Governo reforça ação social no ensino superior e prevê bolsas médias de 2.660€ anuais com novo modelo mais justo e progressivo.
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Autor: Redação
Novo modelo reforça bolsas no ensino superior
O Governo vai reforçar o sistema de bolsas no ensino superior, com um aumento de 53% no financiamento da ação social. Com este novo modelo de bolsas, o valor médio anual deverá subir para cerca de 2.660 euros, refletindo uma atualização profunda no cálculo das bolsas.
O objetivo é tornar as bolsas mais ajustadas ao custo real de estudar, garantindo maior cobertura das despesas dos estudantes. As bolsas passam assim a ser recalculadas com base em critérios mais detalhados, incluindo o custo de vida por concelho.
Como vão ser calculadas as novas bolsas
O novo modelo de bolsas considera o custo médio de estudar no ensino superior, incluindo propinas, alimentação, transporte e alojamento. A diferença entre esse custo e a capacidade financeira do agregado determina o valor da bolsa.
Com este sistema, as bolsas tornam-se progressivas e mais adaptadas à realidade de cada estudante. O Governo estima que o valor médio das bolsas passe de 1.734 para 2.660 euros anuais, um aumento significativo no apoio através das bolsas.
O valor mínimo das bolsas mantém-se nos 872 euros, enquanto a bolsa máxima será atribuída a estudantes em situação de maior vulnerabilidade, reforçando o papel das bolsas como instrumento de equidade.
Impacto das bolsas e regime transitório
O novo sistema de bolsas entra em vigor no ano letivo 2026/2027, com um regime transitório para garantir que nenhum estudante perde apoio. As bolsas atuais mantêm-se até ao fim do curso sempre que forem mais favoráveis.
O reforço das bolsas representa um investimento significativo na ação social, com impacto direto em cerca de 83 mil estudantes. Em alguns casos, as bolsas podem atingir valores superiores a 7.000 euros anuais, sobretudo para estudantes deslocados.
As bolsas continuam também a incluir apoios para alojamento, com prioridade nas residências públicas e compensações adicionais quando não há vaga. O novo modelo reforça assim o papel das bolsas no combate às desigualdades no acesso ao ensino superior.