Foto: Adobe Stock Autor: Redação APPII continua no Conselho Municipal de Habitação A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) vai continuar a participar no Conselho Municipal de Habitação (CMH) de Lisboa, onde está representada desde 2012. A associação pretende manter o contributo do setor imobiliário para o debate sobre a habitação e os desafios do município. Ao longo dos últimos 14 anos, a APPII acompanhou diferentes mandatos e executivos da Câmara Municipal de Lisboa, levando ao órgão consultivo a experiência dos promotores e investidores imobiliários. Esta participação permite partilhar conhecimento sobre o desenvolvimento urbano e os desafios relacionados com a oferta de habitação. A associação considera o CMH um espaço importante para reunir diferentes entidades ligadas à habitação e promover o diálogo entre os vários intervenientes no setor. Novo mandato reúne oito entidades A posição da APPII surge depois de a Câmara Municipal de Lisboa aprovar a nova composição dos membros permanentes do CMH para o mandato 2025-2029. O Conselho passa a integrar oito entidades ligadas à habitação: FAMALIS, FENACHE, AIL, ALP, APPII, WIRE, AICCOPN e APEMIP. A WIRE e a AICCOPN são os novos membros desta estrutura. O Conselho Municipal de Habitação é um órgão consultivo da autarquia dedicado às questões relacionadas com a habitação. Integra o presidente da Câmara, ou o vereador responsável pela área, representantes de associações e outros parceiros sociais, além de representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal. Habitação acessível entre as prioridades A APPII pretende continuar a levar ao Conselho o conhecimento acumulado pelos profissionais ligados à promoção e ao investimento imobiliário. O objetivo passa por contribuir para uma análise dos principais desafios que afetam a habitação em Lisboa. Entre as prioridades da associação está a promoção de mais oferta habitacional e de soluções com custos acessíveis para os habitantes da cidade. A participação no CMH permite ainda acompanhar a evolução das políticas municipais e partilhar a experiência dos seus associados sobre o desenvolvimento urbano e o mercado habitacional. APPII reforça participação no debate Com a nova composição do Conselho, a APPII mantém a representação do setor da promoção e investimento imobiliário neste espaço de diálogo municipal. A associação pretende continuar a trabalhar com as restantes entidades representadas no CMH, contribuindo com informação e experiência do setor para a discussão sobre habitação em Lisboa. O objetivo passa por aproximar diferentes perspetivas e apoiar a procura de respostas para os desafios relacionados com a oferta, o desenvolvimento urbano e o acesso a habitação a custos mais acessíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Encomendas continuam a crescer O mercado de reabilitação urbana apresentou sinais distintos em agosto de 2026. Segundo o Barómetro da Reabilitação Urbana da AICCOPN, o Índice do Nível de Atividade diminuiu 0,5% face ao mesmo mês de 2025, enquanto o Índice da Carteira de Encomendas aumentou 2,9%. A evolução das encomendas mantém, assim, uma trajetória positiva, apesar do ligeiro recuo registado no nível de atividade. Os dados mostram um comportamento diferente entre a procura assegurada pelas empresas e a execução efetiva dos trabalhos de reabilitação urbana. A Produção Contratada também apresentou uma redução. Em agosto, as empresas indicaram ter, em média, 9,4 meses de atividade garantida a um ritmo normal de execução, abaixo dos 10,8 meses registados no mesmo período do ano anterior. Licenciamento mantém tendência negativa Os indicadores relativos ao licenciamento continuam a revelar uma evolução desfavorável. Até ao final de agosto, foram licenciadas 3.380 obras de reabilitação, menos 14,3% do que no período homólogo, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A descida verificou-se tanto nos edifícios residenciais como nos não residenciais. No primeiro segmento, o número de obras licenciadas caiu 12,5%, enquanto nos edifícios não residenciais a redução atingiu 19,3%. Esta evolução contrasta com o crescimento registado na carteira de encomendas, evidenciando diferentes ritmos entre a atividade prevista e os processos de licenciamento de obras de reabilitação urbana. Indicadores mostram evolução desigual Os resultados de agosto apontam para um setor de reabilitação urbana com comportamentos distintos entre os principais indicadores. A carteira de encomendas continua a crescer, enquanto o nível de atividade e a produção contratada apresentam sinais de abrandamento. É ainda necessário ter em conta o âmbito dos dados de licenciamento. A informação contabiliza apenas as intervenções sujeitas a controlo prévio municipal, pelo que não representa todas as obras de reabilitação urbana realizadas no país. Deste modo, a redução observada no número de licenças não permite medir, por si só, a totalidade da atividade efetivamente desenvolvida no setor. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Construção habitacional mantém crescimento O número de fogos licenciados em Portugal cresceu 4,5% entre janeiro e julho de 2026, para 25.854 habitações, segundo a AICCOPN. A evolução acontece apesar da redução de 7,7% nos projetos habitacionais licenciados, que totalizaram 11.441 no período. Os dados da Síntese Estatística da Habitação mostram assim uma evolução distinta entre o número de habitações autorizadas e o total de projetos licenciados. Crédito à habitação acompanha tendência A procura por financiamento para comprar casa também aumentou nos primeiros sete meses do ano. O novo crédito à habitação, excluindo renegociações, chegou aos 14.509 milhões de euros, mais 11,3% do que no período homólogo de 2025. Também a avaliação bancária das casas registou uma subida. O valor mediano aumentou 15,2% em termos homólogos, com os apartamentos a apresentarem uma valorização de 16,5% e as moradias de 13,6%. Lisboa reforça número de novas habitações Na Área Metropolitana de Lisboa, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas nos 12 meses terminados em julho. O valor representa um crescimento de 6% face aos 5.394 fogos licenciados no período homólogo. A região concentra, assim, uma parte significativa da nova oferta habitacional licenciada, num contexto de evolução positiva do número de fogos autorizados a nível nacional. T2 e T3 dominam novos projetos Quanto à dimensão das habitações licenciadas, os T2 representam 35% do total de fogos licenciados na Área Metropolitana de Lisboa. Os T3 correspondem a 32%, enquanto os imóveis T0 e T1 representam 17%. As tipologias T4 ou superiores correspondem aos restantes 16% dos fogos licenciados. Os dados permitem identificar uma predominância das habitações com dois e três quartos entre os novos projetos residenciais da região. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Construção ganha força no mercado nacional A construção portuguesa atravessa uma fase de maior atividade, com o emprego no setor a atingir 400,4 mil trabalhadores no segundo trimestre. O valor representa um crescimento de 11,2% face ao mesmo período do ano anterior e corresponde a 7,4% do emprego total no país. Os dados divulgados pela AICCOPN mostram também uma evolução positiva da construção em vários indicadores. Entre abril e junho, o investimento em construção aumentou 1,8% em termos homólogos, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor cresceu 1,6%. Este desempenho acompanha a evolução da economia nacional. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo de 2,5% e avançou 0,8% em cadeia. Crédito à habitação acompanha a procura A evolução da construção surge num contexto de maior dinamismo do mercado habitacional. Nos primeiros seis meses do ano, o novo crédito à habitação destinado à compra de imóveis, sem considerar renegociações, chegou aos 12.153 milhões de euros. O montante representa um aumento de 11,3% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Também o financiamento associado à construção e às atividades imobiliárias registou uma subida. Em julho, o stock de crédito concedido às empresas destes setores atingiu 17.791 milhões de euros, mais 9,5% do que um ano antes. A maior disponibilidade de financiamento acompanha, assim, a atividade da construção e o investimento imobiliário. Mais fogos licenciados em projetos maiores No segmento residencial, os indicadores da construção apresentam uma evolução distinta entre licenças e novos fogos. Durante o primeiro semestre, foram emitidas 12.660 licenças, menos 8,9% do que no período homólogo. Apesar desta redução, o número de fogos licenciados aumentou 4%. A diferença entre os dois indicadores sugere uma maior dimensão média dos projetos de construção aprovados pelas autarquias. Esta evolução poderá refletir o avanço de empreendimentos habitacionais com mais unidades, num contexto em que a oferta de habitação continua a assumir um papel relevante no mercado. Custos continuam a pressionar construção Apesar do crescimento da atividade, a construção continua a enfrentar pressão sobre os custos. Em junho, o custo de construção de habitação nova aumentou 7,2% em termos homólogos. A subida resultou tanto da evolução dos materiais como da mão de obra. Os preços dos materiais cresceram 6,5%, enquanto o custo associado ao trabalho aumentou 8%. Nas obras públicas, a construção mantém igualmente níveis elevados de atividade, apoiada pelo volume de trabalhos em carteira. Ainda assim, os novos procedimentos apresentam uma evolução menos dinâmica: até ao final de julho, os concursos promovidos totalizaram 4.935 milhões de euros, menos 28% do que no mesmo período do ano anterior. Os contratos celebrados e registados no Portal BASE somaram 2.504 milhões de euros, também com uma redução homóloga de 28%. Assim, a construção mantém indicadores positivos no emprego e na habitação, embora continue condicionada pela evolução dos custos e pela entrada de novos projetos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Menos licenças, mais fogos licenciados O mercado habitacional registou comportamentos distintos no primeiro semestre de 2026. Segundo a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), foram emitidas 9.836 licenças para projetos de construção e reabilitação habitacional até junho. O valor representa uma redução de 6,9% face ao mesmo período de 2025. No entanto, a diminuição do número de licenças não acompanhou a evolução dos fogos autorizados. Durante os primeiros seis meses do ano, foram licenciados 22.216 fogos, mais 4% do que no período homólogo. Os dados apontam, assim, para uma maior dimensão média dos projetos licenciados. Norte destaca-se na construção nova A região Norte apresenta uma evolução particularmente positiva. Nos 12 meses terminados em junho de 2026, foram licenciados 20.403 fogos em construções novas, um crescimento de 17% face aos 17.401 registados no mesmo período do ano anterior. Entre os fogos licenciados, 26% correspondem a tipologias T0 ou T1 e 31% a T2. Os T3 representam 37% da oferta, enquanto as habitações T4 ou superiores correspondem a 6%. A evolução mostra que, apesar da redução global das licenças de construção e reabilitação, a construção de novas habitações continua a ganhar expressão em algumas regiões. Consumo de cimento aumenta A atividade do setor da construção também se refletiu no consumo de cimento. De acordo com a AICCOPN, foram consumidos 2,084 milhões de toneladas no mercado nacional até junho, mais 5,9% do que no mesmo período de 2025. Este crescimento acompanha o aumento dos fogos licenciados e surge num contexto de maior dinamismo do financiamento à habitação. O novo crédito à habitação, excluindo renegociações, atingiu 12.153 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, crescendo 11,3% em termos homólogos. Avaliação das casas continua a subir A evolução da construção ocorre num mercado habitacional onde os valores das casas continuam a aumentar. Em junho, a avaliação bancária registou uma valorização mediana de 16,6% face ao mesmo mês de 2025. Os apartamentos apresentaram a maior subida, de 18,3%, enquanto o valor mediano das moradias aumentou 15,2%. Os dados revelam, assim, um mercado marcado por uma redução no número de licenças de construção, mas por um aumento dos fogos licenciados, da atividade construtiva e do crédito à habitação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nova designação reforça representatividade nacional A AICCOPN alterou oficialmente a sua designação para Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas Nacional, reforçando o seu papel enquanto entidade representativa de todo o setor da Construção e do Imobiliário em Portugal. Esta mudança consolida a AICCOPN como a associação única do setor, abrangendo empresas de todas as áreas ligadas à construção, reabilitação, promoção imobiliária e obras públicas. A nova denominação reflete a dimensão nacional da instituição e o seu compromisso renovado com o desenvolvimento económico e social do país. Fundada em 1892, a AICCOPN conta atualmente com mais de seis mil associados e tem sido uma das principais vozes na defesa dos interesses da fileira da construção, tanto a nível nacional como internacional. A nova fase representa um passo estratégico para reforçar a sua influência, modernizar a sua imagem e afirmar o seu papel central no futuro da habitação e das infraestruturas. Identidade visual combina tradição e modernidade Com esta transformação, a AICCOPN apresentou também uma nova identidade gráfica. O logótipo renovado combina elementos históricos com um design contemporâneo, reforçando os valores de rigor, qualidade e mestria que caracterizam a associação. A nova imagem traduz o equilíbrio entre tradição e inovação, projetando a instituição para os desafios da digitalização, sustentabilidade e modernização do setor. A identidade gráfica mantém símbolos que remetem à história da associação, mas introduz uma estética mais sólida, dinâmica e coerente com o posicionamento nacional da AICCOPN. Esta atualização não é apenas visual, representa também a vontade de acompanhar a evolução do setor e de garantir uma comunicação mais próxima e eficaz com os associados, entidades públicas e parceiros estratégicos. Assim, a AICCOPN reforça a sua missão de promover a competitividade e o crescimento sustentável da construção em Portugal. AICCOPN assume papel estratégico no futuro da construção Com a adoção da nova designação e imagem institucional, a AICCOPN reforça a sua posição enquanto voz agregadora da Construção e do Imobiliário em Portugal. A associação pretende continuar a desempenhar um papel ativo na defesa dos interesses do setor, contribuindo para políticas públicas mais eficazes e para a valorização das empresas nacionais. A modernização da AICCOPN marca o início de uma nova etapa de crescimento, inovação e cooperação, focada em desafios como a transição energética, a eficiência dos edifícios e a digitalização dos processos construtivos. Com esta renovação, a AICCOPN consolida a sua missão de participar no desenvolvimento da economia nacional, promovendo a coesão territorial e o progresso do setor da Construção e do Imobiliário em todo o país. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novo barómetro da Reabilitação Urbana da AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas divulgado à redação do SUPERCASA Notícias indica uma aceleração da atividade em mais de 5%, bem como licenças emitidas. Mercado Da Reabilitação Urbana Evidencia Aceleração Da Atividade Em Agosto De acordo com os resultados do inquérito da AICCOPN às empresas do segmento da Reabilitação Urbana, relativos a agosto, observa-se uma aceleração do nível de atividade, acompanhado pela manutenção de uma evolução positiva da carteira de encomendas e do licenciamento municipal. +5,4% Nível De Atividade Com efeito, o Índice de Nível de Atividade evidenciou um crescimento homólogo de 5,4%, confirmando uma aceleração face ao mês anterior, no qual se registou uma variação de apenas 0,5%. Paralelamente, o Índice da Carteira de Encomendas apresentou uma subida de 5,7% em termos homólogos, reforçando a tendência de crescimento da procura neste segmento. +5,7% Carteira De Encomendas Relativamente à Produção Contratada — indicador que mede o tempo médio de trabalho assegurado a um ritmo normal de execução — registou-se um valor de 10,8 meses, acima dos 10,1 meses observados em agosto de 2024. +5,0% Licenças Emitidas No que respeita ao licenciamento municipal de obras de reabilitação urbana, até ao mês de julho foram emitidas 3.837 licenças, registando um crescimento homólogo de 5%. Este desempenho deve-se principalmente ao aumento de 9,7% observado no segmento de edifícios habitacionais, que totalizou 2.322 licenças emitidas. Convém salientar que os dados de licenciamento dizem respeito apenas a intervenções sujeitas a controlo prévio municipal, não representando, portanto, a totalidade da atividade de reabilitação urbana realizada. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nova síntese estatística da habitação divulgada à redação do SUPERCASA Notícias pela AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas , com indicadores avançados de produção. Consumo De Cimento Com Quebra De 1,5% No período compreendido entre janeiro a julho de 2025, o consumo total de cimento no mercado nacional traduziu-se em 2.363 milhares de toneladas, representando uma diminuição de 1,5% em relação ao período homólogo. 24.016 Fogos Licenciados Em Construções Novas De janeiro a julho, o número de licenças emitidas para construção e reabilitação de edifícios habitacionais totalizou 12.044, o que corresponde a um acréscimo de 11% em termos homólogos. Relativamente aos fogos licenciados em construções novas, registou- se um aumento de 22,2%, totalizando 24.016 novas habitações. Novo Crédito À Habitação Com Aumento De 42,3% Até julho de 2025, o valor de novo crédito à habitação concedido pelas instituições financeiras — excluindo renegociações — totalizou 13.035 milhões de euros, refletindo um crescimento de 42,3% em termos homólogos. Em relação à taxa de juro do crédito à habitação, esta fixou-se em 3,39% no mês de julho, evidenciando uma diminuição de 110 pontos base face ao mesmo período homólogo. Relativamente ao valor mediano da habitação, considerado para efeitos de avaliação bancária, registou-se um aumento no mês de julho de 18,7%, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, como resultado de crescimentos na ordem dos 24% no segmento de apartamentos e de 10,4% no segmento das moradias. Região Em Destaque Região Autónoma Da Madeira Na Região Autónoma da Madeira, nos 12 meses terminados em julho de 2025, foram licenciados 1.317 fogos em construções novas, o que representa um aumento de 73% face aos 763 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 27% correspondiam a tipologias T0 ou T1, 41% a T2, 30% a T3 e 2% a T4 ou superior. No que respeita ao valor de avaliação bancária da habitação, observou-se, nesta região, uma variação homóloga de 16% em junho de 2025. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novo Barómetro das Obras Públicas da AICCOPN - Associação os Industriais da Construção Civil e Obras Públicas divulgado à redação do SUPERCASA Notícias. Entre janeiro e agosto de 2025, os concursos de obras públicas promovidas aumentam 28% e os contratos celebrados totalizam 3,948 milhões de euros, enquanto empreitadas de obras públicas promovidas atingem 7,915 milhões de euros. Concursos Promovidos No período compreendido entre janeiro e agosto de 2025, o montante total dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos ascendeu a 7.915 milhões de euros, o que corresponde a uma média mensal de, aproximadamente, mil milhões de euros. Este valor supera em 28% o registado em igual período de 2024 (6.195 milhões de euros, com uma média mensal de 774,3 milhões). Contratos Celebrados Até ao final de agosto de 2025, o valor global dos contratos de empreitada de obras públicas celebrados no âmbito de concursos públicos totalizou 3.183 milhões de euros, correspondendo a uma variação positiva de 53% face ao mesmo período do ano anterior. Apesar deste crescimento, apura-se, desde o início do ano, um diferencial acumulado de 4.732 milhões de euros entre contratos celebrados e concursos lançados nesta modalidade Quanto aos contratos de empreitada celebrados através das modalidades de ajuste direto/consulta prévia, registou-se uma quebra de 2% face ao mesmo período do ano anterior. Assim, até ao oitavo mês de 2025, inclusive, o montante total das empreitadas de obras públicas com contratos celebrados e registados no Portal Base atingiu 3.948 milhões de euros, evidenciando um crescimento homólogo de 48%. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O Build Lab regressa em outubro com a sua segunda edição, reforçando o compromisso de aproximar a formação prática da realidade da construção civil em Portugal. Promovido pelo Segmento Urbano, o evento terá lugar nos dias 3 e 4 de outubro, em Paços de Ferreira, e pretende responder a uma necessidade crescente: a falta de mão de obra qualificada e de programas acessíveis para quem deseja iniciar carreira no setor. Dedicada às Técnicas Básicas de Construção Civil, esta edição aposta num formato intensivo que combina teoria e prática em contexto de obra real. Ao longo de dois dias, os participantes terão contacto direto com quatro áreas essenciais para qualquer trabalhador da construção: dobragem de ferro e leitura de projetos estruturais, montagem de cofragem com sistema PERI Duo, impermeabilização de coberturas com soluções Neotex PU e assentamento de alvenaria. Formação aplicada em ambiente real O grande diferencial do Build Lab é a forma como privilegia a prática em estaleiro, aproximando os formandos da experiência concreta do dia a dia profissional. Ao contrário de formações exclusivamente teóricas, aqui o conhecimento é aplicado no terreno, com acompanhamento de técnicos especializados e formadores experientes. O objetivo é simples: proporcionar uma aprendizagem sólida, útil e diretamente aplicável no mercado de trabalho. A organização destaca ainda as parcerias que tornam possível este projeto. Em 2025, a colaboração com a Neotex Portugal, referência europeia em impermeabilização, reforça a componente técnica e garante acesso a materiais de última geração. O sistema de cofragem PERI Duo, conhecido pela leveza, durabilidade e facilidade de utilização, também será utilizado, permitindo aos participantes conhecer uma solução que já é referência internacional. Além disso, a AICCOPN apoia a divulgação da iniciativa, aumentando a visibilidade junto de potenciais profissionais e empresas. Com apenas 24 vagas disponíveis, o processo de seleção privilegia o perfil e a ordem de inscrição dos candidatos. As inscrições decorrem entre 8 e 28 de setembro, através de formulário online. O curso é gratuito e inclui certificado de participação, fator que aumenta a sua relevância para quem procura valorizar o currículo ou entrar no setor pela primeira vez. Novos profissionais para um setor em transformação Outro aspeto importante é a possibilidade de os formandos se candidatarem a estágios no Segmento Urbano, abrindo portas para oportunidades reais de inserção profissional. Esta ligação direta entre formação e empregabilidade mostra como o Build Lab não é apenas um evento pontual, mas parte de uma estratégia de longo prazo para dinamizar o setor. O propósito vai além da transmissão de técnicas. A missão é contribuir para a dignificação das profissões ligadas à construção civil, muitas vezes desvalorizadas apesar da sua importância vital na economia e na vida das comunidades. Criar uma nova geração de trabalhadores qualificados e motivados é visto como passo essencial para o futuro da construção em Portugal. O modelo da escola prática também procura quebrar preconceitos culturais, incentivando a aprendizagem direta em ambiente de obra. Esta abordagem aproxima os participantes da realidade profissional e combate a ideia de que a formação técnica é secundária. Ao contrário, mostra que aprender fazendo é uma das formas mais eficazes de adquirir competências sólidas e valorizadas pelo mercado. O Build Lab posiciona-se, assim, como um projeto pioneiro em Portugal. Num contexto em que a construção civil enfrenta escassez de profissionais qualificados, iniciativas como esta assumem um papel determinante. O setor precisa não só de trabalhadores, mas de pessoas preparadas para lidar com novos materiais, tecnologias e exigências ambientais. Mais do que formar, o Build Lab quer inspirar. Para muitos participantes, poderá ser o primeiro contacto com a profissão e, possivelmente, o início de uma carreira sólida. Para o setor, representa uma resposta prática a uma lacuna histórica: a ausência de programas acessíveis que articulem teoria, prática e empregabilidade. Com a segunda edição prestes a arrancar, o Build Lab regressa em outubro com a promessa de continuar a construir não apenas paredes e estruturas, mas também futuros profissionais preparados para os desafios da construção civil moderna. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Canal WhatsApp SUPERCASA . Siga o canal e fique sempre informado! Esperamo-lo por lá!
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novo barómetro da Reabilitação Urbana da AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas divulgado à redação do SUPERCASA Notícias.Os resultados do inquérito AICCOPN às empresas do segmento da Reabilitação Urbana, relativos a julho de 2025, evidenciam uma evolução positiva da atividade, acompanhada por um aumento da carteira de encomendas e do licenciamento municipal. Nível de Atividade Sobe 0,5% e Carteira de Encomendas sobe 8,4% O Índice de Nível de Atividade registou uma variação homóloga de 0,5%, confirmando um sinal favorável de crescimento da produção. Já o Índice de Carteira de Encomendas apresentou um aumento homólogo de 8,4%, consolidando a tendência de reforço da procura neste segmento. No que se refere à Produção Contratada — indicador que estima o tempo médio de trabalho assegurado a um ritmo normal de execução — registou-se um valor de 9,7 meses, superior aos 8,7 meses observados em julho de 2024. Mais 9,7% Licenças Emitidas No âmbito do licenciamento municipal de obras de reabilitação urbana, foram emitidas, até ao mês de junho, 3.349 licenças, correspondendo a um crescimento homólogo de 9,7%. Este desempenho resulta, sobretudo, do aumento de 16,6% verificado no segmento dos edifícios habitacionais, resultando em 2.036 licenças emitidas. É de realçar que os dados de licenciamento referem-se exclusivamente a intervenções sujeitas a controlo prévio municipal, não refletindo, portanto, a totalidade da atividade de reabilitação urbana desenvolvida no país.
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nova síntese estatística da habitação divulgada à redação do SUPERCASA Notícias pela AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, com indicadores avançados de produção. Consumo De Cimento Com Quebra De 2,2% No primeiro semestre de 2025, o consumo total de cimento no mercado nacional atingiu os 1.969 milhares de toneladas, representando uma diminuição de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. 20.613 Fogos Licenciados Em Construções Novas Até ao final do mês de junho, o número de licenças emitidas para construção e reabilitação de edifícios habitacionais ascendeu a 10.262, correspondendo a um acréscimo de 13,6% em termos homólogos. No que se refere aos fogos licenciados em construções novas, registou-se um significativo aumento de 26,31%, totalizando 20.613 novas habitações. Novo Crédito À Habitação Com Aumento De 39,3% No período de janeiro a junho de 2025, o valor de novo crédito à habitação concedido pelas instituições financeiras — excluindo renegociações — totalizou 10.913 milhões de euros, traduzindo um crescimento de 39,3% em termos homólogos. Em relação à taxa de juro do crédito à habitação, esta fixou-se em 3,48% no mês de maio, evidenciando uma diminuição de 103 pontos base face ao mesmo período do ano anterior. Em junho de 2025, o valor mediano da habitação, considerado para efeitos de avaliação bancária, apresentou um aumento homólogo de 18,1%, resultado de crescimentos de 22,9% no segmento de apartamentos e de 9,2% no de moradias. Região Em Destaque Região Autónoma Dos Açores Na Região Autónoma dos Açores, nos 12 meses terminados em junho de 2025, foram licenciados 763 fogos em construções novas, o que representa um aumento de 43% face aos 532 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 16% correspondiam a tipologias T0 ou T1, 38% a T2, 33% a T3 e 13% a T4 ou superior. No que respeita ao valor de avaliação bancária da habitação, observou-se, nesta região, uma variação homóloga de 12% em junho de 2025.
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nove concursos abrangem 19 concelhos O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) abriu nove concursos por sorteio para atribuir 77 habitações no âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento (PAA). As casas destinam-se a arrendamento acessível e encontram-se distribuídas por 19 concelhos de diferentes regiões do país. A oferta inclui imóveis com tipologias entre T0 e T6, permitindo abranger diferentes perfis de agregados habitacionais. As habitações estão localizadas em Amadora, Aveiro, Beja, Cinfães, Évora, Figueira da Foz, Gondomar, Guarda, Lisboa, Olhão, Penafiel, Peniche, Portimão, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Setúbal, Sintra, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António. Quem pode candidatar-se Os concursos destinam-se a pessoas singulares e agregados habitacionais que cumpram os critérios de elegibilidade definidos pelo Programa de Apoio ao Arrendamento. Além dos requisitos gerais, os candidatos devem respeitar as condições específicas indicadas nos respetivos avisos. A atribuição das habitações será realizada através de sorteio entre as candidaturas consideradas elegíveis. Esta iniciativa reforça a oferta de arrendamento acessível em diferentes zonas do território nacional, criando novas possibilidades para quem procura uma habitação com condições enquadradas neste programa. Como apresentar a candidatura Para participar, os interessados devem começar por obter o Certificado de Registo de Candidatura na Plataforma do Programa de Apoio ao Arrendamento, disponível no Portal da Habitação. Depois, é necessário preencher os dados relativos ao agregado habitacional e reunir a documentação solicitada. A candidatura deverá ser submetida através da plataforma IHRU Arrenda. O prazo para apresentação das candidaturas termina a 17 de setembro de 2026 , pelo que os interessados devem consultar as condições de cada concurso e garantir que reúnem todos os elementos necessários antes da submissão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento tem novas regras a partir deste mês, com a entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) e dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA). O objetivo é aumentar a oferta de imóveis através de benefícios fiscais. RSAA simplifica o acesso a benefícios fiscais O RSAA cria uma nova via para proprietários particulares, empresas, fundos e entidades públicas colocarem imóveis no arrendamento acessível. Em contrapartida por praticarem uma renda dentro dos limites definidos para cada concelho, os senhorios podem beneficiar de isenção total de IRS ou IRC sobre os rendimentos obtidos. O limite da renda parte de 80% da mediana das rendas por metro quadrado apurada pelo INE. O valor final depende da regulamentação e de características como tipologia e eficiência energética. A adesão é feita na plataforma eletrónica do IHRU. Os contratos devem cumprir a duração mínima e os prazos de documentação. Se as condições deixarem de ser cumpridas, o benefício fiscal pode ser perdido. Senhorios terão de avaliar a opção mais vantajosa O RSAA não elimina outras opções fiscais. Em 2026, determinados contratos de arrendamento habitacional podem beneficiar de uma taxa autónoma de 10%, dentro dos limites previstos na legislação. Já o novo regime permite obter uma isenção total, mas implica aceitar uma renda enquadrada nos valores definidos para o arrendamento acessível. A escolha dependerá do valor que o proprietário consegue praticar, dos custos associados ao imóvel e do horizonte de investimento. Em zonas onde os valores acessíveis estejam próximos dos preços de mercado, a isenção poderá tornar o RSAA interessante. CIA procuram atrair investimento para novos projetos Os Contratos de Investimento para Arrendamento destinam-se sobretudo a operações de maior dimensão. Promotores e investidores podem recorrer a este mecanismo para construir, reabilitar ou adquirir imóveis destinados à habitação. Celebrados com o IHRU em representação do Estado, os CIA incluem incentivos como isenções ou reduções de IMT, IMI, Imposto do Selo e AIMI, além de benefícios relacionados com o IVA em determinadas obras. Em troca, os investidores têm de cumprir prazos e manter os imóveis afetos ao arrendamento nos termos definidos. Mais oferta de casas é o objetivo Os novos regimes procuram tornar mais atrativa a colocação de imóveis no mercado e estimular projetos de maior escala. A expectativa é que os benefícios fiscais contribuam para aumentar a oferta de habitação a preços mais acessíveis. Para os inquilinos, uma maior oferta poderá significar mais opções. Está também previsto um aumento da dedução das rendas no IRS, que poderá atingir 900 euros em 2026 e 1000 euros a partir de 2027. A aplicação do RSAA será acompanhada pelo IHRU em articulação com a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o Instituto dos Registos e do Notariado e o INE. O impacto dependerá da adesão dos proprietários e investidores. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os 10 anos não obrigam a manter a casa A garantia pública no crédito à habitação permite a jovens até aos 35 anos obter financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, podendo o Estado garantir até 15% desse montante. A garantia vigora, no máximo, durante os primeiros 10 anos do contrato de crédito. No entanto, este prazo não significa que o proprietário tenha de permanecer na habitação durante uma década. Se decidir vender o imóvel antes desse período, a garantia pública pode cessar antes do prazo máximo previsto. O que acontece ao vender o imóvel? De acordo com o Banco de Portugal (BdP), é possível vender um imóvel adquirido através deste regime. Quando a venda acontece, a garantia pública cessa com a emissão do distrate da hipoteca pelo banco ou mediante o consentimento expresso da instituição para a transmissão do imóvel. Na prática, a venda deve ser articulada com o banco, uma vez que o imóvel está hipotecado. O proprietário terá de tratar da regularização do crédito e dos procedimentos associados à transmissão da casa. A garantia pública não acompanha automaticamente a venda A garantia pública está associada ao contrato de crédito e às condições previstas no regime. Por isso, a venda do imóvel não significa que o apoio possa simplesmente ser transferido para uma nova compra. O BdP estabelece também que o acesso ao regime exige, entre outras condições, que o comprador não tenha beneficiado anteriormente da garantia pública. Assim, quem já recorreu a este apoio não poderá utilizá-lo novamente numa futura aquisição. O que devem ter em conta os jovens? Antes de vender uma casa comprada com garantia pública, é importante contactar o banco e perceber como será liquidado ou transferido o crédito, bem como os procedimentos necessários para a transmissão do imóvel. A garantia pública foi criada para facilitar o acesso dos jovens à primeira habitação própria e permanente, mas não elimina as responsabilidades associadas ao empréstimo. O financiamento continua a ser concedido pelo banco e o mutuário mantém a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Para quem está a pensar comprar, conhecer as regras da garantia pública antes de assinar o crédito é essencial para perceber não só as condições de acesso, mas também as consequências de uma futura venda do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais soluções para a habitação nas cidades A subida dos preços e a escassez de imóveis dificultam a permanência de famílias, estudantes e trabalhadores nas zonas urbanas. Perante este cenário, Bruxelas avançou com a Lei da Habitação Acessível, integrada num plano europeu mais amplo. A iniciativa procura aumentar a oferta e permitir uma ação local onde a habitação acessível é difícil de encontrar. Em Portugal, a pressão é igualmente significativa, em regiões com maior procura. Alojamento local pode ter novas limitações Uma das áreas abrangidas pelas novas regras é o alojamento local . A Comissão Europeia pretende dar segurança jurídica às autarquias que considerem necessário limitar este tipo de exploração em zonas onde a oferta residencial esteja sob pressão. As restrições não poderão ser aplicadas de forma indiscriminada. Os municípios terão de apresentar dados que demonstrem o impacto do alojamento de curta duração na disponibilidade de casas e justificar as medidas. As intervenções deverão ainda ser proporcionais e ter uma duração limitada. A intenção é equilibrar o turismo com a necessidade de preservar habitação para residentes e aumentar a oferta de habitação acessível. Imóveis devolutos entram na estratégia A utilização de casas vazias é outro dos pontos centrais da proposta. Bruxelas incentiva os Estados-membros e as cidades a encontrar formas de colocar imóveis devolutos ou subutilizados no mercado residencial. Entre as possibilidades está a aplicação de medidas fiscais sobre imóveis que permaneçam desocupados sem justificação. A estratégia prevê, contudo, exceções para períodos de ausência relacionados com trabalho, estudos ou saúde. A reabilitação de edifícios existentes surge como forma de aumentar a oferta sem depender apenas de nova construção. Esta medida pode reforçar a habitação acessível. Aproveitar melhor o património disponível pode permitir respostas mais rápidas em zonas onde existe forte procura. Licenciamento mais rápido para aumentar a oferta A proposta não se limita a regular a utilização dos imóveis. Bruxelas recomenda também medidas para acelerar a construção e a reabilitação, incluindo processos de licenciamento mais simples e rápidos. Os Planos de Aceleração da Habitação deverão ajudar a disponibilizar terrenos e edifícios para uso residencial. A Comissão aponta ainda para financiamento e parcerias que apoiem projetos destinados a aumentar a oferta a preços controlados. A Lei da Habitação Acessível segue agora para negociação entre o Parlamento Europeu e o Conselho. O objetivo é criar um enquadramento comum, sem impor uma solução única aos países. Para Portugal, estas medidas poderão ter impacto nas políticas municipais, no alojamento local, nos imóveis devolutos e nos novos projetos residenciais. A aposta passa por combinar construção, reabilitação e melhor utilização do parque habitacional, tornando a habitação acessível uma realidade para mais pessoas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .