Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação APPII continua no Conselho Municipal de Habitação A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) vai continuar a participar no Conselho Municipal de Habitação (CMH) de Lisboa, onde está representada desde 2012. A associação pretende manter o contributo do setor imobiliário para o debate sobre a habitação e os desafios do município. Ao longo dos últimos 14 anos, a APPII acompanhou diferentes mandatos e executivos da Câmara Municipal de Lisboa, levando ao órgão consultivo a experiência dos promotores e investidores imobiliários. Esta participação permite partilhar conhecimento sobre o desenvolvimento urbano e os desafios relacionados com a oferta de habitação. A associação considera o CMH um espaço importante para reunir diferentes entidades ligadas à habitação e promover o diálogo entre os vários intervenientes no setor. Novo mandato reúne oito entidades A posição da APPII surge depois de a Câmara Municipal de Lisboa aprovar a nova composição dos membros permanentes do CMH para o mandato 2025-2029. O Conselho passa a integrar oito entidades ligadas à habitação: FAMALIS, FENACHE, AIL, ALP, APPII, WIRE, AICCOPN e APEMIP. A WIRE e a AICCOPN são os novos membros desta estrutura. O Conselho Municipal de Habitação é um órgão consultivo da autarquia dedicado às questões relacionadas com a habitação. Integra o presidente da Câmara, ou o vereador responsável pela área, representantes de associações e outros parceiros sociais, além de representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal. Habitação acessível entre as prioridades A APPII pretende continuar a levar ao Conselho o conhecimento acumulado pelos profissionais ligados à promoção e ao investimento imobiliário. O objetivo passa por contribuir para uma análise dos principais desafios que afetam a habitação em Lisboa. Entre as prioridades da associação está a promoção de mais oferta habitacional e de soluções com custos acessíveis para os habitantes da cidade. A participação no CMH permite ainda acompanhar a evolução das políticas municipais e partilhar a experiência dos seus associados sobre o desenvolvimento urbano e o mercado habitacional. APPII reforça participação no debate Com a nova composição do Conselho, a APPII mantém a representação do setor da promoção e investimento imobiliário neste espaço de diálogo municipal. A associação pretende continuar a trabalhar com as restantes entidades representadas no CMH, contribuindo com informação e experiência do setor para a discussão sobre habitação em Lisboa. O objetivo passa por aproximar diferentes perspetivas e apoiar a procura de respostas para os desafios relacionados com a oferta, o desenvolvimento urbano e o acesso a habitação a custos mais acessíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Revisão abre caminho a novo valor A Câmara Municipal do Porto vai avançar com a revisão do regulamento da taxa turística, dando início a um processo que poderá resultar num aumento do valor pago pelos visitantes. Atualmente, a taxa turística é de três euros por noite, depois de ter subido de dois para três euros em 2024. A proposta a votar pela autarquia não define ainda um novo montante. Prevê, nesta fase, a abertura de um período de 10 dias úteis para que os interessados possam participar e apresentar contributos sobre a alteração do regulamento. A possibilidade de a taxa turística passar para quatro euros já foi admitida pela autarquia, aproximando o valor cobrado no Porto daquele praticado em Lisboa. Turismo aumenta e gera mais receita A revisão surge num período de crescimento da atividade turística na cidade. Entre 2019 e 2025, o número de dormidas aumentou 45,6%, ultrapassando os 6,6 milhões no último ano. No mesmo período, os hóspedes cresceram 37,2%, superando os três milhões. Também a duração das estadias aumentou, passando de cerca de 2,04 noites em 2019 para 2,16 noites em 2025. Nos primeiros seis meses de 2026, as dormidas cresceram 4,48% e o número de hóspedes aumentou 3,53% face ao período homólogo. O crescimento do turismo refletiu-se ainda na receita municipal. Em 2025, a taxa turística gerou 32,3 milhões de euros, mais 54,5% do que no ano anterior. Porto procura equilibrar turismo e cidade A autarquia considera que o aumento do número de visitantes representa também uma maior utilização de serviços e infraestruturas públicas, incluindo limpeza urbana, mobilidade, segurança, cultura e património. Neste contexto, a taxa turística é encarada como uma fonte de receita para responder a parte dos encargos associados à atividade turística. A revisão está também relacionada com a estratégia municipal para financiar a gratuitidade dos transportes públicos para residentes. A Câmara pretende, ao mesmo tempo, manter o Porto como destino turístico sem comprometer a qualidade de vida de quem vive na cidade. O objetivo passa por encontrar um equilíbrio entre a atividade turística e as necessidades dos residentes. Após a aprovação do início do procedimento, será aberto o período de participação dos interessados. Só posteriormente deverá ser apresentada a proposta concreta para o novo valor da taxa turística. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Reforçar as relações de confiança Reforçar as relações de confiança na comunidade do imobiliário é condição necessária! A comunidade do imobiliário tem-se ajustado e vai-se adaptando à complexidade dos condicionalismos conjunturais que a atividade enfrenta. Como todas as comunidades, não é perfeita nem imune a conflitos. Vivemos tempos de mudança acelerada nos procedimentos e rotinas. Novas condições impostas por avanços tecnológicos e industrialização da cadeia de valor do negócio imobiliário. Novos desafios concorrenciais em todos os seus elos. Mas as Pessoas e os seus valores éticos permanecem indispensáveis para que se estabeleçam relações de confiança entre os operadores da fileira da construção e imobiliário que tornem possíveis uma cultura de partilha de informação e negócios baseada no respeito pelo outro e integridade. Novos testes ao ecossistema imobiliário, para que possamos revelar o nosso melhor. Um verão de encontros e reflexões Quase a terminar o período estival, tempo de regressarmos aos ambientes mais ou menos formais, às regras, comportamentos e procedimentos que orientam as nossas relações profissionais, foi num clima informal e festivo que o “Diário Imobiliário” promoveu mais uma edição do “Beach Party Imobiliário”. Oportunidade para nos revermos, validar ou desqualificar achismos, engajar propósitos e conexões, efetivar a transculturação na cadeia de valor, atualizar contactos e agenda. Um evento de verão que dá continuidade às conversas “No Filters”, moderadas por Fernanda Pedro, diretora deste jornal, que se realizam ao longo do ano. Aproveitando o clima, numa tarde soalheira subsequente, li do princípio ao fim o livro “O Mundo Imobiliário: as histórias incríveis do dia-a-dia de um consultor imobiliário”, compilação de artigos publicados em 2020 e 2021 por Francisco Mota Ferreira no “Diário Imobiliário”. A perspetiva de um ex-jornalista que, ao começar a trabalhar no imobiliário, descobriu um manancial de boas histórias que mereceram ser contadas. As Forças e Fraquezas do setor imobiliário descritas com humor e ironia. Lisboa e a preservação da identidade A época de verão em Lisboa ficará para sempre associada ao incêndio do Chiado que, há 38 anos, destruiu 18 edifícios históricos do século XVIII. Zona prime da cidade em que se requalificou e reergueu edificado e foi possível preservar algum do património comercial. Como em outros bairros do Centro Histórico, o território está a descaracterizar-se. Sem diferenciação competitiva num mercado turístico que começa a dar sinais de estagnação da procura, o destino vulgariza-se, massifica-se, perde atratividade e desvaloriza. O bem-intencionado programa da CML “Lojas com História” revela-se hoje pouco eficaz. Reconhecer não é o mesmo que proteger. É preciso vontade política para ir mais longe. É necessário proteger fachadas e elementos interiores e integrar estabelecimentos comerciais e agremiações históricas identitárias em Áreas de Conservação Urbana. Pessoas que deixam um legado O imobiliário é feito de Pessoas. No momento em que anuncia a sua retirada, quem já anda neste Mundo Imobiliário há quase 3 décadas não poderia deixar de fazer uma referência a Luís Roquette Pinheiro de Melo. Dizem-me quem com ele trabalhou que deixa um enorme legado de honestidade e conhecimento técnico. Como outros, tem direito a uma página no livro das celebridades da mediação imobiliária em Portugal. Continuará a ser uma referência para outras gerações que fazem do imobiliário a sua profissão. A propósito do segmento prime, onde preferencialmente se posicionava, costumo dizer que competências técnicas podem ser aprendidas. Princípios éticos, discrição, sigilo, sobriedade, “berço”, ou se tem ou não tem. E Luís Pinheiro de Melo, reunindo todos esses atributos pessoais, aliou-os a competência técnica de excelência. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Reabilitação ganha ritmo no centro de Coimbra A Câmara Municipal de Coimbra tem intensificado o trabalho de identificação e acompanhamento de imóveis degradados, sobretudo na zona histórica da cidade. Na sequência das notificações enviadas aos proprietários, dez edifícios já avançaram para obras de reconstrução ou reabilitação. A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual, procurando que os proprietários assumam voluntariamente as intervenções necessárias. Em vários casos, os imóveis degradados encontram-se já em fase de licenciamento, em obras ou com novos proprietários a preparar os procedimentos para iniciar a reabilitação. Município identifica novos edifícios O levantamento realizado pela Câmara tem permitido aumentar o número de imóveis degradados sinalizados na cidade. Além dos edifícios anteriormente identificados, foram recentemente notificados mais 67 proprietários para promoverem intervenções nos respetivos imóveis. No total, estão agora identificados 112 imóveis cujos processos de reabilitação deverão avançar. A Baixa e a Baixinha concentram grande parte destes casos, mas o trabalho abrange também zonas como a avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A autarquia pretende continuar a acompanhar os imóveis degradados e avaliar as soluções adequadas para cada situação, tendo em conta o estado dos edifícios e a disponibilidade dos proprietários para avançar com as obras. Obras coercivas são solução de recurso Quando a intervenção voluntária não acontece, o município pode recorrer a mecanismos coercivos. Esta opção é considerada uma solução de última instância e pode envolver a posse administrativa, a execução das obras pela autarquia ou outros procedimentos previstos na lei. Um dos casos já acompanhados envolve um edifício na rua da Fornalhinha, que ruiu em dezembro de 2025. Depois de assumir a posse administrativa do imóvel, a Câmara realizou as intervenções necessárias. O edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva. Existem ainda outros imóveis degradados que poderão ser alvo de medidas semelhantes, incluindo processos de expropriação por utilidade pública, venda forçada ou execução coerciva das obras. Habitação pode beneficiar da reabilitação A recuperação dos imóveis degradados poderá contribuir também para aumentar a oferta habitacional no centro de Coimbra. A própria autarquia tem edifícios que pretende requalificar, com o objetivo de criar habitação a custos acessíveis. A estratégia de reabilitação procura, assim, responder simultaneamente à degradação do património urbano e à necessidade de aproveitar edifícios sem utilização ou em condições inadequadas. Além dos imóveis degradados, o município identificou 237 edifícios devolutos, ou seja, imóveis que permanecem sem utilização durante um período prolongado. O acompanhamento destes edifícios poderá abrir caminho a novas intervenções e reforçar a revitalização das zonas centrais da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Sol, mar e livros Neste nosso querido mês de Agosto vivemos sob a égide da abençoada trilogia: sol, mar e livros. Leituras adiadas de livros editados pela Academia Portuguesa de História, de autores clássicos da literatura portuguesa e brasileira. Ainda a revisitação dos artigos de opinião aqui publicados e em outros Órgãos de Comunicação Social nas últimas décadas, acerca do mercado imobiliário. Uma vontade de revermos com o adequado distanciamento, o que vamos publicando. E talvez essa outra trilogia da razão de viver, se venha a completar. Já plantámos uma árvore, temos uma filha, fica a faltar um livro. A formação do profissional imobiliário As demoradas buscas ao arquivo, a maioria em suporte físico, detiveram-nos na primeira década do século XXI. Remeteram-nos ao desafio de produzir conteúdos formativos que correspondessem às exigências da legislação publicada, decreto-lei nº 211 e portaria nº 1326 de 2004, e que também pudessem dentro das restrições de carga horária dos módulos que o CECOA - Centro de Formação para o Comércio e Afins nos atribuiu, contribuir para a formação em outras competências supletivas e diferenciadoras no exercício da profissão imobiliária. Para produzir conteúdos de forma eficaz é importante conhecer e entender o público-alvo. Neste caso, mais do que público-alvo tínhamos um público-provável; todos os que queriam credenciar-se para exercer a atividade de mediação e angariação imobiliária. Ao reexaminar os Manuais então produzidos, algumas das qualificações-chave do profissional imobiliário exigíveis nessa primeira década, persistem incólumes. As competências técnicas e comerciais que o podem tornar sucedido. Conhecer o mercado, a dinâmica da oferta e procura que induz o “asking price”, saber fazer uma avaliação comparativa de mercado, deter conhecimentos em financiamento bancário, fiscalidade, tramitação legal de venda, investimentos, patologias de construção e eficiência energética, urbanismo. No âmbito das competências comerciais, a larga maioria da oferta formativa era e continua a ser focada nesta vertente; prospeção, qualificação do cliente, negociação, gestão de objeções e fecho. Importa que os recém-chegados produzam resultados no curto prazo. Da intermediação à consultoria imobiliária O que distingue a intermediação imobiliária do passado da consultoria imobiliária, ainda existem empresas e comerciais que não as incorporaram, são as competências relacionais, estratégicas e digitais. Declaram-se consultores mas continuam a comportar-se como comerciais. Continuam a apresentar imóveis numa perspetiva de encurtar o ciclo da venda e fechar negócios no curto prazo, sem ter em conta a construção de uma relação de longo prazo com os seus clientes. Seguimos atentamente o percurso profissional de consultores imobiliários sucedidos. A capacidade que têm de compreender os mercados, de analisar tendências e de construir com discrição relações que resistam ao tempo. Carreiras dedicadas à compreensão dos ciclos de mercado e das estratégias de investimento. A tecnologia veio democratizar o acesso à informação. Um consultor imobiliário tem a competência de transformar informação em decisão. É na combinação de dados, tecnologia e relacionamento humano que cria valor ao aconselhar os seus clientes a tomar melhores decisões. A Inteligência Artificial no imobiliário Continua a ser deprimente, a banalidade, vulgaridade e os “lugares-comuns” da Comunicação e Marketing de algumas agências imobiliárias e vendedores de casas, recorrendo à IA. Na sequência de outras marcas, também a KW – Keller Williams Realty anunciou a construção da sua Inteligência Artificial (Claude IA + Notion IA) articulada com o seu modelo de negócio. Genericamente não se julgue que a IA, a automatização ou novos softwares vão solucionar fraquezas estratégicas. A IA está a transformar o imobiliário. Estarão as agências físicas e os consultores imobiliários ameaçados? A IA poderá vir a reduzir a dimensão do espaço físico e a necessidade de algumas tarefas presenciais mas não elimina a criação de valor da consultoria imobiliária. A tecnologia aporta eficiência, os consultores confiança e aconselhamento na decisão. Uma despedida Ainda dos EUA, chegou a notícia da morte de Gail Liniger, co-fundadora da RE/MAX em 1973. Marcou várias gerações de profissionais imobiliários em todo o Mundo. Que Descanse em Paz. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa reforça a oferta de renda acessível A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai avançar com a construção de um novo edifício de renda acessível junto ao Jardim da Estrela. O projeto prevê a criação de 11 habitações municipais, contribuindo para aumentar a oferta de casas destinadas a famílias que procuram soluções habitacionais com custos mais equilibrados. O edifício será construído num terreno atualmente devoluto, localizado na Rua do Jardim à Estrela, e integra o Plano de Intervenção em Edificado Disperso, que procura recuperar espaços urbanos e transformá-los em novas oportunidades de habitação. Novo edifício terá 11 habitações O futuro prédio contará com três pisos e incluirá diferentes tipologias habitacionais, permitindo responder a várias necessidades. Estão previstos apartamentos T0 e T2, distribuídos pelos diferentes andares, bem como áreas técnicas, arrecadações e espaços de apoio ao funcionamento do edifício. A empreitada será lançada através de concurso público, com um investimento base superior a 1,4 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal. O prazo previsto para a execução da obra é de 515 dias, estando a conclusão dependente das diferentes fases do procedimento de contratação e construção. Mais habitação para responder à procura A criação deste novo edifício de renda acessível representa mais um investimento na expansão da habitação municipal em Lisboa. O aumento da oferta de casas continua a ser uma das prioridades para responder à elevada procura habitacional registada na cidade. Além de disponibilizar novas habitações, este projeto contribui para requalificar uma área anteriormente desocupada, promovendo a valorização do espaço urbano e um melhor aproveitamento do património municipal. Com novos projetos de renda acessível, Lisboa procura reforçar as opções disponíveis para residentes que enfrentam dificuldades no acesso à habitação, acompanhando a necessidade de criar soluções habitacionais mais acessíveis e ajustadas à realidade do mercado atual. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Regulação, profissionalização e certificação na cadeia de valor do negócio imobiliário! No passado dia 30 de junho, com a participação de cerca de 700 profissionais do setor da mediação imobiliária, realizou-se a 4.ª edição da Convenção APEMIP IMOCIONATE. Relevante a presença de Fernando Batista, presidente do IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção. Intervenção que marcou o fim de um longo período de ausência de declarações públicas acerca da reclamada regulação do setor. Ao que parece, estaremos na iminência de o Governo apresentar uma nova lei adaptada às novas realidades deste mercado e que preveja uma maior regulação e capacitação dos profissionais da mediação imobiliária. Outra nota significativa foi a revelação de que, à data, estavam licenciadas 11.574 empresas de mediação imobiliária e da instabilidade deste mercado. Em 2025, foram atribuídas 2.417 licenças e canceladas 1.455. A profissionalização como fator de competitividade A qualificação e competitividade da procura, sobretudo internacional, têm conduzido a uma maior, mas não generalizada, profissionalização da atividade. Transversal a outros setores, parece persistir a crença no atributo identitário do desenrascanço sob pressão. Terreno fértil para formações motivacionais sem conteúdo ou focadas na operacionalização. Formações sistémicas conduzem a resultados não dependentes do talento e da sorte dos consultores mais aptos. Formações assentes num modelo, a exemplo da NAR – National Association of Realtors, que combine autorregulação, formação, visão estratégica, competências práticas e conhecimento multidisciplinar em tecnologia, avaliação de ativos, conhecimentos jurídicos e regulatórios, ética e representação institucional. Escala, produtividade e sustentabilidade do setor O mercado é composto por pequenas e médias agências locais, agências integrantes de redes imobiliárias e grandes consultoras de alinhamento internacional. Não existindo registos oficiais de consultores imobiliários, ao que parece irá ser obrigatório, estima-se que o número médio por agência poderá ser próximo de seis. Sendo que, em 2025, o número de transações imobiliárias residenciais se cifrou em 170.000, resultariam, em média, 14 a 15 transações anuais por agência e duas a três transações anuais por consultor. Também aqui a conta não fecha. Será que, neste negócio, a Lei de Vilfredo Pareto se aplica? Será que 20% das agências representam 80% das transações realizadas? Será que 20% dos consultores imobiliários mais produtivos representam 80% da faturação das agências? Num mercado altamente competitivo como o da mediação imobiliária, as empresas terão de ganhar escala para que se torne possível a gestão profissional. Uma atividade regulada e credibilizada que atraia talento e introduza uma cultura de aprendizagem contínua. Uma profissão valorizada, condizente com a sofisticação de agentes de investimento, financiamento e gestão e manutenção de imóveis, de proprietários e clientes compradores. Profissionais que estejam preparados para desenvolver novas competências e desconsiderar outras tornadas irrelevantes. Intermediação de crédito e administração de condomínios: a nova fase da regulação Na cadeia do imobiliário, a administração de condomínios e a intermediação de crédito estão a profissionalizar-se em função do reforço da supervisão. Desde 2018, a atividade de intermediação de crédito duplicou e o Banco de Portugal tem avançado com novas regras que preenchem o vazio regulatório. A atividade dos intermediários de crédito e gestores de crédito não se limita à angariação de clientes e ao reencaminhamento dos contactos para as entidades financeiras. A recolha de toda a documentação necessária e a pré-qualificação são determinantes no sucesso das operações de financiamento. A digitalização é um fator crítico: ao agilizar processos e assegurar transparência, melhora a experiência do cliente. Na intermediação de crédito, o sucesso também irá depender da qualificação dos profissionais, apoiados em tecnologia eficiente. A intermediação de crédito é determinante na concretização da maioria dos negócios imobiliários. Em circuito legislativo também se encontra um novo regime jurídico que visa regular e profissionalizar a atividade de gestão e administração de condomínios. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Portugal a três velocidades O mercado imobiliário em Portugal prossegue a três velocidades. A velocidade prometida pelos decisores nacionais e locais, a velocidade mais ou menos veloz com que se movem os operadores de acordo com as suas capacidades e competências e a velocidade lenta da Administração Pública. Recentemente o governo aprovou um conjunto de medidas necessárias, com a intenção de procurar solucionar a grave crise de acesso à habitação. Desfasamento entre decisão e execução A diferentes velocidades, os operadores do ecossistema imobiliário têm procurado adaptar-se às condicionantes internas e externas que condicionam a sua atividade, enquanto as autoridades responsáveis, nomeadamente pelo licenciamento, prosseguem num estado letárgico. Nas entidades públicas nada mudou, os técnicos continuam a “despachar para cima”, os entraves mantêm-se. Perante novos reptos e condicionantes, quando é preciso responder à escassez de oferta habitacional, a Administração Pública continua a falhar como se o tempo e o dinheiro de promotores imobiliários e contribuintes fossem de graça. Custos invisíveis do tempo administrativo No decorrer do longo período que decorre até ao licenciamento de um novo conjunto habitacional, os promotores imobiliários têm custos financeiros, o acesso à habitação acessível está vedado a futuros residentes, aqueles que podem estão a pagar rendas mais elevadas noutras localizações, as autarquias estão a deixar de receber receitas fiscais provenientes de IMI, IRS entre outras. São custos facilmente quantificáveis que não são imputados a ninguém. O custo do tempo de decisão é um custo económico significativo que a juntar a outros tem feito com que “a conta não feche” em muitos projetos de habitação acessível. Também o cumprimento de desajustadas normas legais construtivas continua a gerar custos acrescidos, funcionando a burocracia como “escudo protetor” de responsabilidades técnicas e políticas. Burocracia, bloqueios e desafios estruturais O imobilismo tem um custo elevado mas a mudança dá muito trabalho e dores de cabeça quando mexe com os múltiplos interesses corporativos, instalados nos inúmeros organismos estatais. Nos recentes eventos em que participámos, as queixas dos operadores mantêm-se inalteradas. Quando se fala em construir ou reabilitar para habitação acessível, na execução de programas de transição energética e descarbonização dos edifícios, na modernização da construção, na digitalização e inovação tecnológica, na DWD - Diretiva Europeia de Água Potável, na transformação dos espaços urbanos, estamos perante enormes desafios. Temos um parque habitacional envelhecido com cerca de 70% dos edifícios energeticamente ineficientes, redes de águas prediais e urbanas envelhecidas, degradadas e algumas com materiais contaminantes, falta de mão de obra qualificada e de fontes de financiamento, complexidade regulatória e processos de licenciamento morosos. Industrialização da construção e produtividade Mas a questão que mais preocupa no curto prazo, face às necessidades de aumentar a produtividade e descarbonizar, à escassez de mão de obra, de reduzir os prazos de entrega de unidades habitacionais, é a industrialização do processo construtivo em escala. Segundo recentes declarações de Miguel Garcia no evento “Real Estate Shapers” organizado pela revista “Magazine Imobiliário”, um prédio com 77 frações poderia ser entregue em menos de um ano. Estaria a “pesada máquina” estatal à altura? Last but not least! No próximo dia 9 de Junho, a ADIT – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil celebra o seu 20º aniversário. Será em Maceió, Estado de Alagoas, onde tudo começou. Tive o privilégio de ser orador na I Edição desse evento relacionado com investimentos turísticos e imobiliários no Brasil. Quando nasceu, os organizadores buscavam inspiração no exterior. Volvidas duas décadas, é no Brasil que a podemos encontrar, no melhor que se faz à escala global. Obrigado Felipe Cavalcanti pelo empreendedorismo e continuares a ser uma fonte de inspiração. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação APPII continua no Conselho Municipal de Habitação A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) vai continuar a participar no Conselho Municipal de Habitação (CMH) de Lisboa, onde está representada desde 2012. A associação pretende manter o contributo do setor imobiliário para o debate sobre a habitação e os desafios do município. Ao longo dos últimos 14 anos, a APPII acompanhou diferentes mandatos e executivos da Câmara Municipal de Lisboa, levando ao órgão consultivo a experiência dos promotores e investidores imobiliários. Esta participação permite partilhar conhecimento sobre o desenvolvimento urbano e os desafios relacionados com a oferta de habitação. A associação considera o CMH um espaço importante para reunir diferentes entidades ligadas à habitação e promover o diálogo entre os vários intervenientes no setor. Novo mandato reúne oito entidades A posição da APPII surge depois de a Câmara Municipal de Lisboa aprovar a nova composição dos membros permanentes do CMH para o mandato 2025-2029. O Conselho passa a integrar oito entidades ligadas à habitação: FAMALIS, FENACHE, AIL, ALP, APPII, WIRE, AICCOPN e APEMIP. A WIRE e a AICCOPN são os novos membros desta estrutura. O Conselho Municipal de Habitação é um órgão consultivo da autarquia dedicado às questões relacionadas com a habitação. Integra o presidente da Câmara, ou o vereador responsável pela área, representantes de associações e outros parceiros sociais, além de representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal. Habitação acessível entre as prioridades A APPII pretende continuar a levar ao Conselho o conhecimento acumulado pelos profissionais ligados à promoção e ao investimento imobiliário. O objetivo passa por contribuir para uma análise dos principais desafios que afetam a habitação em Lisboa. Entre as prioridades da associação está a promoção de mais oferta habitacional e de soluções com custos acessíveis para os habitantes da cidade. A participação no CMH permite ainda acompanhar a evolução das políticas municipais e partilhar a experiência dos seus associados sobre o desenvolvimento urbano e o mercado habitacional. APPII reforça participação no debate Com a nova composição do Conselho, a APPII mantém a representação do setor da promoção e investimento imobiliário neste espaço de diálogo municipal. A associação pretende continuar a trabalhar com as restantes entidades representadas no CMH, contribuindo com informação e experiência do setor para a discussão sobre habitação em Lisboa. O objetivo passa por aproximar diferentes perspetivas e apoiar a procura de respostas para os desafios relacionados com a oferta, o desenvolvimento urbano e o acesso a habitação a custos mais acessíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Habitação concentra principais riscos Os preços das casas são atualmente apontados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como a principal vulnerabilidade com possíveis efeitos no setor financeiro em Portugal. A análise surge num contexto de valorização do mercado imobiliário e de aumento do endividamento das famílias . Desde 2015, os preços dos imóveis em Portugal aumentaram 169%, uma evolução bastante superior aos 55% registados na zona euro. Apesar desta subida, o crédito à habitação cresceu a um ritmo significativamente inferior, o que tem limitado a exposição direta dos bancos ao mercado imobiliário. Crédito à habitação requer atenção Uma parte relevante das transações imobiliárias em Portugal é realizada sem recurso a financiamento bancário. Esta característica ajuda a explicar porque o crédito à habitação mantém um crescimento relativamente moderado face à evolução dos preços das casas e a outros mercados da área do euro. O FMI considera, ainda assim, que a evolução do crédito hipotecário deve continuar a ser acompanhada. O aumento da concessão de crédito pode alterar o nível de exposição do sistema financeiro, sobretudo num cenário em que a valorização imobiliária continue. Também o endividamento das famílias merece monitorização. Embora permaneça abaixo da média da zona euro, apresenta uma trajetória ascendente que poderá aumentar a vulnerabilidade dos agregados familiares perante alterações nas condições financeiras. Bancos mantêm capacidade de resposta Apesar da subida dos preços das casas, o FMI considera que os riscos imediatos para o sistema financeiro permanecem limitados. A solidez dos bancos e a capacidade para absorver eventuais choques no mercado imobiliário contribuem para esta situação. Com a mudança do ciclo de crédito, a manutenção das reservas financeiras será importante para preservar essa capacidade de resposta. A evolução do emprego é outro fator relevante, uma vez que uma taxa de desemprego reduzida ajuda a limitar o impacto de eventuais dificuldades no mercado habitacional. A pressão sobre os preços das casas poderá manter-se enquanto a oferta de habitação continuar abaixo da procura. Para o setor bancário, o acompanhamento do crédito, do endividamento e das condições do mercado será determinante para antecipar potenciais riscos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Crédito habitação cresce ao ritmo mais elevado O montante total de crédito habitação em Portugal chegou aos 119.062 milhões de euros em agosto, mais 11,2% do que no mesmo mês de 2025. Segundo os dados do Banco de Portugal (BdP), trata-se do crescimento anual mais elevado desde fevereiro de 2003. Face a julho, o stock de empréstimos para habitação aumentou 1.038 milhões de euros. A evolução registada em Portugal contrasta com a da área do euro, onde o crédito à habitação cresceu 3% no mesmo período. Casas mais caras aumentam financiamento A subida do valor dos empréstimos acompanha a evolução dos preços das casas. Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o preço médio de compra de uma habitação atingiu 266.475 euros no final de junho. Com o custo da habitação a aumentar, a aquisição de uma casa exige um maior esforço financeiro. Para muitas famílias, este contexto traduz-se também na necessidade de recorrer a montantes mais elevados de financiamento bancário. Apoios e condições influenciam procura A procura por financiamento habitacional ganhou dinamismo ao longo dos últimos meses, num contexto marcado por medidas de apoio à compra de casa por jovens até aos 35 anos, incluindo a isenção de IMT e a garantia pública. A evolução das taxas de juro e a alteração do limite da taxa de esforço também contribuíram para decisões antecipadas de financiamento. Desde agosto, o limite passou de 50% para 45%, condicionando a capacidade de endividamento de alguns agregados. Construção e imobiliário acompanham tendência O aumento do crédito habitação surge num mercado residencial onde os preços continuam elevados, enquanto a oferta permanece condicionada. Esta dinâmica também se reflete no financiamento destinado às empresas ligadas ao setor. De acordo com o BdP, os empréstimos à construção e às atividades imobiliárias cresceram 11,2% em termos anuais em agosto. Embora represente uma desaceleração face ao mês anterior, a evolução mantém-se em dois dígitos. O crescimento do crédito habitação acompanha, assim, um mercado marcado por preços elevados, maior necessidade de financiamento e alterações nas condições de acesso ao crédito. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Avaliação bancária sobe 14,7% em agosto A avaliação bancária das casas aumentou 14,7% em termos homólogos em agosto, para 2.254 euros por metro quadrado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar de representar um novo máximo, o crescimento desacelerou face aos 15,2% registados em julho. Em relação ao mês anterior, o valor mediano aumentou 14 euros. A Península de Setúbal destacou-se com a maior subida mensal, de 1,6%, enquanto o Algarve foi a única região a registar uma descida, de 1,2%. Consulte aqui a evolução de preços das casas no SUPERCASA . Apartamentos registam maior valorização Por tipo de habitação, os apartamentos apresentaram uma subida mais acentuada da avaliação bancária. O valor médio aumentou 17% face a agosto de 2025, atingindo 2.655 euros por metro quadrado. Nas moradias, o crescimento homólogo foi de 12,6%, para 1.610 euros por metro quadrado. Também na comparação mensal os apartamentos registaram uma evolução superior, com uma subida de 1,1%, contra 0,2% nas moradias. Grande Lisboa mantém valores mais elevados A diferença entre os tipos de habitação também se verifica nos valores da avaliação bancária. A Grande Lisboa apresentou os valores mais elevados, com 3.487 euros por metro quadrado nos apartamentos e 2.918 euros nas moradias. No conjunto das regiões, Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal apresentaram valores acima da mediana nacional. O Alto Alentejo registou o valor mais baixo, 54,1% abaixo da mediana do país. Número de avaliações aumenta em termos anuais Em agosto foram realizadas cerca de 32.650 avaliações bancárias, mais 3,1% do que no mesmo mês de 2025. Face a julho, contudo, o número de avaliações diminuiu 4,1%. Os dados do INE referem-se exclusivamente a avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação. Por isso, a avaliação bancária não corresponde diretamente aos preços efetivamente pagos nas transações, refletindo apenas imóveis sujeitos a financiamento bancário. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comece pelo preço por metro quadrado O preço por metro quadrado é um dos primeiros indicadores a consultar. Permite comparar imóveis de diferentes dimensões e ter uma referência dos valores praticados numa determinada zona. Segundo o Relatório de Preços do SUPERCASA , em agosto de 2026 o preço médio anunciado para venda em Portugal era de 3.066€/m². Mas as diferenças entre regiões são significativas: no distrito de Lisboa, o valor chegava aos 4.592€/m², enquanto no distrito da Guarda era de 996€/m². Por isso, comparar uma casa apenas com a média nacional pode dar uma ideia pouco precisa. O mais relevante é analisar os valores praticados na zona onde o imóvel está localizado e, sempre que possível, comparar casas com características semelhantes. A localização não é o único fator Mesmo dentro da mesma zona, os preços podem variar bastante. A área, o estado de conservação, o ano de construção e características como garagem, elevador, varanda ou terraço podem justificar diferenças de preço. A localização exata também conta. Dois imóveis na mesma freguesia ou até na mesma rua podem ter valores diferentes, dependendo das sua s características e da procura naquela área. É por isso que uma média de preços deve ser encarada como um ponto de partida e não como uma avaliação do imóvel. Compare o imóvel com outros semelhantes Depois de perceber os valores praticados na zona, o passo seguinte é analisar o imóvel em concreto. A Avaliação de Imóvel by Infocasa permite obter uma estimativa de valor com base em dados de mercado e na comparação com imóveis semelhantes. Desta forma, é possível ter uma referência mais específica para perceber se o preço anunciado está próximo dos valores esperados para aquele tipo de imóvel. Para os profissionais do setor imobiliário, o Infocasa permite aprofundar esta análise e consultar informação de mercado para apoiar a avaliação de imóveis e a tomada de decisão. O preço anunciado não é necessariamente o preço final Também é importante distinguir o valor anunciado do valor pelo qual uma casa acaba por ser vendida. O preço pedido pode ser influenciado pela procura, pelo estado do imóvel, pela localização e pelas condições da negociação. Por isso, antes de fazer uma proposta, vale a pena seguir alguns passos simples: consultar os preços da zona, comparar imóveis semelhantes e analisar o valor estimado para o imóvel em questão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento residencial em Portugal manteve-se estável em agosto de 2026, com um preço médio de 15,55€/m². Segundo relatório de evolução dos preços das casas do SUPERCASA , o valor ficou inalterado face a julho, depois de uma subida trimestral de 3,3% e de 3,7% em termos homólogos. Lisboa mantém os valores mais elevados Lisboa continuou a ser a zona mais cara, com 19,82€/m², mais 0,9% no mês, 3,8% no trimestre e 2,8% num ano. Seguiram-se a Madeira, com 16,34€/m², e o Algarve, com 15,30€/m². No extremo oposto, Guarda apresentou o valor mais baixo, com 6,81€/m², seguida de Castelo Branco (7,47€/m²) e Viseu (7,66€/m²). Interior regista maiores subidas Os maiores aumentos mensais ocorreram em Portalegre (+5,8%), Vila Real (+5,1%), Évora (+4,2%), Santarém (+3,2%) e São Miguel (+3,0%). Na comparação anual, Bragança destacou-se com uma subida de 16,1%, seguida de Beja (+7,3%) e Viana do Castelo (+5,9%). Algarve corrige após pico de julho O Algarve registou a principal descida mensal, de 3,6%, passando de 15,87€/m² em julho para 15,30€/m² em agosto. Coimbra recuou 2,2%, enquanto Beja caiu 1,7% no mês e no trimestre. Viseu foi o único distrito com uma variação homóloga negativa, de 2,9%. A evolução de agosto aponta para uma estabilização do mercado de arrendamento após as subidas registadas em junho e julho. Ao mesmo tempo, alguns mercados do interior apresentam crescimentos mais expressivos, enquanto zonas como o Algarve revelam sinais de ajustamento sazonal. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Parlamento analisa novas regras do arrendamento A proposta de lei que pretende alterar as regras do arrendamento será votada na generalidade no plenário da Assembleia da República a 30 de setembro. O diploma prevê mudanças nos contratos, nos despejos por falta de pagamento e na atualização das rendas, incluindo o fim do limite de 2% para novos contratos. A Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª pretende autorizar o Governo a alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU). O objetivo apresentado é criar condições para aumentar a oferta de habitação disponível no mercado de arrendamento. A iniciativa foi aprovada pelo Conselho de Ministros a 9 de julho e entra agora no processo legislativo parlamentar. A votação na generalidade será apenas uma das etapas antes de uma eventual entrada em vigor das novas regras. Mudanças previstas para contratos e despejos Entre as alterações propostas está o fim do limite de 2% na atualização das rendas dos novos contratos de arrendamento. A proposta prevê também maior flexibilidade na negociação entre senhorios e inquilinos. As rendas pagas antecipadamente poderão passar de duas para três, enquanto o valor das cauções deixará de estar sujeito a um limite. A reforma contempla ainda alterações aos procedimentos relacionados com o incumprimento. Nos casos de falta de pagamento, o prazo para avançar com um despejo poderá ser reduzido de três para dois meses. O diploma prevê igualmente a criação de um novo apoio social para inquilinos que sejam desalojados. As rendas de contratos antigos também poderão sofrer alterações . A atualização ficará dependente de fatores como a idade dos inquilinos e os respetivos rendimentos anuais. Proposta ainda terá várias fases legislativas A votação de 30 de setembro não significa uma aprovação definitiva da reforma do arrendamento. Depois da apreciação na generalidade, a proposta terá de passar pela discussão e votação na especialidade, onde poderão ser introduzidas alterações ao texto. Segue-se a redação final do diploma e, posteriormente, a votação final global no Parlamento. Caso seja aprovado, o processo avançará para a transformação da autorização legislativa em decreto-lei. A entrada em vigor das novas regras dependerá, por isso, da conclusão de todo o processo legislativo. A promulgação pelo Presidente da República e a publicação em Diário da República poderão ocorrer apenas depois da discussão do Orçamento do Estado para 2027. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Começa pelo que interfere com o descanso Um quarto pensado para dormir deve transmitir tranquilidade, mas nem sempre é isso que acontece. Televisores, smartphones, computadores ou uma secretária de trabalho podem transformar o espaço de descanso numa extensão das restantes tarefas do dia. Também vale a pena olhar para a decoração. Cores demasiado intensas, padrões muito marcados e paredes preenchidas com informação podem criar estímulos desnecessários antes de dormir. Optar por uma decoração mais simples ajuda a tornar o ambiente visualmente mais calmo. O mesmo princípio pode aplicar-se aos livros, revistas e outros objetos espalhados pelas mesas de cabeceira. Em vez de acumular vários elementos, manter apenas aquilo que utilizas permite que o quarto fique mais organizado e fácil de manter. Menos coisas também significa mais espaço Nem tudo o que ocupa espaço no quarto tem verdadeira utilidade. Roupa interior gasta, meias sem par, peças que já não usas e acessórios esquecidos no fundo das gavetas são bons exemplos do que pode ser eliminado. O roupeiro merece uma atenção especial. Um excesso de roupa dificulta a organização e torna mais demorada a escolha do que vestir. Separar as peças que já não utilizas e guardar a roupa de outras estações também permite aproveitar melhor o espaço disponível. O mesmo vale para caixas de aparelhos eletrónicos, cabides deteriorados, jogos de cama em excesso e objetos guardados debaixo da cama sem uma finalidade concreta. Antes de conservar alguma coisa, vale a pena perguntar se é realmente utilizada. O quarto não deve transformar-se num armazém Alguns móveis e objetos acabam por permanecer no quarto apenas por hábito. Um banco que serve para acumular roupa, uma cadeira constantemente coberta de peças ou demasiadas almofadas decorativas podem dificultar a rotina diária. As molduras, pequenos objetos decorativos e outros acessórios também acrescentam trabalho de limpeza. Reduzir a quantidade não significa eliminar a personalidade do quarto, mas escolher melhor aquilo que merece permanecer à vista. As plantas seguem a mesma lógica. Se uma planta exige cuidados que não consegues assegurar ou está constantemente a perder folhas, pode deixar de cumprir uma função decorativa e transformar-se numa preocupação adicional. Um espaço simples pode ser mais funcional Organizar o quarto não implica comprar mais soluções de arrumação. Muitas vezes, o primeiro passo é retirar aquilo que já não tem utilidade e deixar livres as zonas essenciais. A roupa deve ter um lugar definido, a cama deve permanecer desimpedida e as superfícies devem conter apenas os objetos necessários. Esta organização torna as tarefas diárias mais simples e reduz o tempo gasto a arrumar. Ao eliminar o excesso, o quarto ganha espaço visual e torna-se mais fácil perceber aquilo que realmente importa. O objetivo não é criar uma divisão vazia ou seguir uma tendência de decoração, mas construir um ambiente confortável, funcional e adequado ao descanso. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Quando a decoração nunca parece estar terminada A insatisfação decorativa surge quando, apesar das mudanças constantes em casa, permanece a sensação de que falta alguma coisa. Trocar móveis, reorganizar divisões ou seguir novas tendências pode trazer entusiasmo momentâneo, mas nem sempre altera a relação com o espaço. Uma das razões está na comparação permanente com outros interiores. Nas redes sociais, é fácil encontrar salas cuidadosamente preparadas, fotografadas com a iluminação certa e sem os sinais de uma casa habitada. Essa exposição cria expectativas difíceis de transportar para o quotidiano. Ao comparar uma divisão real com imagens produzidas para inspirar ou vender um determinado estilo, a casa pode começar a parecer menos interessante do que realmente é. A insatisfação decorativa alimenta-se precisamente dessa distância entre aquilo que temos e aquilo que acreditamos que deveríamos ter. O efeito das compras na perceção da casa Comprar uma peça nova pode produzir uma sensação imediata de renovação. No entanto, a novidade perde rapidamente o impacto e aquilo que parecia ser a solução passa a integrar o cenário habitual. Este mecanismo ajuda a explicar porque motivo algumas mudanças conduzem a outras. Uma nova peça pode fazer com que outro móvel pareça desatualizado, levando a mais compras e alterações. O resultado é um ciclo em que a decoração está constantemente a ser modificada sem que exista uma satisfação duradoura. Além disso, acrescentar objetos nem sempre melhora uma divisão. Quando demasiados elementos disputam a atenção, o espaço pode tornar-se visualmente pesado. Por vezes, retirar peças é mais eficaz do que acrescentar outras. Uma casa deve refletir quem lá vive Outro fator importante é a dificuldade em definir um estilo próprio. Seguir apenas aquilo que está na moda pode criar uma decoração visualmente correta, mas pouco ligada à personalidade de quem habita a casa. Antes de comprar, pode ser útil perceber quais são as cores, materiais, formas e objetos que realmente fazem sentido. Peças herdadas, lembranças de viagens ou elementos com valor emocional podem contribuir mais para a identidade de uma divisão do que várias compras feitas por impulso. A iluminação também tem um papel relevante. Diferentes pontos de luz podem alterar a atmosfera de uma divisão e, muitas vezes, são uma intervenção mais simples do que substituir móveis ou renovar toda a decoração. Menos pressão para ter a casa perfeita Combater a insatisfação decorativa passa também por aceitar que uma casa não precisa de estar permanentemente pronta. Um espaço habitado muda com as pessoas, os hábitos e as diferentes fases da vida. Dar tempo a uma divisão antes de decidir o que falta permite perceber melhor as necessidades reais. Em vez de comprar imediatamente, pode ser útil retirar alguns objetos, experimentar novas disposições e observar o resultado durante alguns dias. A decoração torna-se mais pessoal quando deixa de ser uma tentativa de reproduzir imagens perfeitas. Uma casa confortável não precisa de parecer uma fotografia de revista. Precisa de funcionar para quem lá vive e transmitir uma sensação de pertença. Assim, a insatisfação decorativa pode diminuir não quando se compra mais, mas quando se passa a escolher com maior intenção e menos influência das tendências. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Um lado mais tranquilo do Mediterrâneo Para além dos destinos mais conhecidos, existem ilhas italianas onde o ritmo das férias é marcado pela tranquilidade, pela natureza e pela proximidade com o mar. São opções para quem pretende conhecer outro lado de Itália, sem abdicar de praias de águas transparentes e cenários naturais. Entre as sugestões encontram-se diferentes tipos de destinos. Algumas ilhas italianas têm origem vulcânica e apresentam paisagens moldadas pela atividade geológica, enquanto outras distinguem-se pelas pequenas localidades, pelas casas coloridas e pelo ambiente descontraído. Este conjunto de destinos permite também encontrar experiências bastante diferentes dentro do mesmo país. Há locais indicados para descansar junto ao mar, mas também territórios onde a história e as tradições locais assumem um papel importante. Praias, aldeias e paisagens vulcânicas Vulcano e Pantelleria são exemplos de ilhas italianas associadas a paisagens vulcânicas. A sua identidade está ligada à natureza e oferece uma alternativa aos destinos de praia mais procurados durante os meses de verão. Já Panarea e Procida apresentam uma atmosfera distinta, com localidades de menor dimensão e uma forte ligação à vida insular. As fachadas coloridas e as ruas das povoações contribuem para criar cenários particularmente característicos. La Maddalena é outra possibilidade para quem procura conhecer o litoral italiano através de paisagens naturais. O arquipélago destaca-se pela relação com o mar e pela variedade dos seus cenários costeiros. Destinos para diferentes tipos de férias Nem todas as ilhas italianas procuram atrair o mesmo tipo de viajante. Marettimo, por exemplo, apresenta um perfil mais isolado e rústico, adequado a quem valoriza o contacto com a natureza e ambientes menos urbanos. Elba acrescenta uma dimensão histórica a esta lista e permite combinar momentos de descanso com a descoberta do património local. Assim, as ilhas italianas menos conhecidas podem adaptar-se a diferentes formas de viajar. Para quem procura sol, mar e alguma distância das multidões, explorar estas alternativas pode ser uma forma de descobrir novos cenários mediterrânicos e viver umas férias com um ritmo mais tranquilo. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Natureza e paisagens marcam a experiência A Madeira reúne montanhas, falésias, mar e áreas verdes num território de grande diversidade natural. O clima ameno durante grande parte do ano permite explorar o arquipélago em diferentes estações, seja através de caminhadas, passeios pela costa ou momentos de descanso. Entre os locais mais procurados estão o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo, com percursos e vistas sobre a paisagem montanhosa. As piscinas naturais de Porto Moniz e o miradouro do Cabo Girão são outras das atrações que fazem parte dos roteiros de quem visita a ilha. A Floresta Laurissilva é também um dos espaços naturais de maior importância da Madeira. Classificada como Património Mundial pela UNESCO, destaca-se pela biodiversidade e pela dimensão da floresta. Do mar à cidade há muito para descobrir Além da natureza, a Madeira oferece experiências ligadas ao oceano, à gastronomia e à cultura local. A observação de cetáceos, os passeios marítimos e as atividades ao ar livre permitem conhecer a costa a partir de diferentes perspetivas. No Funchal, a capital do arquipélago, encontram-se alguns dos principais pontos de interesse cultural e turístico. Mercados, jardins, museus e espaços dedicados à gastronomia regional complementam a visita. Porto Santo também pode integrar o roteiro, sobretudo para quem procura praias de areia dourada e momentos de maior tranquilidade. Uma viagem possível em diferentes épocas A Madeira pode ser visitada ao longo de todo o ano. Os meses mais quentes são procurados para aproveitar o mar, enquanto a primavera e o outono oferecem condições favoráveis para explorar os trilhos e a natureza. No inverno, as temperaturas relativamente amenas continuam a atrair visitantes que procuram uma alternativa aos destinos europeus mais frios. Acesso facilitado a partir do continente Para quem parte de Portugal continental, a Madeira apresenta ainda a vantagem de contar com ligações aéreas regulares. Existem voos a partir de cidades como Lisboa e Porto, com diferentes opções de horários e tarifas. O alojamento também apresenta uma oferta diversificada, desde hotéis e resorts a alojamento local e unidades de turismo rural. Os preços podem variar de acordo com a época e a procura. Entre natureza, património, mar e gastronomia, a Madeira apresenta diferentes possibilidades para uma escapadinha ou uma estadia mais prolongada, mantendo-se como um dos destinos turísticos de referência em Portugal. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em alojamento estudantil Braga passa a contar com a maior residência universitária pública de Portugal. A Residência Universitária Confiança abriu portas a 10 de setembro de 2026, disponibilizando 786 camas para estudantes, na sequência de uma intervenção de 25 milhões de euros. O projeto recuperou a antiga Fábrica Confiança e foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção permitiu dar uma nova utilização a um edifício da cidade, reforçando simultaneamente a oferta de alojamento para estudantes do ensino superior. Construção combina tecnologia e sustentabilidade Um dos elementos diferenciadores do projeto é a utilização do sistema construtivo CREE no edifício novo. O modelo combina madeira e betão e permite produzir em ambiente industrial diferentes componentes da construção, incluindo estruturas, fachadas e módulos sanitários. A obra recorreu ainda a tecnologias como BIM e Digital Twin, permitindo digitalizar várias fases do projeto e melhorar o controlo dos processos construtivos. A aposta na industrialização contribuiu para uma execução mais eficiente e para a redução dos trabalhos realizados diretamente no local. A solução aplicada em Braga foi distinguida com o Prémio Nacional de Sustentabilidade do Jornal de Negócios 2026, na categoria Cidades Sustentáveis. Modelo já aplicado noutras residências A construção industrializada está também presente noutros projetos de alojamento estudantil. Em Valença, a estrutura de uma residência com 56 camas foi montada em apenas nove dias, recorrendo ao mesmo sistema híbrido de madeira e betão. Em Beja, a Residência Europa do Instituto Politécnico disponibiliza 503 camas e envolveu um investimento de cerca de 22 milhões de euros. O projeto incluiu igualmente soluções produzidas em fábrica. Já em Coimbra, a nova residência Espaço U, destinada ao Instituto Politécnico de Coimbra, prevê 400 camas e utiliza construção modular e o sistema CREE. Financiada pelo PRR, representa cerca de 15 milhões de euros. Estes projetos evidenciam a aplicação de soluções de construção industrializada na criação de alojamento estudantil, permitindo reduzir tempos de execução e reforçar a resposta às necessidades dos estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Revisão abre caminho a novo valor A Câmara Municipal do Porto vai avançar com a revisão do regulamento da taxa turística, dando início a um processo que poderá resultar num aumento do valor pago pelos visitantes. Atualmente, a taxa turística é de três euros por noite, depois de ter subido de dois para três euros em 2024. A proposta a votar pela autarquia não define ainda um novo montante. Prevê, nesta fase, a abertura de um período de 10 dias úteis para que os interessados possam participar e apresentar contributos sobre a alteração do regulamento. A possibilidade de a taxa turística passar para quatro euros já foi admitida pela autarquia, aproximando o valor cobrado no Porto daquele praticado em Lisboa. Turismo aumenta e gera mais receita A revisão surge num período de crescimento da atividade turística na cidade. Entre 2019 e 2025, o número de dormidas aumentou 45,6%, ultrapassando os 6,6 milhões no último ano. No mesmo período, os hóspedes cresceram 37,2%, superando os três milhões. Também a duração das estadias aumentou, passando de cerca de 2,04 noites em 2019 para 2,16 noites em 2025. Nos primeiros seis meses de 2026, as dormidas cresceram 4,48% e o número de hóspedes aumentou 3,53% face ao período homólogo. O crescimento do turismo refletiu-se ainda na receita municipal. Em 2025, a taxa turística gerou 32,3 milhões de euros, mais 54,5% do que no ano anterior. Porto procura equilibrar turismo e cidade A autarquia considera que o aumento do número de visitantes representa também uma maior utilização de serviços e infraestruturas públicas, incluindo limpeza urbana, mobilidade, segurança, cultura e património. Neste contexto, a taxa turística é encarada como uma fonte de receita para responder a parte dos encargos associados à atividade turística. A revisão está também relacionada com a estratégia municipal para financiar a gratuitidade dos transportes públicos para residentes. A Câmara pretende, ao mesmo tempo, manter o Porto como destino turístico sem comprometer a qualidade de vida de quem vive na cidade. O objetivo passa por encontrar um equilíbrio entre a atividade turística e as necessidades dos residentes. Após a aprovação do início do procedimento, será aberto o período de participação dos interessados. Só posteriormente deverá ser apresentada a proposta concreta para o novo valor da taxa turística. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Bancos apostam na taxa mista A taxa mista tornou-se a modalidade predominante nos novos créditos à habitação em Portugal. De acordo com o Banco de Portugal (BdP), esta opção representou cerca de 80% do montante dos novos empréstimos no primeiro semestre de 2026, depois de ter um peso residual há apenas três anos. Entre 2019 e 2021, a taxa mista correspondia a cerca de 10% do montante emprestado, enquanto a taxa variável representava 86%. A mudança ganhou força a partir de 2022, num período marcado pela subida das taxas de juro e pela maior incerteza sobre a evolução da Euribor. O BdP aponta também para uma maior aposta comercial dos bancos nesta modalidade. Embora a adesão tenha começado por variar entre instituições, as diferenças foram diminuindo ao longo do tempo. Uma alternativa com juros fixos no início A taxa mista combina um período inicial de taxa fixa com uma fase posterior de taxa variável. Esta estrutura permite manter a prestação mais estável durante os primeiros anos do contrato, antes de a taxa passar a acompanhar um indexante como a Euribor. Segundo o BdP, a vantagem de preço da taxa mista face à taxa variável contribuiu para o aumento da sua procura. Até à passagem de 2022 para 2023, os contratos mistos eram, em média, mais caros. A partir daí, a relação inverteu-se e, em alguns meses de 2024, a diferença ultrapassou um ponto percentual. A legislação também passou a exigir que as instituições apresentassem simulações para as modalidades fixa, variável e mista na contratação de crédito para habitação própria e permanente, facilitando a comparação entre propostas. Portugal fixa juros por períodos mais curtos Apesar da expansão da taxa mista, o período inicial de fixação dos juros em Portugal tende a ser relativamente curto. O BdP indica que a mediana estabilizou em cerca de dois anos, enquanto noutros países da área do euro são mais comuns períodos superiores a dez anos. Isto significa que, terminado o período fixo, a prestação pode passar a refletir a evolução da Euribor. A escolha da taxa mista implica, por isso, considerar não apenas o custo inicial, mas também o momento em que o contrato entra na fase variável. Os dados do supervisor mostram ainda diferenças associadas ao perfil dos mutuários e às características dos empréstimos. Contratos com devedores estrangeiros ou montantes mais elevados apresentam maior recurso a esta modalidade. Renegociações após o período fixo Os primeiros contratos celebrados com taxa mista começam agora a chegar ao fim do período inicial de taxa fixa. O BdP observa que cerca de 20% dos contratos desta modalidade concedidos em 2023 que já tinham passado à fase variável até março de 2026 foram renegociados perto dessa transição. Em cerca de 40% desses casos, a renegociação voltou a fixar a taxa durante pelo menos mais dois anos. Os dados ainda são preliminares, uma vez que muitos contratos celebrados desde 2023 não chegaram a esta fase. A evolução do crédito à habitação acompanha esta transformação. Em julho de 2026, o endividamento dos particulares aumentou 1,6 mil milhões de euros, dos quais 1,2 mil milhões corresponderam a crédito à habitação, segundo o BdP. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento tem novas regras a partir deste mês, com a entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) e dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA). O objetivo é aumentar a oferta de imóveis através de benefícios fiscais. RSAA simplifica o acesso a benefícios fiscais O RSAA cria uma nova via para proprietários particulares, empresas, fundos e entidades públicas colocarem imóveis no arrendamento acessível. Em contrapartida por praticarem uma renda dentro dos limites definidos para cada concelho, os senhorios podem beneficiar de isenção total de IRS ou IRC sobre os rendimentos obtidos. O limite da renda parte de 80% da mediana das rendas por metro quadrado apurada pelo INE. O valor final depende da regulamentação e de características como tipologia e eficiência energética. A adesão é feita na plataforma eletrónica do IHRU. Os contratos devem cumprir a duração mínima e os prazos de documentação. Se as condições deixarem de ser cumpridas, o benefício fiscal pode ser perdido. Senhorios terão de avaliar a opção mais vantajosa O RSAA não elimina outras opções fiscais. Em 2026, determinados contratos de arrendamento habitacional podem beneficiar de uma taxa autónoma de 10%, dentro dos limites previstos na legislação. Já o novo regime permite obter uma isenção total, mas implica aceitar uma renda enquadrada nos valores definidos para o arrendamento acessível. A escolha dependerá do valor que o proprietário consegue praticar, dos custos associados ao imóvel e do horizonte de investimento. Em zonas onde os valores acessíveis estejam próximos dos preços de mercado, a isenção poderá tornar o RSAA interessante. CIA procuram atrair investimento para novos projetos Os Contratos de Investimento para Arrendamento destinam-se sobretudo a operações de maior dimensão. Promotores e investidores podem recorrer a este mecanismo para construir, reabilitar ou adquirir imóveis destinados à habitação. Celebrados com o IHRU em representação do Estado, os CIA incluem incentivos como isenções ou reduções de IMT, IMI, Imposto do Selo e AIMI, além de benefícios relacionados com o IVA em determinadas obras. Em troca, os investidores têm de cumprir prazos e manter os imóveis afetos ao arrendamento nos termos definidos. Mais oferta de casas é o objetivo Os novos regimes procuram tornar mais atrativa a colocação de imóveis no mercado e estimular projetos de maior escala. A expectativa é que os benefícios fiscais contribuam para aumentar a oferta de habitação a preços mais acessíveis. Para os inquilinos, uma maior oferta poderá significar mais opções. Está também previsto um aumento da dedução das rendas no IRS, que poderá atingir 900 euros em 2026 e 1000 euros a partir de 2027. A aplicação do RSAA será acompanhada pelo IHRU em articulação com a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o Instituto dos Registos e do Notariado e o INE. O impacto dependerá da adesão dos proprietários e investidores. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os 10 anos não obrigam a manter a casa A garantia pública no crédito à habitação permite a jovens até aos 35 anos obter financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, podendo o Estado garantir até 15% desse montante. A garantia vigora, no máximo, durante os primeiros 10 anos do contrato de crédito. No entanto, este prazo não significa que o proprietário tenha de permanecer na habitação durante uma década. Se decidir vender o imóvel antes desse período, a garantia pública pode cessar antes do prazo máximo previsto. O que acontece ao vender o imóvel? De acordo com o Banco de Portugal (BdP), é possível vender um imóvel adquirido através deste regime. Quando a venda acontece, a garantia pública cessa com a emissão do distrate da hipoteca pelo banco ou mediante o consentimento expresso da instituição para a transmissão do imóvel. Na prática, a venda deve ser articulada com o banco, uma vez que o imóvel está hipotecado. O proprietário terá de tratar da regularização do crédito e dos procedimentos associados à transmissão da casa. A garantia pública não acompanha automaticamente a venda A garantia pública está associada ao contrato de crédito e às condições previstas no regime. Por isso, a venda do imóvel não significa que o apoio possa simplesmente ser transferido para uma nova compra. O BdP estabelece também que o acesso ao regime exige, entre outras condições, que o comprador não tenha beneficiado anteriormente da garantia pública. Assim, quem já recorreu a este apoio não poderá utilizá-lo novamente numa futura aquisição. O que devem ter em conta os jovens? Antes de vender uma casa comprada com garantia pública, é importante contactar o banco e perceber como será liquidado ou transferido o crédito, bem como os procedimentos necessários para a transmissão do imóvel. A garantia pública foi criada para facilitar o acesso dos jovens à primeira habitação própria e permanente, mas não elimina as responsabilidades associadas ao empréstimo. O financiamento continua a ser concedido pelo banco e o mutuário mantém a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Para quem está a pensar comprar, conhecer as regras da garantia pública antes de assinar o crédito é essencial para perceber não só as condições de acesso, mas também as consequências de uma futura venda do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais soluções para a habitação nas cidades A subida dos preços e a escassez de imóveis dificultam a permanência de famílias, estudantes e trabalhadores nas zonas urbanas. Perante este cenário, Bruxelas avançou com a Lei da Habitação Acessível, integrada num plano europeu mais amplo. A iniciativa procura aumentar a oferta e permitir uma ação local onde a habitação acessível é difícil de encontrar. Em Portugal, a pressão é igualmente significativa, em regiões com maior procura. Alojamento local pode ter novas limitações Uma das áreas abrangidas pelas novas regras é o alojamento local . A Comissão Europeia pretende dar segurança jurídica às autarquias que considerem necessário limitar este tipo de exploração em zonas onde a oferta residencial esteja sob pressão. As restrições não poderão ser aplicadas de forma indiscriminada. Os municípios terão de apresentar dados que demonstrem o impacto do alojamento de curta duração na disponibilidade de casas e justificar as medidas. As intervenções deverão ainda ser proporcionais e ter uma duração limitada. A intenção é equilibrar o turismo com a necessidade de preservar habitação para residentes e aumentar a oferta de habitação acessível. Imóveis devolutos entram na estratégia A utilização de casas vazias é outro dos pontos centrais da proposta. Bruxelas incentiva os Estados-membros e as cidades a encontrar formas de colocar imóveis devolutos ou subutilizados no mercado residencial. Entre as possibilidades está a aplicação de medidas fiscais sobre imóveis que permaneçam desocupados sem justificação. A estratégia prevê, contudo, exceções para períodos de ausência relacionados com trabalho, estudos ou saúde. A reabilitação de edifícios existentes surge como forma de aumentar a oferta sem depender apenas de nova construção. Esta medida pode reforçar a habitação acessível. Aproveitar melhor o património disponível pode permitir respostas mais rápidas em zonas onde existe forte procura. Licenciamento mais rápido para aumentar a oferta A proposta não se limita a regular a utilização dos imóveis. Bruxelas recomenda também medidas para acelerar a construção e a reabilitação, incluindo processos de licenciamento mais simples e rápidos. Os Planos de Aceleração da Habitação deverão ajudar a disponibilizar terrenos e edifícios para uso residencial. A Comissão aponta ainda para financiamento e parcerias que apoiem projetos destinados a aumentar a oferta a preços controlados. A Lei da Habitação Acessível segue agora para negociação entre o Parlamento Europeu e o Conselho. O objetivo é criar um enquadramento comum, sem impor uma solução única aos países. Para Portugal, estas medidas poderão ter impacto nas políticas municipais, no alojamento local, nos imóveis devolutos e nos novos projetos residenciais. A aposta passa por combinar construção, reabilitação e melhor utilização do parque habitacional, tornando a habitação acessível uma realidade para mais pessoas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Preço do arrendamento estabiliza em agosto Em agosto, o preço médio das casas e apartamentos para arrendar em Portugal fixou-se nos 15,51 euros por metro quadrado, sem alteração face ao mês anterior. Apesar da estabilidade mensal, o valor está 2,5% acima do registado em maio e 3,4% acima de agosto de 2025. A evolução mostra um mercado onde os preços continuam acima dos valores de há um ano, embora o comportamento seja diferente entre as várias regiões. Lisboa continua a ter os preços mais elevados Entre as regiões analisadas, Lisboa apresenta o preço médio mais elevado, com 19,86 euros por metro quadrado em agosto. O valor aumentou 1,8% num mês e 2,5% face ao mesmo período do ano passado. Para quem procura casa na capital, é possível consultar os imóveis atualmente disponíveis para arrendamento em Lisboa e comparar os valores pedidos nos diferentes anúncios. A Madeira surge a seguir, com 16,35 euros por metro quadrado, enquanto o Algarve apresenta um valor médio de 15,30 euros por metro quadrado. No Porto, o preço médio situou-se nos 14,40 euros por metro quadrado, com uma subida de 0,8% no último mês e de 1,7% face a agosto de 2025. Veja os imóveis disponíveis para arrendamento no Porto . Algumas regiões registam aumentos mais fortes A evolução anual é particularmente significativa em alguns mercados com preços médios inferiores aos dos principais centros urbanos. Bragança registou o maior crescimento, com uma subida de 15,6% no último ano, para 7,78 euros por metro quadrado. Seguem-se Viana do Castelo, com um aumento de 5,9%, Santarém, com 5,3%, e Beja, com 7,3%. Também Braga registou uma subida anual de 4,7%, enquanto Setúbal aumentou 4,2%. Os valores mostram que a evolução dos preços não está concentrada apenas nos mercados tradicionalmente mais caros. Nem todas as regiões estão a subir A evolução não é igual em todo o país. No Algarve, por exemplo, o preço médio recuou 3,7% entre julho e agosto e 0,5% nos últimos três meses, embora continue 1% acima do valor de há um ano. Em Viseu, o preço médio de 7,66 euros por metro quadrado representa uma descida anual de 3%. Aveiro, por sua vez, apresenta uma variação anual de 0,5%. Estas diferenças mostram a importância de analisar o mercado por localização. A evolução nacional pode esconder comportamentos bastante distintos entre regiões e municípios. Consulte os preços e os imóveis disponíveis na sua zona Para quem procura casa, conhecer o preço médio praticado na zona pode ajudar a comparar diferentes imóveis e perceber como os valores estão a evoluir. O Relatório de Preços do SUPERCASA permite consultar os preços médios por metro quadrado e a evolução mensal, trimestral e anual em diferentes localizações de Portugal. Os dados são disponibilizados pelo Infocasa, que agrega informação do mercado imobiliário a partir de fontes públicas, identifica imóveis únicos, elimina anúncios duplicados e normaliza os dados, procurando refletir os preços de oferta praticados no mercado. Consulte o Relatório de Preços de Arrendamento do SUPERCASA e veja como estão a evoluir os valores na sua zona. Se já está à procura de casa, pode também consultar os imóveis para arrendamento disponíveis no SUPERCASA . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .