Foto: Adobe Stock Autor: Redação Proposta de alteração à lei do arrendamento gera polémica A revisão da lei do arrendamento urbano proposta pelo Governo foi aprovada na generalidade pelo Parlamento, mas está a gerar críticas de associações de proprietários e de inquilinos, que apontam falhas distintas às mudanças previstas para o mercado habitacional. A Associação de Inquilinos Lisbonense (AIL) considera que as alterações favorecem os senhorios e reduzem a proteção dos arrendatários . A organização alerta para o risco de um maior desequilíbrio na relação entre as duas partes, num contexto em que o acesso a casas com rendas acessíveis continua a ser um desafio para muitas famílias. Inquilinos alertam para perda de proteção A AIL manifesta preocupação com o impacto da proposta nos direitos dos atuais e futuros inquilinos. Na perspetiva da associação, as medidas podem agravar as dificuldades de quem procura casa e comprometer a proteção dos arrendatários no mercado de arrendamento. A organização considera que a revisão dá maior margem de atuação aos proprietários, sem garantir salvaguardas suficientes para quem arrenda uma habitação. As críticas surgem numa altura em que a acessibilidade da habitação permanece uma das principais preocupações do mercado imobiliário português. Proprietários defendem uma revisão mais abrangente A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) também considera que a proposta fica aquém das mudanças necessárias. A organização defende a revogação de medidas introduzidas desde 2015, que, na sua avaliação, contribuíram para afastar imóveis do mercado de arrendamento. Apesar das reservas, a ALP reconhece importância à aprovação da proposta, considerando que a revisão poderá ajudar a recuperar a confiança dos proprietários. A associação entende que a estabilidade das regras é essencial para incentivar a disponibilização de mais casas para arrendamento, incluindo para os jovens. Limites das medidas para a habitação A EY considera que as alterações à lei do arrendamento podem contribuir para melhorar o funcionamento do mercado, mas dificilmente resolverão, por si só, a falta de oferta e a pressão sobre as rendas. Entre as medidas com potencial impacto estão a redução da tributação sobre rendas de valores moderados e os incentivos à colocação de imóveis no mercado. No entanto, a consultora alerta que a incerteza jurídica e os receios relacionados com o incumprimento dos contratos continuam a condicionar as decisões dos proprietários. O debate em torno da lei do arrendamento evidencia, assim, a dificuldade de conciliar a proteção dos inquilinos com a criação de condições para aumentar a oferta de habitação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Descubra o património e a história da Corunha Situada na costa noroeste de Espanha, a Corunha é uma cidade galega onde a história se cruza com a vida junto ao Atlântico. A proximidade a Portugal torna-a uma opção interessante para uma viagem de poucos dias, com atrações culturais, espaços verdes e uma gastronomia reconhecida pelos produtos do mar. Um dos monumentos mais emblemáticos é a Torre de Hércules, um farol romano com quase dois mil anos, classificado como Património Mundial pela UNESCO e ainda em funcionamento. Nas proximidades, o Aquarium Finisterrae permite conhecer melhor a biodiversidade marinha, enquanto o Castelo de Santo Antão, uma antiga fortificação do século XVI, acolhe atualmente um museu. No centro histórico, vale a pena percorrer as ruas antigas e descobrir igrejas, conventos e edifícios de diferentes épocas. A Praça de María Pita destaca-se pela sua dimensão e pela arquitetura envolvente, sendo um dos principais pontos de encontro da cidade. Praias, passeios e vistas sobre o Atlântico A costa é uma das grandes atrações da Corunha. O passeio marítimo permite explorar a cidade a pé, apreciar a paisagem e passar por praias urbanas como Riazor e Orzán, procuradas tanto para momentos de descanso como para atividades ao ar livre. Para uma perspetiva diferente, o Parque do Monte de San Pedro oferece vistas panorâmicas sobre a cidade, o porto e o oceano. Este espaço verde, instalado numa antiga zona militar, é ideal para passear e contemplar a paisagem. A cidade também tem propostas para quem gosta de cultura e natureza. A Casa das Ciências, o Parque de Santa Margarita e os locais associados à passagem de Pablo Picasso pela Corunha permitem diversificar o roteiro durante a visita. Sabores galegos e locais a explorar nos arredores A gastronomia é outro dos motivos para visitar a Corunha. O marisco, o peixe fresco e as tapas fazem parte da experiência local, com restaurantes e bares espalhados pelo centro e pelas ruas mais movimentadas. A zona da Avenida da Marina destaca-se pelas galerias envidraçadas dos edifícios, que deram à cidade a designação de Cidade de Cristal. Para compras, a Calle Real reúne lojas tradicionais e comerciais, enquanto o centro comercial Marineda City oferece uma alternativa mais moderna. Se tiver mais tempo, aproveite a viagem para explorar outros recantos da Galiza. A Costa da Morte, com localidades como Camariñas, Corcubión e Finisterra, revela paisagens costeiras marcantes. Já as Ilhas Cíes e os parques naturais da região são opções para quem procura praias de águas transparentes, trilhos e contacto com a natureza. Com património, mar, boa comida e paisagens variadas, a Corunha reúne os ingredientes necessários para uma escapadinha memorável sem ter de viajar para longe. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Escolha o lugar ideal para ler Criar um cantinho de leitura é uma forma simples de aproveitar melhor a casa e reservar um espaço para descansar, longe das distrações do dia a dia. Seja na sala, no quarto ou junto a uma janela, o importante é escolher uma zona tranquila, onde seja possível desfrutar de um livro com conforto. Não é necessário ter uma divisão dedicada à leitura. Um recanto pouco utilizado pode ganhar uma nova função com algumas escolhas práticas, adaptadas ao espaço disponível e ao estilo de decoração da casa. Aposte no conforto e numa boa iluminação O assento é uma das peças mais importantes de um cantinho de leitura. Uma poltrona, um cadeirão ou um banco confortável podem ser suficientes para definir o ambiente. Para tornar o espaço mais convidativo, acrescente almofadas e uma manta que proporcionem uma sensação de aconchego. A iluminação também merece atenção. Durante o dia, aproveite a luz natural sempre que possível. À noite, um candeeiro de pé ou de mesa permite criar um ambiente mais intimista e assegura luz suficiente para ler sem esforço desnecessário. Organize o espaço com móveis funcionais Um cantinho de leitura não precisa de estar cheio de móveis ou objetos. Uma pequena mesa de apoio é útil para pousar um livro, os óculos ou uma chávena de chá. Se houver espaço, uma estante permite manter as leituras favoritas à mão, enquanto um cesto pode servir para guardar revistas e outros acessórios. A organização deve facilitar a utilização do espaço, sem comprometer a circulação. Escolher peças proporcionais à área disponível ajuda a manter o ambiente funcional, sobretudo em casas onde cada metro quadrado conta. Personalize com detalhes decorativos Os acessórios dão personalidade ao cantinho de leitura e ajudam a integrá-lo na decoração da casa. Um tapete pode delimitar visualmente a zona, enquanto uma planta acrescenta um apontamento natural. Jarras, molduras e velas decorativas também contribuem para criar um ambiente mais pessoal. Na escolha das cores e dos materiais, procure uma combinação harmoniosa com o restante mobiliário. Tons suaves, tecidos agradáveis ao toque e elementos decorativos de que goste podem transformar um recanto simples num lugar onde apetece ficar. Criar um cantinho de leitura é uma forma acessível de tornar a casa mais confortável e adaptada às rotinas de quem nela vive. Com poucas peças bem escolhidas, é possível ganhar um espaço dedicado à tranquilidade, sem precisar de fazer obras ou grandes investimentos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Grandes municípios lideram o financiamento habitacional Os grandes municípios do litoral concentram uma parte significativa dos projetos de habitação financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Lisboa, Oeiras, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Cascais e Setúbal destacam-se pela capacidade de contratação, embora também existam municípios do Algarve e do interior com resultados relevantes. Loulé e Vila Real de Santo António são exemplos no sul do país, enquanto Vila Real, Peso da Régua, Elvas e Fundão sobressaem entre os territórios do interior. Ainda assim, faltam dados detalhados que permitam perceber a distribuição geográfica das casas concluídas e a natureza das intervenções realizadas. Mais de 32 mil casas abrangidas pelo PRR O Governo anunciou que o PRR permitiu disponibilizar 32.641 habitações novas, reabilitadas ou adquiridas para fins sociais ou a preços acessíveis. Contudo, a informação pública sobre os projetos contratados não esclarece quantas casas correspondem a novas construções, obras de reabilitação ou aquisições. A Comissão de Acompanhamento do PRR aguarda esclarecimentos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para conhecer melhor os resultados do programa. A perceção atual é de que a reabilitação representa uma parte expressiva das habitações concluídas, devido ao estado de degradação de muitos imóveis municipais. Lisboa e Porto destacam-se nos projetos contratados Os dados disponíveis identificam 3.669 projetos de habitação contratados no âmbito do PRR, incluindo iniciativas de apoio ao acesso à habitação e soluções de alojamento urgente e temporário. Lisboa ocupa a primeira posição, com 567 projetos e 1,12 mil milhões de euros contratados. Segue-se o Porto, com 539 projetos e 552,39 milhões de euros, enquanto Braga regista 394 projetos, num total de 203,66 milhões de euros. Beja apresenta o menor número, com 39 projetos financiados em 31,8 milhões de euros. Metas de habitação mantêm-se após revisão do PRR A última reprogramação do PRR alterou o modelo de execução das medidas destinadas à habitação a preços acessíveis, procurando simplificar os procedimentos administrativos sem reduzir os objetivos definidos. A meta mantém-se nas 20.801 casas abrangidas pelo programa 1.º Direito, através de construção, aquisição, reabilitação ou arrendamento para subarrendamento. Apesar do investimento mobilizado, o PRR não resolve, por si só, os problemas estruturais da habitação em Portugal. As candidaturas municipais ultrapassaram as 59 mil casas, face às 26 mil inicialmente previstas, levando o Governo a recorrer a fontes adicionais de financiamento. O investimento global em habitação ultrapassa atualmente os 11 mil milhões de euros. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Grupo reúne entidades do setor A equipa será coordenada por um representante do gabinete da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa. Integram também o grupo representantes do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Construção Pública, E.P.E. A constituição deste grupo foi formalizada através do despacho n.º 12528/2026, publicado no Diário da República. A iniciativa enquadra-se no programa Construir Portugal, integrado no Programa do XXV Governo Constitucional. Novo código pretende simplificar a legislação A preparação do Código da Construção pretende responder à fragmentação das normas que regulam a atividade. A intenção passa por concentrar num único enquadramento legal as regras aplicáveis às várias etapas do ciclo de vida de uma obra. Esta reorganização deverá abranger diferentes componentes da construção, procurando tornar o quadro legislativo mais coerente e facilitar a consulta das disposições aplicáveis ao setor. Trabalho conjunto para definir as novas regras A diversidade de matérias envolvidas justifica a participação de entidades com competências e experiência técnica distintas. Embora o IMPIC continue a ter responsabilidades na apresentação de propostas legislativas e regulamentares para os setores da construção e do imobiliário, o Governo considera importante alargar a colaboração a outras instituições. O grupo de trabalho terá, assim, a missão de reunir contributos especializados para preparar a proposta de Código da Construção. O objetivo é criar uma base legislativa mais integrada, capaz de articular as diferentes normas que regulam a atividade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Mais habitações apesar da queda nos projetos A construção de habitação apresentou sinais de crescimento nos primeiros sete meses de 2026. Embora tenham sido licenciados menos projetos do que no mesmo período de 2025, o número de fogos autorizados aumentou, segundo a AICCOPN. Entre janeiro e julho, foram licenciados 11.441 projetos habitacionais, menos 7,7% em termos homólogos. Em sentido contrário, o número de fogos licenciados chegou aos 25.854, correspondendo a uma subida de 4,5%. Os dados mostram, assim, uma maior dimensão média dos projetos aprovados. Lisboa concentra mais novos fogos A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se no licenciamento de novas habitações. Nos 12 meses terminados em julho, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas, mais 6% do que os 5.394 registados no período homólogo. Entre estas habitações, 35% correspondem a T2 e 32% a T3. As tipologias T0 e T1 representam 17% do total, enquanto os fogos T4 ou superiores correspondem aos restantes 16%. Crédito habitação acompanha tendência O mercado de crédito habitação também registou uma evolução favorável até julho. O novo financiamento concedido pelas instituições bancárias, excluindo renegociações, totalizou 14.509 milhões de euros desde o início do ano. Este valor representa um crescimento homólogo de 11,3% e acompanha a dinâmica observada na construção residencial. Ao mesmo tempo, a avaliação bancária das habitações registou uma valorização de 15,2% face ao mesmo período de 2025. Cimento reforça atividade da construção Os dados relativos ao consumo de materiais acompanham igualmente esta tendência. Até julho, foram utilizadas 2.505 mil toneladas de cimento em Portugal, mais 6% do que no mesmo período do ano anterior. Na avaliação bancária, os apartamentos apresentaram uma valorização de 16,5%, acima dos 13,6% registados pelas moradias. No conjunto, os indicadores divulgados pela AICCOPN apontam para uma atividade residencial que continua a crescer, apesar da redução no número de projetos licenciados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário A importância de olhar para além do presente Num cenário de incerteza, a importância da inovação e de visões estratégicas originais! No decorrer de uma das nossas regulares visitas às livrarias do Chiado, no escaparate das revistas despertou-nos a atenção o título de uma revista francesa “Le Point”; “les visionnaires; ils ont prédit le monde d’aujourd’hui”. Entre outros pensadores lá estava Alexis de Tocqueville, historiador e político francês do século XIX. Se até aqui o nosso interesse se focava no pensamento político e social, surge a oportunidade de o revisitar tendo em atenção a sua capacidade de identificar ideias inovadoras, de pensar para além do presente antecipando oportunidades. Tal como no século XIX, nas sociedades do século XXI a democracia dependerá cada vez mais de uma cultura cívica que suporte a convivência e participação dos cidadãos. No ecossistema do imobiliário esta capacidade de ver para além do presente, para onde se pode ir e definir como lá se chega, revela-se essencial. Não sendo urbanista, as suas análises são particularmente relevantes para pensar urbanismo, Placemaking, promoção imobiliária e desenvolvimento dos territórios, bairros das grandes cidades e outras localizações de baixa densidade enquanto espaços de convivência. Criar lugares onde as pessoas queiram viver Perante a crise de acesso à habitação, exige-se maior oferta que corresponda às necessidades habitacionais da maioria da população portuguesa. Novos empreendimentos que também possam contribuir para o desenvolvimento dos lugares onde se irão inserir que possam ir para além da edificação de unidades residenciais. Novos conjuntos habitacionais que evoluam da abordagem tradicional de como construir e vender, para a criação de lugares onde pessoas queiram viver, empreender, permanecer e relacionar-se. Novas edificações inseridas em espaços multifuncionais que aproximando pessoas e atividades económicas, possam criar oportunidades de convivência comunitária tornando-os mais seguros, em que os habitantes e outros utilizadores os sentem como seus. Novos critérios na valorização imobiliária E essa reflexão leva-nos à precificação. Se até aqui os critérios que justificavam a fixação do preço do lado da oferta e da “due diligence” como localização, áreas e caraterísticas físicas, qualidade do edifício, comparativo de mercado e oferta concorrencial, tipificação da procura, valor urbanístico e potencial futuro, outros começam a ser levados em conta, como vida urbana, comunidade, segurança e proximidade. Há ainda que distinguir entre valor estimado, preço pedido e preço de transação. Neste âmbito cabe à consultoria imobiliária um papel imprescindível e relevante no aconselhamento profissional a particulares e promotores imobiliários. Voltar à cidadania de Tocqueville é também retomar a vida urbana presente no Placemaking de Jane Jacobs e no “Defensible Space” de Oscar Newman. Inovação e colaboração na mediação imobiliária Na consultoria imobiliária, enquanto o setor da mediação imobiliária aguarda há anos uma nova legislação reguladora da atividade adaptada aos novos tempos, muitos dos operadores continuam cristalizados em práticas do passado. Quando a quantidade de operações tende a diminuir e a maioria dos negócios são realizados em parceria alguns persistem na jactância do “pleno” entre ativo angariado e cliente comprador. Outros narcisisticamente anunciam criativos e absurdos modelos de partilha em desfavor dos presumidos parceiros. Ainda outros, incentivam o networking entre profissionais e através do seu departamento de parcerias criam instrumentos abertos e colaborativos. A convite da JLL, tive o privilégio de estar presente no lançamento do “residential connect”. Em Portugal, também há quem persista na inovação. Pessoas, responsabilidade social e legado As Pessoas continuam a ser o elemento mais importante do mercado imobiliário. Lá estivemos no evento “Personalidades do Ano” promovido pela revista “Magazine Imobiliário”. Uma múltipla celebração de figuras notáveis, 13.º aniversário e edição do n.º 80. Foram distinguidos Aniceto Viegas (Imobiliário), José Teixeira (Construção), Paula Teles (Ambiente), Dionísio Pestana (Turismo) e Laura (Personalidade Mérito). Pessoas sucedidas nos negócios e que praticam a responsabilidade social. É esse o caminho que vale a pena ser percorrido por quem vai deixar legado nas empresas e na sociedade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Reforçar as relações de confiança Reforçar as relações de confiança na comunidade do imobiliário é condição necessária! A comunidade do imobiliário tem-se ajustado e vai-se adaptando à complexidade dos condicionalismos conjunturais que a atividade enfrenta. Como todas as comunidades, não é perfeita nem imune a conflitos. Vivemos tempos de mudança acelerada nos procedimentos e rotinas. Novas condições impostas por avanços tecnológicos e industrialização da cadeia de valor do negócio imobiliário. Novos desafios concorrenciais em todos os seus elos. Mas as Pessoas e os seus valores éticos permanecem indispensáveis para que se estabeleçam relações de confiança entre os operadores da fileira da construção e imobiliário que tornem possíveis uma cultura de partilha de informação e negócios baseada no respeito pelo outro e integridade. Novos testes ao ecossistema imobiliário, para que possamos revelar o nosso melhor. Um verão de encontros e reflexões Quase a terminar o período estival, tempo de regressarmos aos ambientes mais ou menos formais, às regras, comportamentos e procedimentos que orientam as nossas relações profissionais, foi num clima informal e festivo que o “Diário Imobiliário” promoveu mais uma edição do “Beach Party Imobiliário”. Oportunidade para nos revermos, validar ou desqualificar achismos, engajar propósitos e conexões, efetivar a transculturação na cadeia de valor, atualizar contactos e agenda. Um evento de verão que dá continuidade às conversas “No Filters”, moderadas por Fernanda Pedro, diretora deste jornal, que se realizam ao longo do ano. Aproveitando o clima, numa tarde soalheira subsequente, li do princípio ao fim o livro “O Mundo Imobiliário: as histórias incríveis do dia-a-dia de um consultor imobiliário”, compilação de artigos publicados em 2020 e 2021 por Francisco Mota Ferreira no “Diário Imobiliário”. A perspetiva de um ex-jornalista que, ao começar a trabalhar no imobiliário, descobriu um manancial de boas histórias que mereceram ser contadas. As Forças e Fraquezas do setor imobiliário descritas com humor e ironia. Lisboa e a preservação da identidade A época de verão em Lisboa ficará para sempre associada ao incêndio do Chiado que, há 38 anos, destruiu 18 edifícios históricos do século XVIII. Zona prime da cidade em que se requalificou e reergueu edificado e foi possível preservar algum do património comercial. Como em outros bairros do Centro Histórico, o território está a descaracterizar-se. Sem diferenciação competitiva num mercado turístico que começa a dar sinais de estagnação da procura, o destino vulgariza-se, massifica-se, perde atratividade e desvaloriza. O bem-intencionado programa da CML “Lojas com História” revela-se hoje pouco eficaz. Reconhecer não é o mesmo que proteger. É preciso vontade política para ir mais longe. É necessário proteger fachadas e elementos interiores e integrar estabelecimentos comerciais e agremiações históricas identitárias em Áreas de Conservação Urbana. Pessoas que deixam um legado O imobiliário é feito de Pessoas. No momento em que anuncia a sua retirada, quem já anda neste Mundo Imobiliário há quase 3 décadas não poderia deixar de fazer uma referência a Luís Roquette Pinheiro de Melo. Dizem-me quem com ele trabalhou que deixa um enorme legado de honestidade e conhecimento técnico. Como outros, tem direito a uma página no livro das celebridades da mediação imobiliária em Portugal. Continuará a ser uma referência para outras gerações que fazem do imobiliário a sua profissão. A propósito do segmento prime, onde preferencialmente se posicionava, costumo dizer que competências técnicas podem ser aprendidas. Princípios éticos, discrição, sigilo, sobriedade, “berço”, ou se tem ou não tem. E Luís Pinheiro de Melo, reunindo todos esses atributos pessoais, aliou-os a competência técnica de excelência. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Reabilitação ganha ritmo no centro de Coimbra A Câmara Municipal de Coimbra tem intensificado o trabalho de identificação e acompanhamento de imóveis degradados, sobretudo na zona histórica da cidade. Na sequência das notificações enviadas aos proprietários, dez edifícios já avançaram para obras de reconstrução ou reabilitação. A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual, procurando que os proprietários assumam voluntariamente as intervenções necessárias. Em vários casos, os imóveis degradados encontram-se já em fase de licenciamento, em obras ou com novos proprietários a preparar os procedimentos para iniciar a reabilitação. Município identifica novos edifícios O levantamento realizado pela Câmara tem permitido aumentar o número de imóveis degradados sinalizados na cidade. Além dos edifícios anteriormente identificados, foram recentemente notificados mais 67 proprietários para promoverem intervenções nos respetivos imóveis. No total, estão agora identificados 112 imóveis cujos processos de reabilitação deverão avançar. A Baixa e a Baixinha concentram grande parte destes casos, mas o trabalho abrange também zonas como a avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A autarquia pretende continuar a acompanhar os imóveis degradados e avaliar as soluções adequadas para cada situação, tendo em conta o estado dos edifícios e a disponibilidade dos proprietários para avançar com as obras. Obras coercivas são solução de recurso Quando a intervenção voluntária não acontece, o município pode recorrer a mecanismos coercivos. Esta opção é considerada uma solução de última instância e pode envolver a posse administrativa, a execução das obras pela autarquia ou outros procedimentos previstos na lei. Um dos casos já acompanhados envolve um edifício na rua da Fornalhinha, que ruiu em dezembro de 2025. Depois de assumir a posse administrativa do imóvel, a Câmara realizou as intervenções necessárias. O edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva. Existem ainda outros imóveis degradados que poderão ser alvo de medidas semelhantes, incluindo processos de expropriação por utilidade pública, venda forçada ou execução coerciva das obras. Habitação pode beneficiar da reabilitação A recuperação dos imóveis degradados poderá contribuir também para aumentar a oferta habitacional no centro de Coimbra. A própria autarquia tem edifícios que pretende requalificar, com o objetivo de criar habitação a custos acessíveis. A estratégia de reabilitação procura, assim, responder simultaneamente à degradação do património urbano e à necessidade de aproveitar edifícios sem utilização ou em condições inadequadas. Além dos imóveis degradados, o município identificou 237 edifícios devolutos, ou seja, imóveis que permanecem sem utilização durante um período prolongado. O acompanhamento destes edifícios poderá abrir caminho a novas intervenções e reforçar a revitalização das zonas centrais da cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Sol, mar e livros Neste nosso querido mês de Agosto vivemos sob a égide da abençoada trilogia: sol, mar e livros. Leituras adiadas de livros editados pela Academia Portuguesa de História, de autores clássicos da literatura portuguesa e brasileira. Ainda a revisitação dos artigos de opinião aqui publicados e em outros Órgãos de Comunicação Social nas últimas décadas, acerca do mercado imobiliário. Uma vontade de revermos com o adequado distanciamento, o que vamos publicando. E talvez essa outra trilogia da razão de viver, se venha a completar. Já plantámos uma árvore, temos uma filha, fica a faltar um livro. A formação do profissional imobiliário As demoradas buscas ao arquivo, a maioria em suporte físico, detiveram-nos na primeira década do século XXI. Remeteram-nos ao desafio de produzir conteúdos formativos que correspondessem às exigências da legislação publicada, decreto-lei nº 211 e portaria nº 1326 de 2004, e que também pudessem dentro das restrições de carga horária dos módulos que o CECOA - Centro de Formação para o Comércio e Afins nos atribuiu, contribuir para a formação em outras competências supletivas e diferenciadoras no exercício da profissão imobiliária. Para produzir conteúdos de forma eficaz é importante conhecer e entender o público-alvo. Neste caso, mais do que público-alvo tínhamos um público-provável; todos os que queriam credenciar-se para exercer a atividade de mediação e angariação imobiliária. Ao reexaminar os Manuais então produzidos, algumas das qualificações-chave do profissional imobiliário exigíveis nessa primeira década, persistem incólumes. As competências técnicas e comerciais que o podem tornar sucedido. Conhecer o mercado, a dinâmica da oferta e procura que induz o “asking price”, saber fazer uma avaliação comparativa de mercado, deter conhecimentos em financiamento bancário, fiscalidade, tramitação legal de venda, investimentos, patologias de construção e eficiência energética, urbanismo. No âmbito das competências comerciais, a larga maioria da oferta formativa era e continua a ser focada nesta vertente; prospeção, qualificação do cliente, negociação, gestão de objeções e fecho. Importa que os recém-chegados produzam resultados no curto prazo. Da intermediação à consultoria imobiliária O que distingue a intermediação imobiliária do passado da consultoria imobiliária, ainda existem empresas e comerciais que não as incorporaram, são as competências relacionais, estratégicas e digitais. Declaram-se consultores mas continuam a comportar-se como comerciais. Continuam a apresentar imóveis numa perspetiva de encurtar o ciclo da venda e fechar negócios no curto prazo, sem ter em conta a construção de uma relação de longo prazo com os seus clientes. Seguimos atentamente o percurso profissional de consultores imobiliários sucedidos. A capacidade que têm de compreender os mercados, de analisar tendências e de construir com discrição relações que resistam ao tempo. Carreiras dedicadas à compreensão dos ciclos de mercado e das estratégias de investimento. A tecnologia veio democratizar o acesso à informação. Um consultor imobiliário tem a competência de transformar informação em decisão. É na combinação de dados, tecnologia e relacionamento humano que cria valor ao aconselhar os seus clientes a tomar melhores decisões. A Inteligência Artificial no imobiliário Continua a ser deprimente, a banalidade, vulgaridade e os “lugares-comuns” da Comunicação e Marketing de algumas agências imobiliárias e vendedores de casas, recorrendo à IA. Na sequência de outras marcas, também a KW – Keller Williams Realty anunciou a construção da sua Inteligência Artificial (Claude IA + Notion IA) articulada com o seu modelo de negócio. Genericamente não se julgue que a IA, a automatização ou novos softwares vão solucionar fraquezas estratégicas. A IA está a transformar o imobiliário. Estarão as agências físicas e os consultores imobiliários ameaçados? A IA poderá vir a reduzir a dimensão do espaço físico e a necessidade de algumas tarefas presenciais mas não elimina a criação de valor da consultoria imobiliária. A tecnologia aporta eficiência, os consultores confiança e aconselhamento na decisão. Uma despedida Ainda dos EUA, chegou a notícia da morte de Gail Liniger, co-fundadora da RE/MAX em 1973. Marcou várias gerações de profissionais imobiliários em todo o Mundo. Que Descanse em Paz. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Grandes municípios lideram o financiamento habitacional Os grandes municípios do litoral concentram uma parte significativa dos projetos de habitação financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Lisboa, Oeiras, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Cascais e Setúbal destacam-se pela capacidade de contratação, embora também existam municípios do Algarve e do interior com resultados relevantes. Loulé e Vila Real de Santo António são exemplos no sul do país, enquanto Vila Real, Peso da Régua, Elvas e Fundão sobressaem entre os territórios do interior. Ainda assim, faltam dados detalhados que permitam perceber a distribuição geográfica das casas concluídas e a natureza das intervenções realizadas. Mais de 32 mil casas abrangidas pelo PRR O Governo anunciou que o PRR permitiu disponibilizar 32.641 habitações novas, reabilitadas ou adquiridas para fins sociais ou a preços acessíveis. Contudo, a informação pública sobre os projetos contratados não esclarece quantas casas correspondem a novas construções, obras de reabilitação ou aquisições. A Comissão de Acompanhamento do PRR aguarda esclarecimentos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para conhecer melhor os resultados do programa. A perceção atual é de que a reabilitação representa uma parte expressiva das habitações concluídas, devido ao estado de degradação de muitos imóveis municipais. Lisboa e Porto destacam-se nos projetos contratados Os dados disponíveis identificam 3.669 projetos de habitação contratados no âmbito do PRR, incluindo iniciativas de apoio ao acesso à habitação e soluções de alojamento urgente e temporário. Lisboa ocupa a primeira posição, com 567 projetos e 1,12 mil milhões de euros contratados. Segue-se o Porto, com 539 projetos e 552,39 milhões de euros, enquanto Braga regista 394 projetos, num total de 203,66 milhões de euros. Beja apresenta o menor número, com 39 projetos financiados em 31,8 milhões de euros. Metas de habitação mantêm-se após revisão do PRR A última reprogramação do PRR alterou o modelo de execução das medidas destinadas à habitação a preços acessíveis, procurando simplificar os procedimentos administrativos sem reduzir os objetivos definidos. A meta mantém-se nas 20.801 casas abrangidas pelo programa 1.º Direito, através de construção, aquisição, reabilitação ou arrendamento para subarrendamento. Apesar do investimento mobilizado, o PRR não resolve, por si só, os problemas estruturais da habitação em Portugal. As candidaturas municipais ultrapassaram as 59 mil casas, face às 26 mil inicialmente previstas, levando o Governo a recorrer a fontes adicionais de financiamento. O investimento global em habitação ultrapassa atualmente os 11 mil milhões de euros. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Quinta das Bicas aproxima-se da conclusão A Câmara Municipal de Coimbra prevê terminar até dezembro o empreendimento de habitação pública da Quinta das Bicas, em Taveiro. O projeto contempla 268 habitações e representa um investimento superior a 36 milhões de euros, assegurado integralmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Até ao momento, foram concluídas e entregues 128 casas às famílias beneficiárias. A iniciativa foi lançada pelo anterior executivo municipal e continua a avançar com o objetivo de disponibilizar as restantes habitações até ao final do ano. A conclusão do empreendimento permitirá reforçar a oferta de habitação pública no concelho, contribuindo para dar resposta às necessidades habitacionais das famílias abrangidas pelo programa. Município prepara novos espaços de apoio às famílias Além da conclusão das casas, a autarquia prevê realizar intervenções complementares para apoiar os residentes. Entre as possibilidades está a criação de um espaço destinado às crianças e que possa também acolher uma futura associação de moradores. O local poderá ainda servir de apoio aos trabalhadores municipais que acompanham as famílias instaladas no empreendimento. Contudo, ainda não existe uma data definida para a concretização destas estruturas. A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, considera importante promover relações de vizinhança e apoiar a criação de uma comunidade entre os moradores, para além de assegurar a entrega das habitações. Autarquia acompanha adaptação dos moradores A responsável municipal abordou também os problemas registados em alguns apartamentos entregues anteriormente, mas não especificou o número de ocorrências nem os danos identificados. Entre os exemplos mencionados estão situações relacionadas com a adaptação das famílias à vida em apartamento, incluindo possíveis danos causados por animais que não estão habituados a este tipo de habitação. A autarquia enquadra estas dificuldades nas circunstâncias particulares de algumas famílias, sublinhando a importância do acompanhamento social. O objetivo passa não só por concluir o projeto da Quinta das Bicas, mas também por criar condições para uma integração adequada dos residentes e para a conservação das casas entregues. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Loulé alerta para a falta de habitação A Câmara Municipal de Loulé considera que o Algarve atravessa uma situação crítica no acesso à habitação e pede uma resposta rápida do Governo. Entre as prioridades está a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Algarve, cuja conclusão a autarquia considera urgente. O município defende também a criação de um regime excecional que permita disponibilizar terrenos para habitação acessível e acelerar os processos de licenciamento. A proposta inclui prazos vinculativos para os pareceres das entidades competentes, com aprovação tácita quando estes não forem cumpridos. População cresce e preços aumentam A pressão sobre o mercado habitacional acompanha o crescimento da população algarvia. Em Loulé, o número de habitantes passou de 70.266, em 2011, para 94.447, em 2025. A região recebeu ainda mais de 70 mil novos residentes nos últimos quatro anos. Pode consultar aqui o relatório do SUPERCASA da evolução de preços da habitação em Loulé . Segundo a autarquia, o preço médio das casas no concelho subiu cerca de 75% no mesmo período, dificultando o acesso à habitação para quem depende dos rendimentos do trabalho. O município alerta também para a expansão de construções ilegais e alojamentos precários, incluindo situações de trabalhadores instalados em contentores e o recurso a casas amovíveis. Mais terrenos e autonomia municipal Para responder à escassez de habitação, Loulé considera que as atuais regras de ordenamento do território dificultam a criação de novas soluções. A autarquia reclama, por isso, maior autonomia municipal na gestão do território e menos dependência de pareceres externos. Entre as medidas propostas estão a disponibilização de terrenos para habitação acessível, o reforço do financiamento destinado a zonas com elevada pressão demográfica e a simplificação dos procedimentos administrativos. Algarve precisa de respostas rápidas A Câmara de Loulé defende uma reforma que atribua aos municípios maior capacidade de decisão sobre o planeamento territorial. Na perspetiva da autarquia, estas alterações são essenciais para responder às necessidades das populações e reduzir o recurso a alojamentos sem condições adequadas. O município considera que a habitação deve ser tratada como uma prioridade regional, conciliando o crescimento demográfico com a segurança, a sustentabilidade económica e o acesso a uma casa digna. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Darque vai receber 64 novas habitações A construção de 64 habitações em Darque, Viana do Castelo, avançará após a aprovação da adjudicação da empreitada e da minuta do contrato pelo executivo municipal. O projeto contempla fogos T1, T2 e T3, destinados à classe média, com preços inferiores aos praticados no mercado. A iniciativa pretende aumentar a oferta de habitação a custos controlados no concelho, facilitando o acesso à compra de casa. O processo, lançado em 2023, sofreu atrasos devido à aquisição dos terrenos, concluída ao longo de 2025, e à sobrecarga dos serviços municipais com projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Projeto inclui melhorias no espaço urbano Além da construção das habitações, a empreitada prevê a requalificação da área envolvente aos seis lotes, com o objetivo de melhorar o espaço urbano e valorizar as infraestruturas e áreas comuns. A adjudicação da obra foi aprovada, permitindo avançar com um projeto que pretende aumentar a oferta de habitação a custos controlados em Darque e facilitar o acesso a casas com preços inferiores aos praticados no mercado. Município prepara mais lotes habitacionais A estratégia municipal para aumentar a oferta de habitação inclui também a criação de 18 lotes para construção na freguesia de São Romão de Neiva, no Lugar de Três Marcos. Estes terrenos destinam-se a habitações T2 e T3. O investimento integra o esforço desenvolvido pelo município no âmbito da Estratégia Local de Habitação – 1.º Direito e do PRR. No concelho, estes programas representaram cerca de 51 milhões de euros, beneficiando 641 agregados familiares, dos quais 457 através de investimento direto da autarquia. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Como funciona a atualização dos coeficientes? Os coeficientes de desvalorização da moeda foram atualizados para 2026, através da Portaria n.º 457/2026/1, publicada em Diário da República a 15 de outubro. Estes valores permitem corrigir monetariamente o preço de aquisição de determinados bens e direitos, tendo em conta a inflação, para efeitos de cálculo de IRS e IRC. Qual o impacto na venda de imóveis? Na venda de um imóvel com mais-valias , os coeficientes de desvalorização da moeda permitem atualizar o valor de aquisição antes de apurar o ganho sujeito a imposto. Desta forma, o cálculo considera a perda de poder de compra da moeda ao longo do tempo, evitando que a valorização nominal seja confundida com um aumento real do valor do imóvel. A tabela estabelece o coeficiente aplicável consoante o ano em que o imóvel foi adquirido. Por isso, quem vende uma casa em 2026 deve consultar os valores agora publicados para calcular as mais-valias imobiliárias. A tabela também abrange outros bens e direitos Embora sejam relevantes para as mais-valias imobiliárias, os coeficientes de desvalorização da moeda também podem ser aplicados a determinadas operações com ativos financeiros e participações sociais. Entre os casos previstos encontram-se a venda de ações e quotas, o reembolso de obrigações, o resgate de unidades de participação em fundos de investimento e algumas operações de fusão, cisão ou liquidação de sociedades. A aplicação depende das condições previstas na legislação fiscal. Quando podem ser aplicados os coeficientes? A correção monetária prevista no artigo 50.º do Código do IRS exige que tenham decorrido mais de 24 meses entre a data de aquisição e a data de venda do bem. Esta condição deve ser verificada antes de aplicar os coeficientes de desvalorização da moeda no cálculo das mais-valias. A consulta da tabela em vigor no ano da venda é, por isso, essencial para determinar corretamente o valor de aquisição atualizado e apurar a matéria coletável. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Proposta de alteração à lei do arrendamento gera polémica A revisão da lei do arrendamento urbano proposta pelo Governo foi aprovada na generalidade pelo Parlamento, mas está a gerar críticas de associações de proprietários e de inquilinos, que apontam falhas distintas às mudanças previstas para o mercado habitacional. A Associação de Inquilinos Lisbonense (AIL) considera que as alterações favorecem os senhorios e reduzem a proteção dos arrendatários . A organização alerta para o risco de um maior desequilíbrio na relação entre as duas partes, num contexto em que o acesso a casas com rendas acessíveis continua a ser um desafio para muitas famílias. Inquilinos alertam para perda de proteção A AIL manifesta preocupação com o impacto da proposta nos direitos dos atuais e futuros inquilinos. Na perspetiva da associação, as medidas podem agravar as dificuldades de quem procura casa e comprometer a proteção dos arrendatários no mercado de arrendamento. A organização considera que a revisão dá maior margem de atuação aos proprietários, sem garantir salvaguardas suficientes para quem arrenda uma habitação. As críticas surgem numa altura em que a acessibilidade da habitação permanece uma das principais preocupações do mercado imobiliário português. Proprietários defendem uma revisão mais abrangente A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) também considera que a proposta fica aquém das mudanças necessárias. A organização defende a revogação de medidas introduzidas desde 2015, que, na sua avaliação, contribuíram para afastar imóveis do mercado de arrendamento. Apesar das reservas, a ALP reconhece importância à aprovação da proposta, considerando que a revisão poderá ajudar a recuperar a confiança dos proprietários. A associação entende que a estabilidade das regras é essencial para incentivar a disponibilização de mais casas para arrendamento, incluindo para os jovens. Limites das medidas para a habitação A EY considera que as alterações à lei do arrendamento podem contribuir para melhorar o funcionamento do mercado, mas dificilmente resolverão, por si só, a falta de oferta e a pressão sobre as rendas. Entre as medidas com potencial impacto estão a redução da tributação sobre rendas de valores moderados e os incentivos à colocação de imóveis no mercado. No entanto, a consultora alerta que a incerteza jurídica e os receios relacionados com o incumprimento dos contratos continuam a condicionar as decisões dos proprietários. O debate em torno da lei do arrendamento evidencia, assim, a dificuldade de conciliar a proteção dos inquilinos com a criação de condições para aumentar a oferta de habitação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas rendas máximas variam consoante o concelho A regulamentação do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) foi publicada em Diário da República, definindo os valores máximos das rendas por tipologia e município. A medida pretende incentivar a oferta de habitação a preços acessíveis, através de benefícios fiscais para os proprietários que cumpram os requisitos do programa. Em Lisboa, as rendas máximas variam entre 785 euros para um T0 e 2.066 euros para um T5. No Porto, os valores vão dos 652 euros para um T0 aos 1.715 euros para um T5. Em Faro, os limites situam-se entre 447 e 1.176 euros, consoante a tipologia. O valor mínimo previsto na portaria é de 224 euros para um T0, aplicável em 103 municípios, incluindo Aguiar da Beira, Arganil, Cinfães, Fundão, Lamego e Marvão. Proprietários podem beneficiar de isenções fiscais O RSAA prevê a isenção de IRS ou IRC sobre os rendimentos prediais para os proprietários que pratiquem rendas pelo menos 20% abaixo da mediana da respetiva região. Estão também previstas isenções de IMT e IMI para investimentos destinados à aquisição, construção ou reabilitação de imóveis para arrendamento acessível. A renda máxima pode ainda aumentar 10% quando a habitação inclui estacionamento privativo ou apresenta um desempenho energético de classe A ou superior. Os limites serão revistos periodicamente e, quando não houver revisão, atualizados automaticamente em função da inflação, com efeitos a 1 de janeiro. Regime prevê incentivos à construção de habitação Além dos benefícios fiscais, o regime permite, em determinadas condições, a reclassificação simplificada de solo rústico para urbano, quando o objetivo seja construir habitação pública, a custos controlados ou destinada a arrendamento acessível. Os promotores de operações urbanísticas que incluam habitação para arrendamento acessível poderão também beneficiar da dispensa de compensações urbanísticas, nos termos previstos na regulamentação. Regulamentação chega após atraso no prazo previsto A publicação da portaria ocorreu depois do prazo inicialmente estabelecido para regulamentar o regime. A Associação Lisbonense de Proprietários tinha manifestado preocupação com a demora, referindo dificuldades dos seus associados em perceber se os contratos poderiam ser abrangidos e como aceder aos benefícios fiscais anunciados. A entrada em vigor da portaria concretiza agora as regras necessárias à aplicação do RSAA, permitindo aos proprietários consultar os limites de renda aplicáveis ao concelho e à tipologia do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Escolha o lugar ideal para ler Criar um cantinho de leitura é uma forma simples de aproveitar melhor a casa e reservar um espaço para descansar, longe das distrações do dia a dia. Seja na sala, no quarto ou junto a uma janela, o importante é escolher uma zona tranquila, onde seja possível desfrutar de um livro com conforto. Não é necessário ter uma divisão dedicada à leitura. Um recanto pouco utilizado pode ganhar uma nova função com algumas escolhas práticas, adaptadas ao espaço disponível e ao estilo de decoração da casa. Aposte no conforto e numa boa iluminação O assento é uma das peças mais importantes de um cantinho de leitura. Uma poltrona, um cadeirão ou um banco confortável podem ser suficientes para definir o ambiente. Para tornar o espaço mais convidativo, acrescente almofadas e uma manta que proporcionem uma sensação de aconchego. A iluminação também merece atenção. Durante o dia, aproveite a luz natural sempre que possível. À noite, um candeeiro de pé ou de mesa permite criar um ambiente mais intimista e assegura luz suficiente para ler sem esforço desnecessário. Organize o espaço com móveis funcionais Um cantinho de leitura não precisa de estar cheio de móveis ou objetos. Uma pequena mesa de apoio é útil para pousar um livro, os óculos ou uma chávena de chá. Se houver espaço, uma estante permite manter as leituras favoritas à mão, enquanto um cesto pode servir para guardar revistas e outros acessórios. A organização deve facilitar a utilização do espaço, sem comprometer a circulação. Escolher peças proporcionais à área disponível ajuda a manter o ambiente funcional, sobretudo em casas onde cada metro quadrado conta. Personalize com detalhes decorativos Os acessórios dão personalidade ao cantinho de leitura e ajudam a integrá-lo na decoração da casa. Um tapete pode delimitar visualmente a zona, enquanto uma planta acrescenta um apontamento natural. Jarras, molduras e velas decorativas também contribuem para criar um ambiente mais pessoal. Na escolha das cores e dos materiais, procure uma combinação harmoniosa com o restante mobiliário. Tons suaves, tecidos agradáveis ao toque e elementos decorativos de que goste podem transformar um recanto simples num lugar onde apetece ficar. Criar um cantinho de leitura é uma forma acessível de tornar a casa mais confortável e adaptada às rotinas de quem nela vive. Com poucas peças bem escolhidas, é possível ganhar um espaço dedicado à tranquilidade, sem precisar de fazer obras ou grandes investimentos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Como a lavanda pode ajudar a dormir melhor O aroma da lavanda é frequentemente associado ao relaxamento e pode ajudar a reduzir o stress antes de dormir. O olfato está ligado a áreas do cérebro relacionadas com as emoções e as memórias, pelo que determinados cheiros podem influenciar o estado de espírito e a sensação de tranquilidade. Ter lavanda no quarto pode ser uma forma simples de criar um ambiente mais relaxante ao final do dia. Ainda assim, os efeitos variam de pessoa para pessoa e o aroma não substitui hábitos de sono saudáveis nem o acompanhamento médico quando existem dificuldades persistentes em dormir. Planta natural ou óleo essencial? Pode aproveitar o aroma da lavanda através de flores secas, de uma planta natural ou de produtos aromáticos adequados. Outra opção é utilizar um difusor durante um período limitado, seguindo as instruções do fabricante. Se optar por óleos essenciais, tenha alguns cuidados. Estes produtos são concentrados e podem causar irritação ou reações adversas, sobretudo em pessoas sensíveis. Escolha produtos de composição identificada, evite aplicá-los diretamente na pele sem indicação adequada e mantenha-os fora do alcance de crianças e animais. Outros hábitos que favorecem o sono Além de experimentar o aroma da lavanda, há mudanças na rotina que podem ajudar a preparar o corpo para descansar. Reduzir a intensidade da luz nas horas anteriores a deitar, limitar a utilização de telemóveis e televisão e manter horários regulares são algumas das medidas recomendadas. Também é preferível evitar refeições pesadas, cafeína ao final do dia e conversas ou atividades que provoquem tensão imediatamente antes de dormir. Criar um ambiente tranquilo, confortável e com pouca luz pode facilitar o adormecimento e contribuir para noites mais repousantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Descubra o património e a história da Corunha Situada na costa noroeste de Espanha, a Corunha é uma cidade galega onde a história se cruza com a vida junto ao Atlântico. A proximidade a Portugal torna-a uma opção interessante para uma viagem de poucos dias, com atrações culturais, espaços verdes e uma gastronomia reconhecida pelos produtos do mar. Um dos monumentos mais emblemáticos é a Torre de Hércules, um farol romano com quase dois mil anos, classificado como Património Mundial pela UNESCO e ainda em funcionamento. Nas proximidades, o Aquarium Finisterrae permite conhecer melhor a biodiversidade marinha, enquanto o Castelo de Santo Antão, uma antiga fortificação do século XVI, acolhe atualmente um museu. No centro histórico, vale a pena percorrer as ruas antigas e descobrir igrejas, conventos e edifícios de diferentes épocas. A Praça de María Pita destaca-se pela sua dimensão e pela arquitetura envolvente, sendo um dos principais pontos de encontro da cidade. Praias, passeios e vistas sobre o Atlântico A costa é uma das grandes atrações da Corunha. O passeio marítimo permite explorar a cidade a pé, apreciar a paisagem e passar por praias urbanas como Riazor e Orzán, procuradas tanto para momentos de descanso como para atividades ao ar livre. Para uma perspetiva diferente, o Parque do Monte de San Pedro oferece vistas panorâmicas sobre a cidade, o porto e o oceano. Este espaço verde, instalado numa antiga zona militar, é ideal para passear e contemplar a paisagem. A cidade também tem propostas para quem gosta de cultura e natureza. A Casa das Ciências, o Parque de Santa Margarita e os locais associados à passagem de Pablo Picasso pela Corunha permitem diversificar o roteiro durante a visita. Sabores galegos e locais a explorar nos arredores A gastronomia é outro dos motivos para visitar a Corunha. O marisco, o peixe fresco e as tapas fazem parte da experiência local, com restaurantes e bares espalhados pelo centro e pelas ruas mais movimentadas. A zona da Avenida da Marina destaca-se pelas galerias envidraçadas dos edifícios, que deram à cidade a designação de Cidade de Cristal. Para compras, a Calle Real reúne lojas tradicionais e comerciais, enquanto o centro comercial Marineda City oferece uma alternativa mais moderna. Se tiver mais tempo, aproveite a viagem para explorar outros recantos da Galiza. A Costa da Morte, com localidades como Camariñas, Corcubión e Finisterra, revela paisagens costeiras marcantes. Já as Ilhas Cíes e os parques naturais da região são opções para quem procura praias de águas transparentes, trilhos e contacto com a natureza. Com património, mar, boa comida e paisagens variadas, a Corunha reúne os ingredientes necessários para uma escapadinha memorável sem ter de viajar para longe. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Praias e paisagens para descobrir na Púglia Situada no sul de Itália, Púglia estende-se entre os mares Adriático e Jónico e oferece cenários muito diferentes ao longo da costa. Entre enseadas rodeadas de falésias, praias de areia clara e pequenas localidades junto ao mar, a região é uma opção para quem procura descanso e contacto com a natureza. Polignano a Mare destaca-se pelas casas construídas sobre as falésias e pelas vistas sobre o Adriático. Já Monopoli combina um centro histórico pitoresco com pequenas praias e um porto tradicional. Mais a sul, na zona de Salento, encontram-se praias como Punta Prosciutto, conhecidas pela areia fina e pelas águas transparentes. Cidades históricas e aldeias típicas Uma viagem à Púglia permite também explorar cidades com um património arquitetónico marcante. Bari, a capital regional, convida a passear pelas ruas estreitas da cidade antiga e a conhecer monumentos como a Basílica de São Nicolau. Lecce é conhecida pela arquitetura barroca, pelas fachadas trabalhadas em pedra local e pelas praças históricas. No interior, Alberobello merece uma visita pelos seus trulli, construções tradicionais com telhados cónicos que fazem parte do património mundial da UNESCO. Ostuni, conhecida como a cidade branca, destaca-se pelas casas caiadas e pelas ruas sinuosas, que oferecem vistas sobre a paisagem rural e os olivais. Gastronomia e melhor altura para visitar A gastronomia é outro dos motivos para conhecer Púglia. Entre as especialidades regionais encontram-se as orecchiette, uma massa tradicional, o pão de Altamura, os queijos locais e os pratos de peixe e marisco. O azeite e os vinhos produzidos na região também fazem parte da identidade culinária local. A primavera e o início do outono são boas alturas para visitar Púglia, graças às temperaturas amenas e à menor afluência de turistas. O verão é indicado para aproveitar as praias, embora algumas localidades costeiras sejam mais movimentadas. Para explorar diferentes zonas com maior liberdade, alugar um carro pode facilitar as deslocações entre cidades, aldeias e praias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Renda acessível para estudantes deslocados Estudar longe de casa pode representar um encargo elevado para muitos jovens, sobretudo devido aos custos com habitação. Em Vila Nova de Gaia, uma parceria entre o Instituto Piaget e a Junta de Freguesia de Gulpilhares procura reduzir essa despesa, disponibilizando alojamento estudantil por 250 euros mensais. A iniciativa contempla duas residências renovadas, destinadas exclusivamente a estudantes daquela instituição de ensino superior. O valor mensal inclui serviços de limpeza e manutenção, permitindo aos jovens beneficiar de uma solução habitacional com custos mais controlados. Porto enfrenta rendas elevadas A criação desta resposta surge num contexto de pressão sobre o mercado de arrendamento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos na Área Metropolitana do Porto atingiu 10,83 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. Perante estes valores, encontrar alojamento a preços acessíveis continua a ser um desafio para quem precisa de mudar de cidade ou viver longe da família para frequentar o ensino superior. A iniciativa em Gulpilhares pretende contribuir para diminuir esse obstáculo e facilitar o acesso à formação académica, independentemente da situação económica dos estudantes. Projeto pode crescer nos próximos anos Embora represente uma alternativa mais económica para os estudantes abrangidos, a parceria não resolve, por si só, as dificuldades estruturais da habitação. O Instituto Piaget defende a necessidade de multiplicar soluções que aumentem a oferta de alojamento acessível e reduzam o peso das despesas habitacionais no orçamento das famílias. O projeto encontra-se numa fase inicial, mas existe a intenção de alargar este tipo de resposta ainda este ano ou no próximo ano letivo. Para além do apoio aos estudantes, a iniciativa pretende também dinamizar Gulpilhares, incentivando a permanência dos jovens na freguesia e contribuindo para a renovação geracional da comunidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Formação chega a quatro instituições A Universidade Aberta, a Universidade de Lisboa e as universidades politécnicas de Beja e Setúbal vão disponibilizar 1036 vagas para profissionalização em serviço de professores. A formação destina-se a docentes licenciados na área científica das disciplinas que lecionam, mas que ainda não têm formação pedagógica. Os cursos são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de protocolos que representam um investimento total de 5,5 milhões de euros. A Universidade Aberta concentra a maior parte das vagas, com 672 lugares. Seguem-se a Universidade de Lisboa, com 181, o Politécnico de Beja, com 98, e o Politécnico de Setúbal, com 85 vagas. Maioria das vagas já está preenchida A formação deverá começar em outubro e, segundo o MECI, cerca de 80% dos lugares disponíveis já foram ocupados. A duração varia consoante a experiência profissional dos docentes. Professores com menos de cinco anos de serviço terão de frequentar uma formação de dois anos. Para quem já tem mais de cinco anos de atividade, a profissionalização em serviço terá a duração de um ano. A abertura destas vagas permite dar resposta aos docentes que entraram recentemente na carreira através dos concursos extraordinários destinados a candidatos com habilitação própria. Professores podem concluir formação pedagógica Nos últimos dois anos, milhares de professores ingressaram nos quadros através de um regime que permitiu a entrada de docentes sem habilitação profissional. A vinculação ficou condicionada à conclusão da respetiva formação pedagógica dentro do prazo definido. No concurso externo extraordinário de 2024/2025, foram integrados 1822 professores, dos quais 893 não tinham formação pedagógica. No ano seguinte, vincularam-se 1639 docentes, incluindo 697 com habilitação própria. A profissionalização em serviço permite assim que estes professores obtenham a formação necessária enquanto continuam a exercer funções nas escolas. Mais formação para responder à falta de docentes A medida surge também num contexto de escassez de professores e de necessidade de reforçar a qualificação dos profissionais que já estão no sistema de ensino. O investimento pretende garantir condições para que os docentes com vinculação provisória possam concluir a formação dentro do prazo previsto. A profissionalização em serviço constitui uma das vias disponíveis para obter a habilitação profissional exigida para o acesso à carreira docente. A nova oferta procura ainda responder à falta de lugares que, nos últimos anos, dificultou o acesso de alguns professores à formação pedagógica. Em 2025, já tinham sido contratualizadas 300 vagas com a Universidade Aberta, mas a procura continuava a superar a oferta disponível. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Portugal acima da média europeia Os jovens portugueses saem de casa dos pais, em média, aos 28,8 anos, acima dos 26,3 anos registados na União Europeia (UE) em 2025. Os dados do Eurostat mostram que Portugal continua entre os países europeus onde a independência residencial acontece mais tarde, num contexto marcado pelas dificuldades de acesso à habitação e pela dependência financeira das famílias . Esta realidade contrasta com a de vários países do Norte da Europa, onde os jovens conseguem iniciar uma vida independente mais cedo. Diferenças significativas entre países A idade média de saída de casa varia consideravelmente entre os Estados-membros. Na Finlândia, os jovens deixam a casa dos pais aos 21,3 anos, em média, enquanto na Dinamarca essa idade se situa nos 21,8 anos. No extremo oposto, países como a Croácia, a Eslováquia, a Grécia, Espanha e Itália apresentam idades médias de emancipação mais elevadas, próximas ou superiores aos 30 anos. Portugal integra este grupo, evidenciando diferenças entre os modelos de autonomia residencial na Europa. Sobrelotação afeta os jovens portugueses A saída tardia de casa não significa necessariamente melhores condições habitacionais. Em 2025, 21,4% dos jovens portugueses entre os 15 e os 29 anos viviam em casas sobrelotadas, uma proporção superior à registada na população total, de 12,7%. Ainda assim, o indicador português ficou abaixo da média europeia para os jovens, que atingiu 26,9%. Os números revelam que uma parte significativa da população jovem continua a viver em habitações sem espaço suficiente para as necessidades do agregado familiar. Custos da habitação condicionam a independência Os dados europeus apontam para uma relação entre a idade de saída de casa e os encargos com a habitação. Nos países onde os jovens conquistam a independência mais cedo, a sobrecarga financeira associada à habitação tende a ser superior. Já nos países onde permanecem mais tempo com os pais, essa pressão costuma ser menor. Portugal constitui uma exceção a esta tendência, ao combinar uma saída tardia de casa com encargos habitacionais próximos da média da UE. O acesso à habitação continua, assim, a ser um dos fatores relevantes para a autonomia dos jovens portugueses. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Euribor regista aumentos em todos os prazos As taxas Euribor subiram esta segunda-feira nos três principais prazos, face aos valores registados na sexta-feira. A Euribor a três meses fixou-se em 2,643%, a seis meses avançou para 2,994% e a 12 meses atingiu 3,233%. A taxa Euribor a seis meses aumentou 0,024 pontos percentuais, enquanto a taxa a 12 meses subiu 0,018 pontos. No prazo mais curto, o acréscimo foi de 0,001 pontos percentuais. Taxa a seis meses mantém maior peso no crédito à habitação Em Portugal, a Euribor a seis meses continua a ser a mais utilizada nos contratos de crédito à habitação com taxa variável. Segundo dados do Banco de Portugal relativos a agosto, este prazo representava 40,3% do total de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. A Euribor a 12 meses correspondia a 31,03% destes contratos, enquanto a taxa a três meses representava 24,27%. A evolução destes indicadores influencia os encargos dos titulares de créditos à habitação com prestações indexadas à Euribor, dependendo do prazo de revisão previsto no contrato. Decisões do BCE influenciam a evolução das taxas As taxas Euribor refletem as condições do mercado interbancário e são calculadas com base nas taxas de juro a que um conjunto de bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si. As decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) também influenciam a sua evolução. A 10 de setembro, a instituição aumentou as taxas diretoras em 25 pontos base, depois de as ter mantido inalteradas em julho. A próxima reunião de política monetária está prevista para 28 e 29 de outubro, em Frankfurt. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Nova regra só abrange vendas desde 2026 Quem vendeu uma habitação própria e permanente em 2025 fica excluído do novo regime de isenção de IRS sobre mais-valias , mesmo que reinvista parte do valor obtido na compra de um imóvel para arrendamento em 2026. A Autoridade Tributária (AT) esclareceu, numa informação vinculativa, que o novo regime apenas se aplica a transmissões realizadas entre 1 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2029. Por isso, a data da venda é determinante para saber se as mais-valias podem beneficiar da exclusão de tributação. Reinvestimento tem regras específicas O novo regime permite excluir de tributação determinados ganhos quando o valor obtido com a venda de uma habitação é reinvestido na aquisição de um imóvel destinado ao arrendamento habitacional, dentro dos limites de renda previstos na lei. O reinvestimento pode ser realizado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. A intenção de reinvestir também deve ser indicada na declaração de IRS relativa ao ano em que ocorreu a transmissão. Para manter o benefício, deve ser celebrado um contrato de arrendamento habitacional dentro dos limites legais no prazo previsto. O imóvel adquirido através do reinvestimento tem ainda de permanecer no mercado de arrendamento durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. Data da venda determina acesso ao benefício No caso analisado pela AT, o contribuinte vendeu a sua habitação própria e permanente em 2025 e pretendia utilizar parte do montante recebido, em 2026, para comprar um apartamento destinado ao arrendamento habitacional. Apesar de o reinvestimento ocorrer já durante a vigência da nova regra, a AT considera que as mais-valias resultam da transmissão realizada em 2025. Assim, o momento relevante para determinar a aplicação do regime é a data da venda e não a data em que o reinvestimento é concretizado. Mais-valias de 2025 ficam excluídas O Decreto-Lei n.º 97/2026 determina que as novas regras produzem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026 e abrangem transmissões realizadas até 31 de dezembro de 2029. Desta forma, uma casa vendida em 2025 não pode beneficiar desta exclusão de tributação através de um reinvestimento posterior. A AT concluiu que, neste caso, as mais-valias não cumprem os requisitos temporais exigidos pelo novo regime. Quando o reinvestimento é apenas parcial, a exclusão de tributação pode também ser proporcional ao montante efetivamente reinvestido, desde que sejam cumpridas as restantes condições previstas no Código do IRS. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O preço pode estar desalinhado do mercado Para vender casa com mais eficácia, o primeiro passo é perceber se o preço corresponde à realidade da zona. O valor definido pelo proprietário pode parecer justo, mas estar acima do praticado em imóveis semelhantes. Uma análise baseada em dados atuais ajuda a identificar diferenças de preço e a posicionar o imóvel de forma competitiva. Para quem quer vender casa, uma avaliação profissional pode evitar que o valor seja definido apenas com base nas expectativas do proprietário. Veja aqui os relatórios de evolução de preços do SUPERCASA para uma melhor decisão . A apresentação pode afastar compradores Antes de marcar uma visita, o potencial comprador vê fotografias e lê o anúncio. Imagens escuras, divisões desarrumadas ou uma descrição pouco informativa podem reduzir o interesse. Para vender casa, a apresentação deve mostrar claramente os pontos fortes do imóvel. Fotografias de qualidade, uma descrição completa e informação rigorosa sobre áreas, quartos, localização e equipamentos ajudam a criar confiança. Um anúncio cuidado aumenta as hipóteses de chegar a pessoas realmente interessadas. Pequenos problemas pesam na decisão Uma parede com manchas, uma torneira com problemas ou uma iluminação fraca podem parecer detalhes, mas influenciam a perceção de quem visita o imóvel. Antes de vender casa, vale a pena corrigir pequenas falhas que possam transmitir falta de manutenção. Arrumar e despersonalizar as divisões também ajuda. O objetivo é criar espaços luminosos, organizados e fáceis de imaginar como futuros lares. O home staging pode reforçar esse efeito e tornar a casa mais apelativa. A flexibilidade nas visitas é outro ponto importante. Horários muito limitados podem fazer perder oportunidades e atrasar o negócio. Divulgação limitada reduz oportunidades Para vender casa, publicar o imóvel apenas num canal pode não ser suficiente. Uma estratégia mais abrangente pode combinar portais imobiliários, redes profissionais, campanhas digitais e contactos com potenciais compradores. É igualmente importante acompanhar os resultados. Poucas visualizações podem indicar um problema de divulgação; muitos contactos sem visitas podem revelar uma questão de preço ou apresentação; visitas sem propostas podem exigir uma nova análise da estratégia. Se quer vender casa depois de vários meses sem resultados, não significa necessariamente que não existam compradores. Pode ser necessário ajustar o preço, melhorar o anúncio, preparar melhor o imóvel ou aumentar a sua visibilidade. Com uma estratégia adequada, vender casa torna-se um processo mais estruturado. O apoio de um profissional imobiliário permite analisar o mercado, identificar obstáculos e definir ações para aproximar o imóvel dos compradores certos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comprar casa está mais caro em Portugal O preço das casas em Portugal atingiu os 3.082€/m² em setembro de 2026, mais 9,5% do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Infocasa. Face a agosto, o aumento foi de 0,4%, após um verão marcado pela estabilização dos preços. Para quem quer comprar casa, a localização continua a ser um dos fatores com maior impacto no orçamento. Consulte aqui o relatório da evolução de preços das casas do SUPERCASA . Apesar da subida mensal, os preços permanecem ligeiramente abaixo do máximo de 3.090€/m², registado em junho. No último trimestre, verificou-se uma descida de 0,3%, mostrando que a evolução não é igual em todos os períodos nem em todas as regiões. Lisboa, Algarve e Madeira entre as zonas mais caras Lisboa continua a ser uma das regiões mais caras para comprar casa, com um preço médio de 4.573€/m². Ainda assim, registou uma descida mensal de 1,7%, enquanto a subida anual ficou nos 4,4%. No Algarve , o preço médio chegou aos 4.205€/m², apesar de uma redução mensal de 0,5%. Já na Madeira, comprar casa custava, em média, 4.167€/m², mais 13,6% do que há um ano. No Porto , o preço fixou-se nos 3.110€/m², com uma descida mensal de 0,5% e uma subida anual de 7,2%. Setúbal também apresenta valores elevados, com 3.521€/m². Onde os preços das casas mais aumentaram? A valorização imobiliária não se limita às grandes cidades. Santarém registou a maior subida anual entre as regiões destacadas, de 15,3%, com um preço médio de 1.940€/m². Também Coimbra , com 1.986€/m², apresentou uma subida anual de 13%. Em Aveiro e Leiria , os preços chegaram aos 2.292€/m² e 2.296€/m², respetivamente, ambos com aumentos de 11,9%. Braga registou uma valorização anual de 10,6%, atingindo os 2.195€/m². Estes valores mostram que os preços continuam a subir em várias regiões do país, pelo que procurar alternativas fora dos grandes centros pode ser uma opção para quem tem um orçamento limitado. Guarda é a região mais barata para comprar casa Para quem procura preços mais baixos, a Guarda apresenta o valor médio mais acessível, de 1.000€/m². Seguem-se Portalegre , com 1.151€/m², Bragança , com 1.215€/m², Castelo Branco , com 1.282€/m², e Vila Real , com 1.333€/m². As diferenças entre regiões mostram como a localização pode influenciar o custo de comprar casa. Antes de tomar uma decisão, importa comparar preços, avaliar o orçamento disponível e considerar os custos associados à aquisição. Embora o mercado nacional continue em valorização anual, a evolução varia consoante a região. Acompanhar os preços por localização pode ajudar a identificar alternativas mais ajustadas às necessidades e à capacidade financeira de cada comprador. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Avaliação bancária sobe 14,7% em agosto A avaliação bancária das casas aumentou 14,7% em termos homólogos em agosto, para 2.254 euros por metro quadrado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar de representar um novo máximo, o crescimento desacelerou face aos 15,2% registados em julho. Em relação ao mês anterior, o valor mediano aumentou 14 euros. A Península de Setúbal destacou-se com a maior subida mensal, de 1,6%, enquanto o Algarve foi a única região a registar uma descida, de 1,2%. Consulte aqui a evolução de preços das casas no SUPERCASA . Apartamentos registam maior valorização Por tipo de habitação, os apartamentos apresentaram uma subida mais acentuada da avaliação bancária. O valor médio aumentou 17% face a agosto de 2025, atingindo 2.655 euros por metro quadrado. Nas moradias, o crescimento homólogo foi de 12,6%, para 1.610 euros por metro quadrado. Também na comparação mensal os apartamentos registaram uma evolução superior, com uma subida de 1,1%, contra 0,2% nas moradias. Grande Lisboa mantém valores mais elevados A diferença entre os tipos de habitação também se verifica nos valores da avaliação bancária. A Grande Lisboa apresentou os valores mais elevados, com 3.487 euros por metro quadrado nos apartamentos e 2.918 euros nas moradias. No conjunto das regiões, Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal apresentaram valores acima da mediana nacional. O Alto Alentejo registou o valor mais baixo, 54,1% abaixo da mediana do país. Número de avaliações aumenta em termos anuais Em agosto foram realizadas cerca de 32.650 avaliações bancárias, mais 3,1% do que no mesmo mês de 2025. Face a julho, contudo, o número de avaliações diminuiu 4,1%. Os dados do INE referem-se exclusivamente a avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação. Por isso, a avaliação bancária não corresponde diretamente aos preços efetivamente pagos nas transações, refletindo apenas imóveis sujeitos a financiamento bancário. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .