Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os preços das casas mantêm-se estáveis Os dados do Infocasa mostram que os preços das casas sofreram poucas alterações no último mês. A maioria dos proprietários manteve o valor pedido pelos seus imóveis. Entre os apartamentos disponíveis, 91,6% mantiveram o preço, enquanto 5,6% tiveram uma redução e 2,8% registaram um aumento. Para quem está a pensar comprar casa , os valores variam bastante consoante a tipologia. Os T0 apresentam um preço médio de 264.923 euros, enquanto os T1 têm um valor médio de 314.540 euros. Nos T2, o preço médio situa-se nos 376.592 euros e, nos T3, chega aos 421.933 euros. Já os T4 têm um valor médio de 529.964 euros e os T5 atingem os 576.101 euros. Quanto custa comprar um apartamento? O preço por metro quadrado diminui, em geral, à medida que aumenta a dimensão da casa. Os T0 apresentam o valor mais elevado, com uma média de 5.433 €/m², seguidos pelos T1, com 5.420 €/m². Nos T2, o valor médio é de 4.372 €/m² e nos T3 de 3.616 €/m². Os T4 apresentam uma média de 3.538 €/m², enquanto os T5 ficam nos 3.301 €/m². Nos T6, o valor desce para 2.360 €/m². Estes valores mostram que escolher uma casa maior pode representar um preço total mais elevado, mas nem sempre significa pagar mais por cada metro quadrado. Lisboa continua entre as zonas mais caras Para quem procura casa em Lisboa, os preços continuam a estar entre os mais elevados do país. Santo António lidera, com um valor médio de 7.727 €/m². A freguesia da Misericórdia surge em segundo lugar, com 6.736 €/m², seguida da Estrela, com 6.711 €/m². A localização continua, assim, a ter um peso significativo no preço de uma casa. Dentro da mesma cidade, a diferença de valores entre freguesias pode ser bastante expressiva. Há mais casas disponíveis para escolher Apesar da estabilidade dos preços, continuam a entrar novos apartamentos no mercado. No último mês, foram colocados à venda 8.784 novos apartamentos, que permaneceram, em média, 9 dias em anúncio. No total, estavam disponíveis 64.087 apartamentos, sendo os T2 a tipologia com maior oferta, com 22.512 imóveis, seguidos pelos T3 e T1. A maioria das casas disponíveis é usada, mas existem também 9.132 apartamentos novos e 4.936 imóveis ainda em construção. Para quem procura comprar casa, a variedade de imóveis disponíveis permite comparar preços, localização e tipologia antes de tomar uma decisão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Contratos de obras passam a ter novos limites O Código dos Contratos Públicos vai mudar a partir de 1 de outubro, com novas regras para tornar os processos de contratação mais simples e rápidos. Uma das principais alterações está nos limites para escolher procedimentos de contratação simplificados. Nas empreitadas de obras públicas, a consulta prévia passa a abranger contratos inferiores a um milhão de euros. Já o ajuste direto poderá ser utilizado em contratos inferiores a 150 mil euros. Atualmente, estes limites são de 150 mil euros para a consulta prévia e de 30 mil euros para o ajuste direto. Também na aquisição de bens e serviços os valores aumentam. A consulta prévia passa a ter um limite de 130 mil euros e o ajuste direto de 75 mil euros. Projetos de execução ganham maior flexibilidade As novas regras introduzem também alterações na execução das obras. O empreiteiro poderá propor mudanças ao projeto de execução, desde que o autor do projeto concorde. Esta possibilidade aplica-se apenas a partes da obra que ainda não tenham sido realizadas. As alterações não podem modificar a finalidade da obra, prejudicar a sua qualidade ou comprometer a sua funcionalidade. Outra mudança diz respeito ao preço base. A entidade adjudicante passa a poder definir este valor no convite ou no programa do procedimento, em vez de este ser sempre obrigatório. Novas regras reforçam a execução dos contratos O regime passa ainda a estabelecer um prazo de 30 dias para o contraente público responder a uma proposta de subcontratação apresentada pelo empreiteiro. Se não houver resposta nesse período, a proposta considera-se aceite. Em situações de atrasos injustificados ou incumprimento do plano de trabalhos, o dono da obra terá também mais poderes. Poderá assumir a posse administrativa da obra e dos bens associados, dando continuidade aos trabalhos diretamente ou através de terceiros. Estas medidas procuram reduzir os impactos dos atrasos e facilitar a conclusão das obras quando existem problemas na execução dos contratos. Tecnologia e novas propostas entram na contratação pública A transformação digital passa a ter um papel mais relevante na contratação pública. As novas regras permitem utilizar sistemas digitais, incluindo inteligência artificial, no planeamento, preparação e acompanhamento dos procedimentos e contratos. O regime prevê ainda o princípio “só uma vez”, para evitar que empresas tenham de entregar repetidamente documentos que já estejam disponíveis através de outras entidades. Outra novidade é a possibilidade de empresas, centros de investigação e particulares apresentarem projetos ou soluções à Administração Pública antes da abertura de um concurso. A chamada iniciativa espontânea pretende facilitar a apresentação de novas ideias e soluções. As alterações ao Código dos Contratos Públicos entram em vigor a 1 de outubro de 2026. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Município quer triplicar oferta habitacional Encontrar uma casa a preços compatíveis com os rendimentos das famílias continua a ser um desafio no Porto. Para ajudar a responder à procura, a autarquia está a reforçar a aposta no arrendamento acessível e pretende aumentar de forma significativa o número de habitações disponíveis neste regime. Atualmente, o município já entregou cerca de 500 casas de renda acessível. Até ao final do atual mandato, a Câmara Municipal do Porto pretende alcançar as 1.600 habitações, aumentando assim a oferta disponível para famílias que enfrentam dificuldades no mercado de arrendamento privado. O objetivo implica uma forte expansão da resposta habitacional promovida pelo município, que está a procurar novas soluções para aumentar o número de imóveis abrangidos pelo arrendamento acessível. Reabilitação e construção entre as soluções A estratégia da autarquia passa por recorrer a diferentes modelos para criar novas oportunidades de arrendamento acessível. A reabilitação de edifícios existentes é uma das vias utilizadas, permitindo recuperar património e transformá-lo em habitação. Um dos exemplos encontra-se em Cedofeita, onde um edifício antigo está a ser reabilitado para dar origem a 25 novas habitações destinadas a este regime. Além da recuperação de imóveis, o município está também a procurar habitações junto de proprietários privados e a desenvolver projetos através da Porto Vivo SRU. A construção de novos edifícios e as parcerias com entidades privadas fazem igualmente parte da estratégia para aumentar a oferta. Mais habitação para responder à procura A aposta no arrendamento acessível pretende criar alternativas para quem não consegue acompanhar os preços praticados no mercado imobiliário do Porto. O aumento da oferta poderá permitir que mais famílias encontrem uma solução habitacional com uma renda ajustada aos seus rendimentos. Entre os modelos considerados está também o conceito de build to rent, baseado na construção de imóveis especificamente destinados ao arrendamento. Esta solução permite integrar novos projetos na estratégia municipal e diversificar as formas de disponibilizar habitação. Com várias frentes de atuação, a Câmara do Porto pretende acelerar a criação de novas casas e aproximar-se da meta definida para 2029. Se o objetivo for alcançado, o município terá reforçado de forma expressiva a sua capacidade de disponibilizar habitação em arrendamento acessível numa cidade onde a procura continua elevada. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Projeto de 23,7 milhões prepara intervenção O Governo dos Açores concluiu o projeto global para renovar as infraestruturas dos 11 núcleos residenciais que integram o parque habitacional do aeroporto de Santa Maria, em Vila do Porto. A conclusão desta fase permite agora avançar para uma intervenção estimada em 23,7 milhões de euros. O projeto foi desenvolvido pela PMT – Coordenação e Gestão de Projetos Unipessoal, na sequência de um concurso público promovido pelo executivo regional em 2024. A proposta foi apresentada aos moradores e às entidades locais e regionais no dia 4 de setembro, na Incuba+, em Vila do Porto. A intervenção pretende recuperar uma área residencial que tem enfrentado vários constrangimentos ao longo dos anos. O investimento deverá ser concretizado de forma faseada, permitindo adaptar a execução às disponibilidades orçamentais da Região. Obras abrangem várias infraestruturas Os trabalhos vão decorrer bairro a bairro e contemplam a renovação ou construção de diferentes infraestruturas essenciais ao funcionamento dos núcleos residenciais. Entre as intervenções previstas estão as redes de abastecimento de água e saneamento, a rede elétrica e de comunicações, a iluminação pública, os arruamentos e os espaços destinados a estacionamento. O projeto inclui ainda a recuperação de espaços verdes e da rede viária. A intervenção no parque habitacional será articulada com outro projeto da responsabilidade da Câmara Municipal de Vila do Porto, destinado a melhorar as infraestruturas municipais de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais na zona do aeroporto. A coordenação entre os dois projetos deverá permitir dimensionar corretamente as infraestruturas e assegurar a ligação entre as diferentes redes, evitando intervenções desarticuladas no futuro. Requalificação procura valorizar zona residencial A recuperação do parque habitacional insere-se num processo mais amplo de valorização da zona do aeroporto de Santa Maria. O local está classificado como conjunto de interesse público desde 2017, o que implica regras específicas para a realização de intervenções. A situação atual resulta também de anos com reduzida intervenção nas infraestruturas e nos espaços envolventes. Em 2013, os terrenos e edifícios deixaram de integrar o domínio público aeroportuário do Estado e passaram para o domínio privado da Região. Para procurar soluções para os problemas existentes, foi criado em 2022 o Grupo de Trabalho do Lugar do Aeroporto, que reúne representantes da Direção Regional da Habitação, da Direção Regional da Cultura e da Câmara Municipal de Vila do Porto. Com o novo projeto, o parque habitacional entra numa nova fase de requalificação. A execução faseada deverá permitir recuperar progressivamente os diferentes núcleos residenciais e melhorar as condições urbanas e de utilização desta zona da ilha. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento industrial aumenta pressão em Sines Sines está a atravessar uma fase de forte transformação económica, impulsionada por grandes projetos industriais que deverão representar mais de 20 mil milhões de euros em investimento privado. O aumento da atividade empresarial está a trazer novos trabalhadores para o concelho e, com eles, uma maior procura por habitação. Perante este cenário, o Governo pretende criar um plano específico de investimento público para acompanhar o crescimento da região. A estratégia deverá abranger várias áreas essenciais para a população, incluindo habitação, educação, saúde, creches, pré-escolar e estruturas destinadas à população idosa. O objetivo passa por garantir que o desenvolvimento económico é acompanhado por uma capacidade adequada de resposta dos serviços públicos. A habitação assume particular importância neste contexto, uma vez que o aumento da procura tem contribuído para agravar a dificuldade de encontrar casas disponíveis no concelho. Mercado imobiliário sente efeitos do crescimento A pressão sobre a habitação já é visível nos valores praticados no mercado local. A disponibilidade para arrendamento é reduzida e os preços dificultam o acesso das famílias a uma casa em Sines. O crescimento populacional ajuda a explicar parte desta realidade. Desde 2021 e até ao final de 2025, o concelho terá aumentado a população em mais de 12%, o equivalente a cerca de duas mil pessoas. A evolução demográfica não foi acompanhada ao mesmo ritmo pelo reforço das respostas públicas. Para o município, esta diferença torna urgente encontrar soluções para a habitação, mas também para áreas como a saúde e a educação. A falta de habitação pode ainda ter impacto na perceção da população sobre os grandes projetos que estão a chegar ao território. O desenvolvimento económico poderá ser visto como uma oportunidade, mas também como um fator adicional de pressão sobre o mercado imobiliário. Governo prepara resposta fora do modelo habitual O Executivo considera que a dimensão dos investimentos em Sines justifica uma intervenção diferente da aplicada habitualmente noutros municípios. A especificidade do território deverá, por isso, estar na base de um plano conjunto com a autarquia. A resposta deverá procurar antecipar as necessidades criadas pelo crescimento económico, evitando que a falta de habitação e de serviços públicos limite a capacidade de atração de trabalhadores e de novas famílias. Além da habitação, o reforço das infraestruturas deverá abranger equipamentos de saúde, estabelecimentos de ensino e respostas sociais. A criação de condições adequadas será determinante para acompanhar a evolução esperada do concelho. Município pede maior retorno dos investimentos A autarquia defende também uma maior participação das empresas que desenvolvem projetos em Sines no esforço de criação de novas respostas para a população. A ideia passa por associar o investimento privado a mecanismos que permitam reforçar a capacidade local. Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, de forma a garantir que o município consiga beneficiar mais diretamente da atividade económica gerada no seu território. O município aponta ainda para a possibilidade de estabelecer contratos locais com as empresas responsáveis pelos grandes investimentos. Estas soluções poderiam contribuir para financiar novas infraestruturas e responder ao aumento da procura por habitação. Apesar das preocupações, a autarquia mantém uma posição favorável ao investimento privado em Sines. A prioridade passa agora por garantir que o crescimento económico seja acompanhado por habitação acessível e serviços públicos capazes de responder às novas necessidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Sol, mar e livros Neste nosso querido mês de Agosto vivemos sob a égide da abençoada trilogia: sol, mar e livros. Leituras adiadas de livros editados pela Academia Portuguesa de História, de autores clássicos da literatura portuguesa e brasileira. Ainda a revisitação dos artigos de opinião aqui publicados e em outros Órgãos de Comunicação Social nas últimas décadas, acerca do mercado imobiliário. Uma vontade de revermos com o adequado distanciamento, o que vamos publicando. E talvez essa outra trilogia da razão de viver, se venha a completar. Já plantámos uma árvore, temos uma filha, fica a faltar um livro. A formação do profissional imobiliário As demoradas buscas ao arquivo, a maioria em suporte físico, detiveram-nos na primeira década do século XXI. Remeteram-nos ao desafio de produzir conteúdos formativos que correspondessem às exigências da legislação publicada, decreto-lei nº 211 e portaria nº 1326 de 2004, e que também pudessem dentro das restrições de carga horária dos módulos que o CECOA - Centro de Formação para o Comércio e Afins nos atribuiu, contribuir para a formação em outras competências supletivas e diferenciadoras no exercício da profissão imobiliária. Para produzir conteúdos de forma eficaz é importante conhecer e entender o público-alvo. Neste caso, mais do que público-alvo tínhamos um público-provável; todos os que queriam credenciar-se para exercer a atividade de mediação e angariação imobiliária. Ao reexaminar os Manuais então produzidos, algumas das qualificações-chave do profissional imobiliário exigíveis nessa primeira década, persistem incólumes. As competências técnicas e comerciais que o podem tornar sucedido. Conhecer o mercado, a dinâmica da oferta e procura que induz o “asking price”, saber fazer uma avaliação comparativa de mercado, deter conhecimentos em financiamento bancário, fiscalidade, tramitação legal de venda, investimentos, patologias de construção e eficiência energética, urbanismo. No âmbito das competências comerciais, a larga maioria da oferta formativa era e continua a ser focada nesta vertente; prospeção, qualificação do cliente, negociação, gestão de objeções e fecho. Importa que os recém-chegados produzam resultados no curto prazo. Da intermediação à consultoria imobiliária O que distingue a intermediação imobiliária do passado da consultoria imobiliária, ainda existem empresas e comerciais que não as incorporaram, são as competências relacionais, estratégicas e digitais. Declaram-se consultores mas continuam a comportar-se como comerciais. Continuam a apresentar imóveis numa perspetiva de encurtar o ciclo da venda e fechar negócios no curto prazo, sem ter em conta a construção de uma relação de longo prazo com os seus clientes. Seguimos atentamente o percurso profissional de consultores imobiliários sucedidos. A capacidade que têm de compreender os mercados, de analisar tendências e de construir com discrição relações que resistam ao tempo. Carreiras dedicadas à compreensão dos ciclos de mercado e das estratégias de investimento. A tecnologia veio democratizar o acesso à informação. Um consultor imobiliário tem a competência de transformar informação em decisão. É na combinação de dados, tecnologia e relacionamento humano que cria valor ao aconselhar os seus clientes a tomar melhores decisões. A Inteligência Artificial no imobiliário Continua a ser deprimente, a banalidade, vulgaridade e os “lugares-comuns” da Comunicação e Marketing de algumas agências imobiliárias e vendedores de casas, recorrendo à IA. Na sequência de outras marcas, também a KW – Keller Williams Realty anunciou a construção da sua Inteligência Artificial (Claude IA + Notion IA) articulada com o seu modelo de negócio. Genericamente não se julgue que a IA, a automatização ou novos softwares vão solucionar fraquezas estratégicas. A IA está a transformar o imobiliário. Estarão as agências físicas e os consultores imobiliários ameaçados? A IA poderá vir a reduzir a dimensão do espaço físico e a necessidade de algumas tarefas presenciais mas não elimina a criação de valor da consultoria imobiliária. A tecnologia aporta eficiência, os consultores confiança e aconselhamento na decisão. Uma despedida Ainda dos EUA, chegou a notícia da morte de Gail Liniger, co-fundadora da RE/MAX em 1973. Marcou várias gerações de profissionais imobiliários em todo o Mundo. Que Descanse em Paz. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa reforça a oferta de renda acessível A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai avançar com a construção de um novo edifício de renda acessível junto ao Jardim da Estrela. O projeto prevê a criação de 11 habitações municipais, contribuindo para aumentar a oferta de casas destinadas a famílias que procuram soluções habitacionais com custos mais equilibrados. O edifício será construído num terreno atualmente devoluto, localizado na Rua do Jardim à Estrela, e integra o Plano de Intervenção em Edificado Disperso, que procura recuperar espaços urbanos e transformá-los em novas oportunidades de habitação. Novo edifício terá 11 habitações O futuro prédio contará com três pisos e incluirá diferentes tipologias habitacionais, permitindo responder a várias necessidades. Estão previstos apartamentos T0 e T2, distribuídos pelos diferentes andares, bem como áreas técnicas, arrecadações e espaços de apoio ao funcionamento do edifício. A empreitada será lançada através de concurso público, com um investimento base superior a 1,4 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal. O prazo previsto para a execução da obra é de 515 dias, estando a conclusão dependente das diferentes fases do procedimento de contratação e construção. Mais habitação para responder à procura A criação deste novo edifício de renda acessível representa mais um investimento na expansão da habitação municipal em Lisboa. O aumento da oferta de casas continua a ser uma das prioridades para responder à elevada procura habitacional registada na cidade. Além de disponibilizar novas habitações, este projeto contribui para requalificar uma área anteriormente desocupada, promovendo a valorização do espaço urbano e um melhor aproveitamento do património municipal. Com novos projetos de renda acessível, Lisboa procura reforçar as opções disponíveis para residentes que enfrentam dificuldades no acesso à habitação, acompanhando a necessidade de criar soluções habitacionais mais acessíveis e ajustadas à realidade do mercado atual. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Regulação, profissionalização e certificação na cadeia de valor do negócio imobiliário! No passado dia 30 de junho, com a participação de cerca de 700 profissionais do setor da mediação imobiliária, realizou-se a 4.ª edição da Convenção APEMIP IMOCIONATE. Relevante a presença de Fernando Batista, presidente do IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção. Intervenção que marcou o fim de um longo período de ausência de declarações públicas acerca da reclamada regulação do setor. Ao que parece, estaremos na iminência de o Governo apresentar uma nova lei adaptada às novas realidades deste mercado e que preveja uma maior regulação e capacitação dos profissionais da mediação imobiliária. Outra nota significativa foi a revelação de que, à data, estavam licenciadas 11.574 empresas de mediação imobiliária e da instabilidade deste mercado. Em 2025, foram atribuídas 2.417 licenças e canceladas 1.455. A profissionalização como fator de competitividade A qualificação e competitividade da procura, sobretudo internacional, têm conduzido a uma maior, mas não generalizada, profissionalização da atividade. Transversal a outros setores, parece persistir a crença no atributo identitário do desenrascanço sob pressão. Terreno fértil para formações motivacionais sem conteúdo ou focadas na operacionalização. Formações sistémicas conduzem a resultados não dependentes do talento e da sorte dos consultores mais aptos. Formações assentes num modelo, a exemplo da NAR – National Association of Realtors, que combine autorregulação, formação, visão estratégica, competências práticas e conhecimento multidisciplinar em tecnologia, avaliação de ativos, conhecimentos jurídicos e regulatórios, ética e representação institucional. Escala, produtividade e sustentabilidade do setor O mercado é composto por pequenas e médias agências locais, agências integrantes de redes imobiliárias e grandes consultoras de alinhamento internacional. Não existindo registos oficiais de consultores imobiliários, ao que parece irá ser obrigatório, estima-se que o número médio por agência poderá ser próximo de seis. Sendo que, em 2025, o número de transações imobiliárias residenciais se cifrou em 170.000, resultariam, em média, 14 a 15 transações anuais por agência e duas a três transações anuais por consultor. Também aqui a conta não fecha. Será que, neste negócio, a Lei de Vilfredo Pareto se aplica? Será que 20% das agências representam 80% das transações realizadas? Será que 20% dos consultores imobiliários mais produtivos representam 80% da faturação das agências? Num mercado altamente competitivo como o da mediação imobiliária, as empresas terão de ganhar escala para que se torne possível a gestão profissional. Uma atividade regulada e credibilizada que atraia talento e introduza uma cultura de aprendizagem contínua. Uma profissão valorizada, condizente com a sofisticação de agentes de investimento, financiamento e gestão e manutenção de imóveis, de proprietários e clientes compradores. Profissionais que estejam preparados para desenvolver novas competências e desconsiderar outras tornadas irrelevantes. Intermediação de crédito e administração de condomínios: a nova fase da regulação Na cadeia do imobiliário, a administração de condomínios e a intermediação de crédito estão a profissionalizar-se em função do reforço da supervisão. Desde 2018, a atividade de intermediação de crédito duplicou e o Banco de Portugal tem avançado com novas regras que preenchem o vazio regulatório. A atividade dos intermediários de crédito e gestores de crédito não se limita à angariação de clientes e ao reencaminhamento dos contactos para as entidades financeiras. A recolha de toda a documentação necessária e a pré-qualificação são determinantes no sucesso das operações de financiamento. A digitalização é um fator crítico: ao agilizar processos e assegurar transparência, melhora a experiência do cliente. Na intermediação de crédito, o sucesso também irá depender da qualificação dos profissionais, apoiados em tecnologia eficiente. A intermediação de crédito é determinante na concretização da maioria dos negócios imobiliários. Em circuito legislativo também se encontra um novo regime jurídico que visa regular e profissionalizar a atividade de gestão e administração de condomínios. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Portugal a três velocidades O mercado imobiliário em Portugal prossegue a três velocidades. A velocidade prometida pelos decisores nacionais e locais, a velocidade mais ou menos veloz com que se movem os operadores de acordo com as suas capacidades e competências e a velocidade lenta da Administração Pública. Recentemente o governo aprovou um conjunto de medidas necessárias, com a intenção de procurar solucionar a grave crise de acesso à habitação. Desfasamento entre decisão e execução A diferentes velocidades, os operadores do ecossistema imobiliário têm procurado adaptar-se às condicionantes internas e externas que condicionam a sua atividade, enquanto as autoridades responsáveis, nomeadamente pelo licenciamento, prosseguem num estado letárgico. Nas entidades públicas nada mudou, os técnicos continuam a “despachar para cima”, os entraves mantêm-se. Perante novos reptos e condicionantes, quando é preciso responder à escassez de oferta habitacional, a Administração Pública continua a falhar como se o tempo e o dinheiro de promotores imobiliários e contribuintes fossem de graça. Custos invisíveis do tempo administrativo No decorrer do longo período que decorre até ao licenciamento de um novo conjunto habitacional, os promotores imobiliários têm custos financeiros, o acesso à habitação acessível está vedado a futuros residentes, aqueles que podem estão a pagar rendas mais elevadas noutras localizações, as autarquias estão a deixar de receber receitas fiscais provenientes de IMI, IRS entre outras. São custos facilmente quantificáveis que não são imputados a ninguém. O custo do tempo de decisão é um custo económico significativo que a juntar a outros tem feito com que “a conta não feche” em muitos projetos de habitação acessível. Também o cumprimento de desajustadas normas legais construtivas continua a gerar custos acrescidos, funcionando a burocracia como “escudo protetor” de responsabilidades técnicas e políticas. Burocracia, bloqueios e desafios estruturais O imobilismo tem um custo elevado mas a mudança dá muito trabalho e dores de cabeça quando mexe com os múltiplos interesses corporativos, instalados nos inúmeros organismos estatais. Nos recentes eventos em que participámos, as queixas dos operadores mantêm-se inalteradas. Quando se fala em construir ou reabilitar para habitação acessível, na execução de programas de transição energética e descarbonização dos edifícios, na modernização da construção, na digitalização e inovação tecnológica, na DWD - Diretiva Europeia de Água Potável, na transformação dos espaços urbanos, estamos perante enormes desafios. Temos um parque habitacional envelhecido com cerca de 70% dos edifícios energeticamente ineficientes, redes de águas prediais e urbanas envelhecidas, degradadas e algumas com materiais contaminantes, falta de mão de obra qualificada e de fontes de financiamento, complexidade regulatória e processos de licenciamento morosos. Industrialização da construção e produtividade Mas a questão que mais preocupa no curto prazo, face às necessidades de aumentar a produtividade e descarbonizar, à escassez de mão de obra, de reduzir os prazos de entrega de unidades habitacionais, é a industrialização do processo construtivo em escala. Segundo recentes declarações de Miguel Garcia no evento “Real Estate Shapers” organizado pela revista “Magazine Imobiliário”, um prédio com 77 frações poderia ser entregue em menos de um ano. Estaria a “pesada máquina” estatal à altura? Last but not least! No próximo dia 9 de Junho, a ADIT – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil celebra o seu 20º aniversário. Será em Maceió, Estado de Alagoas, onde tudo começou. Tive o privilégio de ser orador na I Edição desse evento relacionado com investimentos turísticos e imobiliários no Brasil. Quando nasceu, os organizadores buscavam inspiração no exterior. Volvidas duas décadas, é no Brasil que a podemos encontrar, no melhor que se faz à escala global. Obrigado Felipe Cavalcanti pelo empreendedorismo e continuares a ser uma fonte de inspiração. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem é um programa público de apoio ao arrendamento habitacional destinado a jovens entre os 18 e os 35 anos. Em situações de casal, é possível candidatar-se desde que um dos elementos tenha até 37 anos e o outro não ultrapasse os 35 anos, cumprindo as regras do Porta 65 Jovem. Este apoio do Porta 65 Jovem consiste numa comparticipação mensal da renda, calculada em função da renda contratual, dos rendimentos do agregado e da taxa de esforço. O programa Porta 65 Jovem é gerido pelo IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. As candidaturas ao Porta 65 Jovem são submetidas online através do Portal da Habitação e podem ser apresentadas com contrato de arrendamento já celebrado ou sem contrato, sendo neste caso exigida a sua entrega posterior dentro do prazo definido no regulamento do Porta 65 Jovem. Como funciona o Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem atribui um apoio financeiro mensal durante 12 meses, correspondente a uma percentagem da renda elegível. O apoio pode ser renovado anualmente, até um máximo acumulado de cinco anos, consecutivos ou interpolados, no âmbito do Porta 65 Jovem. Para aceder ao Porta 65 Jovem é obrigatório cumprir requisitos como: Idade dentro dos limites definidos pelo Porta 65 Jovem Contrato de arrendamento ou promessa de contrato Residência permanente no imóvel Taxa de esforço dentro dos limites estabelecidos Rendimento do agregado dentro dos limites legais Inexistência de propriedade de outro imóvel habitacional Inexistência de dívida a apoios anteriores do Porta 65 Jovem ou outros apoios habitacionais O contrato de arrendamento do Porta 65 Jovem deve ter duração mínima de 12 meses ou ser renovável. A habitação deve ainda ser adequada à dimensão do agregado, de acordo com os limites de tipologia definidos no regulamento do Porta 65 Jovem. O cálculo do apoio do Porta 65 Jovem é feito com base no menor valor entre a renda efetiva e a renda máxima de referência da zona, sendo aplicada uma percentagem definida por escalões de pontuação atribuídos na candidatura ao Porta 65 Jovem. Candidatura ao Porta 65 Jovem As candidaturas ao Porta 65 Jovem são feitas exclusivamente online através do Portal da Habitação. O processo do Porta 65 Jovem exige autenticação com NIF e senha do Portal das Finanças, Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão. Para submeter o Porta 65 Jovem são necessários dados como: NIF e NISS de todos os elementos do agregado IBAN/NIB para pagamento do apoio Contrato de arrendamento ou promessa de contrato Declaração de IRS ou comprovativos de rendimentos Identificação dos candidatos O Porta 65 Jovem permite a candidatura sem contrato, mas o documento deve ser submetido posteriormente dentro do prazo legal após aprovação ou após submissão da candidatura, conforme previsto nas regras do Porta 65 Jovem. Após submissão, o Porta 65 Jovem é analisado num prazo indicativo de cerca de 45 dias. Os resultados são divulgados no Portal da Habitação e os beneficiários do Porta 65 Jovem passam a receber o apoio por transferência bancária. Regras adicionais e enquadramento do Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem define ainda limites de renda por zona geográfica e critérios de tipologia habitacional, ajustados ao número de pessoas no agregado. Estes critérios garantem o enquadramento correto da habitação no Porta 65 Jovem. O apoio do Porta 65 Jovem pode incluir majorações em situações específicas, como habitação em zonas históricas, famílias monoparentais ou agregados com dependentes ou pessoas com incapacidade. O valor final do Porta 65 Jovem depende da pontuação atribuída, que resulta da combinação entre rendimento, esforço financeiro e condições habitacionais. O sistema do Porta 65 Jovem é revisto periodicamente e está sujeito aos regulamentos em vigor do IHRU. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novo modelo reforça bolsas no ensino superior O Governo vai reforçar o sistema de bolsas no ensino superior, com um aumento de 53% no financiamento da ação social. Com este novo modelo de bolsas, o valor médio anual deverá subir para cerca de 2.660 euros, refletindo uma atualização profunda no cálculo das bolsas. O objetivo é tornar as bolsas mais ajustadas ao custo real de estudar, garantindo maior cobertura das despesas dos estudantes. As bolsas passam assim a ser recalculadas com base em critérios mais detalhados, incluindo o custo de vida por concelho. Como vão ser calculadas as novas bolsas O novo modelo de bolsas considera o custo médio de estudar no ensino superior, incluindo propinas, alimentação, transporte e alojamento. A diferença entre esse custo e a capacidade financeira do agregado determina o valor da bolsa. Com este sistema, as bolsas tornam-se progressivas e mais adaptadas à realidade de cada estudante. O Governo estima que o valor médio das bolsas passe de 1.734 para 2.660 euros anuais, um aumento significativo no apoio através das bolsas. O valor mínimo das bolsas mantém-se nos 872 euros, enquanto a bolsa máxima será atribuída a estudantes em situação de maior vulnerabilidade, reforçando o papel das bolsas como instrumento de equidade. Impacto das bolsas e regime transitório O novo sistema de bolsas entra em vigor no ano letivo 2026/2027, com um regime transitório para garantir que nenhum estudante perde apoio. As bolsas atuais mantêm-se até ao fim do curso sempre que forem mais favoráveis. O reforço das bolsas representa um investimento significativo na ação social, com impacto direto em cerca de 83 mil estudantes. Em alguns casos, as bolsas podem atingir valores superiores a 7.000 euros anuais, sobretudo para estudantes deslocados. As bolsas continuam também a incluir apoios para alojamento, com prioridade nas residências públicas e compensações adicionais quando não há vaga. O novo modelo reforça assim o papel das bolsas no combate às desigualdades no acesso ao ensino superior. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Habitação pública e rendas em Lisboa Mais de 60% das rendas municipais em Lisboa estão abaixo dos 100 euros, num universo de mais de 21 mil contratos de habitação. Segundo dados da Gebalis, 63% das rendas municipais ficam abaixo dos 100 euros e cerca de 30% não ultrapassam os 25 euros, evidenciando o peso da habitação pública na cidade. O vereador da Habitação e Urbanismo, Vasco Moreira Rato, sublinhou que estes valores demonstram a importância da habitação pública, defendendo que a estrutura das rendas municipais reflete a capacidade financeira das famílias que vivem em habitação municipal. A habitação pública em Lisboa representa cerca de 10% da população residente. Oferta pública e papel dos privados na habitação O responsável municipal destacou que a habitação pública desempenha um papel essencial na resposta à crise da habitação, mas rejeitou que seja a única solução. A estratégia da câmara passa por articular habitação pública, habitação acessível e promoção privada, reforçando a oferta total de habitação em Lisboa. O vereador referiu ainda que a autarquia tem vindo a trabalhar com promotores privados, sobretudo através de processos de licenciamento e de projetos com componentes de habitação acessível. No caso de um loteamento nos Olivais, foi referida a possibilidade de o promotor ceder habitação acessível ao município, em alternativa a outros equipamentos. Renda acessível e novos modelos de habitação A habitação municipal continua a ser complementada por programas como a renda acessível, que procuram responder a diferentes perfis de rendimento. O município considera que nem todas as necessidades habitacionais podem ser resolvidas apenas com habitação pública, sendo necessária uma combinação de soluções. Vasco Moreira Rato defendeu que a crise da habitação não tem uma solução única, destacando que o contexto económico e social está em constante mudança. Nesse sentido, o município de Lisboa procura desenvolver parcerias com privados para aumentar a oferta de habitação, reconhecendo que a autarquia não dispõe sozinha de todos os recursos necessários. O vereador reforçou ainda que “todos serão poucos” para enfrentar o desafio da habitação em Lisboa, defendendo a cooperação entre setor público e privado como elemento essencial para responder à procura crescente. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os preços das casas mantêm-se estáveis Os dados do Infocasa mostram que os preços das casas sofreram poucas alterações no último mês. A maioria dos proprietários manteve o valor pedido pelos seus imóveis. Entre os apartamentos disponíveis, 91,6% mantiveram o preço, enquanto 5,6% tiveram uma redução e 2,8% registaram um aumento. Para quem está a pensar comprar casa , os valores variam bastante consoante a tipologia. Os T0 apresentam um preço médio de 264.923 euros, enquanto os T1 têm um valor médio de 314.540 euros. Nos T2, o preço médio situa-se nos 376.592 euros e, nos T3, chega aos 421.933 euros. Já os T4 têm um valor médio de 529.964 euros e os T5 atingem os 576.101 euros. Quanto custa comprar um apartamento? O preço por metro quadrado diminui, em geral, à medida que aumenta a dimensão da casa. Os T0 apresentam o valor mais elevado, com uma média de 5.433 €/m², seguidos pelos T1, com 5.420 €/m². Nos T2, o valor médio é de 4.372 €/m² e nos T3 de 3.616 €/m². Os T4 apresentam uma média de 3.538 €/m², enquanto os T5 ficam nos 3.301 €/m². Nos T6, o valor desce para 2.360 €/m². Estes valores mostram que escolher uma casa maior pode representar um preço total mais elevado, mas nem sempre significa pagar mais por cada metro quadrado. Lisboa continua entre as zonas mais caras Para quem procura casa em Lisboa, os preços continuam a estar entre os mais elevados do país. Santo António lidera, com um valor médio de 7.727 €/m². A freguesia da Misericórdia surge em segundo lugar, com 6.736 €/m², seguida da Estrela, com 6.711 €/m². A localização continua, assim, a ter um peso significativo no preço de uma casa. Dentro da mesma cidade, a diferença de valores entre freguesias pode ser bastante expressiva. Há mais casas disponíveis para escolher Apesar da estabilidade dos preços, continuam a entrar novos apartamentos no mercado. No último mês, foram colocados à venda 8.784 novos apartamentos, que permaneceram, em média, 9 dias em anúncio. No total, estavam disponíveis 64.087 apartamentos, sendo os T2 a tipologia com maior oferta, com 22.512 imóveis, seguidos pelos T3 e T1. A maioria das casas disponíveis é usada, mas existem também 9.132 apartamentos novos e 4.936 imóveis ainda em construção. Para quem procura comprar casa, a variedade de imóveis disponíveis permite comparar preços, localização e tipologia antes de tomar uma decisão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Projeto de 23,7 milhões prepara intervenção O Governo dos Açores concluiu o projeto global para renovar as infraestruturas dos 11 núcleos residenciais que integram o parque habitacional do aeroporto de Santa Maria, em Vila do Porto. A conclusão desta fase permite agora avançar para uma intervenção estimada em 23,7 milhões de euros. O projeto foi desenvolvido pela PMT – Coordenação e Gestão de Projetos Unipessoal, na sequência de um concurso público promovido pelo executivo regional em 2024. A proposta foi apresentada aos moradores e às entidades locais e regionais no dia 4 de setembro, na Incuba+, em Vila do Porto. A intervenção pretende recuperar uma área residencial que tem enfrentado vários constrangimentos ao longo dos anos. O investimento deverá ser concretizado de forma faseada, permitindo adaptar a execução às disponibilidades orçamentais da Região. Obras abrangem várias infraestruturas Os trabalhos vão decorrer bairro a bairro e contemplam a renovação ou construção de diferentes infraestruturas essenciais ao funcionamento dos núcleos residenciais. Entre as intervenções previstas estão as redes de abastecimento de água e saneamento, a rede elétrica e de comunicações, a iluminação pública, os arruamentos e os espaços destinados a estacionamento. O projeto inclui ainda a recuperação de espaços verdes e da rede viária. A intervenção no parque habitacional será articulada com outro projeto da responsabilidade da Câmara Municipal de Vila do Porto, destinado a melhorar as infraestruturas municipais de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais na zona do aeroporto. A coordenação entre os dois projetos deverá permitir dimensionar corretamente as infraestruturas e assegurar a ligação entre as diferentes redes, evitando intervenções desarticuladas no futuro. Requalificação procura valorizar zona residencial A recuperação do parque habitacional insere-se num processo mais amplo de valorização da zona do aeroporto de Santa Maria. O local está classificado como conjunto de interesse público desde 2017, o que implica regras específicas para a realização de intervenções. A situação atual resulta também de anos com reduzida intervenção nas infraestruturas e nos espaços envolventes. Em 2013, os terrenos e edifícios deixaram de integrar o domínio público aeroportuário do Estado e passaram para o domínio privado da Região. Para procurar soluções para os problemas existentes, foi criado em 2022 o Grupo de Trabalho do Lugar do Aeroporto, que reúne representantes da Direção Regional da Habitação, da Direção Regional da Cultura e da Câmara Municipal de Vila do Porto. Com o novo projeto, o parque habitacional entra numa nova fase de requalificação. A execução faseada deverá permitir recuperar progressivamente os diferentes núcleos residenciais e melhorar as condições urbanas e de utilização desta zona da ilha. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Julho marca máximo no crédito à habitação A procura por financiamento para comprar casa acelerou em julho, antes da entrada em vigor de novas regras do Banco de Portugal (BdP). Nesse mês, os bancos concederam mais de 2,3 mil milhões de euros em novos contratos de crédito à habitação, o valor mensal mais elevado de sempre. Face a junho, o montante destinado a novos empréstimos aumentou 166 milhões de euros. Aos novos contratos juntaram-se ainda 491 milhões de euros relativos a operações de crédito à habitação renegociadas, embora este valor tenha diminuído 109 milhões de euros num mês. A garantia pública dirigida aos jovens continua a ser apontada como um dos fatores que têm impulsionado a procura por financiamento. Criado no final de 2024, este mecanismo começou com uma dotação de 1,2 mil milhões de euros, posteriormente reforçada pelo Governo para 2,4 mil milhões. Famílias antecipam novas regras do BdP O recorde registado em julho poderá também estar relacionado com a alteração das regras de concessão de crédito à habitação definida pelo BdP. As novas medidas entraram em vigor a 1 de agosto e introduziram mudanças no cálculo da taxa de esforço dos clientes. A antecipação destas alterações poderá ter levado algumas famílias a avançar com os pedidos de financiamento antes do endurecimento das condições. Os bancos terão igualmente acelerado determinados processos para concluir operações ainda ao abrigo das regras anteriores. As medidas adotadas pelo supervisor procuram moderar a evolução da procura por crédito, que tem beneficiado do impulso provocado pela garantia pública destinada aos compradores mais jovens. Prestação média da casa continua a subir Os dados mostram ainda uma evolução crescente da prestação média mensal dos empréstimos à habitação. Em julho, o valor atingiu 411 euros, depois de aumentar pelo 11.º mês consecutivo. O montante representa mais cinco euros do que em junho e mais 23 euros face ao final de 2025. A subida reflete tanto a evolução dos contratos existentes como o peso de novos empréstimos com prestações médias superiores. Apesar deste aumento, a taxa média dos novos contratos de crédito à habitação ficou nos 2,96% em julho, mais 0,02 pontos percentuais do que no mês anterior. Foi a quarta subida consecutiva. Portugal mantém taxas abaixo da média europeia A taxa aplicada aos novos empréstimos continua, ainda assim, abaixo da registada na Zona Euro. A média europeia situou-se nos 3,52%, enquanto Portugal apresentou uma das taxas mais baixas da região. Os dados revelam, assim, um mercado de crédito à habitação marcado por uma forte procura, mas também por novas condições de acesso ao financiamento. Com as alterações do BdP já em vigor, os próximos meses deverão mostrar se o novo enquadramento consegue travar o ritmo de crescimento observado antes do verão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Portugal destaca-se no mercado mundial Portugal iniciou 2026 em contraciclo com a tendência internacional. Segundo a análise do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), os preços reais das casas no país aumentaram 15,2% no espaço de um ano, o maior crescimento entre as 57 economias analisadas. Apesar da subida continuar expressiva, o ritmo de valorização está a abrandar. Ainda assim, os preços das casas mantêm uma trajetória bastante diferente da observada na maioria dos mercados internacionais. A evolução portuguesa contrasta também com a da zona euro. No mesmo período, os preços reais da habitação na região cresceram 2,6%, enquanto países como Espanha e Itália registaram aumentos de 9,9% e 3,8%, respetivamente. Oferta limitada mantém pressão nos preços A forte procura e a escassez de imóveis ajudam a explicar a evolução dos preços das casas em Portugal. O desequilíbrio entre compradores e oferta disponível continua particularmente evidente nos segmentos de valores mais baixos. No arranque de 2026, a subida dos juros e a inflação condicionaram o poder de compra das famílias, contribuindo para uma redução das transações. Este cenário terá ajudado a moderar o crescimento dos preços das casas, embora sem inverter a tendência de valorização. Para aumentar a oferta, estão em curso medidas destinadas a estimular a construção e a habitação. Entre elas encontram-se a redução do IVA da construção para 6% e alterações aos processos de licenciamento. No entanto, o impacto destas medidas deverá demorar a chegar ao mercado. Preços recuam em várias economias A tendência internacional é bastante diferente da registada em Portugal. O BIS aponta para uma queda de 1,2% nos preços reais da habitação no primeiro trimestre de 2026, depois de uma descida de 0,5% no final de 2025. Nas economias avançadas, os preços reais recuaram 0,2% em termos anuais. Canadá, Estados Unidos e Reino Unido registaram descidas de 7%, 2% e 2%, respetivamente. Já nas economias emergentes, a redução foi de 2%, sobretudo devido ao desempenho dos mercados asiáticos. A evolução dos preços das casas não foi, contudo, uniforme. Em 39 das economias analisadas, o valor real da habitação aumentou, enquanto quatro ficaram praticamente estáveis e 14 registaram uma descida. Habitação mundial continua acima dos níveis pré-crise Apesar da queda recente, os preços reais das casas continuam significativamente acima dos valores registados antes da crise financeira global de 2007-2009. A nível mundial, a valorização acumulada ronda os 20%. As diferenças entre países são, porém, consideráveis. A Turquia apresenta uma subida de 117% face aos níveis pós-crise, seguida pela Índia, com 62%, e pelos Estados Unidos, com 56%. No extremo oposto, Itália e China mantêm os preços reais da habitação abaixo dos níveis observados após a crise, com diferenças de 24% e 15%, respetivamente. Os dados do BIS mostram, assim, que a evolução do mercado residencial está longe de ser uniforme. Enquanto várias economias enfrentam uma correção dos preços das casas, Portugal continua marcado por uma forte pressão sobre o valor dos imóveis, num contexto de procura elevada e oferta insuficiente. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Os 10 anos não obrigam a manter a casa A garantia pública no crédito à habitação permite a jovens até aos 35 anos obter financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, podendo o Estado garantir até 15% desse montante. A garantia vigora, no máximo, durante os primeiros 10 anos do contrato de crédito. No entanto, este prazo não significa que o proprietário tenha de permanecer na habitação durante uma década. Se decidir vender o imóvel antes desse período, a garantia pública pode cessar antes do prazo máximo previsto. O que acontece ao vender o imóvel? De acordo com o Banco de Portugal (BdP), é possível vender um imóvel adquirido através deste regime. Quando a venda acontece, a garantia pública cessa com a emissão do distrate da hipoteca pelo banco ou mediante o consentimento expresso da instituição para a transmissão do imóvel. Na prática, a venda deve ser articulada com o banco, uma vez que o imóvel está hipotecado. O proprietário terá de tratar da regularização do crédito e dos procedimentos associados à transmissão da casa. A garantia pública não acompanha automaticamente a venda A garantia pública está associada ao contrato de crédito e às condições previstas no regime. Por isso, a venda do imóvel não significa que o apoio possa simplesmente ser transferido para uma nova compra. O BdP estabelece também que o acesso ao regime exige, entre outras condições, que o comprador não tenha beneficiado anteriormente da garantia pública. Assim, quem já recorreu a este apoio não poderá utilizá-lo novamente numa futura aquisição. O que devem ter em conta os jovens? Antes de vender uma casa comprada com garantia pública, é importante contactar o banco e perceber como será liquidado ou transferido o crédito, bem como os procedimentos necessários para a transmissão do imóvel. A garantia pública foi criada para facilitar o acesso dos jovens à primeira habitação própria e permanente, mas não elimina as responsabilidades associadas ao empréstimo. O financiamento continua a ser concedido pelo banco e o mutuário mantém a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Para quem está a pensar comprar, conhecer as regras da garantia pública antes de assinar o crédito é essencial para perceber não só as condições de acesso, mas também as consequências de uma futura venda do imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Comece por definir uma estratégia de venda Antes de anunciar o imóvel, é importante perceber como está o mercado na zona e qual o valor que poderá ser praticado. Uma avaliação realista ajuda a posicionar a casa de forma competitiva e a atrair potenciais compradores. Definir um preço demasiado elevado pode afastar interessados e prolongar o tempo de venda. Pelo contrário, um valor ajustado às características do imóvel e à realidade local pode gerar mais procura e aumentar as possibilidades de receber propostas. Também deve estabelecer antecipadamente os seus objetivos: quanto pretende obter, qual o prazo desejado e até onde está disposto a negociar. Ter estes critérios definidos facilita a tomada de decisões ao longo do processo. A apresentação pode influenciar a decisão A forma como a casa é apresentada tem um papel importante na primeira impressão dos compradores. Fotografias de qualidade, espaços organizados e uma descrição completa ajudam a transmitir melhor as características do imóvel. Antes das fotografias ou visitas, pequenas intervenções podem fazer diferença. Limpar, arrumar, corrigir pequenos problemas e tornar as divisões mais luminosas são medidas simples que podem melhorar a perceção do imóvel. A divulgação deve também chegar às pessoas certas. Um anúncio bem construído, publicado nos canais adequados, aumenta a visibilidade e pode acelerar o contacto com potenciais compradores. Negociação e acompanhamento exigem preparação Receber uma proposta não significa necessariamente que deva aceitá-la de imediato. O valor apresentado é apenas um dos aspetos a considerar . Condições de pagamento, prazos, financiamento e segurança da operação também podem pesar na decisão. É igualmente importante preparar toda a documentação necessária e acompanhar cada etapa da venda. Este processo pode envolver contactos com compradores, visitas, pedidos de informação, negociação e procedimentos administrativos. Recorrer a um profissional imobiliário pode simplificar estas tarefas. O agente conhece o mercado, pode ajudar a definir o posicionamento do imóvel, tratar da promoção, acompanhar visitas e apoiar a negociação. A comissão representa um custo, mas deve ser analisada em função do serviço prestado e do potencial retorno. Uma estratégia adequada pode contribuir para vender a casa em melhores condições e evitar erros que acabem por prolongar ou complicar o negócio. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Município quer triplicar oferta habitacional Encontrar uma casa a preços compatíveis com os rendimentos das famílias continua a ser um desafio no Porto. Para ajudar a responder à procura, a autarquia está a reforçar a aposta no arrendamento acessível e pretende aumentar de forma significativa o número de habitações disponíveis neste regime. Atualmente, o município já entregou cerca de 500 casas de renda acessível. Até ao final do atual mandato, a Câmara Municipal do Porto pretende alcançar as 1.600 habitações, aumentando assim a oferta disponível para famílias que enfrentam dificuldades no mercado de arrendamento privado. O objetivo implica uma forte expansão da resposta habitacional promovida pelo município, que está a procurar novas soluções para aumentar o número de imóveis abrangidos pelo arrendamento acessível. Reabilitação e construção entre as soluções A estratégia da autarquia passa por recorrer a diferentes modelos para criar novas oportunidades de arrendamento acessível. A reabilitação de edifícios existentes é uma das vias utilizadas, permitindo recuperar património e transformá-lo em habitação. Um dos exemplos encontra-se em Cedofeita, onde um edifício antigo está a ser reabilitado para dar origem a 25 novas habitações destinadas a este regime. Além da recuperação de imóveis, o município está também a procurar habitações junto de proprietários privados e a desenvolver projetos através da Porto Vivo SRU. A construção de novos edifícios e as parcerias com entidades privadas fazem igualmente parte da estratégia para aumentar a oferta. Mais habitação para responder à procura A aposta no arrendamento acessível pretende criar alternativas para quem não consegue acompanhar os preços praticados no mercado imobiliário do Porto. O aumento da oferta poderá permitir que mais famílias encontrem uma solução habitacional com uma renda ajustada aos seus rendimentos. Entre os modelos considerados está também o conceito de build to rent, baseado na construção de imóveis especificamente destinados ao arrendamento. Esta solução permite integrar novos projetos na estratégia municipal e diversificar as formas de disponibilizar habitação. Com várias frentes de atuação, a Câmara do Porto pretende acelerar a criação de novas casas e aproximar-se da meta definida para 2029. Se o objetivo for alcançado, o município terá reforçado de forma expressiva a sua capacidade de disponibilizar habitação em arrendamento acessível numa cidade onde a procura continua elevada. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento tem novas regras a partir deste mês, com a entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) e dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA). O objetivo é aumentar a oferta de imóveis através de benefícios fiscais. RSAA simplifica o acesso a benefícios fiscais O RSAA cria uma nova via para proprietários particulares, empresas, fundos e entidades públicas colocarem imóveis no arrendamento acessível. Em contrapartida por praticarem uma renda dentro dos limites definidos para cada concelho, os senhorios podem beneficiar de isenção total de IRS ou IRC sobre os rendimentos obtidos. O limite da renda parte de 80% da mediana das rendas por metro quadrado apurada pelo INE. O valor final depende da regulamentação e de características como tipologia e eficiência energética. A adesão é feita na plataforma eletrónica do IHRU. Os contratos devem cumprir a duração mínima e os prazos de documentação. Se as condições deixarem de ser cumpridas, o benefício fiscal pode ser perdido. Senhorios terão de avaliar a opção mais vantajosa O RSAA não elimina outras opções fiscais. Em 2026, determinados contratos de arrendamento habitacional podem beneficiar de uma taxa autónoma de 10%, dentro dos limites previstos na legislação. Já o novo regime permite obter uma isenção total, mas implica aceitar uma renda enquadrada nos valores definidos para o arrendamento acessível. A escolha dependerá do valor que o proprietário consegue praticar, dos custos associados ao imóvel e do horizonte de investimento. Em zonas onde os valores acessíveis estejam próximos dos preços de mercado, a isenção poderá tornar o RSAA interessante. CIA procuram atrair investimento para novos projetos Os Contratos de Investimento para Arrendamento destinam-se sobretudo a operações de maior dimensão. Promotores e investidores podem recorrer a este mecanismo para construir, reabilitar ou adquirir imóveis destinados à habitação. Celebrados com o IHRU em representação do Estado, os CIA incluem incentivos como isenções ou reduções de IMT, IMI, Imposto do Selo e AIMI, além de benefícios relacionados com o IVA em determinadas obras. Em troca, os investidores têm de cumprir prazos e manter os imóveis afetos ao arrendamento nos termos definidos. Mais oferta de casas é o objetivo Os novos regimes procuram tornar mais atrativa a colocação de imóveis no mercado e estimular projetos de maior escala. A expectativa é que os benefícios fiscais contribuam para aumentar a oferta de habitação a preços mais acessíveis. Para os inquilinos, uma maior oferta poderá significar mais opções. Está também previsto um aumento da dedução das rendas no IRS, que poderá atingir 900 euros em 2026 e 1000 euros a partir de 2027. A aplicação do RSAA será acompanhada pelo IHRU em articulação com a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o Instituto dos Registos e do Notariado e o INE. O impacto dependerá da adesão dos proprietários e investidores. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Uma casa funcional começa na distribuição Nem todas as casas exigem o mesmo esforço para se manterem organizadas. A forma como as divisões estão distribuídas, a existência de espaços de circulação adequados e uma boa utilização da área disponível podem fazer uma diferença significativa no dia a dia. Ao procurar casas à venda, vale a pena olhar para além da decoração. Uma planta funcional, sem demasiados recantos ou zonas difíceis de utilizar, permite aproveitar melhor cada divisão e reduz os locais onde os objetos tendem a acumular-se. A arrumação também deve ser analisada. Armários embutidos, roupeiros amplos, arrecadações e outros espaços de armazenamento permitem manter os objetos fora da vista e ajudam a preservar uma sensação de ordem. Menos obstáculos significa menos trabalho Algumas escolhas de arquitetura e mobiliário podem tornar as tarefas domésticas mais rápidas. Superfícies lisas e resistentes, por exemplo, são geralmente mais simples de limpar do que materiais com muitos relevos, recortes ou juntas. O mesmo acontece com o mobiliário. Peças suspensas deixam o chão mais livre, facilitando a passagem do aspirador e a limpeza. Na cozinha, os eletrodomésticos integrados e os armários fechados podem contribuir para um ambiente visualmente mais organizado. Na casa de banho, os móveis fechados oferecem uma vantagem semelhante. Em vez de deixar produtos expostos em várias prateleiras, pode concentrá-los num espaço próprio, reduzindo a acumulação de pó e a desarrumação. Os pequenos espaços também contam Uma entrada bem aproveitada pode evitar que sapatos, malas e outros objetos se espalhem pela casa. Um simples móvel de apoio ou uma zona de arrumação junto à porta pode ajudar a manter cada coisa no seu lugar. Também os quartos beneficiam de soluções práticas. Camas com espaço de armazenamento permitem guardar roupa de outra estação ou objetos que não são utilizados diariamente, sem ocupar espaço adicional. Se estiver a visitar casas à venda com varanda ou terraço, observe igualmente a facilidade de manutenção destas áreas. Quanto mais simples for a utilização do espaço exterior, menor tende a ser o trabalho necessário para o conservar. O que avaliar antes de escolher uma casa? Durante uma visita, tente imaginar a utilização da casa numa semana normal. Não se limite a verificar se o imóvel está arrumado: observe se a própria configuração facilita a organização. Veja onde poderia guardar os objetos que utiliza diariamente, se existem zonas de armazenamento suficientes e se os móveis podem ser distribuídos sem dificultar a circulação. Preste ainda atenção aos materiais e acabamentos. Uma casa visualmente apelativa pode exigir mais manutenção do que parece. Por isso, antes de escolher entre várias casas à venda, avalie também o tempo e o esforço necessários para manter cada espaço. Uma casa verdadeiramente prática não precisa de estar sempre impecável. Precisa, sobretudo, de ser pensada para que a organização e a limpeza façam parte da rotina sem se transformarem numa tarefa constante. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Observe primeiro o crescimento Uma planta saudável tende a apresentar um desenvolvimento regular, com novas folhas, rebentos ou flores de acordo com a sua espécie e época do ano. Quando esse crescimento abranda sem uma razão aparente, pode existir algum problema nas condições em que a planta se encontra. A falta de luz, uma rega inadequada, temperaturas instáveis ou pouco espaço para as raízes são algumas das causas mais frequentes. Antes de alterar os cuidados, observe durante alguns dias o comportamento da planta e procure perceber o que mudou. O vaso também merece atenção. Quando várias plantas partilham um espaço demasiado pequeno, as raízes competem por água, oxigénio e nutrientes. Um substrato esgotado pode igualmente limitar o desenvolvimento. As folhas podem revelar o problema As alterações na aparência das folhas são alguns dos sinais mais fáceis de identificar. A cor, a textura e a forma podem dar pistas sobre aquilo de que as plantas precisam. Folhas amarelas podem estar relacionadas com excesso de água, drenagem insuficiente ou falta de nutrientes. Já as folhas castanhas ou secas podem surgir devido a regas insuficientes, ar demasiado seco, excesso de sol ou fertilização excessiva. Quando as folhas ficam muito claras ou perdem o brilho, a causa pode estar na falta de luminosidade ou numa carência nutricional. Manchas escuras também justificam atenção, pois podem estar associadas a fungos, bactérias, frio ou excesso de humidade. Folhas moles, queda frequente, caules frágeis, terra constantemente encharcada e a presença de insetos são outros sinais que não deve ignorar. Luz, água e manutenção fazem a diferença Cada espécie tem necessidades próprias, pelo que não existe uma regra de cuidados que funcione para todas as plantas. Antes de escolher o local de uma planta, verifique a quantidade de luz de que necessita, a frequência de rega recomendada, o tipo de substrato adequado e a temperatura ideal. A exposição à luz também pode influenciar a forma como a planta cresce. Quando a luminosidade chega sempre do mesmo lado, é natural que os caules se inclinem nessa direção. Rodar o vaso de uma em uma ou de duas em duas semanas pode ajudar a distribuir melhor a luz e favorecer um crescimento mais equilibrado. A poda é outra tarefa importante. Retirar folhas secas, danificadas ou doentes permite concentrar os recursos nas partes saudáveis e melhora a circulação de ar. Além disso, reduz as condições favoráveis ao aparecimento de pragas e doenças. Quando é preciso agir A fertilização deve ser feita com moderação. Sem nutrientes suficientes, as plantas podem ter dificuldade em desenvolver raízes, folhas, flores ou frutos. Por outro lado, aplicar demasiado adubo pode danificar as raízes e provocar pontas castanhas nas folhas. Nem todas as plantas sem crescimento estão, contudo, doentes. Algumas espécies entram num período de dormência durante o inverno ou em determinadas fases do seu ciclo. Nesses casos, a redução do crescimento e até alguma queda de folhas podem ser normais. Para verificar se uma planta aparentemente seca continua viva, pode raspar suavemente uma pequena zona do caule com a unha. Se encontrar tecido verde e húmido por baixo da superfície, existe atividade. Ramos ainda flexíveis são também um sinal mais positivo do que caules completamente secos e quebradiços. Observar regularmente as suas plantas permite detetar alterações numa fase inicial e ajustar os cuidados antes que o problema se agrave. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Uma costa repleta de praias e enseadas Entre as ilhas Baleares, Menorca tem vindo a ganhar cada vez mais destaque como destino de férias. Embora seja menos conhecida do que Maiorca, oferece uma combinação de natureza, tranquilidade e praias de grande beleza. A ilha conta com cerca de 250 quilómetros de costa e mais de 70 praias e pequenas enseadas. Muitas apresentam águas transparentes e tons azul-turquesa, rodeadas por paisagens naturais que tornam cada paragem especial. Além das zonas balneares mais conhecidas, existem recantos mais isolados que permitem desfrutar do litoral com maior tranquilidade. Para quem procura umas férias junto ao mar, Menorca oferece opções para diferentes estilos de viagem. Descobrir a ilha para lá das praias Uma das melhores formas de explorar Menorca é alugar um carro e percorrer diferentes zonas da ilha. Algumas praias não são acessíveis diretamente por estrada, sendo necessário fazer parte do percurso a pé. O esforço pode compensar. Os trilhos conduzem frequentemente a pequenas enseadas escondidas, onde a natureza permanece praticamente intacta. Para chegar a outros locais, existe ainda a possibilidade de fazer passeios de barco e descobrir áreas costeiras que não são acessíveis por terra. Esta variedade permite combinar dias de praia com momentos de descoberta. Em vez de permanecer sempre no mesmo local, poderá criar um roteiro pela costa e conhecer diferentes paisagens ao longo da viagem. Sol e mar para aproveitar no verão O clima é outro dos atrativos de Menorca. A ilha regista cerca de 300 dias de sol por ano e, durante o verão, pode contar com muitas horas de luz para aproveitar as atividades ao ar livre. As condições favorecem longos dias junto ao mar, passeios pela costa ou momentos de descanso nas enseadas. Para quem procura um destino europeu para umas férias de praia, Menorca reúne natureza, bom tempo e uma costa diversificada. A combinação entre praias de águas cristalinas, zonas menos movimentadas e paisagens naturais ajuda a explicar o crescente interesse pela ilha. Menorca pode, assim, ser uma alternativa interessante para quem pretende conhecer as Baleares por uma perspetiva mais tranquila. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Um centro histórico cheio de história Quem visita Antália encontra em Kaleiçi um dos locais mais interessantes para começar a conhecer a cidade. O antigo bairro histórico conserva o ambiente das diferentes civilizações que passaram pela região, entre ruas estreitas, edifícios tradicionais e pequenas praças. O Portão de Adriano é uma das referências deste espaço e destaca-se pela sua arquitetura romana. Nas proximidades, a Torre Hıdırlik oferece uma perspetiva privilegiada sobre o Mediterrâneo, enquanto o antigo porto mantém uma atmosfera mais tranquila, com embarcações e restaurantes junto à água. Outro dos símbolos de Antália é o Yivli Minare, minarete associado à arquitetura islâmica do século XIII. A Torre do Relógio, junto à entrada da cidade velha, completa o percurso por alguns dos monumentos mais conhecidos da zona. Konyaalti junta praia e vida urbana Para quem procura mar, a zona de Konyaalti é uma das melhores opções. A extensa praia acompanha a linha costeira e proporciona vistas para as montanhas de Beydağları, criando um cenário onde o azul do Mediterrâneo contrasta com o relevo envolvente. A área dispõe ainda de um passeio marítimo com restaurantes, cafés e espaços de lazer. A localização permite combinar dias de praia com visitas a outros pontos de interesse de Antália. O Monte Tünektepe é outra possibilidade para apreciar a paisagem a partir de uma perspetiva diferente. A subida proporciona uma vista ampla sobre a cidade, a costa e as montanhas, especialmente interessante ao fim da tarde. Um lado mais selvagem de Antália A poucos quilómetros da cidade, Antália revela uma paisagem muito diferente. O Kapuz Canyon é uma alternativa para quem pretende afastar-se das zonas mais movimentadas e conhecer a natureza da região. O desfiladeiro caracteriza-se pelas formações rochosas, pela água e por pequenas cascatas. Em alguns pontos, o percurso pode ser feito junto ao leito do rio, proporcionando uma experiência refrescante durante os meses mais quentes. Esta proximidade entre áreas urbanas, litoral e natureza faz de Antália um destino versátil, capaz de agradar a quem procura descanso, cultura ou atividades ao ar livre. Como organizar uma viagem a Antália Antália dispõe de aeroporto próprio e pode ser alcançada através de ligações aéreas, incluindo voos com escala em Istambul. Para explorar a cidade, vale a pena combinar diferentes zonas e reservar tempo tanto para o centro histórico como para a costa. Em Kaleiçi, existem alojamentos instalados em edifícios tradicionais, desde opções mais económicas a hotéis boutique. Já em Konyaalti predominam unidades maiores, muitas delas próximas da praia e do passeio marítimo. Com património, praias e natureza concentrados numa mesma região, Antália permite construir uma viagem diversificada sem necessidade de percorrer grandes distâncias. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Mirandela ganha 180 novas camas A Universidade Politécnica de Bragança está a reforçar a capacidade de alojamento para estudantes com quatro residências universitárias em construção ou já concluídas. Os novos espaços estão localizados em Mirandela, Bragança e Chaves e deverão acrescentar centenas de camas à oferta existente. Em Mirandela, a residência Miratua já está concluída e mobilada. O edifício resulta da adaptação de um antigo hotel situado no centro da cidade e disponibiliza 60 camas aos estudantes. Na mesma cidade, outra residência encontra-se com uma execução superior a 80% e deverá estar concluída até ao final de novembro. Este espaço terá capacidade para mais 120 estudantes. A entrada em funcionamento das duas residências pretende aliviar a pressão sobre o mercado de arrendamento local, numa cidade onde a procura por habitação tem sido elevada. A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo da Universidade Politécnica de Bragança recebe cerca de 1.200 estudantes. Segundo Orlando Rodrigues, presidente da Universidade Politécnica de Bragança, os novos equipamentos deverão ajudar a reduzir a pressão existente sobre a oferta habitacional destinada aos estudantes. Bragança prepara maior residência Na cidade de Bragança, está também perto da conclusão aquela que será a maior residência universitária do projeto. O edifício terá capacidade para 200 camas e deverá ser inaugurado até ao final de setembro. As obras estão praticamente terminadas, faltando sobretudo alguns trabalhos no interior e no exterior. A ligação à rede elétrica poderá, contudo, condicionar o calendário previsto, uma vez que ainda é necessária uma intervenção no local. Com esta nova residência de estudantes, a instituição pretende aumentar a capacidade disponível e criar melhores condições para quem frequenta o ensino superior na cidade. Chaves terá mais 120 camas Também em Chaves está a ser construída uma residência universitária com 120 camas. O projeto, associado à presença da Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar da Universidade Politécnica de Bragança, apresenta igualmente uma execução superior a 80%. A previsão da instituição aponta para que as quatro residências estejam concluídas até ao final de 2026. A entrada em funcionamento destes equipamentos deverá contribuir para reduzir a pressão sobre a oferta habitacional destinada à população estudantil. Investimento supera 25 milhões de euros Os projetos representam um investimento significativo no reforço do alojamento para estudantes. A residência de estudantes de Bragança envolve mais de 9,6 milhões de euros, com 7,4 milhões financiados pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Em Mirandela, a Miratua representa um investimento de 2,9 milhões de euros, com 90% do financiamento assegurado pelo PNAES. As restantes residências, em Mirandela e Chaves, representam investimentos de 6,3 e 6,7 milhões de euros, respetivamente, contando com 9 milhões de euros de financiamento do programa. O PNAES recebeu um reforço através do Plano de Recuperação e Resiliência. Apesar do fim do prazo definido para a concretização das metas acordadas com a Comissão Europeia, a Universidade Politécnica de Bragança considera que o avançado estado das obras permite assegurar a conclusão dos projetos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Ensino superior perde alunos após dez anos de subida O número de matriculados no superior diminuiu pela primeira vez depois de uma década de crescimento contínuo. Os dados do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES) mostram que 447.690 estudantes frequentavam instituições portuguesas no ano letivo de 2025/26. O valor representa uma descida de 1,8% face aos cerca de 456 mil alunos registados no ano anterior. Apesar da redução, o ensino público continua a concentrar a maioria dos estudantes, com 355.670 matriculados, enquanto o privado contabiliza 92.010. A evolução interrompe uma tendência que se mantinha desde 2014/15. Nesse período, o número de estudantes aumentou tanto no ensino público como no privado, com este último a registar um crescimento particularmente expressivo. Menos entradas pressionam número de estudantes A redução dos matriculados no superior está relacionada com a menor procura por novas formações. Em 2025, o número de novos alunos no primeiro ano de licenciaturas e mestrados integrados caiu 10,5% face ao ano anterior, correspondendo a menos 8.678 estudantes. O Concurso Nacional de Acesso foi particularmente afetado. Na primeira fase, foram admitidos 43.899 candidatos e cerca de 79% das vagas disponíveis ficaram preenchidas. A alteração das regras de acesso foi apontada como um dos fatores que condicionaram a procura. A diminuição da população jovem também começa a ter um impacto mais evidente. A evolução demográfica portuguesa, marcada por décadas de baixa natalidade, reduz progressivamente o número de potenciais candidatos ao ensino superior. Alunos internacionais ganham importância Os estudantes internacionais representam, por outro lado, uma parcela cada vez mais relevante das instituições portuguesas. No último ano letivo, eram mais de 72 mil os alunos estrangeiros, incluindo estudantes que realizam toda a formação em Portugal e participantes em programas de mobilidade. Este crescimento tem ajudado universidades e politécnicos a compensar parcialmente a redução do número de jovens portugueses. Para muitas instituições, captar alunos internacionais tornou-se uma estratégia importante perante a transformação demográfica do país. Entre os estudantes matriculados no superior encontram-se alunos de diferentes ciclos de estudo, desde cursos técnicos superiores profissionais até licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Recuperação das entradas pode travar tendência Os primeiros resultados de 2026 apontam para uma recuperação da procura. A taxa de ocupação das vagas do Concurso Nacional de Acesso subiu para cerca de 88%, com 49.991 novos alunos colocados, acima do resultado registado na primeira fase do ano anterior. A evolução poderá ajudar a limitar a redução do número de matriculados no superior, embora seja ainda cedo para determinar se representa uma mudança sustentada. O cenário demográfico continua, contudo, a colocar desafios às instituições. A capacidade para atrair novos estudantes, reforçar a oferta formativa e captar alunos internacionais poderá tornar-se cada vez mais importante para manter a dimensão do ensino superior português. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Contratos de obras passam a ter novos limites O Código dos Contratos Públicos vai mudar a partir de 1 de outubro, com novas regras para tornar os processos de contratação mais simples e rápidos. Uma das principais alterações está nos limites para escolher procedimentos de contratação simplificados. Nas empreitadas de obras públicas, a consulta prévia passa a abranger contratos inferiores a um milhão de euros. Já o ajuste direto poderá ser utilizado em contratos inferiores a 150 mil euros. Atualmente, estes limites são de 150 mil euros para a consulta prévia e de 30 mil euros para o ajuste direto. Também na aquisição de bens e serviços os valores aumentam. A consulta prévia passa a ter um limite de 130 mil euros e o ajuste direto de 75 mil euros. Projetos de execução ganham maior flexibilidade As novas regras introduzem também alterações na execução das obras. O empreiteiro poderá propor mudanças ao projeto de execução, desde que o autor do projeto concorde. Esta possibilidade aplica-se apenas a partes da obra que ainda não tenham sido realizadas. As alterações não podem modificar a finalidade da obra, prejudicar a sua qualidade ou comprometer a sua funcionalidade. Outra mudança diz respeito ao preço base. A entidade adjudicante passa a poder definir este valor no convite ou no programa do procedimento, em vez de este ser sempre obrigatório. Novas regras reforçam a execução dos contratos O regime passa ainda a estabelecer um prazo de 30 dias para o contraente público responder a uma proposta de subcontratação apresentada pelo empreiteiro. Se não houver resposta nesse período, a proposta considera-se aceite. Em situações de atrasos injustificados ou incumprimento do plano de trabalhos, o dono da obra terá também mais poderes. Poderá assumir a posse administrativa da obra e dos bens associados, dando continuidade aos trabalhos diretamente ou através de terceiros. Estas medidas procuram reduzir os impactos dos atrasos e facilitar a conclusão das obras quando existem problemas na execução dos contratos. Tecnologia e novas propostas entram na contratação pública A transformação digital passa a ter um papel mais relevante na contratação pública. As novas regras permitem utilizar sistemas digitais, incluindo inteligência artificial, no planeamento, preparação e acompanhamento dos procedimentos e contratos. O regime prevê ainda o princípio “só uma vez”, para evitar que empresas tenham de entregar repetidamente documentos que já estejam disponíveis através de outras entidades. Outra novidade é a possibilidade de empresas, centros de investigação e particulares apresentarem projetos ou soluções à Administração Pública antes da abertura de um concurso. A chamada iniciativa espontânea pretende facilitar a apresentação de novas ideias e soluções. As alterações ao Código dos Contratos Públicos entram em vigor a 1 de outubro de 2026. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação PRR termina, mas há obras municipais por concluir A conclusão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não significa que todos os projetos apoiados estejam terminados. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defende agora um levantamento rápido das obras que continuam em execução e precisam de financiamento adicional. O objetivo é perceber quais os investimentos municipais que não ficaram concluídos até 31 de agosto e garantir que os projetos possam prosseguir sem comprometer o trabalho já realizado pelas autarquias. A ANMP considera esta identificação especialmente importante numa altura em que está a ser preparado o próximo Orçamento do Estado. Entre os projetos que geram maior preocupação estão intervenções nas áreas da educação e da saúde, além de outros investimentos municipais ligados à melhoria dos serviços prestados às populações. Portugal 2030 pode assegurar continuidade Para evitar que as obras sejam interrompidas, está a ser equacionada a transferência de alguns projetos para outras fontes de financiamento. O Portugal 2030 surge como uma das possibilidades para assegurar a continuidade de investimentos municipais que não conseguiram cumprir os prazos definidos pelo PRR. Outra alternativa poderá passar pela integração de determinados projetos no Orçamento do Estado para 2027. A criação de mecanismos de transição pretende, assim, evitar que obras já iniciadas fiquem sem condições para avançar. Para os municípios, esta articulação é essencial para proteger os investimentos municipais realizados nos últimos anos e aproveitar ao máximo os recursos já aplicados. Autarquias querem garantir o investimento público As câmaras municipais tiveram um papel relevante na concretização de vários projetos financiados pelo PRR, assumindo intervenções que, em alguns casos, ultrapassaram as suas responsabilidades habituais. A ANMP defende que esse esforço deve ser tido em conta na definição das soluções para os projetos ainda pendentes. A prioridade passa por criar respostas rápidas para que os investimentos municipais em curso possam ser concluídos. A continuidade destas obras poderá também ter impacto direto nas comunidades, através da melhoria de equipamentos públicos, serviços e infraestruturas. Para os municípios, garantir financiamento para os projetos pendentes é, por isso, uma forma de salvaguardar o investimento público já realizado e evitar desperdício de recursos. Próximo Orçamento será decisivo Com o Orçamento do Estado para 2027 em preparação, os próximos meses serão determinantes para definir o futuro dos projetos que ficaram fora dos prazos do PRR. O levantamento dos investimentos municipais que ainda necessitam de apoio financeiro deverá permitir encontrar soluções para cada caso. A expectativa das autarquias é que os mecanismos de transição sejam simples e rápidos, permitindo manter as obras em andamento e concretizar os projetos previstos. A ANMP manifesta ainda satisfação pelo cumprimento das principais metas nacionais do PRR, destacando o contributo dos municípios para a execução dos investimentos e para a melhoria das condições de vida das populações. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Reconstrução de casas antigas fica mais simples O novo regime de licenciamento urbanístico trouxe alterações relevantes para quem pretende reconstruir uma casa antiga. O Decreto-Lei n.º 108/2026, publicado em maio e em vigor, alargou os casos em que determinadas obras ficam dispensadas de licença ou comunicação prévia. A mudança surge num contexto de forte pressão sobre a habitação. Segundo o INE, os preços das casas aumentaram 17,6% em 2025, o maior crescimento da série disponível. Para beneficiar da isenção, a reconstrução deve repor o último estado legalmente válido do imóvel. Isto significa, em termos gerais, manter a composição das fachadas, as dimensões, os vãos, a cobertura e os elementos salientes ou recuados. Nem todas as obras ficam isentas A dispensa deixa de se aplicar quando a intervenção representa uma ampliação do imóvel. Aumentar a área de implantação ou de construção, a altura da fachada, a altura ou o volume do edifício pode alterar o enquadramento da obra. Também é possível melhorar materiais, segurança e condições de salubridade, desde que a intervenção respeite os limites definidos para a reconstrução. Outra alteração relevante aplica-se a imóveis localizados em zonas de proteção de imóveis classificados ou em vias de classificação. Nestes casos, determinadas reconstruções podem igualmente beneficiar da isenção. A substituição de caixilharias por soluções de desenho e acabamento semelhantes, quando destinada a melhorar o desempenho energético, passa também a enquadrar-se nas obras de escassa relevância urbanística. Isenção não significa ausência de regras Mesmo sem licença, o proprietário continua sujeito a obrigações. Em regra, deve comunicar à câmara municipal o início dos trabalhos com pelo menos cinco dias de antecedência. As taxas urbanísticas também podem continuar a ser aplicáveis. Além disso, a responsabilidade pela conformidade da intervenção mantém-se. O imóvel pode ser fiscalizado e uma obra que ultrapasse os limites da isenção pode ficar sujeita às regras aplicáveis às operações urbanísticas licenciáveis. Por isso, antes de avançar com uma reconstrução, é importante confirmar o histórico legal do imóvel, verificar se a intervenção mantém as características exigidas e avaliar se existem condicionantes patrimoniais ou urbanísticas. A principal vantagem do novo regime está, assim, na redução da burocracia para determinadas obras. No entanto, reconstruir uma casa antiga sem licença não significa poder alterar livremente o imóvel. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Nove concursos abrangem 19 concelhos O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) abriu nove concursos por sorteio para atribuir 77 habitações no âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento (PAA). As casas destinam-se a arrendamento acessível e encontram-se distribuídas por 19 concelhos de diferentes regiões do país. A oferta inclui imóveis com tipologias entre T0 e T6, permitindo abranger diferentes perfis de agregados habitacionais. As habitações estão localizadas em Amadora, Aveiro, Beja, Cinfães, Évora, Figueira da Foz, Gondomar, Guarda, Lisboa, Olhão, Penafiel, Peniche, Portimão, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Setúbal, Sintra, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António. Quem pode candidatar-se Os concursos destinam-se a pessoas singulares e agregados habitacionais que cumpram os critérios de elegibilidade definidos pelo Programa de Apoio ao Arrendamento. Além dos requisitos gerais, os candidatos devem respeitar as condições específicas indicadas nos respetivos avisos. A atribuição das habitações será realizada através de sorteio entre as candidaturas consideradas elegíveis. Esta iniciativa reforça a oferta de arrendamento acessível em diferentes zonas do território nacional, criando novas possibilidades para quem procura uma habitação com condições enquadradas neste programa. Como apresentar a candidatura Para participar, os interessados devem começar por obter o Certificado de Registo de Candidatura na Plataforma do Programa de Apoio ao Arrendamento, disponível no Portal da Habitação. Depois, é necessário preencher os dados relativos ao agregado habitacional e reunir a documentação solicitada. A candidatura deverá ser submetida através da plataforma IHRU Arrenda. O prazo para apresentação das candidaturas termina a 17 de setembro de 2026 , pelo que os interessados devem consultar as condições de cada concurso e garantir que reúnem todos os elementos necessários antes da submissão. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O mercado de arrendamento tem novas regras a partir deste mês, com a entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA) e dos Contratos de Investimento para Arrendamento (CIA). O objetivo é aumentar a oferta de imóveis através de benefícios fiscais. RSAA simplifica o acesso a benefícios fiscais O RSAA cria uma nova via para proprietários particulares, empresas, fundos e entidades públicas colocarem imóveis no arrendamento acessível. Em contrapartida por praticarem uma renda dentro dos limites definidos para cada concelho, os senhorios podem beneficiar de isenção total de IRS ou IRC sobre os rendimentos obtidos. O limite da renda parte de 80% da mediana das rendas por metro quadrado apurada pelo INE. O valor final depende da regulamentação e de características como tipologia e eficiência energética. A adesão é feita na plataforma eletrónica do IHRU. Os contratos devem cumprir a duração mínima e os prazos de documentação. Se as condições deixarem de ser cumpridas, o benefício fiscal pode ser perdido. Senhorios terão de avaliar a opção mais vantajosa O RSAA não elimina outras opções fiscais. Em 2026, determinados contratos de arrendamento habitacional podem beneficiar de uma taxa autónoma de 10%, dentro dos limites previstos na legislação. Já o novo regime permite obter uma isenção total, mas implica aceitar uma renda enquadrada nos valores definidos para o arrendamento acessível. A escolha dependerá do valor que o proprietário consegue praticar, dos custos associados ao imóvel e do horizonte de investimento. Em zonas onde os valores acessíveis estejam próximos dos preços de mercado, a isenção poderá tornar o RSAA interessante. CIA procuram atrair investimento para novos projetos Os Contratos de Investimento para Arrendamento destinam-se sobretudo a operações de maior dimensão. Promotores e investidores podem recorrer a este mecanismo para construir, reabilitar ou adquirir imóveis destinados à habitação. Celebrados com o IHRU em representação do Estado, os CIA incluem incentivos como isenções ou reduções de IMT, IMI, Imposto do Selo e AIMI, além de benefícios relacionados com o IVA em determinadas obras. Em troca, os investidores têm de cumprir prazos e manter os imóveis afetos ao arrendamento nos termos definidos. Mais oferta de casas é o objetivo Os novos regimes procuram tornar mais atrativa a colocação de imóveis no mercado e estimular projetos de maior escala. A expectativa é que os benefícios fiscais contribuam para aumentar a oferta de habitação a preços mais acessíveis. Para os inquilinos, uma maior oferta poderá significar mais opções. Está também previsto um aumento da dedução das rendas no IRS, que poderá atingir 900 euros em 2026 e 1000 euros a partir de 2027. A aplicação do RSAA será acompanhada pelo IHRU em articulação com a Autoridade Tributária, a Segurança Social, o Instituto dos Registos e do Notariado e o INE. O impacto dependerá da adesão dos proprietários e investidores. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Prepare a documentação antes da venda Antes de anunciar o imóvel, reúna a documentação necessária e confirme se a informação está atualizada. Entre os documentos relevantes estão a Caderneta Predial Urbana , a Certidão Permanente do Registo Predial e o Certificado Energético . A situação urbanística do imóvel também deve ser verificada. Desde as alterações introduzidas pelo Simplex Urbanístico, deixou de ser obrigatória a exibição ou prova da existência da autorização de utilização e da ficha técnica de habitação no processo de compra e venda. Ter os documentos organizados permite esclarecer dúvidas dos potenciais compradores, evitar atrasos e facilitar as etapas que antecedem a escritura. Defina o preço e conheça os custos Estabelecer um preço adequado é essencial para vender uma casa. A localização, a área, o estado de conservação, a eficiência energética e os valores praticados por imóveis semelhantes na zona devem ser considerados. Uma avaliação profissional pode ajudar a definir um preço mais ajustado ao mercado. Também é importante contabilizar os custos associados à venda. Estes podem incluir documentação, Certificado Energético, eventuais obras ou melhorias e a comissão de uma mediadora imobiliária, quando aplicável. As mais-valias imobiliárias são outro aspeto a considerar. A venda de um imóvel pode gerar tributação em IRS, sendo o cálculo efetuado de acordo com as regras fiscais aplicáveis e depois de consideradas determinadas despesas e encargos elegíveis. No caso de uma habitação própria e permanente, pode existir exclusão de tributação quando o valor de realização, depois de deduzido o empréstimo utilizado para a aquisição, seja reinvestido nos termos previstos na lei. O reinvestimento pode ser feito entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. Existe, contudo, uma condição importante: o imóvel vendido tem de ter sido destinado a habitação própria e permanente do proprietário ou do seu agregado familiar, comprovada pelo domicílio fiscal, nos 12 meses anteriores à transmissão ou, quando anterior, à data do reinvestimento. Existem exceções previstas para determinadas circunstâncias excecionais. Prepare o imóvel e organize a venda A apresentação da casa pode influenciar o interesse dos compradores. Antes das visitas, faça uma limpeza cuidada, organize os espaços, valorize a luz natural e resolva pequenos problemas que possam prejudicar a perceção do imóvel. O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) continua a ser uma etapa importante do processo, permitindo estabelecer as condições acordadas entre comprador e vendedor, como o preço, os prazos e o valor do sinal. Recorrer a uma mediadora imobiliária pode simplificar a venda, desde a definição da estratégia e divulgação do imóvel até à negociação e acompanhamento das várias etapas da transação. Em 2026, vender uma casa exige, assim, mais do que definir um preço e encontrar um comprador. Ter a documentação preparada, conhecer os encargos fiscais e avaliar antecipadamente as condições do negócio pode ajudar a evitar surpresas e tornar o processo mais simples e seguro. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .