Investidores aumentam exposição ao imobiliário residencial, com forte crescimento do capital institucional e maior aposta em arrendamento e habitação estudantil.
Fonte: Adobe Stock
Autor: Redação
Crescimento do investimento residencial europeu
O investimento no imobiliário residencial continua a reforçar-se como uma das principais classes de ativos no setor imobiliário. Em 2025, o segmento atingiu cerca de 59.000 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2023, confirmando o aumento do interesse no investimento residencial por parte de investidores institucionais.
De acordo com dados da Cushman & Wakefield, o investimento residencial está a ganhar peso nas carteiras europeias, com dois terços dos investidores a aplicar já mais de 20% dos seus ativos neste setor. Além disso, 96% dos inquiridos preveem aumentar a exposição ao investimento residencial até 2031, reforçando a tendência de crescimento estrutural.
PRS e BTR lideram estratégias de investimento
No atual contexto de investimento residencial, a estabilidade dos retornos continua a ser o principal fator de atratividade, destacada por 74% dos investidores. Este desempenho é sustentado por dinâmicas demográficas favoráveis e por uma procura consistente em diferentes segmentos do mercado.
As estratégias de investimento residencial mais procuradas continuam a ser o PRS (Private Rental Sector) e o BTR (Build-to-Rent), seguidas pelo alojamento estudantil (PBSA). Paralelamente, surgem novas formas de investimento residencial, como habitação acessível e co-living, que começam a ganhar maior relevância nas carteiras institucionais.
Perspetivas para o investimento residencial
As perspetivas para o investimento residencial indicam continuidade do crescimento, com os investidores a anteciparem estabilidade nas taxas de juro e nos rendimentos da habitação prime. Neste cenário, o desempenho do setor dependerá sobretudo do crescimento das rendas e da eficiência operacional dos ativos.
Em 2026, o PRS e o BTR são apontados como os segmentos com melhor desempenho dentro do investimento residencial, seguidos pelo PBSA. No entanto, persistem desafios como a escassez de oportunidades, o desalinhamento de preços e fatores regulatórios.
Em Portugal, o investimento residencial institucional ainda é limitado, destacando-se sobretudo o segmento de alojamento estudantil, que apresenta forte procura e oferta reduzida. O crescimento do investimento residencial no país poderá acelerar com novos enquadramentos fiscais e maior interesse de capital internacional.