Foto: Adobe Stock Autor: Redação Ilha de Santiago: um destino marcado pela história A Ilha de Santiago, em Cabo Verde, reúne alguns dos capítulos mais importantes da história do arquipélago. Entre a Cidade Velha, primeiro núcleo de povoamento português na região, e a capital, Praia, é possível conhecer diferentes facetas da ilha, desde o património colonial às tradições que continuam presentes no quotidiano da população. Quando os navegadores portugueses chegaram, no século XV, Santiago encontrava-se desabitada. A sua localização estratégica no Atlântico despertou o interesse da Coroa portuguesa, que procurava estabelecer um ponto de apoio para as rotas marítimas e comerciais. O povoamento deu origem à Ribeira Grande, atual Cidade Velha, que viria a desempenhar um papel central na expansão portuguesa e no comércio transatlântico de pessoas escravizadas. Cidade Velha: um património para descobrir a pé Classificada como Património Mundial da UNESCO, a Cidade Velha conserva vestígios dos primeiros tempos da presença europeia na região. As ruas de pedra, as construções históricas e as ruínas permitem compreender a importância que este local teve na formação de Cabo Verde. Entre os pontos de interesse destacam-se a Rua da Banana, a Praça do Pelourinho, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e o Convento de São Francisco. A Fortaleza Real de São Filipe, construída no século XVI, merece também uma visita, sobretudo pela vista sobre a baía e a paisagem envolvente. Percorrer os vales e as paisagens de Santiago Para conhecer outra dimensão da Ilha de Santiago, vale a pena explorar o vale da Ribeira Grande através de um percurso pedestre circular com cerca de sete quilómetros. O trilho passa pela Fortaleza Real de São Filipe e segue em direção a Calabaceira, atravessando zonas agrícolas e caminhos rodeados de vegetação. Ao longo do caminho, é possível observar socalcos cultivados, baobás e pequenas comunidades rurais. Em períodos mais húmidos, a água pode formar cascatas nas encostas. Também se encontram vestígios de atividades tradicionais, como a produção artesanal de grogue, aguardente obtida a partir da cana-de-açúcar. Praia: a capital que acompanha o presente A viagem pela Ilha de Santiago fica completa com uma passagem pela cidade da Praia, capital de Cabo Verde. Situada na costa sul, apresenta um ambiente urbano distinto do ritmo tranquilo da Cidade Velha e concentra importantes serviços, comércio e atividades culturais. O Plateau, centro histórico da capital, é um dos locais a explorar, com edifícios de interesse histórico, espaços públicos e comércio local. É também uma oportunidade para conhecer melhor a vida quotidiana cabo-verdiana, experimentar a gastronomia e contactar com a diversidade cultural do arquipélago. Entre a memória histórica da Cidade Velha e a dinâmica da Praia, a Ilha de Santiago revela-se um destino onde o passado e o presente convivem, oferecendo diferentes formas de descobrir Cabo Verde. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Que materiais pode escolher para o telhado? A escolha dos tipos de telhas deve considerar a durabilidade, o peso, o isolamento e as características da habitação. Cada material apresenta vantagens e limitações, pelo que a solução mais adequada depende da localização do imóvel, da estrutura do telhado e do investimento previsto. A cerâmica é uma das opções mais tradicionais em Portugal, destacando-se pela resistência às variações de temperatura e pela longevidade. Está disponível em diferentes formatos: • Lusa: tem encaixes que facilitam a montagem e o escoamento da água. • Marselha: apresenta um formato plano e retangular, criando uma cobertura regular. • Canudo: é constituída por peças semicilíndricas, sendo comum em construções tradicionais. Quais são as vantagens dos materiais alternativos? Além da cerâmica, existem outros tipos de telhas e soluções de cobertura que podem responder a necessidades específicas: Betão: apresenta um preço geralmente mais acessível e boa resistência, mas tem um peso superior e pode perder cor com a exposição solar. Ardósia: é uma pedra natural muito duradoura, embora exija uma estrutura adequada e mão de obra especializada. Metal: destaca-se pela leveza e rapidez de instalação. Os painéis sandwich incluem isolamento, melhorando o desempenho térmico e acústico. Policarbonato: permite a entrada de luz natural, sendo utilizado em determinadas zonas exteriores. Telhas fotovoltaicas: integram a produção de energia solar na cobertura, embora representem um investimento mais elevado. Como escolher a telha mais adequada? Antes de decidir, avalie as características do imóvel e da cobertura. Tenha em conta: Clima: resistência ao vento, à salinidade e à humidade. Estrutura: capacidade do telhado para suportar o peso. Inclinação: compatibilidade com o modelo escolhido e escoamento da água. Isolamento: necessidade de proteção térmica e impermeabilização. Orçamento: custos do material, instalação e manutenção. O que verificar antes de substituir as telhas? Em zonas históricas ou protegidas, podem existir regras sobre os materiais, as cores e os formatos permitidos. Antes da obra, confirme junto da Câmara Municipal os requisitos aplicáveis. Peça vários orçamentos e compare as condições de instalação e garantia. A limpeza das caleiras e a inspeção periódica da cobertura ajudam a prevenir infiltrações e reparações futuras. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação IVA a 6% na construção e as dúvidas do setor A aplicação da taxa de IVA de 6% na construção e reabilitação de habitação a preços moderados representa uma medida importante para o setor imobiliário. No entanto, a sua concretização levanta dificuldades aos promotores, que nem sempre conseguem confirmar se os futuros compradores vão utilizar os imóveis como residência permanente. Esta incerteza está relacionada com o modelo de comercialização dos empreendimentos. Em muitos casos, as casas são vendidas ainda durante a fase de construção, através de contratos-promessa de compra e venda (CPCV) . Como a conclusão das obras pode demorar vários anos, o comprador inicialmente identificado pode não ser o proprietário final. Vendas em planta dificultam a aplicação da taxa reduzida Um dos principais problemas surge quando existe uma cedência da posição contratual durante a construção. Por exemplo, um comprador pode celebrar um CPCV com a intenção de utilizar o imóvel como habitação própria e permanente, cumprindo os critérios previstos para beneficiar do IVA reduzido. Contudo, se posteriormente transmitir a sua posição contratual a outra pessoa que pretenda destinar a casa a investimento ou arrendamento, as condições iniciais deixam de corresponder à finalidade do comprador final. Esta alteração pode comprometer o enquadramento do negócio na taxa de 6%. Promotores receiam consequências fiscais futuras A falta de previsibilidade cria dificuldades na gestão fiscal dos projetos. Os promotores recebem faturas dos empreiteiros ao longo de várias fases da obra, mas podem não conhecer ainda a identidade ou a intenção de utilização dos compradores finais. Esta situação levanta dúvidas sobre a taxa de IVA a aplicar durante a construção e sobre eventuais responsabilidades futuras. Entre as preocupações estão a possibilidade de correções fiscais, coimas ou obrigação de devolver valores correspondentes à diferença entre taxas. Alterações à lei podem trazer maior segurança Para os profissionais do setor, uma definição mais clara dos critérios de acesso ao IVA reduzido seria importante para garantir segurança jurídica durante a execução dos empreendimentos. Uma das soluções apontadas passa por alargar o enquadramento aos imóveis destinados a habitação, sem limitar a aplicação da taxa à utilização como habitação própria e permanente. Esta alteração poderia reduzir a incerteza associada às vendas em planta e facilitar o planeamento dos projetos. A clareza das regras será determinante para que o IVA a 6% na construção possa cumprir o objetivo de incentivar a oferta de habitação a preços moderados e dar maior previsibilidade aos promotores imobiliários. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Porto quer dar uma nova utilização aos terrenos Os terrenos do antigo Estádio do Salgueiros, situados em Paranhos, no Porto, poderão vir a receber projetos habitacionais. O Governo pretende iniciar conversações entre a Metro do Porto, proprietária do espaço, e a Câmara Municipal, com o objetivo de definir uma solução urbanística que permita aproveitar esta área para habitação. A intenção foi anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que já deu indicações à administração da empresa para iniciar o diálogo com a autarquia. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, terá também manifestado interesse nesta possibilidade. Decisão ainda depende de avaliação urbanística Apesar da orientação para que o terreno seja destinado à habitação, ainda não foram avançados detalhes sobre o projeto, o número de fogos ou os prazos para a sua concretização. Segundo o ministro, essas informações só poderão ser conhecidas depois de iniciado o processo de análise conjunta. A definição do futuro do antigo Estádio do Salgueiros deverá, assim, passar pela avaliação do potencial urbanístico do espaço e pela identificação das soluções mais adequadas para a zona. Demolição do antigo estádio começou em setembro Em setembro, a Metro do Porto iniciou a demolição dos edifícios que ainda permaneciam no antigo recinto, incluindo parte da bancada nascente. A intervenção tinha sido precedida por um concurso público, lançado em maio, com um valor base de 100 mil euros. Os trabalhos contemplaram a remoção das estruturas existentes, dos resíduos e dos elementos de vedação, bem como a limpeza do terreno. Algumas estruturas subterrâneas e partes da bancada foram, contudo, preservadas. Um espaço sem utilização definida desde 2006 O antigo Estádio Vidal Pinheiro foi a casa do Salgueiros durante várias décadas, desde 1932, até à sua demolição, em 2006, para a construção de uma estação de metro. Desde então, o clube ficou sem recinto próprio e os terrenos permaneceram sem uma utilização urbanística definida. Agora, a possibilidade de construir habitação poderá abrir caminho a uma nova etapa para este espaço da cidade do Porto. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novo projeto pretende responder à procura por habitação Bragança vai receber 40 novas casas destinadas ao arrendamento a preços acessíveis. O projeto será desenvolvido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), num terreno da sua propriedade, localizado na Quinta da Braguinha, e terá financiamento integral da entidade. A construção deverá arrancar até ao final do ano e integra a estratégia local de habitação do município. Esta aposta procura aumentar a oferta de habitação acessível numa cidade onde os valores das rendas têm vindo a subir. Atualmente, o arrendamento de um apartamento T1 pode atingir os 600 euros, o dobro do valor praticado há cerca de seis anos. Município prepara outras intervenções habitacionais Além das novas casas, a autarquia está a desenvolver projetos de reabilitação destinados a diferentes necessidades habitacionais. Na cidadela de Bragança, estão a ser recuperadas seis habitações sociais, num investimento próximo dos 900 mil euros. O financiamento será assegurado pelo IHRU, que suporta 60% do valor, e pelo programa Norte 2030, responsável pelos restantes 40%. Estão também previstas obras em 24 fogos municipais: 16 no Bairro da Previdência e oito no Bairro da Estacada. Estas intervenções destinam-se a apoiar famílias em situação de maior vulnerabilidade e deverão ser candidatadas a fundos do Norte 2030, embora o investimento necessário ainda não esteja definido. Estratégia local procura aumentar a oferta de casas Os projetos fazem parte de um plano municipal que combina arrendamento acessível, habitação social e construção a custos controlados, com o objetivo de alargar as opções disponíveis para diferentes agregados familiares. A presidente da Câmara de Bragança lamentou, contudo, que várias destas intervenções não tenham recebido o financiamento inicialmente previsto através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Entre os projetos que ficaram sem esse apoio estão as 40 casas do IHRU, a recuperação das habitações na cidadela e as obras no Bairro da Previdência. Com o avanço destas iniciativas, Bragança procura dar resposta às necessidades habitacionais do concelho e aumentar a disponibilidade de habitação a preços compatíveis com os rendimentos das famílias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova linha pretende desbloquear projetos habitacionais O Banco Português de Fomento (BPF) prevê disponibilizar 2.500 milhões de euros em garantias para habitação pública no próximo ano. A medida pretende facilitar a construção em terrenos do Estado e apoiar projetos municipais de arrendamento acessível, envolvendo cooperativas, empresas de construção e promotores privados. A iniciativa integra um conjunto de novas linhas de financiamento que fazem parte do plano do banco para 2027. Segundo o presidente executivo do BPF, Gonçalo Regalado, o objetivo passa por ultrapassar alguns dos obstáculos que dificultam o acesso ao crédito e mobilizar investimento para aumentar a oferta habitacional. Garantias abrangem cooperativas, construtores e municípios O plano contempla várias modalidades de apoio. Uma delas destina-se a cooperativas públicas e privadas envolvidas em projetos de construção, permitindo disponibilizar garantias públicas quando não é possível recorrer à hipoteca bancária tradicional. Outra vertente procura facilitar o financiamento das empresas de construção, sobretudo das que desenvolvem empreendimentos destinados ao arrendamento a preços acessíveis. O banco pretende também apoiar parcerias entre entidades públicas e promotores privados, através de garantias que permitam financiar terrenos públicos, infraestruturas e obras de construção. As empresas municipais de habitação também poderão beneficiar deste mecanismo. A intenção é melhorar as suas condições de acesso ao financiamento bancário e facilitar a concretização de projetos promovidos pelas autarquias. BPF prevê mobilizar mais de 12 mil milhões até 2028 A linha para habitação pública faz parte de um plano mais abrangente, que prevê pelo menos 8.387 milhões de euros em garantias para 2027. O montante inclui ainda reforços de programas destinados à inovação, sustentabilidade e digitalização, assim como novas linhas para a educação e setores tradicionais, como o turismo e a agricultura. Para o período de 2027 e 2028, o BPF estima mobilizar mais de 12 mil milhões de euros. A instituição prevê também aumentar o número de empresas apoiadas para mais de 30 mil até 2028, face às mais de 20 mil abrangidas este ano. A concretização destas medidas deverá contribuir para reforçar o investimento na construção e ampliar os recursos disponíveis para projetos de habitação pública e acessível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Juros mais elevados condicionam a procura A procura por crédito à habitação deverá diminuir ligeiramente no último trimestre do ano, segundo o inquérito do Banco de Portugal aos bancos sobre o mercado de crédito. O agravamento das taxas de juro já contribuiu para uma redução da procura durante o terceiro trimestre, embora sem efeitos significativos no total do mercado. A evolução dos juros continua a influenciar as decisões das famílias que pretendem comprar casa . As expectativas de novos aumentos das taxas na Zona Euro poderão levar alguns compradores a adiar a contratação de um empréstimo. Regras mais exigentes no crédito à habitação As alterações à recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, introduzidas no início de agosto, contribuíram para um ligeiro agravamento das condições dos empréstimos para comprar casa. Entre as mudanças está o limite de 45% para a taxa de esforço, que estabelece uma relação entre os encargos mensais com créditos e o rendimento líquido do agregado familiar. Esta regra procura limitar o risco de endividamento excessivo, mas pode restringir o acesso ao financiamento para algumas famílias. Bancos não antecipam novas restrições Apesar da previsão de uma menor procura, os bancos não esperam alterações significativas nas condições de concessão de crédito à habitação durante o quarto trimestre. A expectativa é, assim, de estabilidade nos critérios aplicados aos novos empréstimos, depois do ligeiro aperto registado no trimestre anterior. Para quem está a ponderar comprar casa com recurso a financiamento bancário, a evolução das taxas de juro e a capacidade de cumprir os encargos mensais continuam a ser fatores importantes na decisão. Crédito ao consumo e às empresas também abranda A expectativa de redução da procura não se limita ao crédito à habitação. Os bancos antecipam também uma ligeira diminuição nos pedidos de crédito ao consumo até ao final do ano. No segmento empresarial, a tendência deverá ser semelhante, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PME) e nos empréstimos de longo prazo. As previsões apontam, assim, para um abrandamento moderado da procura de financiamento em diferentes áreas do mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que prevê a Constituição As manifestações realizadas em Lisboa e no Porto contra a falta de habitação acessível reacenderam a discussão sobre o alcance do direito à habitação em Portugal. O desmantelamento de um acampamento de protesto na capital e as detenções efetuadas pela PSP trouxeram para a atualidade as regras que enquadram este direito e a sua relação com outras garantias constitucionais. O artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa reconhece o direito a uma habitação adequada, com condições de higiene e conforto e que respeite a privacidade familiar. A mesma norma atribui ao Estado responsabilidades na promoção de políticas habitacionais, no incentivo à construção de habitação económica e social e na facilitação do acesso à casa própria ou arrendada. O papel do Estado no acesso à habitação O direito à habitação implica uma atuação pública destinada a criar condições para que a população consiga aceder a uma casa. Entre as medidas possíveis estão a construção de habitação pública, os programas de arrendamento acessível e os apoios dirigidos a famílias com dificuldades económicas. Contudo, a Constituição não garante a atribuição imediata de uma casa a cada cidadão. A concretização deste direito depende de legislação, políticas públicas e critérios de acesso definidos para os diferentes programas. O Estado deve promover soluções habitacionais e respeitar princípios de igualdade e imparcialidade, mas isso não significa que qualquer pessoa possa exigir a disponibilização imediata de um imóvel. Habitação e propriedade privada: onde estão os limites O direito à habitação tem de ser conciliado com outras garantias constitucionais, incluindo a propriedade privada, reconhecida no artigo 62.º. Embora este direito não seja absoluto, as medidas que o condicionam devem ter fundamento legal e respeitar os princípios constitucionais aplicáveis. A legislação pode estabelecer regras para as relações entre senhorios e inquilinos e criar mecanismos de proteção dos ocupantes. No entanto, o direito à habitação não legitima, por si só, a ocupação de imóveis alheios sem título válido. Da mesma forma, a proteção da propriedade não elimina a responsabilidade do Estado de promover o acesso a uma habitação digna. O direito à manifestação também tem regras A Constituição reconhece, no artigo 45.º, o direito de reunião e manifestação pacífica, permitindo aos cidadãos expressar reivindicações e contestar decisões dos poderes públicos. A falta de habitação acessível pode, assim, motivar protestos e mobilização cívica. Ainda assim, o exercício deste direito está sujeito ao enquadramento legal aplicável. O Decreto-Lei n.º 406/74 estabelece regras para reuniões e manifestações em espaços públicos, incluindo disposições relativas à sua duração. A aplicação destas normas a acampamentos prolongados depende das circunstâncias concretas e da natureza da ocupação. O debate sobre o direito à habitação envolve, por isso, duas dimensões: a obrigação pública de criar condições de acesso a uma casa e o respeito pelas restantes normas e garantias legais. A Constituição estabelece os princípios fundamentais, enquanto a legislação e as políticas públicas determinam a forma como são concretizados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comprar casa está mais caro em Portugal O preço das casas em Portugal atingiu os 3.082€/m² em setembro de 2026, mais 9,5% do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Infocasa. Face a agosto, o aumento foi de 0,4%, após um verão marcado pela estabilização dos preços. Para quem quer comprar casa, a localização continua a ser um dos fatores com maior impacto no orçamento. Consulte aqui o relatório da evolução de preços das casas do SUPERCASA . Apesar da subida mensal, os preços permanecem ligeiramente abaixo do máximo de 3.090€/m², registado em junho. No último trimestre, verificou-se uma descida de 0,3%, mostrando que a evolução não é igual em todos os períodos nem em todas as regiões. Lisboa, Algarve e Madeira entre as zonas mais caras Lisboa continua a ser uma das regiões mais caras para comprar casa, com um preço médio de 4.573€/m². Ainda assim, registou uma descida mensal de 1,7%, enquanto a subida anual ficou nos 4,4%. No Algarve , o preço médio chegou aos 4.205€/m², apesar de uma redução mensal de 0,5%. Já na Madeira, comprar casa custava, em média, 4.167€/m², mais 13,6% do que há um ano. No Porto , o preço fixou-se nos 3.110€/m², com uma descida mensal de 0,5% e uma subida anual de 7,2%. Setúbal também apresenta valores elevados, com 3.521€/m². Onde os preços das casas mais aumentaram? A valorização imobiliária não se limita às grandes cidades. Santarém registou a maior subida anual entre as regiões destacadas, de 15,3%, com um preço médio de 1.940€/m². Também Coimbra , com 1.986€/m², apresentou uma subida anual de 13%. Em Aveiro e Leiria , os preços chegaram aos 2.292€/m² e 2.296€/m², respetivamente, ambos com aumentos de 11,9%. Braga registou uma valorização anual de 10,6%, atingindo os 2.195€/m². Estes valores mostram que os preços continuam a subir em várias regiões do país, pelo que procurar alternativas fora dos grandes centros pode ser uma opção para quem tem um orçamento limitado. Guarda é a região mais barata para comprar casa Para quem procura preços mais baixos, a Guarda apresenta o valor médio mais acessível, de 1.000€/m². Seguem-se Portalegre , com 1.151€/m², Bragança , com 1.215€/m², Castelo Branco , com 1.282€/m², e Vila Real , com 1.333€/m². As diferenças entre regiões mostram como a localização pode influenciar o custo de comprar casa. Antes de tomar uma decisão, importa comparar preços, avaliar o orçamento disponível e considerar os custos associados à aquisição. Embora o mercado nacional continue em valorização anual, a evolução varia consoante a região. Acompanhar os preços por localização pode ajudar a identificar alternativas mais ajustadas às necessidades e à capacidade financeira de cada comprador. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas medidas para acelerar a construção O Governo está a preparar um acordo-quadro para facilitar a contratação de empresas especializadas em construção modular, bem como uma plataforma digital para reunir necessidades habitacionais de vários municípios. A estratégia pretende acelerar a execução de projetos, ultrapassar limitações técnicas das autarquias e aumentar a capacidade de resposta do setor. O novo modelo deverá permitir que os municípios recorram a empresas previamente qualificadas, simplificando os processos de contratação. A iniciativa procura também reduzir as diferenças entre autarquias na concretização de projetos habitacionais, uma dificuldade identificada durante a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Agregar projetos para criar habitação A plataforma em desenvolvimento deverá identificar as necessidades dos municípios e permitir a agregação de projetos de menor dimensão. Desta forma, será possível criar operações com maior escala, capazes de atrair investimento e empresas de construção industrializada. A medida surge num contexto de défice habitacional estimado em cerca de 300 mil casas em Portugal, aproximadamente metade das quais relacionadas com necessidades de habitação pública. A articulação entre municípios poderá contribuir para aproveitar melhor os recursos disponíveis e acelerar a resposta à procura. Construção modular pode reduzir limitações A industrialização da construção é vista como uma solução para aumentar a produtividade e responder à escassez de mão de obra. A produção de componentes fora dos estaleiros permite melhorar o planeamento, reduzir desperdícios e tornar os processos construtivos mais eficientes. A concretização desta abordagem exige, contudo, capacidade de produção, coordenação entre os intervenientes e projetos com dimensão suficiente para justificar o investimento. A agregação de necessidades habitacionais poderá criar condições mais favoráveis à adoção destas soluções. A madeira é também apontada como um material com potencial para sistemas construtivos desmontáveis, que permitam reutilizar e reciclar componentes ao longo do ciclo de vida dos edifícios. Governo prepara revisão das regras A estratégia inclui alterações ao enquadramento regulamentar da construção, nomeadamente a revisão do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, em vigor desde 1951, e o desenvolvimento do Código da Construção. O objetivo é eliminar incompatibilidades e redundâncias que dificultam a adoção de novos métodos construtivos. Está igualmente em avaliação um plano de ação para promover a utilização de ferramentas digitais no projeto, na construção e na gestão de edifícios, no âmbito da estratégia nacional BIM. Ainda não foram divulgados prazos para a entrada em funcionamento do acordo-quadro e da plataforma. A implementação destas medidas será determinante para perceber o seu impacto na construção de novas habitações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .