outros começam a ser levados em conta, como vida urbana, comunidade, segurança e proximidade. Há ainda que distinguir entre valor estimado, preço pedido e preço de transação. Neste âmbito cabe à consultoria imobiliária um papel imprescindível e relevante no aconselhamento profissional a particulares e promotores imobiliários. Voltar à cidadania de Tocqueville é também retomar a vida urbana presente no Placemaking de Jane Jacobs e no “Defensible Space” de Oscar Newman. Inovação e colaboração na mediação imobiliária Na consultoria imobiliária, enquanto o setor da mediação imobiliária aguarda há anos uma nova legislação reguladora da atividade adaptada aos novos tempos, muitos dos operadores continuam cristalizados em práticas do passado. Quando a quantidade de operações tende a diminuir e a maioria dos negócios são realizados em parceria alguns persistem na jactância do “pleno” entre ativo angariado e cliente comprador. Outros narcisisticamente anunciam criativos e absurdos modelos de partilha em desfavor dos presumidos parceiros. Ainda outros, incentivam o networking entre profissionais e através do seu departamento de parcerias criam instrumentos abertos e colaborativos. A convite da JLL, tive o privilégio de estar presente no lançamento do “residential connect”. Em Portugal, também há quem persista na inovação. Pessoas, responsabilidade social e legado As Pessoas continuam a ser o elemento mais importante do mercado imobiliário. Lá estivemos no evento “Personalidades do Ano” promovido pela revista “Magazine Imobiliário”. Uma múltipla celebração de figuras notáveis, 13.º aniversário e edição do n.º 80. Foram distinguidos Aniceto Viegas (Imobiliário), José Teixeira (Construção), Paula Teles (Ambiente), Dionísio Pestana (Turismo) e Laura (Personalidade Mérito). Pessoas sucedidas nos negócios e que praticam a responsabilidade social. É esse o caminho que vale a pena ser percorrido por quem vai deixar legado nas empresas e na sociedade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Reforçar as relações de confiança Reforçar as relações de confiança na comunidade do imobiliário é condição necessária! A comunidade do imobiliário tem-se ajustado e vai-se adaptando à complexidade dos condicionalismos conjunturais que a atividade enfrenta. Como todas as comunidades, não é perfeita nem imune a conflitos. Vivemos tempos de mudança acelerada nos procedimentos e rotinas. Novas condições impostas por avanços tecnológicos e industrialização da cadeia de valor do negócio imobiliário. Novos desafios concorrenciais em todos os seus elos. Mas as Pessoas e os seus valores éticos permanecem indispensáveis para que se estabeleçam relações de confiança entre os operadores da fileira da construção e imobiliário que tornem possíveis uma cultura de partilha de informação e negócios baseada no respeito pelo outro e integridade. Novos testes ao ecossistema imobiliário, para que possamos revelar o nosso melhor. Um verão de encontros e reflexões Quase a terminar o período estival, tempo de regressarmos aos ambientes mais ou menos formais, às regras, comportamentos e procedimentos que orientam as nossas relações profissionais, foi num clima informal e festivo que o “Diário Imobiliário” promoveu mais uma edição do “Beach Party Imobiliário”. Oportunidade para nos revermos, validar ou desqualificar achismos, engajar propósitos e conexões, efetivar a transculturação na cadeia de valor, atualizar contactos e agenda. Um evento de verão que dá continuidade às conversas “No Filters”, moderadas por Fernanda Pedro, diretora deste jornal, que se realizam ao longo do ano. Aproveitando o clima, numa tarde soalheira subsequente, li do princípio ao fim o livro “O Mundo Imobiliário: as histórias incríveis do dia-a-dia de um consultor imobiliário”, compilação de artigos publicados em 2020 e 2021 por Francisco Mota Ferreira no “Diário Imobiliário”. A perspetiva de um ex-jornalista que, ao começar a trabalhar no imobiliário, descobriu um manancial de boas histórias que mereceram ser contadas. As Forças e Fraquezas do setor imobiliário descritas com humor e ironia. Lisboa e a preservação da identidade A época de verão em Lisboa ficará para sempre associada ao incêndio do Chiado que, há 38 anos, destruiu 18 edifícios históricos do século XVIII. Zona prime da cidade em que se requalificou e reergueu edificado e foi possível preservar algum do património comercial. Como em outros bairros do Centro Histórico, o território está a descaracterizar-se. Sem diferenciação competitiva num mercado turístico que começa a dar sinais de estagnação da procura, o destino vulgariza-se, massifica-se, perde atratividade e desvaloriza. O bem-intencionado programa da CML “Lojas com História” revela-se hoje pouco eficaz. Reconhecer não é o mesmo que proteger. É preciso vontade política para ir mais longe. É necessário proteger fachadas e elementos interiores e integrar estabelecimentos comerciais e agremiações históricas identitárias em Áreas de Conservação Urbana. Pessoas que deixam um legado O imobiliário é feito de Pessoas. No momento em que anuncia a sua retirada, quem já anda neste Mundo Imobiliário há quase 3 décadas não poderia deixar de fazer uma referência a Luís Roquette Pinheiro de Melo. Dizem-me quem com ele trabalhou que deixa um enorme legado de honestidade e conhecimento técnico. Como outros, tem direito a uma página no livro das celebridades da mediação imobiliária em Portugal. Continuará a ser uma referência para outras gerações que fazem do imobiliário a sua profissão. A propósito do segmento prime, onde preferencialmente se posicionava, costumo dizer que competências técnicas podem ser aprendidas. Princípios éticos, discrição, sigilo, sobriedade, “berço”, ou se tem ou não tem. E Luís Pinheiro de Melo, reunindo todos esses atributos pessoais, aliou-os a competência técnica de excelência. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Reabilitação ganha ritmo no centro de Coimbra A Câmara Municipal de Coimbra tem intensificado o trabalho de identificação e acompanhamento de imóveis degradados, sobretudo na zona histórica da cidade. Na sequência das notificações enviadas aos proprietários, dez edifícios já avançaram para obras de reconstrução ou reabilitação. A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual, procurando que os proprietários assumam voluntariamente as intervenções necessárias. Em vários casos, os imóveis degradados encontram-se já em fase de licenciamento, em obras ou com novos proprietários a preparar os procedimentos para iniciar a reabilitação. Município identifica novos edifícios O levantamento realizado pela Câmara tem permitido aumentar o número de imóveis degradados sinalizados na cidade. Além dos edifícios anteriormente identificados, foram recentemente notificados mais 67 proprietários para promoverem intervenções nos respetivos imóveis. No total, estão agora identificados 112 imóveis cujos processos de reabilitação deverão avançar. A Baixa e a Baixinha concentram grande parte destes casos, mas o trabalho abrange também zonas como a avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A autarquia pretende continuar a acompanhar os imóveis degradados e avaliar as soluções adequadas para cada situação, tendo em conta o estado dos edifícios e a disponibilidade dos proprietários para avançar com as obras. Obras coercivas são solução de recurso Quando a intervenção voluntária não acontece, o município pode recorrer a mecanismos coercivos. Esta opção é considerada uma solução de última instância e pode envolver a posse administrativa, a execução das obras pela autarquia ou outros procedimentos previstos na lei. Um dos casos já acompanhados envolve um edifício na rua da Fornalhinha, que ruiu em dezembro de 2025. Depois de assumir a posse administrativa do imóvel, a Câmara realizou as intervenções necessárias. O edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva. Existem ainda outros imóveis degradados que poderão ser alvo de medidas semelhantes, incluindo processos de expropriação por utilidade pública, venda forçada ou execução coerciva das obras. Habitação pode beneficiar da reabilitação A recuperação dos imóveis degradados poderá contribuir também para aumentar a oferta habitacional no centro de Coimbra. A própria autarquia tem edifícios que pretende requalificar, com o objetivo de criar habitação a custos acessíveis. A estratégia de reabilitação procura, assim, responder simultaneamente à degradação do património urbano e à necessidade de aproveitar edifícios sem utilização ou em condições inadequadas. Além dos imóveis degradados, o município identificou 237 edifícios devolutos, ou seja, imóveis que permanecem sem utilização durante um período prolongado. O acompanhamento destes edifícios poderá abrir caminho a novas intervenções e reforçar a revitalização das zonas centrais da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Confirme se o imóvel corresponde às necessidades do cliente Antes de analisar os anúncios, identifique as prioridades do comprador: número de quartos e casas de banho, área útil, espaço exterior ou estacionamento . As necessidades variam consoante o estilo de vida e os objetivos de cada cliente. No eGO Real Estate , a organização da informação dos imóveis e dos contactos ajuda a acompanhar as preferências do comprador e a identificar opções adequadas. Avalie também a localização , verificando a proximidade de escolas, supermercados, farmácias e transportes públicos, bem como os tempos de deslocação habituais. Estes fatores influenciam o conforto e a adequação do imóvel às necessidades do cliente. Analise o estado, as características e o preço Antes de recomendar uma visita, confirme os principais aspetos do imóvel que podem influenciar o conforto, os custos futuros e a decisão de compra do cliente: Ano de construção e estado de conservação : identifique eventuais necessidades de renovação ou manutenção, sobretudo se o cliente não pretende fazer obras. Acessibilidade e comodidades : confirme a existência de elevador, as condições de acesso e outras características relevantes para as necessidades do comprador. Certificado energético : verifique a classificação energética, que pode ajudar a antecipar o desempenho energético e os custos de utilização. Documentação : valide a informação documental disponível e identifique os elementos que precisam de confirmação junto do proprietário, do mediador responsável ou das entidades competentes. Histórico do preço : consulte, quando disponível, as alterações ao preço pedido e o tempo que o imóvel está anunciado. Estes dados podem ajudar a preparar uma estratégia de negociação, embora não garantam uma redução do valor. Comparação com imóveis semelhantes : analise a área, o estado de conservação, as características e os preços anunciados na mesma zona. A informação de mercado e as ferramentas de avaliação imobiliária podem ajudar a fundamentar a recomendação ao cliente. Avalie o potencial de investimento e prepare a apresentação Quando o objetivo é investir, a análise deve ir além da adequação do imóvel e do preço de compra. Estime o valor de arrendamento, os custos de manutenção, os impostos e outras despesas previsíveis. A partir destes dados, poderá calcular uma rentabilidade indicativa e perceber se o investimento se aproxima dos objetivos definidos pelo cliente. As estimativas devem ser encaradas como referências, não como garantias de rendimento. Antes de apresentar a seleção final, reveja os critérios definidos, confirme os dados disponíveis e identifique os aspetos que precisam de esclarecimento. Organizar esta informação no eGO Real Estate permite acompanhar as preferências do comprador, manter o histórico da relação e facilitar o seguimento das oportunidades de negócio . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação BEI vai financiar a urbanização de terrenos municipais Os municípios poderão recorrer a uma nova linha de crédito para financiar obras de urbanização e disponibilizar terrenos destinados à construção de habitação. A medida está a ser negociada pelo Governo com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e pretende acelerar a criação de novas casas , através do aumento da oferta de solos preparados para construir. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou a iniciativa durante uma audição parlamentar dedicada à discussão do Orçamento do Estado para 2027. Segundo o governante, a falta de terrenos urbanizados continua a ser um dos obstáculos à resposta às necessidades habitacionais do país. Empréstimos serão reembolsados com a venda dos terrenos O financiamento permitirá às autarquias avançar com infraestruturas e intervenções necessárias para tornar os terrenos aptos à construção. Depois de urbanizados e colocados no mercado, os solos poderão ser adquiridos pelos próprios municípios ou por promotores privados. O modelo prevê que as receitas obtidas com a venda dos terrenos sejam utilizadas para devolver o financiamento contraído. A intervenção do BEI deverá permitir condições de crédito mais vantajosas para as autarquias, facilitando o investimento inicial sem depender exclusivamente dos seus orçamentos. Governo quer financiar 133 mil casas até 2030 A nova linha de crédito integra uma estratégia mais abrangente para aumentar a oferta habitacional. O Governo pretende assegurar financiamento para a construção de cerca de 133 mil casas até 2030, correspondentes às necessidades identificadas pelos municípios nas respetivas estratégias locais de habitação. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Executivo também reforçou os recursos destinados à concretização dos projetos habitacionais. A meta passa por alcançar cerca de 40 mil casas concluídas até ao final de 2026. OE2027 prevê mais investimento na habitação A proposta de Orçamento do Estado para 2027 contempla um investimento de 2.003 milhões de euros no aumento da oferta de habitação acessível e no reforço do parque habitacional público. Entre as prioridades estão o desenvolvimento do arrendamento acessível, a mobilização de imóveis devolutos e a simplificação dos procedimentos de licenciamento urbanístico. Com a preparação de novos terrenos para construção e o reforço dos mecanismos de financiamento, o Governo procura criar condições para acelerar projetos habitacionais e responder à falta de oferta no mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais de 1.400 milhões de euros já foram utilizados A garantia do Estado destinada aos jovens na compra da primeira habitação já atingiu 66,5% do montante disponibilizado, no final de setembro. Segundo os dados do Banco de Portugal, foram utilizados 1.420 milhões de euros desde o início do regime, criado para facilitar o acesso ao crédito à habitação por pessoas até aos 35 anos . Até ao mesmo período, foram celebrados 48,9 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente ao abrigo desta medida, correspondentes a um financiamento global de 10,3 mil milhões de euros. Estes valores representam 46,6% do número total e 49% do montante dos empréstimos concedidos a jovens da mesma faixa etária para esta finalidade. Contratos aumentaram no terceiro trimestre Entre julho e setembro, foram assinados 8,7 mil contratos com garantia do Estado, num valor aproximado de dois mil milhões de euros. Em comparação com o trimestre anterior, o número de operações cresceu 11,5%, enquanto o montante financiado aumentou 13,2%. Neste período, os empréstimos com garantia pública representaram 54,1% dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos e 56% do respetivo valor total. Considerando todo o crédito concedido para habitação própria e permanente, a medida correspondeu a 31,6% das operações e 35,8% do montante financiado. Utilização varia consoante a região A adesão à garantia do Estado apresenta diferenças significativas entre regiões. No Alentejo, na Beira Baixa, nas Terras de Trás-os-Montes, nas Beiras e Serra da Estrela e na Lezíria do Tejo, mais de 55% dos contratos de crédito à habitação celebrados por jovens beneficiaram deste mecanismo. Na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, a proporção rondou os 40%. Ainda assim, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentram aproximadamente metade dos contratos abrangidos pela medida. Regime poderá continuar em 2027 Criada em julho de 2024, a garantia pública permite ao Estado assegurar até 15% do valor da transação do imóvel, possibilitando aos bancos financiar entre 85% e 100% do preço de aquisição, até ao limite de 450 mil euros. A garantia pode vigorar durante um máximo de dez anos após a assinatura do contrato. Inicialmente prevista para operações contratadas até 31 de dezembro de 2026, a medida poderá prolongar-se no próximo ano. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 aponta para a continuidade do apoio à compra da primeira habitação por jovens. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Juros mais elevados condicionam a procura A procura por crédito à habitação deverá diminuir ligeiramente no último trimestre do ano, segundo o inquérito do Banco de Portugal aos bancos sobre o mercado de crédito. O agravamento das taxas de juro já contribuiu para uma redução da procura durante o terceiro trimestre, embora sem efeitos significativos no total do mercado. A evolução dos juros continua a influenciar as decisões das famílias que pretendem comprar casa . As expectativas de novos aumentos das taxas na Zona Euro poderão levar alguns compradores a adiar a contratação de um empréstimo. Regras mais exigentes no crédito à habitação As alterações à recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, introduzidas no início de agosto, contribuíram para um ligeiro agravamento das condições dos empréstimos para comprar casa. Entre as mudanças está o limite de 45% para a taxa de esforço, que estabelece uma relação entre os encargos mensais com créditos e o rendimento líquido do agregado familiar. Esta regra procura limitar o risco de endividamento excessivo, mas pode restringir o acesso ao financiamento para algumas famílias. Bancos não antecipam novas restrições Apesar da previsão de uma menor procura, os bancos não esperam alterações significativas nas condições de concessão de crédito à habitação durante o quarto trimestre. A expectativa é, assim, de estabilidade nos critérios aplicados aos novos empréstimos, depois do ligeiro aperto registado no trimestre anterior. Para quem está a ponderar comprar casa com recurso a financiamento bancário, a evolução das taxas de juro e a capacidade de cumprir os encargos mensais continuam a ser fatores importantes na decisão. Crédito ao consumo e às empresas também abranda A expectativa de redução da procura não se limita ao crédito à habitação. Os bancos antecipam também uma ligeira diminuição nos pedidos de crédito ao consumo até ao final do ano. No segmento empresarial, a tendência deverá ser semelhante, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PME) e nos empréstimos de longo prazo. As previsões apontam, assim, para um abrandamento moderado da procura de financiamento em diferentes áreas do mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Venda de casas recua 9% num ano O mercado imobiliário português registou uma quebra nas transações no segundo trimestre de 2026, acompanhada por uma desaceleração da subida dos preços. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), foram vendidas 37.854 habitações entre abril e junho, menos 9% do que no mesmo período de 2025. Apesar da redução das vendas, o preço mediano das casas em Portugal continuou a aumentar. O valor atingiu 2.445 euros por metro quadrado, mais 4,6% do que no trimestre anterior e 18,4% em termos homólogos. A subida anual foi, ainda assim, inferior à registada nos primeiros três meses do ano, quando chegou a 19,8%. Consulte aqui a evolução de preços das casas em Portugal . Famílias compram casas a preços mais elevados As famílias continuam a impulsionar a valorização do mercado habitacional. O preço mediano das casas adquiridas por este grupo atingiu 2.493 euros/m², refletindo um crescimento anual de 19,3%. Nas compras realizadas por outros setores institucionais, o valor fixou-se em 2.096 euros/m², com uma subida de 12%. Os compradores residentes pagaram, em média, 2.421 euros/m², enquanto os não residentes desembolsaram 3.182 euros/m². Contudo, os preços das casas adquiridas por residentes aumentaram mais rapidamente, com uma variação anual de 18,6%, face aos 15,7% observados entre os compradores estrangeiros. Preços das casas sobem em todas as sub-regiões A quebra nas vendas abrangeu 22 das 26 sub-regiões portuguesas. A Região Autónoma da Madeira registou a maior descida, de 17,9%, seguida da Área Metropolitana do Porto, com menos 16,2%. Em sentido contrário, o número de transações aumentou no Alto Alentejo, na Beira Baixa, em Tâmega e Sousa e nas Beiras e Serra da Estrela. De acordo com o INE, os preços da habitação subiram em todas as sub-regiões. Os maiores aumentos anuais ocorreram no Médio Tejo (25,4%), no Oeste (24%), na Lezíria do Tejo e nos Açores (23,9% em ambos os casos). A Grande Lisboa apresentou o preço mediano mais elevado, de 4.030 euros/m², seguida do Algarve, com 3.500 euros/m². No extremo oposto, as Beiras e Serra da Estrela registaram o valor mais baixo, de 759 euros/m². Lisboa e Cascais mantêm os preços mais elevados Nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, os preços das casas aumentaram em todos os territórios analisados. Em dez municípios, a subida anual ganhou ritmo face ao trimestre anterior, com destaque para Loures, Matosinhos e Cascais. Loures registou a maior valorização anual, de 29%, seguida de Barcelos, com 28,7%. Lisboa apresentou um crescimento mais moderado, de 8,9%, apesar de continuar entre os municípios mais caros do país. Segundo o INE, Lisboa liderou com um preço mediano de 5.299 euros/m² , seguida de Cascais, com 5.200 euros/m², e Oeiras, com 4.704 euros/m². Santa Maria da Feira apresentou o valor mais baixo entre os municípios mais populosos, de 1.906 euros/m². <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Heranças indivisas podem ser desbloqueadas O Governo aprovou um decreto-lei que pretende resolver impasses na gestão e partilha de imóveis herdados. Com as novas regras, um herdeiro poderá exigir a venda de um prédio quando não existir acordo entre os restantes durante dois anos. A medida procura mobilizar casas que permanecem fora do mercado devido a conflitos familiares ou à falta de consenso sobre o destino dos bens. Segundo os dados apresentados pelo Governo, Portugal tem cerca de 485 mil casas vagas, sendo as heranças indivisas uma das situações associadas a imóveis que continuam sem utilização. O problema estende-se também aos terrenos rústicos. Existem aproximadamente 3,4 milhões de prédios rústicos integrados em heranças por partilhar, o que evidencia a dimensão dos processos sucessórios pendentes. Venda dos imóveis terá regras específicas Quando um dos herdeiros pedir a venda, será iniciado um procedimento próprio para concretizar a operação. O imóvel poderá ser alienado por um valor de mercado determinado através de avaliações independentes ou colocado em leilão eletrónico. Antes de avançar para o leilão, os herdeiros terão um prazo de seis meses para procurar uma solução consensual ou organizar uma venda por iniciativa própria. Este período pretende dar oportunidade à família para chegar a um entendimento sem recorrer à venda através de leilão. O regime estabelece ainda mecanismos de proteção para a casa de morada de família. Os restantes herdeiros poderão participar no leilão e terão preferência na aquisição do imóvel, criando condições para que a habitação permaneça na família, caso exista interesse e capacidade para a comprar. Novas regras abrangem heranças por partilhar A legislação aplica-se a heranças já abertas que ainda não tenham sido divididas entre os herdeiros. A possibilidade de exigir a venda pretende evitar que os desacordos mantenham os imóveis indisponíveis durante períodos prolongados. Ao permitir avançar com a venda mesmo sem unanimidade, o Governo pretende facilitar a resolução de conflitos sucessórios e promover a utilização de património imobiliário atualmente bloqueado. A medida poderá contribuir para aumentar a disponibilidade de casas no mercado, embora o impacto dependa do número de imóveis abrangidos e da concretização dos processos. O novo enquadramento procura, assim, conciliar os direitos dos herdeiros com a necessidade de dar destino a imóveis que permanecem por partilhar. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Parcerias público-privadas avançam na habitação O Governo deu mais um passo na preparação de parcerias público-privadas (PPP) destinadas a aumentar a oferta de habitação pública. A equipa responsável por lançar o programa já está constituída e terá como objetivo promover a construção e reabilitação de imóveis do Estado para arrendamento acessível. A iniciativa integra o Programa Estratégico para o Desenvolvimento das Parcerias para o Arrendamento Acessível, aprovado em Conselho de Ministros em setembro de 2025. A medida prevê a utilização de terrenos e edifícios do domínio privado do Estado para criar habitações destinadas ao mercado de arrendamento, com rendas acessíveis a um maior número de famílias. A meta definida pelo Governo passa por disponibilizar cerca de 10.000 casas até 2035, através da colaboração entre entidades públicas e parceiros privados. Equipa prepara lançamento dos projetos A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de uma equipa presidida por Diogo Dias Moreira. A sua constituição foi formalizada através de um despacho da subdiretora-geral da Entidade do Tesouro e Finanças e diretora da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos, Rita Cunha Leal. De acordo com o despacho, os membros da equipa não terão direito a remuneração pelo exercício destas funções. A estrutura terá a responsabilidade de preparar as condições necessárias para lançar as parcerias e acompanhar as diferentes etapas do processo. Entre as tarefas previstas estão a obtenção das autorizações, licenças e pareceres necessários à concretização dos projetos, bem como a identificação de oportunidades para partilhar benefícios entre o Estado e os parceiros privados. Arrendamento acessível pretende aumentar a oferta O programa pretende aproveitar o património imobiliário público para reforçar a oferta de habitação a preços acessíveis. A estratégia assenta na construção de novas casas em terrenos do Estado e na reabilitação de edifícios existentes que possam ser convertidos em habitação. Através das PPP, o Governo procura mobilizar a participação privada no desenvolvimento dos projetos, mantendo como objetivo a disponibilização de habitação para arrendamento acessível. A concretização da iniciativa dependerá agora da preparação e do lançamento das parcerias, assim como dos procedimentos necessários à execução das obras. A meta estabelecida aponta para a disponibilização de cerca de 10.000 habitações até 2035. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas habitações previstas para o Porto A Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) está a preparar dois projetos habitacionais que deverão acrescentar cerca de 400 casas ao mercado de arrendamento nos próximos dois a três anos. A iniciativa pretende responder à procura de habitação a preços acessíveis , sobretudo por parte de famílias com rendimentos médios e médios-baixos. Um dos empreendimentos ficará na Rua Antero de Quental, junto à Rua da Constituição, num terreno onde funcionaram antigas instalações da Padouro. O segundo projeto está previsto para os terrenos do antigo Estádio do Lima e poderá incluir entre 200 e 250 habitações. Projetos dependem de licenciamento municipal O avanço das obras está dependente dos licenciamentos da Câmara Municipal do Porto. A instituição considera que a colaboração do município será determinante para concretizar os projetos dentro do prazo previsto. A nova oferta deverá reforçar a presença da SCMP no mercado de arrendamento da cidade. A instituição já acompanha mais de 600 inquilinos e pretende aumentar a disponibilidade de casas, privilegiando rendas compatíveis com as possibilidades financeiras dos futuros residentes. Procura por habitação continua a aumentar A pressão sobre o acesso à habitação também se reflete nos pedidos recebidos pela instituição. Só em outubro, a SCMP recebeu 57 solicitações de pessoas que não encontraram resposta junto das entidades públicas. Entre as situações identificadas encontram-se casos de migrantes e de pessoas que atravessam separações ou divórcios. A atribuição das novas casas será feita por concurso. A instituição defende ainda maior continuidade nas políticas públicas de habitação e aponta o fim do programa Reabilitar para Arrendar como exemplo da instabilidade que dificulta a resposta às necessidades habitacionais. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Define o uso e organiza a garagem Antes de iniciar obras, é importante decidir qual será a função principal da garagem. Uma oficina precisa de uma bancada resistente, iluminação adequada e espaço para guardar ferramentas. Um ginásio doméstico exige ventilação, pavimento apropriado e área livre para treinar. Já uma zona de arrumação beneficia de prateleiras, armários e soluções verticais. Se a garagem continuar a servir para estacionar o automóvel, é essencial garantir espaço para abrir as portas, circular e aceder aos equipamentos. Quando o objetivo passa por combinar várias utilizações, dividir a área por zonas ajuda a manter a organização e a funcionalidade. Verifica as condições antes de avançar A humidade, as infiltrações e as fissuras devem ser avaliadas antes de pintar paredes ou instalar mobiliário. Manchas, salitre e tinta a descascar podem indicar problemas que precisam de ser resolvidos na origem. Também importa verificar o estado do pavimento, a drenagem e a instalação elétrica. As alterações previstas podem estar sujeitas a regras específicas. Melhorar a iluminação ou instalar armários não é o mesmo que transformar a garagem num quarto ou escritório. Antes de avançar com obras mais profundas, convém confirmar junto da câmara municipal e, quando aplicável, do condomínio, se são necessárias autorizações ou se existem condicionantes legais. Escolhe materiais adequados à utilização O pavimento deve ser resistente ao peso, aos impactos e à limpeza frequente. Numa garagem utilizada como oficina ou para estacionar, um revestimento duradouro e fácil de limpar pode facilitar a manutenção. Para um ginásio, as placas de borracha próprias para treino ajudam a absorver impactos e a reduzir o ruído, desde que sejam colocadas sobre uma base adequada. Aproveitar as paredes com prateleiras, painéis perfurados e suportes para bicicletas permite libertar espaço no chão. Os elementos devem ficar bem fixos, com os objetos mais pesados nas zonas inferiores. Produtos inflamáveis e substâncias tóxicas devem ser guardados em condições apropriadas, sem bloquear quadros elétricos, grelhas de ventilação ou passagens. Garante iluminação e ventilação adequadas Uma garagem funcional precisa de iluminação suficiente para a atividade prevista. A luz geral pode ser complementada por pontos de iluminação sobre bancadas, armários ou zonas de treino. A instalação elétrica deve ser avaliada por um profissional qualificado, sobretudo quando existem equipamentos que exigem maior potência. A ventilação também merece atenção, pois ajuda a controlar a humidade, os odores e o calor. Se a ventilação natural for insuficiente, poderá ser necessário instalar um sistema de extração mecânica. Por fim, optar por soluções modulares e equipamentos rebatíveis permite adaptar a garagem a necessidades futuras. Um planeamento cuidado ajuda a aproveitar melhor a área disponível, sem comprometer a segurança nem a utilização original do espaço. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Cores e materiais que transformam os espaços A decoração de outono convida a renovar os interiores através de combinações de cores e materiais que acompanham a mudança da estação. Terracota, caramelo, castanho e ferrugem trazem calor aos espaços, enquanto os tons de azul acrescentam profundidade e equilíbrio à composição. A mistura destas tonalidades permite criar ambientes com personalidade, sem tornar a decoração demasiado pesada. Almofadas, mantas, tapetes e acessórios são opções simples para introduzir novas cores e experimentar diferentes combinações, sem necessidade de substituir o mobiliário. Os materiais também contribuem para esta transformação. Veludo, lã, bouclé e algodão mais espesso acrescentam conforto visual e tátil, sobretudo quando conjugados com madeira, cerâmica e outros elementos naturais. A iluminação acompanha a mudança da estação Com os dias mais curtos, a iluminação ganha importância na decoração de outono. Em vez de depender apenas da luz principal, vale a pena distribuir diferentes pontos de luz pela casa, criando ambientes adaptados a cada momento do dia. Candeeiros de mesa, modelos de pé e abat-jours com texturas ajudam a tornar os espaços mais envolventes. A luz quente, complementada por lanternas e velas, contribui para uma atmosfera tranquila, ideal para descansar ao final do dia. Também os pequenos objetos podem fazer a diferença. Jarras com ramos secos, castiçais e peças decorativas em vidro ou cerâmica acrescentam variedade às superfícies e ajudam a renovar salas, entradas e estantes. Pequenos detalhes para uma casa com personalidade Preparar a casa para o outono não exige uma renovação completa. Reorganizar os móveis, criar um canto de leitura ou acrescentar uma mesa auxiliar pode alterar a forma como um espaço é utilizado e tornar o quotidiano mais confortável. Na sala, sobrepor mantas e almofadas de diferentes texturas ajuda a criar uma sensação de aconchego. Os tapetes também contribuem para delimitar zonas e tornar o ambiente mais confortável, enquanto a combinação de padrões, como riscas, xadrez e motivos botânicos, acrescenta dinamismo à decoração. O segredo está em equilibrar cores, materiais e elementos decorativos, escolhendo peças que combinem entre si e reflitam o gosto de quem vive na casa. Mais do que seguir tendências, a decoração de outono procura criar espaços acolhedores, funcionais e pessoais, preparados para acompanhar o ritmo dos dias mais frios. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Descubra as cores do outono entre serras e vinhas Viajar em Portugal durante o outono é uma oportunidade para conhecer paisagens transformadas pelos tons amarelos, laranjas e avermelhados, longe da agitação dos meses de verão. Da montanha às regiões vinhateiras, há destinos que convidam a caminhadas, momentos de tranquilidade e experiências ligadas à gastronomia local. Na Serra da Estrela, a Rota das Faias, em Manteigas, e o Covão da Ametade permitem apreciar a mudança de cor das árvores e a beleza das paisagens serranas. Já no Douro, as vinhas vestem-se de tons quentes e a região recupera a calma depois das vindimas. Uma estadia numa quinta, acompanhada de provas de vinho e gastronomia regional, pode tornar a escapadinha ainda mais especial. Aldeias e parques naturais para abrandar o ritmo Para quem procura sossego, as Aldeias do Xisto, nas serras da Lousã e do Açor, oferecem um cenário acolhedor para uma viagem de outono. Entre casas tradicionais, caminhos rodeados de árvores e alojamentos com lareira, é possível aproveitar a natureza e descobrir a vida rural ao ritmo de cada lugar. Mais a norte, o Parque Nacional da Peneda-Gerês convida a explorar bosques, trilhos e cascatas. A Mata de Albergaria destaca-se pelos carvalhos centenários, enquanto as cascatas do Arado e da Portela do Homem podem apresentar maior caudal nesta altura do ano. É um destino a considerar para quem gosta de caminhadas e de paisagens naturais. Castanhas, tradições e vida selvagem em Trás-os-Montes e no Alentejo O Parque Natural de Montesinho é outra opção para uma escapadinha de outono em Portugal. Os soutos e carvalhais ganham novas cores, enquanto as aldeias da região convidam a paragens para conhecer o património local. Entre setembro e novembro, a brama dos veados pode proporcionar um espetáculo natural marcante. A castanha, muito presente na gastronomia transmontana, também dá origem a magustos e outras tradições sazonais. No Alto Alentejo, Marvão combina património e paisagem. Situada na Serra de São Mamede, a vila é conhecida pela produção de castanha e pelo castelo erguido a cerca de 800 metros de altitude. A Festa da Castanha, habitualmente realizada em novembro, é mais um motivo para visitar esta localidade e provar sabores típicos da estação. Seja para caminhar na serra, descobrir aldeias históricas ou saborear produtos regionais, o outono oferece diferentes formas de conhecer Portugal e aproveitar uma pausa da rotina. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Praias para descobrir em diferentes cenários Zanzibar reúne praias com ambientes distintos, desde zonas animadas a recantos mais tranquilos. No norte, Nungwi destaca-se pela areia fina, pelo mar azul-turquesa e pela oferta de bares, restaurantes e atividades aquáticas. Nas proximidades, Kendwa proporciona um ambiente mais sereno e é conhecida pelos seus pores do sol. Na costa leste, Paje atrai praticantes de kitesurf graças aos ventos constantes, enquanto Jambiani preserva uma forte ligação às tradições piscatórias. Já Matemwe é uma opção para quem procura longos areais e vistas sobre a ilha de Mnemba. Mais a sul, Kizimkazi é conhecida pelas excursões de observação de golfinhos. Natureza e tradições junto ao oceano Para além das praias, Zanzibar permite conhecer atividades que fazem parte do quotidiano das comunidades locais. Em Pwani Mchangani, as plantações de algas marinhas mostram a importância desta prática tradicional para a economia da ilha. As visitas guiadas permitem conhecer melhor o trabalho das comunidades costeiras. Em Pingwe, a paisagem combina palmeiras, areia branca e águas azul-turquesa. É também aqui que se encontra o The Rock, um restaurante instalado numa formação rochosa no oceano. O acesso depende da maré: pode ser feito a pé quando a água recua ou de barco quando sobe. A experiência combina gastronomia, com destaque para o marisco, e vistas sobre o mar. Excursões para além das praias Uma viagem a Zanzibar também pode incluir passeios de barco e atividades na natureza. A partir de Stone Town, é possível chegar à ilha de Nakupenda, conhecida pelo seu banco de areia e pelas águas transparentes. O local convida a nadar, praticar snorkeling e observar a vida marinha. A época da visita também merece atenção. Entre junho e outubro, Zanzibar atravessa geralmente a estação seca, com condições favoráveis para explorar as praias e fazer passeios ao ar livre. A partir de novembro, aproxima-se a época das chuvas curtas, que costuma prolongar-se até dezembro. Apesar da possibilidade de aguaceiros, o arquipélago continua a oferecer oportunidades para descobrir paisagens costeiras, praticar atividades no mar e conhecer as tradições locais. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Renda acessível para estudantes deslocados Estudar longe de casa pode representar um encargo elevado para muitos jovens, sobretudo devido aos custos com habitação. Em Vila Nova de Gaia, uma parceria entre o Instituto Piaget e a Junta de Freguesia de Gulpilhares procura reduzir essa despesa, disponibilizando alojamento estudantil por 250 euros mensais. A iniciativa contempla duas residências renovadas, destinadas exclusivamente a estudantes daquela instituição de ensino superior. O valor mensal inclui serviços de limpeza e manutenção, permitindo aos jovens beneficiar de uma solução habitacional com custos mais controlados. Porto enfrenta rendas elevadas A criação desta resposta surge num contexto de pressão sobre o mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos na Área Metropolitana do Porto atingiu 10,83 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. Perante estes valores, encontrar alojamento a preços acessíveis continua a ser um desafio para quem precisa de mudar de cidade ou viver longe da família para frequentar o ensino superior. A iniciativa em Gulpilhares pretende contribuir para diminuir esse obstáculo e facilitar o acesso à formação académica, independentemente da situação económica dos estudantes. Projeto pode crescer nos próximos anos Embora represente uma alternativa mais económica para os estudantes abrangidos, a parceria não resolve, por si só, as dificuldades estruturais da habitação. O Instituto Piaget defende a necessidade de multiplicar soluções que aumentem a oferta de alojamento acessível e reduzam o peso das despesas habitacionais no orçamento das famílias. O projeto encontra-se numa fase inicial, mas existe a intenção de alargar este tipo de resposta ainda este ano ou no próximo ano letivo. Para além do apoio aos estudantes, a iniciativa pretende também dinamizar Gulpilhares, incentivando a permanência dos jovens na freguesia e contribuindo para a renovação geracional da comunidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação PRR impulsiona investimento público em 2026 O investimento em habitação pública deverá diminuir significativamente em 2027, depois de atingir um valor recorde no último ano de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com as previsões incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), a despesa pública neste setor deverá passar de 2.905 milhões de euros em 2026 para 1.061 milhões de euros no próximo ano. A conclusão do PRR marca, assim, uma mudança na evolução do investimento destinado à construção de novas casas e à reabilitação do parque habitacional público. O financiamento europeu tem contribuído para reforçar os recursos disponíveis e acelerar projetos que procuram aumentar a oferta de habitação pública. Despesa em habitação mantém histórico de baixos valores Os dados apresentados pelo Governo mostram que, em 2025, o investimento público em novas habitações e na recuperação de imóveis deverá ter totalizado 693 milhões de euros. Este montante aproxima-se dos valores registados em 2023 e 2024, quando a despesa atingiu 627,2 milhões e 666,8 milhões de euros, respetivamente. Nesse período, o investimento em habitação pública representou cerca de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), uma proporção que se mantém desde 2021. Este indicador acompanha uma tendência de reduzida execução de projetos públicos de habitação observada ao longo das últimas décadas. Fim do PRR traz quebra nas verbas para 2027 Para 2026, o Governo prevê que o investimento em habitação pública alcance 0,9% do PIB, o valor mais elevado desde 1995. No entanto, as projeções para 2027 apontam para uma descida acentuada, com a despesa a representar apenas 0,3% da riqueza produzida no país. A redução evidencia o impacto do fim do financiamento associado ao PRR na evolução da política habitacional. Depois de um período de reforço dos recursos destinados à construção e reabilitação de casas, o próximo ano deverá ficar marcado por um recuo do investimento público neste setor. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Desemprego mantém-se estável e abaixo dos valores de 2025 A taxa de desemprego em Portugal voltou a fixar-se nos 5,6% em setembro, repetindo o resultado de agosto. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram ainda uma descida de 0,3 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, mantendo o indicador em níveis mínimos desde 2002. No total, o país contabilizava cerca de 313 mil pessoas desempregadas, menos 16,3 mil do que há um ano. Apesar da estabilidade do indicador geral, os resultados variam consoante a idade. Entre os adultos, a taxa de desemprego permaneceu nos 4,6% pelo terceiro mês consecutivo, o valor mais baixo desde abril de 2002. Já entre os jovens, atingiu 19,1%, continuando a representar uma diferença significativa face à população adulta. População empregada recua face a agosto Em setembro, Portugal tinha aproximadamente 5,3 milhões de pessoas empregadas. Embora este número represente um crescimento de 0,6%, correspondente a cerca de 32 mil pessoas, em termos homólogos, verificou-se uma redução mensal de 0,1%. O INE assinala que a população empregada tem vindo a diminuir desde maio, mês em que alcançou o valor mais elevado desde fevereiro de 1998. Esta evolução acompanha também a descida da população ativa, que recuou 0,2% face a agosto, apesar de registar um aumento de 0,3% em comparação com setembro de 2025. No total, abrangia cerca de 5,6 milhões de pessoas. Subutilização do trabalho também apresenta descida anual A população inativa aproximou-se dos 2,5 milhões de pessoas, depois de aumentar 0,6% relativamente a agosto e 1,2% face ao período homólogo. Por sua vez, a taxa de subutilização do trabalho fixou-se nos 9,6% em setembro, mantendo-se inalterada face ao mês anterior. Ainda assim, este indicador registou uma diminuição de 0,4 pontos percentuais em comparação com setembro de 2025. Os dados revelam, assim, um mercado de trabalho com uma taxa de desemprego estável, mas com algumas alterações na evolução do emprego e da população ativa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que prevê a Constituição As manifestações realizadas em Lisboa e no Porto contra a falta de habitação acessível reacenderam a discussão sobre o alcance do direito à habitação em Portugal. O desmantelamento de um acampamento de protesto na capital e as detenções efetuadas pela PSP trouxeram para a atualidade as regras que enquadram este direito e a sua relação com outras garantias constitucionais. O artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa reconhece o direito a uma habitação adequada, com condições de higiene e conforto e que respeite a privacidade familiar. A mesma norma atribui ao Estado responsabilidades na promoção de políticas habitacionais, no incentivo à construção de habitação económica e social e na facilitação do acesso à casa própria ou arrendada. O papel do Estado no acesso à habitação O direito à habitação implica uma atuação pública destinada a criar condições para que a população consiga aceder a uma casa. Entre as medidas possíveis estão a construção de habitação pública, os programas de arrendamento acessível e os apoios dirigidos a famílias com dificuldades económicas. Contudo, a Constituição não garante a atribuição imediata de uma casa a cada cidadão. A concretização deste direito depende de legislação, políticas públicas e critérios de acesso definidos para os diferentes programas. O Estado deve promover soluções habitacionais e respeitar princípios de igualdade e imparcialidade, mas isso não significa que qualquer pessoa possa exigir a disponibilização imediata de um imóvel. Habitação e propriedade privada: onde estão os limites O direito à habitação tem de ser conciliado com outras garantias constitucionais, incluindo a propriedade privada, reconhecida no artigo 62.º. Embora este direito não seja absoluto, as medidas que o condicionam devem ter fundamento legal e respeitar os princípios constitucionais aplicáveis. A legislação pode estabelecer regras para as relações entre senhorios e inquilinos e criar mecanismos de proteção dos ocupantes. No entanto, o direito à habitação não legitima, por si só, a ocupação de imóveis alheios sem título válido. Da mesma forma, a proteção da propriedade não elimina a responsabilidade do Estado de promover o acesso a uma habitação digna. O direito à manifestação também tem regras A Constituição reconhece, no artigo 45.º, o direito de reunião e manifestação pacífica, permitindo aos cidadãos expressar reivindicações e contestar decisões dos poderes públicos. A falta de habitação acessível pode, assim, motivar protestos e mobilização cívica. Ainda assim, o exercício deste direito está sujeito ao enquadramento legal aplicável. O Decreto-Lei n.º 406/74 estabelece regras para reuniões e manifestações em espaços públicos, incluindo disposições relativas à sua duração. A aplicação destas normas a acampamentos prolongados depende das circunstâncias concretas e da natureza da ocupação. O debate sobre o direito à habitação envolve, por isso, duas dimensões: a obrigação pública de criar condições de acesso a uma casa e o respeito pelas restantes normas e garantias legais. A Constituição estabelece os princípios fundamentais, enquanto a legislação e as políticas públicas determinam a forma como são concretizados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Juros mais elevados condicionam a procura A procura por crédito à habitação deverá diminuir ligeiramente no último trimestre do ano, segundo o inquérito do Banco de Portugal aos bancos sobre o mercado de crédito. O agravamento das taxas de juro já contribuiu para uma redução da procura durante o terceiro trimestre, embora sem efeitos significativos no total do mercado. A evolução dos juros continua a influenciar as decisões das famílias que pretendem comprar casa . As expectativas de novos aumentos das taxas na Zona Euro poderão levar alguns compradores a adiar a contratação de um empréstimo. Regras mais exigentes no crédito à habitação As alterações à recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, introduzidas no início de agosto, contribuíram para um ligeiro agravamento das condições dos empréstimos para comprar casa. Entre as mudanças está o limite de 45% para a taxa de esforço, que estabelece uma relação entre os encargos mensais com créditos e o rendimento líquido do agregado familiar. Esta regra procura limitar o risco de endividamento excessivo, mas pode restringir o acesso ao financiamento para algumas famílias. Bancos não antecipam novas restrições Apesar da previsão de uma menor procura, os bancos não esperam alterações significativas nas condições de concessão de crédito à habitação durante o quarto trimestre. A expectativa é, assim, de estabilidade nos critérios aplicados aos novos empréstimos, depois do ligeiro aperto registado no trimestre anterior. Para quem está a ponderar comprar casa com recurso a financiamento bancário, a evolução das taxas de juro e a capacidade de cumprir os encargos mensais continuam a ser fatores importantes na decisão. Crédito ao consumo e às empresas também abranda A expectativa de redução da procura não se limita ao crédito à habitação. Os bancos antecipam também uma ligeira diminuição nos pedidos de crédito ao consumo até ao final do ano. No segmento empresarial, a tendência deverá ser semelhante, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PME) e nos empréstimos de longo prazo. As previsões apontam, assim, para um abrandamento moderado da procura de financiamento em diferentes áreas do mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comprar casa está mais caro em Portugal O preço das casas em Portugal atingiu os 3.082€/m² em setembro de 2026, mais 9,5% do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Infocasa. Face a agosto, o aumento foi de 0,4%, após um verão marcado pela estabilização dos preços. Para quem quer comprar casa, a localização continua a ser um dos fatores com maior impacto no orçamento. Consulte aqui o relatório da evolução de preços das casas do SUPERCASA . Apesar da subida mensal, os preços permanecem ligeiramente abaixo do máximo de 3.090€/m², registado em junho. No último trimestre, verificou-se uma descida de 0,3%, mostrando que a evolução não é igual em todos os períodos nem em todas as regiões. Lisboa, Algarve e Madeira entre as zonas mais caras Lisboa continua a ser uma das regiões mais caras para comprar casa, com um preço médio de 4.573€/m². Ainda assim, registou uma descida mensal de 1,7%, enquanto a subida anual ficou nos 4,4%. No Algarve , o preço médio chegou aos 4.205€/m², apesar de uma redução mensal de 0,5%. Já na Madeira, comprar casa custava, em média, 4.167€/m², mais 13,6% do que há um ano. No Porto , o preço fixou-se nos 3.110€/m², com uma descida mensal de 0,5% e uma subida anual de 7,2%. Setúbal também apresenta valores elevados, com 3.521€/m². Onde os preços das casas mais aumentaram? A valorização imobiliária não se limita às grandes cidades. Santarém registou a maior subida anual entre as regiões destacadas, de 15,3%, com um preço médio de 1.940€/m². Também Coimbra , com 1.986€/m², apresentou uma subida anual de 13%. Em Aveiro e Leiria , os preços chegaram aos 2.292€/m² e 2.296€/m², respetivamente, ambos com aumentos de 11,9%. Braga registou uma valorização anual de 10,6%, atingindo os 2.195€/m². Estes valores mostram que os preços continuam a subir em várias regiões do país, pelo que procurar alternativas fora dos grandes centros pode ser uma opção para quem tem um orçamento limitado. Guarda é a região mais barata para comprar casa Para quem procura preços mais baixos, a Guarda apresenta o valor médio mais acessível, de 1.000€/m². Seguem-se Portalegre , com 1.151€/m², Bragança , com 1.215€/m², Castelo Branco , com 1.282€/m², e Vila Real , com 1.333€/m². As diferenças entre regiões mostram como a localização pode influenciar o custo de comprar casa. Antes de tomar uma decisão, importa comparar preços, avaliar o orçamento disponível e considerar os custos associados à aquisição. Embora o mercado nacional continue em valorização anual, a evolução varia consoante a região. Acompanhar os preços por localização pode ajudar a identificar alternativas mais ajustadas às necessidades e à capacidade financeira de cada comprador. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas medidas para acelerar a construção O Governo está a preparar um acordo-quadro para facilitar a contratação de empresas especializadas em construção modular, bem como uma plataforma digital para reunir necessidades habitacionais de vários municípios. A estratégia pretende acelerar a execução de projetos, ultrapassar limitações técnicas das autarquias e aumentar a capacidade de resposta do setor. O novo modelo deverá permitir que os municípios recorram a empresas previamente qualificadas, simplificando os processos de contratação. A iniciativa procura também reduzir as diferenças entre autarquias na concretização de projetos habitacionais, uma dificuldade identificada durante a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Agregar projetos para criar habitação A plataforma em desenvolvimento deverá identificar as necessidades dos municípios e permitir a agregação de projetos de menor dimensão. Desta forma, será possível criar operações com maior escala, capazes de atrair investimento e empresas de construção industrializada. A medida surge num contexto de défice habitacional estimado em cerca de 300 mil casas em Portugal, aproximadamente metade das quais relacionadas com necessidades de habitação pública. A articulação entre municípios poderá contribuir para aproveitar melhor os recursos disponíveis e acelerar a resposta à procura. Construção modular pode reduzir limitações A industrialização da construção é vista como uma solução para aumentar a produtividade e responder à escassez de mão de obra. A produção de componentes fora dos estaleiros permite melhorar o planeamento, reduzir desperdícios e tornar os processos construtivos mais eficientes. A concretização desta abordagem exige, contudo, capacidade de produção, coordenação entre os intervenientes e projetos com dimensão suficiente para justificar o investimento. A agregação de necessidades habitacionais poderá criar condições mais favoráveis à adoção destas soluções. A madeira é também apontada como um material com potencial para sistemas construtivos desmontáveis, que permitam reutilizar e reciclar componentes ao longo do ciclo de vida dos edifícios. Governo prepara revisão das regras A estratégia inclui alterações ao enquadramento regulamentar da construção, nomeadamente a revisão do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, em vigor desde 1951, e o desenvolvimento do Código da Construção. O objetivo é eliminar incompatibilidades e redundâncias que dificultam a adoção de novos métodos construtivos. Está igualmente em avaliação um plano de ação para promover a utilização de ferramentas digitais no projeto, na construção e na gestão de edifícios, no âmbito da estratégia nacional BIM. Ainda não foram divulgados prazos para a entrada em funcionamento do acordo-quadro e da plataforma. A implementação destas medidas será determinante para perceber o seu impacto na construção de novas habitações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .