Foto: Adobe Stock Autor: Redação Avaliação bancária sobe 14,7% em agosto A avaliação bancária das casas aumentou 14,7% em termos homólogos em agosto, para 2.254 euros por metro quadrado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar de representar um novo máximo, o crescimento desacelerou face aos 15,2% registados em julho. Em relação ao mês anterior, o valor mediano aumentou 14 euros. A Península de Setúbal destacou-se com a maior subida mensal, de 1,6%, enquanto o Algarve foi a única região a registar uma descida, de 1,2%. Consulte aqui a evolução de preços das casas no SUPERCASA . Apartamentos registam maior valorização Por tipo de habitação, os apartamentos apresentaram uma subida mais acentuada da avaliação bancária. O valor médio aumentou 17% face a agosto de 2025, atingindo 2.655 euros por metro quadrado. Nas moradias, o crescimento homólogo foi de 12,6%, para 1.610 euros por metro quadrado. Também na comparação mensal os apartamentos registaram uma evolução superior, com uma subida de 1,1%, contra 0,2% nas moradias. Grande Lisboa mantém valores mais elevados A diferença entre os tipos de habitação também se verifica nos valores da avaliação bancária. A Grande Lisboa apresentou os valores mais elevados, com 3.487 euros por metro quadrado nos apartamentos e 2.918 euros nas moradias. No conjunto das regiões, Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal apresentaram valores acima da mediana nacional. O Alto Alentejo registou o valor mais baixo, 54,1% abaixo da mediana do país. Número de avaliações aumenta em termos anuais Em agosto foram realizadas cerca de 32.650 avaliações bancárias, mais 3,1% do que no mesmo mês de 2025. Face a julho, contudo, o número de avaliações diminuiu 4,1%. Os dados do INE referem-se exclusivamente a avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação. Por isso, a avaliação bancária não corresponde diretamente aos preços efetivamente pagos nas transações, refletindo apenas imóveis sujeitos a financiamento bancário. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Juros sobem no crédito habitação Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito habitação aumentou para 3,162% em agosto . O valor representa uma subida de 2,7 pontos base face ao mês anterior e corresponde ao nível mais elevado desde outubro de 2025. No financiamento destinado à aquisição de habitação, a taxa de juro implícita também aumentou, passando para 3,148%. A evolução dos juros ocorre num contexto em que o montante médio em dívida continua a crescer. Capital em dívida atinge novo recorde Em agosto, o capital médio em dívida nos contratos de crédito habitação aumentou 725 euros face a julho, atingindo 80.188 euros. De acordo com o INE, trata-se do valor mais elevado desde o início da série estatística. A conjugação entre o aumento do capital em dívida e a subida das taxas de juro refletiu-se diretamente na prestação da casa. Em agosto, o valor médio mensal atingiu 418 euros, mais quatro euros do que no mês anterior e mais 24 euros do que no mesmo período de 2025. Do total da prestação, cerca de metade corresponde ao pagamento de juros, enquanto a restante parcela é destinada à amortização do capital. Novos contratos têm prestações mais elevadas Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro manteve-se nos 2,910%. Para os empréstimos destinados à aquisição de habitação, registou-se uma ligeira descida, para 2,897%. Apesar da estabilidade dos juros nos novos contratos, o capital médio em dívida aumentou. Nos financiamentos celebrados nos últimos três meses, o montante médio chegou aos 185.812 euros, mais 3.336 euros do que em julho. Este aumento do valor financiado também teve impacto na prestação da casa dos novos contratos. Em agosto, a prestação média atingiu 744 euros, mais 13 euros do que no mês anterior e 14,3% acima do valor registado um ano antes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Famílias mudam de estratégia no crédito à habitação A taxa mista está a ganhar cada vez mais espaço no crédito à habitação em Portugal. Os contratos que combinam um período inicial de taxa fixa com uma fase posterior de taxa variável já representam mais de 48% do stock de empréstimos para comprar casa. Esta evolução acontece num contexto de maior preocupação com a oscilação das taxas de juro. Os contratos com taxa variável, tradicionalmente predominantes no mercado português, representam agora cerca de 47% do crédito à habitação. Já a taxa fixa mantém uma expressão bastante mais reduzida. A alteração da preferência das famílias tornou-se especialmente evidente nos últimos anos. No final de 2023, os contratos com taxa variável ainda representavam cerca de 78% do crédito à habitação, enquanto a taxa mista não chegava aos 18%. Taxa mista lidera novos contratos A mudança é ainda mais evidente quando se analisam os novos empréstimos. Em julho, a taxa mista representava cerca de 86% dos novos contratos de crédito à habitação , muito acima das opções de taxa variável e taxa fixa. A escolha deste modelo permite ao cliente beneficiar de uma prestação fixa durante um período inicialmente definido no contrato. Depois dessa fase, o crédito passa a estar associado a uma taxa variável, normalmente indexada à Euribor. O período inicial de taxa fixa pode variar de acordo com as condições apresentadas pelo banco e a escolha do cliente. Entre os contratos de taxa mista, dois anos é atualmente o prazo mais comum para esta primeira fase. Previsibilidade pesa na escolha das famílias O crescimento da taxa mista acompanha uma alteração no comportamento dos consumidores perante o crédito à habitação. Depois de anos em que a taxa variável dominou os empréstimos, a possibilidade de garantir uma prestação fixa durante os primeiros anos tornou-se mais apelativa. Ainda assim, a taxa mista não elimina totalmente o risco associado à evolução dos juros. Quando termina o período de taxa fixa, a prestação passa a depender das condições da taxa variável e da evolução da Euribor. A taxa fixa, por sua vez, continua a representar uma parcela reduzida do crédito à habitação. Em julho, correspondia a cerca de 2% dos novos contratos, enquanto a taxa variável representava 12%. A evolução destes modelos mostra como as condições do mercado de crédito e a perceção das famílias sobre os juros estão a influenciar as decisões de financiamento para comprar casa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação A prestação pode ficar a cargo de apenas um Quando duas pessoas contratam um crédito habitação como mutuárias, é frequente existir responsabilidade solidária. Neste caso, cada uma pode responder pela totalidade da dívida perante a instituição financeira. Isto significa que, se um dos titulares deixar de assegurar a sua parte da prestação, o outro poderá ter de suportar o valor completo para evitar atrasos. A forma como o casal decidiu dividir as despesas entre si não altera, por si só, as obrigações previstas no contrato bancário. Por isso, antes de comprar casa em conjunto, é importante perceber quem consta como proprietário, quem assina o financiamento e que responsabilidades ficam assumidas por cada pessoa. Separação não altera automaticamente o contrato Uma separação ou divórcio também não elimina as responsabilidades assumidas no crédito habitação. Mesmo que um dos titulares deixe de viver na casa, continuará ligado ao empréstimo enquanto o contrato não for alterado. Se um dos elementos pretender ficar com o imóvel e assumir sozinho as prestações, será necessário obter a concordância do banco para alterar a titularidade do crédito. A instituição irá avaliar, entre outros fatores, os rendimentos, despesas e restantes encargos do titular que pretende ficar sozinho com o financiamento. A alteração só produz efeitos perante o banco quando estiver formalizada. Até lá, os dois titulares continuam sujeitos às obrigações previstas no contrato. O que acontece se houver prestações em atraso? Se um dos titulares deixar de pagar e o outro não conseguir compensar a diferença, podem surgir consequências para ambos. O incumprimento pode gerar juros de mora e outros encargos, além de ser comunicado à Central de Responsabilidades de Crédito. Perante dificuldades financeiras, é importante contactar o banco rapidamente. O cliente pode beneficiar de mecanismos destinados a prevenir ou regularizar situações de incumprimento. Entre estes encontra-se o PERSI, um procedimento de negociação que procura encontrar soluções entre o cliente e a instituição financeira. O banco deve iniciar este procedimento entre o 31.º e o 60.º dia após o incumprimento, embora o cliente também possa solicitar a integração. Vender a casa pode ser uma solução Quando nenhum dos titulares consegue suportar o crédito habitação sozinho e não existe acordo para manter o imóvel, a venda da casa pode ser uma alternativa . O facto de existir uma hipoteca não impede a venda, mas a operação deve ser articulada com o banco. É necessário conhecer o capital ainda em dívida e assegurar a respetiva liquidação para tratar do cancelamento da hipoteca. Se o valor obtido com a venda for superior ao montante em dívida e aos custos associados, o montante restante será repartido de acordo com a titularidade do imóvel e a situação jurídica existente. Já se o valor da venda não for suficiente para liquidar o financiamento, será necessário esclarecer com o banco como será regularizado o montante em falta. Para reduzir riscos, quem contrata um crédito habitação em casal deve definir previamente como serão suportadas as prestações e o que acontecerá se um dos titulares deixar de conseguir pagar. Guardar comprovativos dos pagamentos e procurar o banco perante as primeiras dificuldades também pode evitar que a situação se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Euribor a 12 meses volta a subir A taxa Euribor apresentou comportamentos diferentes nos três principais prazos nesta terça-feira. Enquanto as taxas a três e seis meses registaram descidas, a Euribor a 12 meses voltou a aumentar, atingindo 3,117%. Este valor representa uma subida de 0,001 pontos percentuais face à sessão anterior e corresponde ao nível mais elevado desde agosto de 2024. Em sentido contrário, a Euribor a seis meses recuou 0,001 pontos, para 2,796%. Já a taxa a três meses caiu 0,034 pontos, fixando-se nos 2,635%. Taxa a seis meses é a mais usada A evolução da taxa Euribor a seis meses merece particular atenção em Portugal, uma vez que este prazo é atualmente o mais representativo nos contratos de crédito à habitação com taxa variável. Dados de julho do Banco de Portugal mostram que a Euribor a seis meses correspondia a 39,87% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável . A Euribor a 12 meses representava 31,26% desse stock, enquanto a taxa a três meses correspondia a 24,40%. Assim, as alterações nas taxas Euribor podem ter impacto significativo nas prestações de muitos empréstimos à habitação. Médias mensais também aumentaram A tendência de subida também foi visível nas médias mensais de agosto. Nos três prazos, a taxa Euribor registou valores superiores aos de julho. A média a três meses aumentou 0,088 pontos, para 2,513%, enquanto a taxa a seis meses avançou 0,066 pontos, para 2,713%. No prazo de 12 meses, a subida foi mais expressiva, de 0,099 pontos, colocando a média em 2,954%. A evolução das taxas é particularmente relevante para quem tem um crédito à habitação indexado à Euribor, já que a atualização da prestação depende do prazo e do momento de revisão definido no contrato. BCE prepara nova decisão sobre juros A próxima decisão do BCE surge depois de, em junho, o banco central ter aumentado as três taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais, na sequência da subida dos preços globais associada ao conflito no Médio Oriente. Em julho, o BCE optou por manter os juros, tendo a presidente Christine Lagarde indicado que setembro permitiria avaliar novos dados antes de decidir os próximos passos da política monetária. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Julho marca máximo no crédito à habitação A procura por financiamento para comprar casa acelerou em julho, antes da entrada em vigor de novas regras do Banco de Portugal (BdP). Nesse mês, os bancos concederam mais de 2,3 mil milhões de euros em novos contratos de crédito à habitação, o valor mensal mais elevado de sempre. Face a junho, o montante destinado a novos empréstimos aumentou 166 milhões de euros. Aos novos contratos juntaram-se ainda 491 milhões de euros relativos a operações de crédito à habitação renegociadas, embora este valor tenha diminuído 109 milhões de euros num mês. A garantia pública dirigida aos jovens continua a ser apontada como um dos fatores que têm impulsionado a procura por financiamento. Criado no final de 2024, este mecanismo começou com uma dotação de 1,2 mil milhões de euros, posteriormente reforçada pelo Governo para 2,4 mil milhões. Famílias antecipam novas regras do BdP O recorde registado em julho poderá também estar relacionado com a alteração das regras de concessão de crédito à habitação definida pelo BdP. As novas medidas entraram em vigor a 1 de agosto e introduziram mudanças no cálculo da taxa de esforço dos clientes. A antecipação destas alterações poderá ter levado algumas famílias a avançar com os pedidos de financiamento antes do endurecimento das condições. Os bancos terão igualmente acelerado determinados processos para concluir operações ainda ao abrigo das regras anteriores. As medidas adotadas pelo supervisor procuram moderar a evolução da procura por crédito, que tem beneficiado do impulso provocado pela garantia pública destinada aos compradores mais jovens. Prestação média da casa continua a subir Os dados mostram ainda uma evolução crescente da prestação média mensal dos empréstimos à habitação. Em julho, o valor atingiu 411 euros, depois de aumentar pelo 11.º mês consecutivo. O montante representa mais cinco euros do que em junho e mais 23 euros face ao final de 2025. A subida reflete tanto a evolução dos contratos existentes como o peso de novos empréstimos com prestações médias superiores. Apesar deste aumento, a taxa média dos novos contratos de crédito à habitação ficou nos 2,96% em julho, mais 0,02 pontos percentuais do que no mês anterior. Foi a quarta subida consecutiva. Portugal mantém taxas abaixo da média europeia A taxa aplicada aos novos empréstimos continua, ainda assim, abaixo da registada na Zona Euro. A média europeia situou-se nos 3,52%, enquanto Portugal apresentou uma das taxas mais baixas da região. Os dados revelam, assim, um mercado de crédito à habitação marcado por uma forte procura, mas também por novas condições de acesso ao financiamento. Com as alterações do BdP já em vigor, os próximos meses deverão mostrar se o novo enquadramento consegue travar o ritmo de crescimento observado antes do verão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Portugal destaca-se no mercado mundial Portugal iniciou 2026 em contraciclo com a tendência internacional. Segundo a análise do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), os preços reais das casas no país aumentaram 15,2% no espaço de um ano, o maior crescimento entre as 57 economias analisadas. Apesar da subida continuar expressiva, o ritmo de valorização está a abrandar. Ainda assim, os preços das casas mantêm uma trajetória bastante diferente da observada na maioria dos mercados internacionais. A evolução portuguesa contrasta também com a da zona euro. No mesmo período, os preços reais da habitação na região cresceram 2,6%, enquanto países como Espanha e Itália registaram aumentos de 9,9% e 3,8%, respetivamente. Oferta limitada mantém pressão nos preços A forte procura e a escassez de imóveis ajudam a explicar a evolução dos preços das casas em Portugal. O desequilíbrio entre compradores e oferta disponível continua particularmente evidente nos segmentos de valores mais baixos. No arranque de 2026, a subida dos juros e a inflação condicionaram o poder de compra das famílias, contribuindo para uma redução das transações. Este cenário terá ajudado a moderar o crescimento dos preços das casas, embora sem inverter a tendência de valorização. Para aumentar a oferta, estão em curso medidas destinadas a estimular a construção e a habitação. Entre elas encontram-se a redução do IVA da construção para 6% e alterações aos processos de licenciamento. No entanto, o impacto destas medidas deverá demorar a chegar ao mercado. Preços recuam em várias economias A tendência internacional é bastante diferente da registada em Portugal. O BIS aponta para uma queda de 1,2% nos preços reais da habitação no primeiro trimestre de 2026, depois de uma descida de 0,5% no final de 2025. Nas economias avançadas, os preços reais recuaram 0,2% em termos anuais. Canadá, Estados Unidos e Reino Unido registaram descidas de 7%, 2% e 2%, respetivamente. Já nas economias emergentes, a redução foi de 2%, sobretudo devido ao desempenho dos mercados asiáticos. A evolução dos preços das casas não foi, contudo, uniforme. Em 39 das economias analisadas, o valor real da habitação aumentou, enquanto quatro ficaram praticamente estáveis e 14 registaram uma descida. Habitação mundial continua acima dos níveis pré-crise Apesar da queda recente, os preços reais das casas continuam significativamente acima dos valores registados antes da crise financeira global de 2007-2009. A nível mundial, a valorização acumulada ronda os 20%. As diferenças entre países são, porém, consideráveis. A Turquia apresenta uma subida de 117% face aos níveis pós-crise, seguida pela Índia, com 62%, e pelos Estados Unidos, com 56%. No extremo oposto, Itália e China mantêm os preços reais da habitação abaixo dos níveis observados após a crise, com diferenças de 24% e 15%, respetivamente. Os dados do BIS mostram, assim, que a evolução do mercado residencial está longe de ser uniforme. Enquanto várias economias enfrentam uma correção dos preços das casas, Portugal continua marcado por uma forte pressão sobre o valor dos imóveis, num contexto de procura elevada e oferta insuficiente. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Empréstimos para comprar casa continuam a crescer A dívida das famílias aos bancos para comprar casa voltou a aumentar em julho. De acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP), o stock de crédito à habitação chegou aos 118 mil milhões de euros, estabelecendo um novo máximo histórico. Num único mês, a carteira de empréstimos aumentou cerca de 1,2 mil milhões de euros. Trata-se da maior subida mensal desde dezembro de 2009, mostrando a forte dinâmica que continua a existir no mercado de crédito à habitação. O crescimento acontece num contexto de procura elevada por financiamento, depois de um período em que as taxas de juro pressionaram os orçamentos das famílias e incentivaram muitos devedores a amortizar antecipadamente os seus empréstimos. Garantia pública influencia procura dos jovens A procura por crédito à habitação tem sido também impulsionada pelo acesso à garantia pública destinada aos jovens compradores. O mecanismo entrou em vigor no início de 2025 e permite facilitar o financiamento da compra da primeira habitação permanente, dentro das condições previstas. O programa começou com uma dotação de 1,2 mil milhões de euros, posteriormente reforçada para 2,3 mil milhões. A medida contribuiu para aumentar a procura por financiamento entre os compradores mais jovens. Ao mesmo tempo, a alteração das regras aplicáveis à concessão de crédito poderá ter levado algumas famílias a antecipar os seus pedidos de financiamento antes da entrada em vigor das novas condições. Juros mais baixos reduzem amortizações A evolução do crédito à habitação também está relacionada com o comportamento das taxas de juro. Depois dos níveis elevados registados nos últimos anos, a redução dos encargos tornou menos atrativa a amortização antecipada dos empréstimos. Em 2023 e 2024, muitas famílias optaram por reduzir a dívida perante o aumento das prestações. Com um cenário de juros menos pressionado, essa tendência perdeu força, contribuindo para o crescimento do montante total em dívida. Crédito às famílias e empresas também sobe O aumento não se limitou ao crédito à habitação. O montante total dos empréstimos concedidos a particulares, incluindo financiamento para habitação e consumo, alcançou 153,5 mil milhões de euros em julho. Também o crédito às empresas registou uma evolução positiva. O stock de empréstimos às empresas aumentou 438 milhões de euros face ao final de junho, refletindo igualmente uma maior utilização do financiamento bancário. Os dados mostram, assim, que o crédito à habitação continua a ganhar peso e a renovar máximos, num mercado marcado por uma procura significativa por financiamento para comprar casa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Avaliação bancária continua a aumentar A avaliação bancária realizada pelos bancos para efeitos de crédito à habitação manteve a tendência de subida em julho. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano atingiu 2.240 euros por metro quadrado, mais 15,2% do que no mesmo mês de 2025. Apesar da subida, o ritmo de crescimento foi inferior ao registado em junho, quando a avaliação bancária tinha aumentado 16,6% em termos homólogos. Na comparação mensal, o valor mediano cresceu 0,5%, equivalente a mais 12 euros por metro quadrado. A evolução mensal foi positiva na maioria das regiões, com o Alentejo a apresentar o maior aumento, de 1,3%. Nos Açores registou-se a principal descida, de 1,9%. Apartamentos mantêm valores mais elevados As diferenças entre tipos de habitação continuam a ser significativas. Nos apartamentos, a avaliação bancária atingiu 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5% do que há um ano. A Grande Lisboa apresentou o valor mais elevado, com 3.469 euros por metro quadrado, seguida pelo Algarve, com 3.010 euros. No Centro e no Alentejo, os valores foram mais baixos, de 1.739 e 1.778 euros, respetivamente. O Alentejo destacou-se pelo maior crescimento anual das avaliações de apartamentos, com uma subida de 25,3%. Entre as tipologias, os T1 registaram um aumento mensal de 41 euros, para 3.343 euros por metro quadrado. Moradias também valorizam Nas moradias, a avaliação bancária mediana fixou-se nos 1.606 euros por metro quadrado, refletindo uma subida homóloga de 13,6%. Grande Lisboa e Algarve voltaram a apresentar os valores mais elevados, com 2.922 e 2.846 euros por metro quadrado. Já o Centro e o Alentejo ficaram nos 1.163 e 1.300 euros. A Madeira registou o maior crescimento anual neste segmento, de 17,8%. Na comparação com junho, a avaliação das moradias aumentou 0,4%. Diferenças regionais continuam expressivas Os dados mostram uma forte disparidade entre regiões. Em julho, a Grande Lisboa apresentava uma avaliação mediana 51,7% acima da média nacional. No Algarve, o valor era 32,6% superior e, na Península de Setúbal, 24,2% acima. No sentido contrário, a Beira Baixa apresentava uma avaliação 52,9% abaixo da mediana nacional, enquanto o Alto Alentejo ficava 52,5% abaixo. O INE contabilizou ainda 34.053 avaliações bancárias em julho, mais 1,4% do que no mês anterior. Este indicador refere-se a imóveis avaliados no âmbito de pedidos de crédito à habitação e não corresponde diretamente aos preços efetivamente pagos nas compras. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Antes de sair, prepare o orçamento Sair de casa dos pais implica novas responsabilidades financeiras. Antes de mudar, faça contas e tenha em consideração a renda e despesas como água, eletricidade, alimentação, transportes, seguros e impostos. O que deve fazer: Calcule o rendimento mensal disponível. Separe despesas fixas e variáveis. Reserve dinheiro para despesas anuais, como seguros ou impostos. Antecipe estes encargos para evitar desequilíbrios no orçamento. Na escolha da casa, não considere apenas a renda. Some despesas como água, energia, internet e deslocações, que podem tornar uma casa mais barata numa opção mais dispendiosa. Reduza o peso das contas da casa Água, eletricidade e gás podem pesar no orçamento mensal. Pequenos ajustes nos hábitos ajudam a reduzir estes custos. Evite desperdícios de água, corrija fugas e considere redutores de caudal. Pode também reaproveitar a água enquanto espera que o duche aqueça. Na eletricidade, aproveite a luz natural, desligue equipamentos que não utiliza e escolha eletrodomésticos eficientes. No verão, reduza a entrada de calor e, no inverno, aproveite a luz solar. Compare regularmente as tarifas de eletricidade e gás através do simulador da ERSE, a entidade pública que regula os serviços energéticos. Poupe no supermercado sem abdicar da qualidade A alimentação é outra das despesas que pode aumentar quando se começa a viver sozinho. Para evitar gastos desnecessários, planeie as refeições e faça uma lista antes de ir às compras. Verifique primeiro o que já tem em casa e compre apenas o necessário. Compare preços, aproveite promoções quando correspondem a produtos que realmente utiliza e dê preferência aos alimentos da época. Cozinhar em casa também pode ajudar a reduzir os gastos com refeições fora. Preparar várias refeições de uma vez, congelar alimentos e aproveitar sobras são estratégias simples para diminuir o desperdício. Evite ainda fazer compras com fome ou sem um orçamento definido. Quando necessário, utilize a calculadora do telemóvel para acompanhar o valor total das compras. Escolha bem a conta bancária Ao sair de casa dos pais, compare as comissões de manutenção, cartões e outros serviços antes de escolher uma conta. Uma alternativa é a conta de serviços mínimos bancários. Em 2026, os encargos anuais estão limitados a 5,37 euros, correspondentes a 1% do IAS. O Banco de Portugal disponibiliza ainda um comparador de comissões. Quanto ao cartão de crédito, conheça os custos associados e, sempre que possível, pague o saldo total dentro do prazo para evitar juros. Não deixe os impostos para trás Viver sozinho significa também assumir diretamente responsabilidades fiscais. Acompanhe o Portal das Finanças, confirme as despesas no e-Fatura e mantenha um calendário com as principais obrigações. Pedir faturas com NIF, verificar regularmente as despesas comunicadas e estar atento a possíveis benefícios fiscais são hábitos simples que podem evitar perdas e problemas futuros. Não deixe também para a última hora obrigações relacionadas com impostos ou declarações. O esquecimento de um prazo pode resultar em custos desnecessários. Reserve dinheiro para imprevistos Poupar não significa eliminar o lazer. Defina um valor mensal para estas despesas e procure alternativas gratuitas ou de baixo custo. Crie também uma poupança regular, mesmo que pequena, através de uma transferência automática para uma conta separada. Este fundo de emergência deve servir para despesas inesperadas ou quebras de rendimento, ajudando a enfrentar esta nova etapa com maior tranquilidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação IMT Jovem permite comprar casa sem imposto Uma das principais situações de isenção de IMT em 2026 aplica-se aos jovens com idade igual ou inferior a 35 anos que adquiram a primeira habitação própria e permanente. O benefício abrange a compra de um imóvel ou fração destinado exclusivamente a esse fim. No Continente, a isenção total de IMT aplica-se a imóveis cujo valor não ultrapasse os 330.539 euros. Entre este montante e os 660.982 euros, existe um benefício parcial, sendo aplicada a taxa correspondente a esse escalão. Acima dos 660.982 euros, deixa de existir o benefício específico do IMT Jovem. Para beneficiar da isenção, é necessário cumprir os restantes requisitos previstos na lei, nomeadamente não ser considerado dependente para efeitos de IRS no ano da aquisição. Existem ainda regras relativas à titularidade de imóveis habitacionais nos três anos anteriores à compra. Outras situações podem dar direito a isenção A isenção de IMT não se limita ao regime destinado aos jovens. A aquisição de uma habitação própria e permanente também pode beneficiar de isenção quando o valor que serve de base à liquidação não ultrapassa o limite do primeiro escalão previsto para este tipo de imóvel. Em 2026, esse limite é de 106.346 euros no Continente. Existem ainda outros regimes específicos previstos no Código do IMT. Entre eles encontra-se a aquisição de imóveis para revenda por sujeitos passivos que exerçam essa atividade e cumpram as condições legais. A declaração da atividade de comprador de prédios para revenda deve ser apresentada antes da aquisição. Também existem isenções associadas a determinadas aquisições realizadas por instituições de crédito e a operações enquadradas em regimes específicos de reabilitação urbana, desde que estejam reunidos os requisitos definidos na legislação. Quando pode perder-se o benefício? Obter uma isenção de IMT implica cumprir determinadas condições, tanto no momento da aquisição como posteriormente: A habitação deve ser efetivamente utilizada como habitação própria e permanente, quando essa for a finalidade da isenção. No regime do IMT Jovem, devem ser cumpridos os requisitos previstos para beneficiar da isenção de IMT e Imposto do Selo. A Autoridade Tributária disponibiliza no Portal das Finanças os procedimentos necessários para declarar a aquisição e aplicar os códigos correspondentes aos benefícios fiscais. Assim, antes de comprar casa, é importante verificar o valor do imóvel, a finalidade da aquisição, a idade do comprador e a eventual titularidade de outros imóveis. As regras de isenção podem representar uma poupança significativa, mas a aplicação do benefício depende sempre do cumprimento das condições previstas no Código do IMT. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o CPCV? O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) é o acordo através do qual comprador e vendedor assumem o compromisso de celebrar posteriormente o contrato definitivo de compra e venda do imóvel. Embora não seja obrigatório em todas as transações, é frequentemente utilizado quando a escritura ainda não pode ser realizada, por exemplo, enquanto o comprador aguarda financiamento ou quando é necessário concluir determinados procedimentos. O contrato deve identificar as partes, o imóvel, o preço, as condições de pagamento, o prazo para a compra e venda definitiva e as consequências de um eventual incumprimento. O que deve constar no contrato? Antes de assinar um CPCV, é importante confirmar que o documento inclui, entre outros elementos: Identificação completa do comprador e do vendedor; Dados e características do imóvel; Preço e condições de pagamento; Valor e condições do sinal, quando exista; Prazo para a celebração do contrato definitivo; Condições relacionadas com financiamento, obras ou outras situações específicas; Consequências em caso de incumprimento; Equipamentos ou outros bens incluídos na venda. Também deve ser verificada a situação do imóvel no Registo Predial e a informação matricial e urbanística aplicável. O sinal é obrigatório? Não. A lei não estabelece uma percentagem fixa para o sinal, embora seja habitual existir uma quantia entregue pelo comprador no âmbito do CPCV. O valor deve ficar expressamente indicado no contrato. O sinal tem ainda consequências específicas em caso de incumprimento: dependendo da situação, o vendedor pode fazer seu o sinal ou o comprador pode exigir a sua restituição em dobro. Em determinadas circunstâncias, pode ainda ser possível recorrer à execução específica para exigir judicialmente a celebração do contrato definitivo. Que documentos devem ser analisados? A documentação necessária depende do imóvel e da operação. Entre os elementos que podem ser relevantes estão o Registo Predial, a informação matricial e a documentação urbanística aplicável. É importante ter em conta as alterações introduzidas pelo Simplex Urbanístico. Desde 2024, deixou de ser exigida a apresentação da Ficha Técnica de Habitação e da autorização de utilização no momento da transmissão do imóvel. As regras urbanísticas foram entretanto novamente alteradas em 2026, pelo que a documentação aplicável deve ser confirmada em cada caso. Cuidados antes de assinar um CPCV Antes de assinar, confirme: Quem é o proprietário e se existem ónus ou encargos sobre o imóvel; Se os dados do imóvel estão corretos; O preço, o sinal e as condições de pagamento; O prazo para a celebração do contrato definitivo; As condições relacionadas com financiamento, se aplicável; O que fica incluído na venda; As consequências de um eventual incumprimento. O CPCV deve refletir claramente tudo o que foi acordado entre as partes. Perante dúvidas ou situações complexas, é aconselhável procurar aconselhamento jurídico especializado. Este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento de um profissional habilitado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação O que prevê a Constituição As manifestações realizadas em Lisboa e no Porto contra a falta de habitação acessível reacenderam a discussão sobre o alcance do direito à habitação em Portugal. O desmantelamento de um acampamento de protesto na capital e as detenções efetuadas pela PSP trouxeram para a atualidade as regras que enquadram este direito e a sua relação com outras garantias constitucionais. O artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa reconhece o direito a uma habitação adequada, com condições de higiene e conforto e que respeite a privacidade familiar. A mesma norma atribui ao Estado responsabilidades na promoção de políticas habitacionais, no incentivo à construção de habitação económica e social e na facilitação do acesso à casa própria ou arrendada. O papel do Estado no acesso à habitação O direito à habitação implica uma atuação pública destinada a criar condições para que a população consiga aceder a uma casa. Entre as medidas possíveis estão a construção de habitação pública, os programas de arrendamento acessível e os apoios dirigidos a famílias com dificuldades económicas. Contudo, a Constituição não garante a atribuição imediata de uma casa a cada cidadão. A concretização deste direito depende de legislação, políticas públicas e critérios de acesso definidos para os diferentes programas. O Estado deve promover soluções habitacionais e respeitar princípios de igualdade e imparcialidade, mas isso não significa que qualquer pessoa possa exigir a disponibilização imediata de um imóvel. Habitação e propriedade privada: onde estão os limites O direito à habitação tem de ser conciliado com outras garantias constitucionais, incluindo a propriedade privada, reconhecida no artigo 62.º. Embora este direito não seja absoluto, as medidas que o condicionam devem ter fundamento legal e respeitar os princípios constitucionais aplicáveis. A legislação pode estabelecer regras para as relações entre senhorios e inquilinos e criar mecanismos de proteção dos ocupantes. No entanto, o direito à habitação não legitima, por si só, a ocupação de imóveis alheios sem título válido. Da mesma forma, a proteção da propriedade não elimina a responsabilidade do Estado de promover o acesso a uma habitação digna. O direito à manifestação também tem regras A Constituição reconhece, no artigo 45.º, o direito de reunião e manifestação pacífica, permitindo aos cidadãos expressar reivindicações e contestar decisões dos poderes públicos. A falta de habitação acessível pode, assim, motivar protestos e mobilização cívica. Ainda assim, o exercício deste direito está sujeito ao enquadramento legal aplicável. O Decreto-Lei n.º 406/74 estabelece regras para reuniões e manifestações em espaços públicos, incluindo disposições relativas à sua duração. A aplicação destas normas a acampamentos prolongados depende das circunstâncias concretas e da natureza da ocupação. O debate sobre o direito à habitação envolve, por isso, duas dimensões: a obrigação pública de criar condições de acesso a uma casa e o respeito pelas restantes normas e garantias legais. A Constituição estabelece os princípios fundamentais, enquanto a legislação e as políticas públicas determinam a forma como são concretizados. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Juros mais elevados condicionam a procura A procura por crédito à habitação deverá diminuir ligeiramente no último trimestre do ano, segundo o inquérito do Banco de Portugal aos bancos sobre o mercado de crédito. O agravamento das taxas de juro já contribuiu para uma redução da procura durante o terceiro trimestre, embora sem efeitos significativos no total do mercado. A evolução dos juros continua a influenciar as decisões das famílias que pretendem comprar casa . As expectativas de novos aumentos das taxas na Zona Euro poderão levar alguns compradores a adiar a contratação de um empréstimo. Regras mais exigentes no crédito à habitação As alterações à recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, introduzidas no início de agosto, contribuíram para um ligeiro agravamento das condições dos empréstimos para comprar casa. Entre as mudanças está o limite de 45% para a taxa de esforço, que estabelece uma relação entre os encargos mensais com créditos e o rendimento líquido do agregado familiar. Esta regra procura limitar o risco de endividamento excessivo, mas pode restringir o acesso ao financiamento para algumas famílias. Bancos não antecipam novas restrições Apesar da previsão de uma menor procura, os bancos não esperam alterações significativas nas condições de concessão de crédito à habitação durante o quarto trimestre. A expectativa é, assim, de estabilidade nos critérios aplicados aos novos empréstimos, depois do ligeiro aperto registado no trimestre anterior. Para quem está a ponderar comprar casa com recurso a financiamento bancário, a evolução das taxas de juro e a capacidade de cumprir os encargos mensais continuam a ser fatores importantes na decisão. Crédito ao consumo e às empresas também abranda A expectativa de redução da procura não se limita ao crédito à habitação. Os bancos antecipam também uma ligeira diminuição nos pedidos de crédito ao consumo até ao final do ano. No segmento empresarial, a tendência deverá ser semelhante, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PME) e nos empréstimos de longo prazo. As previsões apontam, assim, para um abrandamento moderado da procura de financiamento em diferentes áreas do mercado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Comprar casa está mais caro em Portugal O preço das casas em Portugal atingiu os 3.082€/m² em setembro de 2026, mais 9,5% do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Infocasa. Face a agosto, o aumento foi de 0,4%, após um verão marcado pela estabilização dos preços. Para quem quer comprar casa, a localização continua a ser um dos fatores com maior impacto no orçamento. Consulte aqui o relatório da evolução de preços das casas do SUPERCASA . Apesar da subida mensal, os preços permanecem ligeiramente abaixo do máximo de 3.090€/m², registado em junho. No último trimestre, verificou-se uma descida de 0,3%, mostrando que a evolução não é igual em todos os períodos nem em todas as regiões. Lisboa, Algarve e Madeira entre as zonas mais caras Lisboa continua a ser uma das regiões mais caras para comprar casa, com um preço médio de 4.573€/m². Ainda assim, registou uma descida mensal de 1,7%, enquanto a subida anual ficou nos 4,4%. No Algarve , o preço médio chegou aos 4.205€/m², apesar de uma redução mensal de 0,5%. Já na Madeira, comprar casa custava, em média, 4.167€/m², mais 13,6% do que há um ano. No Porto , o preço fixou-se nos 3.110€/m², com uma descida mensal de 0,5% e uma subida anual de 7,2%. Setúbal também apresenta valores elevados, com 3.521€/m². Onde os preços das casas mais aumentaram? A valorização imobiliária não se limita às grandes cidades. Santarém registou a maior subida anual entre as regiões destacadas, de 15,3%, com um preço médio de 1.940€/m². Também Coimbra , com 1.986€/m², apresentou uma subida anual de 13%. Em Aveiro e Leiria , os preços chegaram aos 2.292€/m² e 2.296€/m², respetivamente, ambos com aumentos de 11,9%. Braga registou uma valorização anual de 10,6%, atingindo os 2.195€/m². Estes valores mostram que os preços continuam a subir em várias regiões do país, pelo que procurar alternativas fora dos grandes centros pode ser uma opção para quem tem um orçamento limitado. Guarda é a região mais barata para comprar casa Para quem procura preços mais baixos, a Guarda apresenta o valor médio mais acessível, de 1.000€/m². Seguem-se Portalegre , com 1.151€/m², Bragança , com 1.215€/m², Castelo Branco , com 1.282€/m², e Vila Real , com 1.333€/m². As diferenças entre regiões mostram como a localização pode influenciar o custo de comprar casa. Antes de tomar uma decisão, importa comparar preços, avaliar o orçamento disponível e considerar os custos associados à aquisição. Embora o mercado nacional continue em valorização anual, a evolução varia consoante a região. Acompanhar os preços por localização pode ajudar a identificar alternativas mais ajustadas às necessidades e à capacidade financeira de cada comprador. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Foto: Adobe Stock Autor: Redação Novas medidas para acelerar a construção O Governo está a preparar um acordo-quadro para facilitar a contratação de empresas especializadas em construção modular, bem como uma plataforma digital para reunir necessidades habitacionais de vários municípios. A estratégia pretende acelerar a execução de projetos, ultrapassar limitações técnicas das autarquias e aumentar a capacidade de resposta do setor. O novo modelo deverá permitir que os municípios recorram a empresas previamente qualificadas, simplificando os processos de contratação. A iniciativa procura também reduzir as diferenças entre autarquias na concretização de projetos habitacionais, uma dificuldade identificada durante a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Agregar projetos para criar habitação A plataforma em desenvolvimento deverá identificar as necessidades dos municípios e permitir a agregação de projetos de menor dimensão. Desta forma, será possível criar operações com maior escala, capazes de atrair investimento e empresas de construção industrializada. A medida surge num contexto de défice habitacional estimado em cerca de 300 mil casas em Portugal, aproximadamente metade das quais relacionadas com necessidades de habitação pública. A articulação entre municípios poderá contribuir para aproveitar melhor os recursos disponíveis e acelerar a resposta à procura. Construção modular pode reduzir limitações A industrialização da construção é vista como uma solução para aumentar a produtividade e responder à escassez de mão de obra. A produção de componentes fora dos estaleiros permite melhorar o planeamento, reduzir desperdícios e tornar os processos construtivos mais eficientes. A concretização desta abordagem exige, contudo, capacidade de produção, coordenação entre os intervenientes e projetos com dimensão suficiente para justificar o investimento. A agregação de necessidades habitacionais poderá criar condições mais favoráveis à adoção destas soluções. A madeira é também apontada como um material com potencial para sistemas construtivos desmontáveis, que permitam reutilizar e reciclar componentes ao longo do ciclo de vida dos edifícios. Governo prepara revisão das regras A estratégia inclui alterações ao enquadramento regulamentar da construção, nomeadamente a revisão do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, em vigor desde 1951, e o desenvolvimento do Código da Construção. O objetivo é eliminar incompatibilidades e redundâncias que dificultam a adoção de novos métodos construtivos. Está igualmente em avaliação um plano de ação para promover a utilização de ferramentas digitais no projeto, na construção e na gestão de edifícios, no âmbito da estratégia nacional BIM. Ainda não foram divulgados prazos para a entrada em funcionamento do acordo-quadro e da plataforma. A implementação destas medidas será determinante para perceber o seu impacto na construção de novas habitações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .