O investimento em residências para estudantes ultrapassou mil milhões de euros em Portugal entre 2019 e 2025.
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Autor: Redação
Investimento em residências continua a crescer
O investimento em residências para estudantes em Portugal atingiu cerca de 1,2 mil milhões de euros entre 2019 e 2025. Grande parte deste valor resultou da venda de ativos imobiliários ligados ao alojamento estudantil, acompanhada por novos projetos de construção.
Nos últimos anos, o mercado das residências para estudantes tem despertado o interesse de investidores internacionais e operadores especializados em alojamento académico. O crescimento da procura por quartos e camas para estudantes tem reforçado a atratividade deste segmento imobiliário.
Apesar do forte investimento em residências, a oferta continua limitada quando comparada com o número total de estudantes no país. Atualmente, existem cerca de 26 mil camas disponíveis, cobrindo apenas uma pequena parte da procura nacional.
Oferta de camas continua abaixo da procura
As residências para estudantes continuam a enfrentar dificuldades para responder ao aumento da procura, impulsionado tanto por estudantes portugueses como internacionais. A pressão sobre o mercado de arrendamento tradicional também tem levado mais alunos a procurar este tipo de alojamento.
O Porto concentra atualmente o maior número de camas em residências privadas para estudantes, seguido de Lisboa. Ainda assim, a taxa de cobertura continua bastante inferior à registada em vários países europeus, onde a oferta de alojamento estudantil é mais ampla.
Nos próximos anos, estão previstas novas residências privadas em cidades como Lisboa e Porto, permitindo aumentar o número de camas disponíveis. Mesmo assim, o crescimento esperado terá um impacto limitado na cobertura total da procura estudantil.
Preços das residências variam entre cidades
Os preços das residências para estudantes variam significativamente entre cidades portuguesas. Em alguns mercados, os valores das rendas continuam elevados, sobretudo nas opções premium e em zonas com maior procura.
Lisboa e Porto mantêm alguns dos preços mais altos no segmento de alojamento estudantil, refletindo a forte procura e a escassez de oferta. Já cidades como Braga também apresentam valores elevados nas residências standard.
O investimento em residências deverá continuar a crescer nos próximos anos, acompanhando o aumento do número de estudantes e a procura por soluções de alojamento mais organizadas e próximas das universidades.