Quatro universidades vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores, com os cursos a começar em outubro.
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Autor: Redação
Formação chega a quatro instituições
A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros.
A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas.
Maioria das vagas já está preenchida
A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria.
Professores podem concluir formação pedagógica
Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido.
No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria.
A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas.
Mais formação para responder à falta de docentes
A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino.
O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente.
A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível.