Foto: Adobe Stock Autor: Redação Crie conteúdos para promover os imóveis A comunicação é uma parte essencial do marketing imobiliário, mas criar descrições, publicações e outros conteúdos para cada imóvel pode consumir bastante tempo. As ferramentas de Inteligência Artificial (AI) permitem acelerar este processo e manter uma comunicação mais consistente. A partir dos dados de cada imóvel, a AI pode ajudar a criar descrições adaptadas às suas características, preparar conteúdos para redes sociais ou sugerir diferentes versões de um anúncio. O consultor mantém sempre a possibilidade de rever e ajustar o resultado antes da publicação. Melhore a apresentação visual dos imóveis No marketing imobiliário, a imagem tem um papel determinante. Fotografias de qualidade podem captar a atenção de potenciais compradores, mas nem sempre um imóvel vazio demonstra facilmente todo o seu potencial. O virtual staging com AI permite transformar digitalmente uma divisão, acrescentando mobiliário e elementos decorativos à fotografia original. Desta forma, é possível apresentar diferentes estilos e ajudar quem procura casa a imaginar como poderá utilizar aquele espaço. A tecnologia pode ser especialmente útil na promoção de imóveis vazios, novos ou ainda em construção. Em vez de organizar uma intervenção física, a agência consegue criar diferentes propostas visuais de forma rápida e utilizá-las na divulgação. Automatize tarefas e poupe tempo Nem todas as aplicações da AI no marketing imobiliário estão relacionadas diretamente com a criação de conteúdos. A tecnologia também pode assumir tarefas que consomem tempo aos consultores. O reconhecimento de imagem, por exemplo, permite analisar fotografias e identificar automaticamente determinadas divisões e características de um imóvel. Assim, reduz-se a necessidade de introduzir manualmente informação no CRM e diminui-se o risco de erros ou omissões. Esta automatização permite que o imóvel fique preparado mais rapidamente para ser divulgado no site, nos portais imobiliários ou nas redes sociais. O consultor pode, assim, dedicar mais tempo ao acompanhamento de clientes e às oportunidades de negócio. Como integrar a AI na estratégia da imobiliária? Adotar ferramentas de AI não significa substituir o trabalho dos profissionais. O objetivo é utilizar a tecnologia para simplificar processos, acelerar tarefas e melhorar a qualidade da comunicação. No marketing imobiliário, esta abordagem pode traduzir-se em anúncios mais apelativos, conteúdos produzidos em menos tempo, imagens mais envolventes e informação de imóveis mais completa. A integração destas funcionalidades com o CRM eGO Real Estate , permite centralizar diferentes tarefas e reduzir a utilização de ferramentas dispersas. Para as imobiliárias, o resultado pode ser uma estratégia de marketing imobiliário mais eficiente, consistente e preparada para acompanhar um mercado cada vez mais digital. Precisa de ajuda para integrar a AI na estratégia de marketing da sua imobiliária? Fale connosco e descubra como podemos apoiar a sua agência . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Compra e venda passam a exigir mais informação O novo RJUE entrou em vigor a 1 de outubro de 2026 e introduz alterações que afetam diretamente a compra e venda de imóveis, sobretudo na informação sobre a situação urbanística. A partir desta data, os contratos que formalizem a transmissão de uma casa devem indicar se existe ou não título urbanístico . A apresentação desse documento deixa, contudo, de ser obrigatória no momento da escritura ou da autenticação do contrato. O negócio pode avançar sem o título, desde que fique expressamente registada a sua existência ou ausência. Desta forma, o comprador passa a ter informação sobre a situação urbanística do imóvel e sobre eventuais riscos associados. Obras passam a ter regras mais simples O novo RJUE altera também os procedimentos aplicáveis às operações urbanísticas. Uma das mudanças está relacionada com a comunicação prévia, que deixa de depender de uma verificação formal da autarquia antes do início dos trabalhos. Com este modelo, o interessado apresenta a comunicação e pode iniciar a operação, assumindo a responsabilidade pelo cumprimento das regras aplicáveis. A intervenção do município ocorre posteriormente, através de uma análise global da validade formal e material da operação urbanística. Responsabilidade aumenta para os intervenientes A alteração transfere uma parte maior da responsabilidade para os promotores, autores dos projetos e diretores de obra. Estes profissionais passam a ter um papel mais relevante na garantia de que os trabalhos cumprem as normas urbanísticas. O novo RJUE mantém, por outro lado, situações em que não é necessária licença nem comunicação prévia. O regime abrange, entre outras, obras de conservação e determinadas alterações no interior dos edifícios que não afetem o exterior ou a estabilidade da construção. Pequenas obras ficam fora do licenciamento Também estão abrangidas pela dispensa algumas intervenções de escassa relevância urbanística. Entre os exemplos encontram-se pequenas construções até 10 metros quadrados, muros até 1,8 metros, estufas até 20 metros quadrados e a instalação de painéis solares. As obras de reconstrução que não impliquem aumento de volume ou de área também podem beneficiar destas regras. O objetivo do novo RJUE passa por reduzir procedimentos administrativos e tornar mais previsível a realização de operações urbanísticas, contribuindo para acelerar a construção e a reabilitação de imóveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Projeto prevê investimento superior a 20 milhões A Câmara Municipal de Lisboa prepara a transformação do antigo edifício da Presidência do Conselho de Ministros, em Campo de Ourique, num novo espaço residencial. O projeto deverá representar um investimento superior a 20 milhões de euros e permitir aumentar a oferta habitacional da autarquia. O imóvel será cedido pelo Estado à Câmara de Lisboa através de um direito de superfície. A operação está a ser preparada entre o Governo e a Estamo, empresa pública responsável pela gestão do património imobiliário estatal. A intervenção prevê adaptar o antigo edifício a uma utilização habitacional, criando sobretudo apartamentos de tipologia T1. O objetivo passa por aproveitar um imóvel público existente para responder a necessidades específicas de habitação na capital. Casas destinadas a profissionais deslocados As novas habitações deverão ser direcionadas principalmente para profissionais deslocados que trabalham em setores considerados essenciais. Entre os potenciais beneficiários estão trabalhadores das áreas da saúde, educação e segurança. A autarquia pretende disponibilizar estas casas em condições acessíveis, procurando facilitar a permanência em Lisboa de profissionais que enfrentam dificuldades em encontrar habitação adequada na cidade. Com cerca de 90 fogos previstos, o projeto poderá reforçar o parque habitacional municipal e dar uma nova utilização a um edifício atualmente associado à atividade governamental. Cedência do imóvel ainda aguarda formalização Apesar dos planos definidos pela autarquia, a conversão do antigo edifício ainda não tem uma data estabelecida para começar. O avanço da operação depende da concretização formal da cedência do direito de superfície. Até que esse processo fique concluído, não será possível determinar quando terão início as obras de adaptação do imóvel. A Câmara de Lisboa terá depois de avançar com os procedimentos necessários para transformar o espaço num edifício residencial. O projeto insere-se na estratégia municipal de reforço da oferta de habitação e prevê dar uma nova função a um imóvel público localizado numa zona consolidada da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Portugal entre os países com maior recurso a intermediários Portugal é o quarto país europeu onde mais se recorre à intermediação de crédito, segundo um novo estudo da Federação Europeia de Consultores Financeiros e Intermediários Financeiros (FECIF). A análise estima que 57% do crédito à habitação concedido no país é distribuído através de intermediários. Neste indicador, Portugal surge apenas atrás do Reino Unido, com 87%, da Polónia, com 70%, e da Eslováquia, com 60%. Os dados mostram assim a relevância que a intermediação de crédito já assumiu no acesso ao financiamento para compra de casa. Intermediários também ganham espaço no consumo O peso da intermediação de crédito também se verifica nos empréstimos ao consumo sem garantias. Em Portugal, estes profissionais são responsáveis por 22% do crédito deste segmento, colocando o país igualmente na quarta posição entre os dez mercados europeus analisados pelo estudo. A diferença face aos restantes mercados é significativa: a Itália apresenta uma quota de 50%, enquanto Eslováquia e Hungria registam 25% cada. A intermediação de crédito assume, por isso, uma presença relevante não apenas no financiamento imobiliário, mas também no crédito destinado ao consumo. Estudo aponta desafios para o setor em Portugal Além de analisar a utilização de intermediários, o estudo da FECIF identifica alguns dos principais obstáculos ao desenvolvimento da atividade em Portugal. Entre os desafios apontados estão os excessos de reporte, a integração fragmentada dos credores e a necessidade de reforçar a formação contínua. A FECIF defende ainda um maior reconhecimento do papel dos intermediários no enquadramento regulamentar europeu, numa altura em que estes profissionais já asseguram mais de metade do crédito hipotecário em vários mercados da Europa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais habitações apesar da queda nos projetos A construção de habitação apresentou sinais de crescimento nos primeiros sete meses de 2026. Embora tenham sido licenciados menos projetos do que no mesmo período de 2025, o número de fogos autorizados aumentou, segundo a AICCOPN. Entre janeiro e julho, foram licenciados 11.441 projetos habitacionais, menos 7,7% em termos homólogos. Em sentido contrário, o número de fogos licenciados chegou aos 25.854, correspondendo a uma subida de 4,5%. Os dados mostram, assim, uma maior dimensão média dos projetos aprovados. Lisboa concentra mais novos fogos A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se no licenciamento de novas habitações. Nos 12 meses terminados em julho, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas, mais 6% do que os 5.394 registados no período homólogo. Entre estas habitações, 35% correspondem a T2 e 32% a T3. As tipologias T0 e T1 representam 17% do total, enquanto os fogos T4 ou superiores correspondem aos restantes 16%. Crédito habitação acompanha tendência O mercado de crédito habitação também registou uma evolução favorável até julho. O novo financiamento concedido pelas instituições bancárias, excluindo renegociações, totalizou 14.509 milhões de euros desde o início do ano. Este valor representa um crescimento homólogo de 11,3% e acompanha a dinâmica observada na construção residencial. Ao mesmo tempo, a avaliação bancária das habitações registou uma valorização de 15,2% face ao mesmo período de 2025. Cimento reforça atividade da construção Os dados relativos ao consumo de materiais acompanham igualmente esta tendência. Até julho, foram utilizadas 2.505 mil toneladas de cimento em Portugal, mais 6% do que no mesmo período do ano anterior. Na avaliação bancária, os apartamentos apresentaram uma valorização de 16,5%, acima dos 13,6% registados pelas moradias. No conjunto, os indicadores divulgados pela AICCOPN apontam para uma atividade residencial que continua a crescer, apesar da redução no número de projetos licenciados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário A importância de olhar para além do presente Num cenário de incerteza, a importância da inovação e de visões estratégicas originais! No decorrer de uma das nossas regulares visitas às livrarias do Chiado, no escaparate das revistas despertou-nos a atenção o título de uma revista francesa “Le Point”; “les visionnaires; ils ont prédit le monde d’aujourd’hui”. Entre outros pensadores lá estava Alexis de Tocqueville, historiador e político francês do século XIX. Se até aqui o nosso interesse se focava no pensamento político e social, surge a oportunidade de o revisitar tendo em atenção a sua capacidade de identificar ideias inovadoras, de pensar para além do presente antecipando oportunidades. Tal como no século XIX, nas sociedades do século XXI a democracia dependerá cada vez mais de uma cultura cívica que suporte a convivência e participação dos cidadãos. No ecossistema do imobiliário esta capacidade de ver para além do presente, para onde se pode ir e definir como lá se chega, revela-se essencial. Não sendo urbanista, as suas análises são particularmente relevantes para pensar urbanismo, Placemaking, promoção imobiliária e desenvolvimento dos territórios, bairros das grandes cidades e outras localizações de baixa densidade enquanto espaços de convivência. Criar lugares onde as pessoas queiram viver Perante a crise de acesso à habitação, exige-se maior oferta que corresponda às necessidades habitacionais da maioria da população portuguesa. Novos empreendimentos que também possam contribuir para o desenvolvimento dos lugares onde se irão inserir que possam ir para além da edificação de unidades residenciais. Novos conjuntos habitacionais que evoluam da abordagem tradicional de como construir e vender, para a criação de lugares onde pessoas queiram viver, empreender, permanecer e relacionar-se. Novas edificações inseridas em espaços multifuncionais que aproximando pessoas e atividades económicas, possam criar oportunidades de convivência comunitária tornando-os mais seguros, em que os habitantes e outros utilizadores os sentem como seus. Novos critérios na valorização imobiliária E essa reflexão leva-nos à precificação. Se até aqui os critérios que justificavam a fixação do preço do lado da oferta e da “due diligence” como localização, áreas e caraterísticas físicas, qualidade do edifício, comparativo de mercado e oferta concorrencial, tipificação da procura, valor urbanístico e potencial futuro, outros começam a ser levados em conta, como vida urbana, comunidade, segurança e proximidade. Há ainda que distinguir entre valor estimado, preço pedido e preço de transação. Neste âmbito cabe à consultoria imobiliária um papel imprescindível e relevante no aconselhamento profissional a particulares e promotores imobiliários. Voltar à cidadania de Tocqueville é também retomar a vida urbana presente no Placemaking de Jane Jacobs e no “Defensible Space” de Oscar Newman. Inovação e colaboração na mediação imobiliária Na consultoria imobiliária, enquanto o setor da mediação imobiliária aguarda há anos uma nova legislação reguladora da atividade adaptada aos novos tempos, muitos dos operadores continuam cristalizados em práticas do passado. Quando a quantidade de operações tende a diminuir e a maioria dos negócios são realizados em parceria alguns persistem na jactância do “pleno” entre ativo angariado e cliente comprador. Outros narcisisticamente anunciam criativos e absurdos modelos de partilha em desfavor dos presumidos parceiros. Ainda outros, incentivam o networking entre profissionais e através do seu departamento de parcerias criam instrumentos abertos e colaborativos. A convite da JLL, tive o privilégio de estar presente no lançamento do “residential connect”. Em Portugal, também há quem persista na inovação. Pessoas, responsabilidade social e legado As Pessoas continuam a ser o elemento mais importante do mercado imobiliário. Lá estivemos no evento “Personalidades do Ano” promovido pela revista “Magazine Imobiliário”. Uma múltipla celebração de figuras notáveis, 13.º aniversário e edição do n.º 80. Foram distinguidos Aniceto Viegas (Imobiliário), José Teixeira (Construção), Paula Teles (Ambiente), Dionísio Pestana (Turismo) e Laura (Personalidade Mérito). Pessoas sucedidas nos negócios e que praticam a responsabilidade social. É esse o caminho que vale a pena ser percorrido por quem vai deixar legado nas empresas e na sociedade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Reforçar as relações de confiança Reforçar as relações de confiança na comunidade do imobiliário é condição necessária! A comunidade do imobiliário tem-se ajustado e vai-se adaptando à complexidade dos condicionalismos conjunturais que a atividade enfrenta. Como todas as comunidades, não é perfeita nem imune a conflitos. Vivemos tempos de mudança acelerada nos procedimentos e rotinas. Novas condições impostas por avanços tecnológicos e industrialização da cadeia de valor do negócio imobiliário. Novos desafios concorrenciais em todos os seus elos. Mas as Pessoas e os seus valores éticos permanecem indispensáveis para que se estabeleçam relações de confiança entre os operadores da fileira da construção e imobiliário que tornem possíveis uma cultura de partilha de informação e negócios baseada no respeito pelo outro e integridade. Novos testes ao ecossistema imobiliário, para que possamos revelar o nosso melhor. Um verão de encontros e reflexões Quase a terminar o período estival, tempo de regressarmos aos ambientes mais ou menos formais, às regras, comportamentos e procedimentos que orientam as nossas relações profissionais, foi num clima informal e festivo que o “Diário Imobiliário” promoveu mais uma edição do “Beach Party Imobiliário”. Oportunidade para nos revermos, validar ou desqualificar achismos, engajar propósitos e conexões, efetivar a transculturação na cadeia de valor, atualizar contactos e agenda. Um evento de verão que dá continuidade às conversas “No Filters”, moderadas por Fernanda Pedro, diretora deste jornal, que se realizam ao longo do ano. Aproveitando o clima, numa tarde soalheira subsequente, li do princípio ao fim o livro “O Mundo Imobiliário: as histórias incríveis do dia-a-dia de um consultor imobiliário”, compilação de artigos publicados em 2020 e 2021 por Francisco Mota Ferreira no “Diário Imobiliário”. A perspetiva de um ex-jornalista que, ao começar a trabalhar no imobiliário, descobriu um manancial de boas histórias que mereceram ser contadas. As Forças e Fraquezas do setor imobiliário descritas com humor e ironia. Lisboa e a preservação da identidade A época de verão em Lisboa ficará para sempre associada ao incêndio do Chiado que, há 38 anos, destruiu 18 edifícios históricos do século XVIII. Zona prime da cidade em que se requalificou e reergueu edificado e foi possível preservar algum do património comercial. Como em outros bairros do Centro Histórico, o território está a descaracterizar-se. Sem diferenciação competitiva num mercado turístico que começa a dar sinais de estagnação da procura, o destino vulgariza-se, massifica-se, perde atratividade e desvaloriza. O bem-intencionado programa da CML “Lojas com História” revela-se hoje pouco eficaz. Reconhecer não é o mesmo que proteger. É preciso vontade política para ir mais longe. É necessário proteger fachadas e elementos interiores e integrar estabelecimentos comerciais e agremiações históricas identitárias em Áreas de Conservação Urbana. Pessoas que deixam um legado O imobiliário é feito de Pessoas. No momento em que anuncia a sua retirada, quem já anda neste Mundo Imobiliário há quase 3 décadas não poderia deixar de fazer uma referência a Luís Roquette Pinheiro de Melo. Dizem-me quem com ele trabalhou que deixa um enorme legado de honestidade e conhecimento técnico. Como outros, tem direito a uma página no livro das celebridades da mediação imobiliária em Portugal. Continuará a ser uma referência para outras gerações que fazem do imobiliário a sua profissão. A propósito do segmento prime, onde preferencialmente se posicionava, costumo dizer que competências técnicas podem ser aprendidas. Princípios éticos, discrição, sigilo, sobriedade, “berço”, ou se tem ou não tem. E Luís Pinheiro de Melo, reunindo todos esses atributos pessoais, aliou-os a competência técnica de excelência. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Reabilitação ganha ritmo no centro de Coimbra A Câmara Municipal de Coimbra tem intensificado o trabalho de identificação e acompanhamento de imóveis degradados, sobretudo na zona histórica da cidade. Na sequência das notificações enviadas aos proprietários, dez edifícios já avançaram para obras de reconstrução ou reabilitação. A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual, procurando que os proprietários assumam voluntariamente as intervenções necessárias. Em vários casos, os imóveis degradados encontram-se já em fase de licenciamento, em obras ou com novos proprietários a preparar os procedimentos para iniciar a reabilitação. Município identifica novos edifícios O levantamento realizado pela Câmara tem permitido aumentar o número de imóveis degradados sinalizados na cidade. Além dos edifícios anteriormente identificados, foram recentemente notificados mais 67 proprietários para promoverem intervenções nos respetivos imóveis. No total, estão agora identificados 112 imóveis cujos processos de reabilitação deverão avançar. A Baixa e a Baixinha concentram grande parte destes casos, mas o trabalho abrange também zonas como a avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A autarquia pretende continuar a acompanhar os imóveis degradados e avaliar as soluções adequadas para cada situação, tendo em conta o estado dos edifícios e a disponibilidade dos proprietários para avançar com as obras. Obras coercivas são solução de recurso Quando a intervenção voluntária não acontece, o município pode recorrer a mecanismos coercivos. Esta opção é considerada uma solução de última instância e pode envolver a posse administrativa, a execução das obras pela autarquia ou outros procedimentos previstos na lei. Um dos casos já acompanhados envolve um edifício na rua da Fornalhinha, que ruiu em dezembro de 2025. Depois de assumir a posse administrativa do imóvel, a Câmara realizou as intervenções necessárias. O edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva. Existem ainda outros imóveis degradados que poderão ser alvo de medidas semelhantes, incluindo processos de expropriação por utilidade pública, venda forçada ou execução coerciva das obras. Habitação pode beneficiar da reabilitação A recuperação dos imóveis degradados poderá contribuir também para aumentar a oferta habitacional no centro de Coimbra. A própria autarquia tem edifícios que pretende requalificar, com o objetivo de criar habitação a custos acessíveis. A estratégia de reabilitação procura, assim, responder simultaneamente à degradação do património urbano e à necessidade de aproveitar edifícios sem utilização ou em condições inadequadas. Além dos imóveis degradados, o município identificou 237 edifícios devolutos, ou seja, imóveis que permanecem sem utilização durante um período prolongado. O acompanhamento destes edifícios poderá abrir caminho a novas intervenções e reforçar a revitalização das zonas centrais da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Sol, mar e livros Neste nosso querido mês de Agosto vivemos sob a égide da abençoada trilogia: sol, mar e livros. Leituras adiadas de livros editados pela Academia Portuguesa de História, de autores clássicos da literatura portuguesa e brasileira. Ainda a revisitação dos artigos de opinião aqui publicados e em outros Órgãos de Comunicação Social nas últimas décadas, acerca do mercado imobiliário. Uma vontade de revermos com o adequado distanciamento, o que vamos publicando. E talvez essa outra trilogia da razão de viver, se venha a completar. Já plantámos uma árvore, temos uma filha, fica a faltar um livro. A formação do profissional imobiliário As demoradas buscas ao arquivo, a maioria em suporte físico, detiveram-nos na primeira década do século XXI. Remeteram-nos ao desafio de produzir conteúdos formativos que correspondessem às exigências da legislação publicada, decreto-lei nº 211 e portaria nº 1326 de 2004, e que também pudessem dentro das restrições de carga horária dos módulos que o CECOA - Centro de Formação para o Comércio e Afins nos atribuiu, contribuir para a formação em outras competências supletivas e diferenciadoras no exercício da profissão imobiliária. Para produzir conteúdos de forma eficaz é importante conhecer e entender o público-alvo. Neste caso, mais do que público-alvo tínhamos um público-provável; todos os que queriam credenciar-se para exercer a atividade de mediação e angariação imobiliária. Ao reexaminar os Manuais então produzidos, algumas das qualificações-chave do profissional imobiliário exigíveis nessa primeira década, persistem incólumes. As competências técnicas e comerciais que o podem tornar sucedido. Conhecer o mercado, a dinâmica da oferta e procura que induz o “asking price”, saber fazer uma avaliação comparativa de mercado, deter conhecimentos em financiamento bancário, fiscalidade, tramitação legal de venda, investimentos, patologias de construção e eficiência energética, urbanismo. No âmbito das competências comerciais, a larga maioria da oferta formativa era e continua a ser focada nesta vertente; prospeção, qualificação do cliente, negociação, gestão de objeções e fecho. Importa que os recém-chegados produzam resultados no curto prazo. Da intermediação à consultoria imobiliária O que distingue a intermediação imobiliária do passado da consultoria imobiliária, ainda existem empresas e comerciais que não as incorporaram, são as competências relacionais, estratégicas e digitais. Declaram-se consultores mas continuam a comportar-se como comerciais. Continuam a apresentar imóveis numa perspetiva de encurtar o ciclo da venda e fechar negócios no curto prazo, sem ter em conta a construção de uma relação de longo prazo com os seus clientes. Seguimos atentamente o percurso profissional de consultores imobiliários sucedidos. A capacidade que têm de compreender os mercados, de analisar tendências e de construir com discrição relações que resistam ao tempo. Carreiras dedicadas à compreensão dos ciclos de mercado e das estratégias de investimento. A tecnologia veio democratizar o acesso à informação. Um consultor imobiliário tem a competência de transformar informação em decisão. É na combinação de dados, tecnologia e relacionamento humano que cria valor ao aconselhar os seus clientes a tomar melhores decisões. A Inteligência Artificial no imobiliário Continua a ser deprimente, a banalidade, vulgaridade e os “lugares-comuns” da Comunicação e Marketing de algumas agências imobiliárias e vendedores de casas, recorrendo à IA. Na sequência de outras marcas, também a KW – Keller Williams Realty anunciou a construção da sua Inteligência Artificial (Claude IA + Notion IA) articulada com o seu modelo de negócio. Genericamente não se julgue que a IA, a automatização ou novos softwares vão solucionar fraquezas estratégicas. A IA está a transformar o imobiliário. Estarão as agências físicas e os consultores imobiliários ameaçados? A IA poderá vir a reduzir a dimensão do espaço físico e a necessidade de algumas tarefas presenciais mas não elimina a criação de valor da consultoria imobiliária. A tecnologia aporta eficiência, os consultores confiança e aconselhamento na decisão. Uma despedida Ainda dos EUA, chegou a notícia da morte de Gail Liniger, co-fundadora da RE/MAX em 1973. Marcou várias gerações de profissionais imobiliários em todo o Mundo. Que Descanse em Paz. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa reforça a oferta de renda acessível A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai avançar com a construção de um novo edifício de renda acessível junto ao Jardim da Estrela. O projeto prevê a criação de 11 habitações municipais, contribuindo para aumentar a oferta de casas destinadas a famílias que procuram soluções habitacionais com custos mais equilibrados. O edifício será construído num terreno atualmente devoluto, localizado na Rua do Jardim à Estrela, e integra o Plano de Intervenção em Edificado Disperso, que procura recuperar espaços urbanos e transformá-los em novas oportunidades de habitação. Novo edifício terá 11 habitações O futuro prédio contará com três pisos e incluirá diferentes tipologias habitacionais, permitindo responder a várias necessidades. Estão previstos apartamentos T0 e T2, distribuídos pelos diferentes andares, bem como áreas técnicas, arrecadações e espaços de apoio ao funcionamento do edifício. A empreitada será lançada através de concurso público, com um investimento base superior a 1,4 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal. O prazo previsto para a execução da obra é de 515 dias, estando a conclusão dependente das diferentes fases do procedimento de contratação e construção. Mais habitação para responder à procura A criação deste novo edifício de renda acessível representa mais um investimento na expansão da habitação municipal em Lisboa. O aumento da oferta de casas continua a ser uma das prioridades para responder à elevada procura habitacional registada na cidade. Além de disponibilizar novas habitações, este projeto contribui para requalificar uma área anteriormente desocupada, promovendo a valorização do espaço urbano e um melhor aproveitamento do património municipal. Com novos projetos de renda acessível, Lisboa procura reforçar as opções disponíveis para residentes que enfrentam dificuldades no acesso à habitação, acompanhando a necessidade de criar soluções habitacionais mais acessíveis e ajustadas à realidade do mercado atual. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Crie conteúdos para promover os imóveis A comunicação é uma parte essencial do marketing imobiliário, mas criar descrições, publicações e outros conteúdos para cada imóvel pode consumir bastante tempo. As ferramentas de Inteligência Artificial (AI) permitem acelerar este processo e manter uma comunicação mais consistente. A partir dos dados de cada imóvel, a AI pode ajudar a criar descrições adaptadas às suas características, preparar conteúdos para redes sociais ou sugerir diferentes versões de um anúncio. O consultor mantém sempre a possibilidade de rever e ajustar o resultado antes da publicação. Melhore a apresentação visual dos imóveis No marketing imobiliário, a imagem tem um papel determinante. Fotografias de qualidade podem captar a atenção de potenciais compradores, mas nem sempre um imóvel vazio demonstra facilmente todo o seu potencial. O virtual staging com AI permite transformar digitalmente uma divisão, acrescentando mobiliário e elementos decorativos à fotografia original. Desta forma, é possível apresentar diferentes estilos e ajudar quem procura casa a imaginar como poderá utilizar aquele espaço. A tecnologia pode ser especialmente útil na promoção de imóveis vazios, novos ou ainda em construção. Em vez de organizar uma intervenção física, a agência consegue criar diferentes propostas visuais de forma rápida e utilizá-las na divulgação. Automatize tarefas e poupe tempo Nem todas as aplicações da AI no marketing imobiliário estão relacionadas diretamente com a criação de conteúdos. A tecnologia também pode assumir tarefas que consomem tempo aos consultores. O reconhecimento de imagem, por exemplo, permite analisar fotografias e identificar automaticamente determinadas divisões e características de um imóvel. Assim, reduz-se a necessidade de introduzir manualmente informação no CRM e diminui-se o risco de erros ou omissões. Esta automatização permite que o imóvel fique preparado mais rapidamente para ser divulgado no site, nos portais imobiliários ou nas redes sociais. O consultor pode, assim, dedicar mais tempo ao acompanhamento de clientes e às oportunidades de negócio. Como integrar a AI na estratégia da imobiliária? Adotar ferramentas de AI não significa substituir o trabalho dos profissionais. O objetivo é utilizar a tecnologia para simplificar processos, acelerar tarefas e melhorar a qualidade da comunicação. No marketing imobiliário, esta abordagem pode traduzir-se em anúncios mais apelativos, conteúdos produzidos em menos tempo, imagens mais envolventes e informação de imóveis mais completa. A integração destas funcionalidades com o CRM eGO Real Estate , permite centralizar diferentes tarefas e reduzir a utilização de ferramentas dispersas. Para as imobiliárias, o resultado pode ser uma estratégia de marketing imobiliário mais eficiente, consistente e preparada para acompanhar um mercado cada vez mais digital. Precisa de ajuda para integrar a AI na estratégia de marketing da sua imobiliária? Fale connosco e descubra como podemos apoiar a sua agência . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Projeto prevê investimento superior a 20 milhões A Câmara Municipal de Lisboa prepara a transformação do antigo edifício da Presidência do Conselho de Ministros, em Campo de Ourique, num novo espaço residencial. O projeto deverá representar um investimento superior a 20 milhões de euros e permitir aumentar a oferta habitacional da autarquia. O imóvel será cedido pelo Estado à Câmara de Lisboa através de um direito de superfície. A operação está a ser preparada entre o Governo e a Estamo, empresa pública responsável pela gestão do património imobiliário estatal. A intervenção prevê adaptar o antigo edifício a uma utilização habitacional, criando sobretudo apartamentos de tipologia T1. O objetivo passa por aproveitar um imóvel público existente para responder a necessidades específicas de habitação na capital. Casas destinadas a profissionais deslocados As novas habitações deverão ser direcionadas principalmente para profissionais deslocados que trabalham em setores considerados essenciais. Entre os potenciais beneficiários estão trabalhadores das áreas da saúde, educação e segurança. A autarquia pretende disponibilizar estas casas em condições acessíveis, procurando facilitar a permanência em Lisboa de profissionais que enfrentam dificuldades em encontrar habitação adequada na cidade. Com cerca de 90 fogos previstos, o projeto poderá reforçar o parque habitacional municipal e dar uma nova utilização a um edifício atualmente associado à atividade governamental. Cedência do imóvel ainda aguarda formalização Apesar dos planos definidos pela autarquia, a conversão do antigo edifício ainda não tem uma data estabelecida para começar. O avanço da operação depende da concretização formal da cedência do direito de superfície. Até que esse processo fique concluído, não será possível determinar quando terão início as obras de adaptação do imóvel. A Câmara de Lisboa terá depois de avançar com os procedimentos necessários para transformar o espaço num edifício residencial. O projeto insere-se na estratégia municipal de reforço da oferta de habitação e prevê dar uma nova função a um imóvel público localizado numa zona consolidada da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Compra e venda passam a exigir mais informação O novo RJUE entrou em vigor a 1 de outubro de 2026 e introduz alterações que afetam diretamente a compra e venda de imóveis, sobretudo na informação sobre a situação urbanística. A partir desta data, os contratos que formalizem a transmissão de uma casa devem indicar se existe ou não título urbanístico . A apresentação desse documento deixa, contudo, de ser obrigatória no momento da escritura ou da autenticação do contrato. O negócio pode avançar sem o título, desde que fique expressamente registada a sua existência ou ausência. Desta forma, o comprador passa a ter informação sobre a situação urbanística do imóvel e sobre eventuais riscos associados. Obras passam a ter regras mais simples O novo RJUE altera também os procedimentos aplicáveis às operações urbanísticas. Uma das mudanças está relacionada com a comunicação prévia, que deixa de depender de uma verificação formal da autarquia antes do início dos trabalhos. Com este modelo, o interessado apresenta a comunicação e pode iniciar a operação, assumindo a responsabilidade pelo cumprimento das regras aplicáveis. A intervenção do município ocorre posteriormente, através de uma análise global da validade formal e material da operação urbanística. Responsabilidade aumenta para os intervenientes A alteração transfere uma parte maior da responsabilidade para os promotores, autores dos projetos e diretores de obra. Estes profissionais passam a ter um papel mais relevante na garantia de que os trabalhos cumprem as normas urbanísticas. O novo RJUE mantém, por outro lado, situações em que não é necessária licença nem comunicação prévia. O regime abrange, entre outras, obras de conservação e determinadas alterações no interior dos edifícios que não afetem o exterior ou a estabilidade da construção. Pequenas obras ficam fora do licenciamento Também estão abrangidas pela dispensa algumas intervenções de escassa relevância urbanística. Entre os exemplos encontram-se pequenas construções até 10 metros quadrados, muros até 1,8 metros, estufas até 20 metros quadrados e a instalação de painéis solares. As obras de reconstrução que não impliquem aumento de volume ou de área também podem beneficiar destas regras. O objetivo do novo RJUE passa por reduzir procedimentos administrativos e tornar mais previsível a realização de operações urbanísticas, contribuindo para acelerar a construção e a reabilitação de imóveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comece pela documentação do imóvel Comprar casa implica mais do que avaliar a localização, o preço ou o estado de conservação. Antes de avançar, deve confirmar se existem encargos ou direitos registados sobre o imóvel. A certidão do registo predial permite verificar quem é o proprietário e identificar hipotecas, penhoras, usufrutos, servidões ou outros registos relevantes. A informação pode ser consultada através da certidão permanente predial. A caderneta predial também deve ser analisada. Este documento contém informação fiscal sobre o imóvel, como áreas, localização, composição e valor patrimonial. No entanto, não substitui o registo predial. Ao comprar casa, é importante comparar a informação destes documentos com aquilo que existe efetivamente no imóvel. Hipotecas, penhoras e usufrutos exigem atenção Nem todos os ónus impedem a venda de um imóvel, mas é fundamental perceber as suas consequências antes de assumir qualquer compromisso. Uma hipoteca funciona como garantia de uma dívida, sendo comum em imóveis adquiridos com crédito habitação. Quando a casa é vendida, devem ficar definidas as condições para liquidar a dívida e cancelar a hipoteca. Já uma penhora está associada a um processo de cobrança de uma dívida e requer uma análise especialmente cuidadosa. Antes de entregar um sinal ou assinar o contrato-promessa de compra e venda, importa perceber como será resolvida. O usufruto é outra situação a considerar. Uma pessoa pode ser proprietária do imóvel, enquanto outra mantém o direito de o utilizar e usufruir. Assim, comprar casa sujeita a usufruto pode não significar ter imediatamente o direito de ocupar ou utilizar o imóvel. Também podem existir servidões ou direitos de preferência que devem ser identificados antes da concretização do negócio. Confirme se a casa corresponde aos documentos A análise não deve ficar limitada à Conservatória. O processo camarário pode revelar informação importante sobre a situação urbanística do imóvel, incluindo projetos, plantas, licenças ou alterações realizadas ao longo do tempo. Ao comprar casa, deve verificar se aquilo que encontra durante a visita corresponde à documentação disponível. Uma garagem transformada em quarto, uma varanda fechada, um anexo ou uma ampliação podem justificar esclarecimentos adicionais. Também é importante comparar as áreas indicadas no registo predial, na matriz e nos documentos municipais. Uma diferença não significa necessariamente uma irregularidade, mas deve ser compreendida antes da compra. A aprovação do crédito habitação também não substitui estas verificações. A análise realizada pelo banco tem objetivos diferentes da avaliação jurídica e urbanística que deve ser feita pelo comprador. Faça as verificações antes de assinar o CPCV Idealmente, toda a documentação deve ser analisada antes da assinatura do contrato-promessa de compra e venda (CPCV) e da entrega de um sinal significativo. Se existir uma hipoteca, penhora, usufruto, divergência de áreas ou questão urbanística, o problema deve ser identificado antecipadamente e, quando necessário, refletido nas condições do negócio. Comprar casa com informação completa permite reduzir riscos e tomar uma decisão mais segura. A certidão predial, a caderneta, o processo camarário e a realidade física do imóvel devem, tanto quanto possível, contar a mesma história. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que determina uma mais-valia imobiliária? Quando vende um imóvel, pode existir uma diferença entre o valor pelo qual o comprou e o montante obtido com a venda. Se essa diferença for positiva, estamos perante uma mais-valia imobiliária. Se o resultado for negativo, existe uma menos-valia. O cálculo não depende apenas dos preços de compra e venda. A legislação permite considerar determinados encargos associados ao imóvel e à sua transação, desde que sejam elegíveis e devidamente comprovados. Entre as despesas que podem ser relevantes estão custos com obras de valorização realizadas nos anos anteriores à venda, encargos de aquisição e venda, despesas com escritura e registos, certificado energético e mediação imobiliária. Por isso, guardar faturas e outros documentos relacionados com o imóvel é essencial para apurar corretamente as mais-valias imobiliárias. Como funciona a tributação? O cálculo das mais-valias imobiliárias tem em conta vários elementos, incluindo o valor de aquisição, o valor de venda, as despesas elegíveis e o período que passou desde a compra. Em regra, apenas uma parte da mais-valia apurada é considerada para efeitos de IRS. O montante sujeito a tributação é depois integrado nos rendimentos do contribuinte, sendo a taxa determinada de acordo com as regras aplicáveis ao seu rendimento coletável. Também pode existir uma atualização do valor de aquisição através do coeficiente de desvalorização monetária, quando estão reunidas as condições previstas na lei. Este mecanismo permite ter em consideração a passagem do tempo no cálculo. Assim, duas pessoas que obtenham o mesmo valor de venda podem ter resultados fiscais diferentes, dependendo do preço e da data de aquisição, das despesas realizadas e da sua situação fiscal. Quando é possível reduzir o imposto? A venda de uma habitação própria e permanente pode beneficiar de regras específicas quando o montante obtido é reinvestido na aquisição, construção ou determinadas situações de melhoria de outra habitação própria e permanente, dentro das condições e prazos previstos. O valor efetivamente reinvestido pode influenciar a parcela da mais-valia sujeita a tributação. Por isso, quem pretende vender uma casa e comprar outra deve analisar antecipadamente as condições aplicáveis ao reinvestimento. Existem ainda situações particulares relacionadas com contribuintes de idade igual ou superior a 65 anos ou reformados, nas quais podem aplicar-se regras próprias quando o valor obtido com a venda é destinado a determinados produtos financeiros previstos na legislação. A tributação também pode variar consoante o imóvel vendido seja ou não a habitação própria e permanente do contribuinte. Como calcular as mais-valias imobiliárias? Imagine que um imóvel foi adquirido por 180 mil euros e, alguns anos mais tarde, vendido por 245 mil euros. Durante o período de propriedade, o titular suportou 12 mil euros em despesas elegíveis relacionadas com o imóvel e a sua transação. Para determinar as mais-valias imobiliárias, é necessário considerar estes valores e aplicar as regras fiscais correspondentes, incluindo, quando aplicável, o coeficiente de atualização monetária. O resultado obtido não corresponde automaticamente ao imposto a pagar. É necessário determinar a parcela sujeita a IRS e considerar outros rendimentos e circunstâncias fiscais do contribuinte. Antes de vender um imóvel, é por isso aconselhável reunir os comprovativos das despesas e simular o impacto fiscal da operação. Desta forma, é possível antecipar o valor potencial das mais-valias imobiliárias e avaliar se existem mecanismos, como o reinvestimento, que possam reduzir a tributação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O ar condicionado é obrigatório numa casa arrendada? Arrendar uma casa não significa que o imóvel tenha de incluir todos os equipamentos que contribuam para o conforto térmico. Por isso, a ausência de ar condicionado não implica, por si só, uma falha nas condições de habitabilidade da habitação. As obrigações do senhorio estão sobretudo relacionadas com a conservação e manutenção do imóvel. Cabe-lhe assegurar que a casa se mantém em condições adequadas para a utilização prevista no contrato, incluindo a realização das obras de conservação necessárias. Assim, se o imóvel não tiver ar condicionado quando é arrendado, o senhorio não tem, em princípio, de instalar um equipamento novo apenas porque o inquilino o considera necessário. A situação pode ser diferente se o contrato de arrendamento estabelecer expressamente que o imóvel dispõe de ar condicionado ou que o senhorio deve proceder à sua instalação. E se a casa já tiver ar condicionado? Quando o ar condicionado faz parte do imóvel no momento do arrendamento, a situação é diferente. O equipamento integra as condições em que a habitação foi disponibilizada ao inquilino e a sua manutenção pode ficar abrangida pelas responsabilidades do senhorio. Se o aparelho deixar de funcionar devido a uma avaria que não resulte de utilização incorreta, o inquilino deve informar o senhorio para que este possa avaliar e, quando aplicável, assegurar a reparação. Já os danos provocados por uma utilização inadequada podem ser imputados ao arrendatário. Por isso, é importante distinguir uma avaria normal de um problema causado pelo uso do equipamento. Para evitar dúvidas, o contrato pode identificar os equipamentos existentes na casa e definir quem assume os custos de manutenção ou reparação. O inquilino pode instalar o seu próprio aparelho? Quem vive numa casa arrendada pode querer instalar ar condicionado por iniciativa própria, mas não deve avançar sem autorização quando a instalação implicar obras. De acordo com as regras do arrendamento, o arrendatário só pode realizar obras quando o contrato o permita ou quando tenha autorização escrita do senhorio. Uma instalação de ar condicionado pode envolver perfurações, passagem de cabos e colocação de uma unidade exterior, pelo que é importante obter autorização antes de contratar o serviço. Também pode ser necessário verificar as regras do condomínio, sobretudo quando a instalação altera a fachada ou envolve partes comuns do edifício. Se o senhorio autorizar a instalação, convém deixar por escrito quem paga o equipamento, quem suporta a instalação e o que acontece ao aparelho no final do contrato. A instalação pode aumentar o valor da renda? A instalação de ar condicionado não permite ao senhorio aumentar automaticamente a renda. A atualização da renda durante o contrato está sujeita às regras previstas na lei e, na ausência de um regime acordado por escrito, aplica-se o mecanismo de atualização anual previsto no Código Civil. Uma melhoria no imóvel pode, contudo, ser objeto de acordo entre as partes. Por exemplo, senhorio e inquilino podem estabelecer por escrito as condições de uma instalação, incluindo a eventual alteração da renda, desde que exista acordo para esse efeito. Antes de assumir qualquer despesa com ar condicionado numa casa arrendada, o mais prudente é verificar o contrato e obter uma autorização escrita. Desta forma, ficam claras as responsabilidades de cada parte e evitam-se conflitos relacionados com obras, manutenção ou custos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Entre abril e junho, os novos contratos de arrendamento ficaram mais caros em todo o país. A renda mediana nacional atingiu 10,17 euros por metro quadrado (€/m²), o que representa uma subida homóloga de 10,2%, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Rendas aumentam em todas as regiões A subida das rendas foi registada em todas as sub-regiões NUTS III, embora com diferenças significativas. O Alentejo Litoral apresentou o maior aumento, de 21,6%, seguido de Trás-os-Montes, com 17,6%, da Madeira, com 17,4%, e da Lezíria do Tejo, com 17%. Em termos de valores, a Grande Lisboa registou as rendas mais elevadas, com 15,24€/m². Seguiram-se a Região Autónoma da Madeira, com 12,78€/m², a Península de Setúbal, com 11,99€/m², o Algarve, com 11,56€/m², e a Área Metropolitana do Porto, com 10,83€/m². Guimarães destaca-se entre os grandes municípios A subida das rendas também foi generalizada entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes. Guimarães registou o maior crescimento homólogo, de 20,7%, embora o valor mediano tenha ficado nos 7,87€/m². Lisboa continuou a apresentar as rendas mais elevadas entre estes municípios, com 17,79€/m², apesar de um crescimento de 5,1%. Na Grande Lisboa e na Península de Setúbal, Loures, Vila Franca de Xira e Amadora registaram aumentos superiores à média nacional. O Funchal destacou-se igualmente, com uma renda mediana de 14,49 €/m² e uma subida de 17%. Novos contratos mantêm-se estáveis Apesar do aumento das rendas, o número de novos contratos manteve-se praticamente estável. Entre abril e junho foram celebrados 35.407 contratos, mais 0,4% do que no mesmo período de 2025. A evolução foi, contudo, desigual entre as regiões. Treze das 26 sub-regiões registaram menos contratos do que um ano antes. Entre os grandes municípios, Almada teve o maior crescimento, com 17,2%, enquanto Matosinhos e Maia registaram descidas de 14% e 13,2%, respetivamente. Lisboa mantém as rendas mais elevadas Considerando os 12 meses terminados em junho de 2026, foram registados 151.181 novos contratos, com uma renda mediana de 9,76€/m², mais 9,4% do que no período homólogo. Lisboa apresentou a renda mediana mais elevada neste período, com 17,43€/m², seguida de Cascais, com 16,83€/m², e Oeiras, com 15,75€/m². Os dados do INE têm por base as declarações de novos contratos comunicadas à Autoridade Tributária e informação do Imposto Municipal sobre Imóveis. A próxima atualização está prevista para 8 de janeiro de 2027. Consulte o Relatório de Preços de Arrendamento do SUPERCASA e veja como estão a evoluir os valores na sua zona. Se já está à procura de casa, pode também consultar os imóveis para arrendamento disponíveis no SUPERCASA . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Uma nova imagem sem partir o pavimento Mudar o chão de uma divisão não implica necessariamente remover o revestimento existente. Quando os azulejos estão estáveis e em boas condições, o microcimento pode ser aplicado diretamente sobre a superfície, criando um acabamento uniforme e contemporâneo. Com apenas alguns milímetros de espessura, esta solução também evita alterações significativas na altura do pavimento. Assim, há menos probabilidades de ser necessário ajustar portas ou criar diferenças entre divisões. O resultado é uma superfície contínua, sem as juntas tradicionais dos azulejos. Além de alterar completamente a estética do espaço, esta característica facilita a limpeza e permite criar ambientes mais simples e minimalistas. Onde pode aplicar microcimento em casa? A versatilidade é uma das principais vantagens do microcimento. Depois de devidamente selado, o revestimento pode ser utilizado em diferentes áreas da habitação, incluindo espaços sujeitos a humidade. Na cozinha, permite criar um pavimento contínuo e mais simples de limpar. Na casa de banho, pode ser utilizado no chão e em determinadas paredes, desde que sejam escolhidos os produtos e acabamentos adequados. Corredores, entradas e salas são igualmente opções a considerar. A escolha da cor e da textura permite adaptar o resultado ao estilo da casa. Tons neutros, como bege, areia, cinzento, branco ou off-white, são opções versáteis, enquanto cores mais fortes podem criar um efeito mais marcante. Entre os acabamentos, existem soluções mate, brilhantes e acetinadas. O estado dos azulejos é decisivo Antes de aplicar microcimento, é fundamental verificar a condição do pavimento. O novo revestimento não resolve problemas estruturais da base. Se existirem azulejos soltos, fissuras, irregularidades ou humidade, estas situações devem ser corrigidas previamente. A preparação inclui a limpeza da superfície, a reparação de danos, o preenchimento das juntas e a aplicação dos produtos necessários para garantir a aderência. Dependendo do sistema utilizado, podem ainda ser aplicadas camadas de reforço antes das fases decorativas e da selagem final. Por isso, uma avaliação profissional pode evitar problemas posteriores. Uma base instável pode provocar fissuras, bolhas ou descolamentos no novo revestimento. Quanto custa e como manter o revestimento? O preço da aplicação depende sobretudo da área, do estado do pavimento, da preparação necessária e do tipo de acabamento escolhido. Embora seja possível encontrar kits para aplicação doméstica, a execução exige algum rigor, sobretudo em áreas grandes ou sujeitas a utilização intensa. A manutenção diária é relativamente simples. A limpeza regular com água e detergente neutro é suficiente na maioria das situações. Deve evitar produtos abrasivos ou materiais que possam riscar a superfície. Nas zonas húmidas, a qualidade da selagem assume especial importância. Quando o trabalho é corretamente executado e a base está em boas condições, o microcimento pode ser uma alternativa duradoura para renovar o pavimento sem enfrentar uma obra de demolição. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comece por retirar os alimentos e verificar as datas Antes de limpar o frigorífico, retire todos os alimentos e coloque os produtos mais sensíveis num local fresco durante o menor tempo possível. Este é também um bom momento para verificar as datas de validade e o estado das embalagens. Separe os alimentos que devem ser consumidos primeiro e elimine aqueles que já não estão em condições. Aproveite ainda para limpar o exterior das embalagens que tenham resíduos ou líquidos antes de voltarem ao interior. Com o frigorífico vazio, terá muito mais facilidade em identificar manchas, restos de comida ou zonas que precisam de uma limpeza mais cuidada. Lave prateleiras, gavetas e acessórios Para limpar o frigorífico, retire as prateleiras, gavetas e outros elementos amovíveis com cuidado. Se forem de vidro, deixe-os adaptar-se à temperatura ambiente antes de os lavar, evitando mudanças bruscas de temperatura. Use água morna, uma esponja macia e uma pequena quantidade de detergente suave. Para manchas mais difíceis, deixe a superfície de molho durante alguns minutos em vez de utilizar produtos abrasivos ou esfregar com demasiada força. Depois de lavar cada peça, passe por água limpa e seque completamente. A humidade acumulada pode favorecer o aparecimento de maus odores e dificultar a manutenção do aparelho. Limpe o interior e não esqueça as borrachas Depois de retirar os componentes, passe um pano limpo humedecido com água morna e detergente suave pelas paredes interiores, base e zonas fixas. Dê especial atenção aos cantos e aos espaços onde podem ficar restos de alimentos ou líquidos. As borrachas da porta também merecem atenção. Utilize uma escova pequena para remover resíduos acumulados nas dobras, onde a sujidade pode passar despercebida. No final, passe novamente um pano apenas com água para retirar eventuais resíduos de detergente e seque todas as superfícies. Para limpar o frigorífico de forma eficaz, é importante que o interior fique completamente seco antes de voltar a colocar os alimentos. Organize os alimentos e mantenha a limpeza Depois de limpar o frigorífico, volte a colocar os alimentos de forma organizada. Mantenha os produtos semelhantes juntos e deixe mais acessíveis aqueles que devem ser consumidos primeiro. Evite também encher demasiado as prateleiras, para facilitar a circulação do ar e a visualização dos alimentos. Para ajudar a controlar os odores, pode colocar um pequeno recipiente com bicarbonato de sódio no interior e substituí-lo regularmente. No caso do congelador, siga sempre as recomendações do fabricante antes de proceder à descongelação ou limpeza. Não é necessário esperar que apareçam maus cheiros ou sujidade visível. Uma limpeza mais completa uma vez por mês, acompanhada pela remoção imediata de derrames e por uma verificação semanal dos alimentos, ajuda a manter o frigorífico limpo, organizado e mais fácil de cuidar. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Capitais com história e identidade própria A Europa de Leste reúne cidades com património histórico, arquitetura diversificada e uma forte identidade cultural. De Budapeste a Belgrado, diferentes influências europeias encontram-se em centros urbanos que combinam monumentos, museus, gastronomia e vida noturna. Budapeste é uma das principais portas de entrada na região. A capital húngara divide-se entre Buda e Peste, ligadas pelo Danúbio, e destaca-se pelos edifícios históricos, pelas termas e pelos espaços culturais. Já Cracóvia preserva um dos centros históricos mais conhecidos da Europa, enquanto Wrocław acrescenta uma vertente mais jovem e artística. Na Bulgária, Sofia permite combinar património religioso e vestígios da época romana com a proximidade das montanhas. Plovdiv complementa a viagem com um centro histórico marcado por diferentes períodos da história europeia. Balcãs ganham espaço entre viajantes A Europa de Leste estende-se também por destinos dos Balcãs com características muito próprias. Sarajevo é um exemplo da convivência entre heranças otomanas, austro-húngaras e balcânicas, visível na arquitetura, nos mercados e nos espaços religiosos. Belgrado apresenta outro perfil, marcado pela confluência dos rios Danúbio e Sava, pela fortaleza de Kalemegdan e por uma intensa programação cultural e noturna. A cidade preserva ainda diferentes testemunhos da sua história recente. Mais a sul, Tirana tem passado por uma transformação urbana acelerada. A capital albanesa combina edifícios renovados, museus e novos espaços culturais com o acesso a áreas naturais e à costa do país. Diversidade cultural marca a região Além das próprias cidades, a Europa de Leste permite criar viagens que combinam vários destinos e diferentes experiências. Cracóvia pode servir de ponto de partida para conhecer Zakopane, enquanto Sarajevo facilita o acesso a Mostar e às paisagens montanhosas da Bósnia e Herzegovina. Na Bulgária, a região de Sofia pode ser conjugada com Plovdiv, o Mosteiro de Rila ou a costa do Mar Negro. Na Albânia, Tirana permite prolongar a viagem até à Riviera Albanesa e a áreas naturais como o Parque Nacional do rio Vjosa. Os dados do Eurostat mostram a relevância crescente do turismo na Europa, enquanto a diversidade cultural e geográfica continua a tornar esta parte do continente uma alternativa para quem procura conhecer destinos menos convencionais. A combinação entre património, natureza e diferentes tradições faz da Europa de Leste uma região com múltiplas opções para escapadinhas ou viagens mais prolongadas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Uma cidade espanhola do outro lado do Estreito Localizada no norte de África, Ceuta pertence a Espanha e encontra-se junto à fronteira com Marrocos, na margem sul do Estreito de Gibraltar. Apesar da distância reduzida para a Europa continental, a cidade não tem qualquer ligação terrestre com Espanha. Com cerca de 18 quilómetros quadrados, é um território pequeno, onde o espanhol é a língua oficial e o euro a moeda utilizada. A ligação com a Península Ibérica faz-se sobretudo por via marítima, através de ferry, existindo também ligações aéreas em determinadas circunstâncias. A posição geográfica torna Ceuta especialmente interessante para quem procura conhecer um destino europeu em território africano. A proximidade com Marrocos acrescenta ainda uma forte influência cultural à experiência de quem visita a cidade. O que torna a fronteira tão particular? Uma das características mais singulares de Ceuta está no seu regime fronteiriço. Embora seja território espanhol e faça parte da União Europeia, existem regras específicas relacionadas com a circulação entre a cidade, Marrocos e o espaço europeu. A fronteira terrestre é fortemente controlada e constitui um dos pontos mais relevantes da região em matéria migratória. Para quem viaja, é importante ter em conta que a entrada em Ceuta não deve ser confundida com uma passagem direta e sem controlos para qualquer outro território do espaço Schengen. Esta realidade faz da cidade um local onde questões geográficas, políticas e europeias se cruzam de forma muito visível. Uma cidade com raízes portuguesas Antes de passar para a soberania espanhola, Ceuta esteve ligada a Portugal durante mais de dois séculos. Em 1415, a cidade foi conquistada por uma expedição liderada por D. João I, num acontecimento associado ao início da expansão portuguesa. O Infante D. Henrique participou na campanha, que teve grande importância na sua trajetória e na história dos Descobrimentos. Durante a presença portuguesa, Ceuta manteve-se como uma praça estratégica no Norte de África. Mesmo depois da Restauração da independência portuguesa, em 1640, a cidade permaneceu ligada à Coroa espanhola. A situação foi posteriormente reconhecida no Tratado de Lisboa, assinado em 1668. O património que vale a pena conhecer A herança histórica é uma das principais razões para incluir Ceuta num roteiro. As antigas fortificações, as muralhas e outros vestígios militares mostram a importância estratégica que o território teve ao longo dos séculos. Entre os pontos de interesse encontram-se as Muralhas Reais, a Plaza de África e a Catedral da Assunção. O Monte Hacho oferece também uma perspetiva privilegiada sobre a cidade e o Estreito de Gibraltar. A bandeira local é outro detalhe curioso: inclui elementos associados às armas portuguesas, mantendo viva a ligação histórica entre Ceuta e Portugal. Para quem procura uma viagem diferente, a cidade permite conhecer num espaço reduzido uma combinação pouco habitual de património português, identidade espanhola e localização africana. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em alojamento estudantil Braga passa a contar com a maior residência universitária pública de Portugal. A Residência Universitária Confiança abriu portas a 10 de setembro de 2026, disponibilizando 786 camas para estudantes, na sequência de uma intervenção de 25 milhões de euros. O projeto recuperou a antiga Fábrica Confiança e foi financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção permitiu dar uma nova utilização a um edifício da cidade, reforçando simultaneamente a oferta de alojamento para estudantes do ensino superior. Construção combina tecnologia e sustentabilidade Um dos elementos diferenciadores do projeto é a utilização do sistema construtivo CREE no edifício novo. O modelo combina madeira e betão e permite produzir em ambiente industrial diferentes componentes da construção, incluindo estruturas, fachadas e módulos sanitários. A obra recorreu ainda a tecnologias como BIM e Digital Twin, permitindo digitalizar várias fases do projeto e melhorar o controlo dos processos construtivos. A aposta na industrialização contribuiu para uma execução mais eficiente e para a redução dos trabalhos realizados diretamente no local. A solução aplicada em Braga foi distinguida com o Prémio Nacional de Sustentabilidade do Jornal de Negócios 2026, na categoria Cidades Sustentáveis. Modelo já aplicado noutras residências A construção industrializada está também presente noutros projetos de alojamento estudantil. Em Valença, a estrutura de uma residência com 56 camas foi montada em apenas nove dias, recorrendo ao mesmo sistema híbrido de madeira e betão. Em Beja, a Residência Europa do Instituto Politécnico disponibiliza 503 camas e envolveu um investimento de cerca de 22 milhões de euros. O projeto incluiu igualmente soluções produzidas em fábrica. Já em Coimbra, a nova residência Espaço U, destinada ao Instituto Politécnico de Coimbra, prevê 400 camas e utiliza construção modular e o sistema CREE. Financiada pelo PRR, representa cerca de 15 milhões de euros. Estes projetos evidenciam a aplicação de soluções de construção industrializada na criação de alojamento estudantil, permitindo reduzir tempos de execução e reforçar a resposta às necessidades dos estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Portugal entre os países com maior recurso a intermediários Portugal é o quarto país europeu onde mais se recorre à intermediação de crédito, segundo um novo estudo da Federação Europeia de Consultores Financeiros e Intermediários Financeiros (FECIF). A análise estima que 57% do crédito à habitação concedido no país é distribuído através de intermediários. Neste indicador, Portugal surge apenas atrás do Reino Unido, com 87%, da Polónia, com 70%, e da Eslováquia, com 60%. Os dados mostram assim a relevância que a intermediação de crédito já assumiu no acesso ao financiamento para compra de casa. Intermediários também ganham espaço no consumo O peso da intermediação de crédito também se verifica nos empréstimos ao consumo sem garantias. Em Portugal, estes profissionais são responsáveis por 22% do crédito deste segmento, colocando o país igualmente na quarta posição entre os dez mercados europeus analisados pelo estudo. A diferença face aos restantes mercados é significativa: a Itália apresenta uma quota de 50%, enquanto Eslováquia e Hungria registam 25% cada. A intermediação de crédito assume, por isso, uma presença relevante não apenas no financiamento imobiliário, mas também no crédito destinado ao consumo. Estudo aponta desafios para o setor em Portugal Além de analisar a utilização de intermediários, o estudo da FECIF identifica alguns dos principais obstáculos ao desenvolvimento da atividade em Portugal. Entre os desafios apontados estão os excessos de reporte, a integração fragmentada dos credores e a necessidade de reforçar a formação contínua. A FECIF defende ainda um maior reconhecimento do papel dos intermediários no enquadramento regulamentar europeu, numa altura em que estes profissionais já asseguram mais de metade do crédito hipotecário em vários mercados da Europa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Obras abrangem várias zonas A Câmara Municipal de Sintra vai investir sete milhões de euros em intervenções de requalificação do espaço público. O plano inclui obras em Massamá, São João das Lampas, Sintra e Casal de Cambra, com o objetivo de melhorar diferentes espaços e equipamentos do concelho. Na Área Empresarial de Massamá, a intervenção contempla a Rua das Indústrias e a Rua Sebastião e Silva. Os trabalhos deverão permitir reorganizar estes espaços e melhorar as condições de circulação e acessibilidade. O investimento distribui-se assim por diferentes áreas do concelho, abrangendo zonas residenciais, empresariais e equipamentos municipais. Massamá e Casal de Cambra com intervenções Em Massamá, as obras incidem sobre arruamentos da área empresarial, enquanto em Casal de Cambra está prevista a intervenção na Avenida de Lisboa. As intervenções pretendem renovar espaços que desempenham um papel relevante na circulação e utilização diária da população. Já em São João das Lampas, o Largo da Ribeira do Rio de Cões será alvo de uma operação de requalificação. A intervenção deverá contribuir para melhorar este espaço público e a sua integração na envolvente. O conjunto de obras representa uma aposta na renovação de diferentes pontos do concelho, distribuindo o investimento por localidades com necessidades distintas. Escola D. Carlos I também será renovada O programa inclui ainda a Escola Básica Integrada D. Carlos I, onde será realizada uma empreitada de conservação e beneficiação. A intervenção surge na sequência da degradação de alguns espaços, associada às condições climatéricas registadas durante o inverno. Os trabalhos na escola juntam-se às restantes operações previstas no plano de investimento municipal. A autarquia pretende, desta forma, intervir tanto em arruamentos e espaços públicos como em equipamentos utilizados pela população. Com um investimento global de sete milhões de euros, o município avança com intervenções em diferentes pontos de Sintra, abrangendo acessibilidades, espaços públicos e infraestruturas municipais. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Preço do arrendamento estabiliza em agosto Em agosto, o preço médio das casas e apartamentos para arrendar em Portugal fixou-se nos 15,51 euros por metro quadrado, sem alteração face ao mês anterior. Apesar da estabilidade mensal, o valor está 2,5% acima do registado em maio e 3,4% acima de agosto de 2025. A evolução mostra um mercado onde os preços continuam acima dos valores de há um ano, embora o comportamento seja diferente entre as várias regiões. Lisboa continua a ter os preços mais elevados Entre as regiões analisadas, Lisboa apresenta o preço médio mais elevado, com 19,86 euros por metro quadrado em agosto. O valor aumentou 1,8% num mês e 2,5% face ao mesmo período do ano passado. Para quem procura casa na capital, é possível consultar os imóveis atualmente disponíveis para arrendamento em Lisboa e comparar os valores pedidos nos diferentes anúncios. A Madeira surge a seguir, com 16,35 euros por metro quadrado, enquanto o Algarve apresenta um valor médio de 15,30 euros por metro quadrado. No Porto, o preço médio situou-se nos 14,40 euros por metro quadrado, com uma subida de 0,8% no último mês e de 1,7% face a agosto de 2025. Veja os imóveis disponíveis para arrendamento no Porto . Algumas regiões registam aumentos mais fortes A evolução anual é particularmente significativa em alguns mercados com preços médios inferiores aos dos principais centros urbanos. Bragança registou o maior crescimento, com uma subida de 15,6% no último ano, para 7,78 euros por metro quadrado. Seguem-se Viana do Castelo, com um aumento de 5,9%, Santarém, com 5,3%, e Beja, com 7,3%. Também Braga registou uma subida anual de 4,7%, enquanto Setúbal aumentou 4,2%. Os valores mostram que a evolução dos preços não está concentrada apenas nos mercados tradicionalmente mais caros. Nem todas as regiões estão a subir A evolução não é igual em todo o país. No Algarve, por exemplo, o preço médio recuou 3,7% entre julho e agosto e 0,5% nos últimos três meses, embora continue 1% acima do valor de há um ano. Em Viseu, o preço médio de 7,66 euros por metro quadrado representa uma descida anual de 3%. Aveiro, por sua vez, apresenta uma variação anual de 0,5%. Estas diferenças mostram a importância de analisar o mercado por localização. A evolução nacional pode esconder comportamentos bastante distintos entre regiões e municípios. Consulte os preços e os imóveis disponíveis na sua zona Para quem procura casa, conhecer o preço médio praticado na zona pode ajudar a comparar diferentes imóveis e perceber como os valores estão a evoluir. O Relatório de Preços do SUPERCASA permite consultar os preços médios por metro quadrado e a evolução mensal, trimestral e anual em diferentes localizações de Portugal. Os dados são disponibilizados pelo Infocasa, que agrega informação do mercado imobiliário a partir de fontes públicas, identifica imóveis únicos, elimina anúncios duplicados e normaliza os dados, procurando refletir os preços de oferta praticados no mercado. Consulte o Relatório de Preços de Arrendamento do SUPERCASA e veja como estão a evoluir os valores na sua zona. Se já está à procura de casa, pode também consultar os imóveis para arrendamento disponíveis no SUPERCASA . <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que determina uma mais-valia imobiliária? Quando vende um imóvel, pode existir uma diferença entre o valor pelo qual o comprou e o montante obtido com a venda. Se essa diferença for positiva, estamos perante uma mais-valia imobiliária. Se o resultado for negativo, existe uma menos-valia. O cálculo não depende apenas dos preços de compra e venda. A legislação permite considerar determinados encargos associados ao imóvel e à sua transação, desde que sejam elegíveis e devidamente comprovados. Entre as despesas que podem ser relevantes estão custos com obras de valorização realizadas nos anos anteriores à venda, encargos de aquisição e venda, despesas com escritura e registos, certificado energético e mediação imobiliária. Por isso, guardar faturas e outros documentos relacionados com o imóvel é essencial para apurar corretamente as mais-valias imobiliárias. Como funciona a tributação? O cálculo das mais-valias imobiliárias tem em conta vários elementos, incluindo o valor de aquisição, o valor de venda, as despesas elegíveis e o período que passou desde a compra. Em regra, apenas uma parte da mais-valia apurada é considerada para efeitos de IRS. O montante sujeito a tributação é depois integrado nos rendimentos do contribuinte, sendo a taxa determinada de acordo com as regras aplicáveis ao seu rendimento coletável. Também pode existir uma atualização do valor de aquisição através do coeficiente de desvalorização monetária, quando estão reunidas as condições previstas na lei. Este mecanismo permite ter em consideração a passagem do tempo no cálculo. Assim, duas pessoas que obtenham o mesmo valor de venda podem ter resultados fiscais diferentes, dependendo do preço e da data de aquisição, das despesas realizadas e da sua situação fiscal. Quando é possível reduzir o imposto? A venda de uma habitação própria e permanente pode beneficiar de regras específicas quando o montante obtido é reinvestido na aquisição, construção ou determinadas situações de melhoria de outra habitação própria e permanente, dentro das condições e prazos previstos. O valor efetivamente reinvestido pode influenciar a parcela da mais-valia sujeita a tributação. Por isso, quem pretende vender uma casa e comprar outra deve analisar antecipadamente as condições aplicáveis ao reinvestimento. Existem ainda situações particulares relacionadas com contribuintes de idade igual ou superior a 65 anos ou reformados, nas quais podem aplicar-se regras próprias quando o valor obtido com a venda é destinado a determinados produtos financeiros previstos na legislação. A tributação também pode variar consoante o imóvel vendido seja ou não a habitação própria e permanente do contribuinte. Como calcular as mais-valias imobiliárias? Imagine que um imóvel foi adquirido por 180 mil euros e, alguns anos mais tarde, vendido por 245 mil euros. Durante o período de propriedade, o titular suportou 12 mil euros em despesas elegíveis relacionadas com o imóvel e a sua transação. Para determinar as mais-valias imobiliárias, é necessário considerar estes valores e aplicar as regras fiscais correspondentes, incluindo, quando aplicável, o coeficiente de atualização monetária. O resultado obtido não corresponde automaticamente ao imposto a pagar. É necessário determinar a parcela sujeita a IRS e considerar outros rendimentos e circunstâncias fiscais do contribuinte. Antes de vender um imóvel, é por isso aconselhável reunir os comprovativos das despesas e simular o impacto fiscal da operação. Desta forma, é possível antecipar o valor potencial das mais-valias imobiliárias e avaliar se existem mecanismos, como o reinvestimento, que possam reduzir a tributação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Valorização abranda, mas mantém ritmo elevado Os preços das casas registaram uma subida homóloga de 16,5% entre abril e junho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Embora o crescimento continue expressivo, representa uma desaceleração de 1,3 pontos percentuais relativamente aos primeiros três meses do ano, prolongando uma tendência de abrandamento pelo segundo trimestre consecutivo. A evolução foi distinta entre habitações novas e usadas. Os preços das casas existentes aumentaram 18% num ano, enquanto os imóveis novos registaram uma valorização de 12,3%. Na comparação com o trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) avançou 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,8% registados anteriormente. Consulte o relatório de preços do SUPERCASA e acompanhe a evolução do mercado imobiliário em Portugal . Menos negócios num mercado mais caro A subida dos preços das casas ocorreu em simultâneo com uma redução da atividade. No segundo trimestre foram realizadas 40.142 transações, menos 6,4% do que um ano antes. Apesar da quebra no número de negócios, o valor global das operações aumentou 4,2%, para 10.700 milhões de euros. As famílias continuam a representar a maioria das compras, com 34.935 transações, correspondentes a 87% do total. Estas operações movimentaram cerca de 9.300 milhões de euros. Também as compras de habitações existentes diminuíram 6,6%, para 32.307 negócios. No segmento das habitações novas foram contabilizadas 7.835 transações, menos 5,7% em termos homólogos. Compradores estrangeiros perdem peso Os preços das casas continuam a subir enquanto a participação dos compradores com domicílio fiscal fora de Portugal diminui. Entre abril e junho, este grupo adquiriu 1.890 habitações, o equivalente a 4,7% das transações. O número representa uma descida de 10,3% face ao segundo trimestre de 2025, confirmando a redução do peso relativo da procura estrangeira no mercado habitacional. Quebra nas vendas é transversal A diminuição das transações não ficou limitada a uma determinada zona do país. Todas as regiões registaram menos negócios do que no mesmo período do ano anterior, com as maiores descidas observadas na Madeira, de 15%, e no Algarve, de 12,4%. Já os valores movimentados com a compra e venda de habitações aumentaram na maioria das regiões. O Oeste e Vale do Tejo, o Centro, os Açores, a Península de Setúbal e o Alentejo registaram crescimentos superiores à média nacional, entre 5,5% e 20,2%. Os dados do IPHab mostram, assim, um mercado em que os preços das casas continuam a valorizar, apesar da redução do número de transações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .