Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Prepare a documentação antes da venda Antes de anunciar o imóvel, reúna a documentação necessária e confirme se a informação está atualizada. Entre os documentos relevantes estão a Caderneta Predial Urbana , a Certidão Permanente do Registo Predial e o Certificado Energético . A situação urbanística do imóvel também deve ser verificada. Desde as alterações introduzidas pelo Simplex Urbanístico, deixou de ser obrigatória a exibição ou prova da existência da autorização de utilização e da ficha técnica de habitação no processo de compra e venda. Ter os documentos organizados permite esclarecer dúvidas dos potenciais compradores, evitar atrasos e facilitar as etapas que antecedem a escritura. Defina o preço e conheça os custos Estabelecer um preço adequado é essencial para vender uma casa. A localização, a área, o estado de conservação, a eficiência energética e os valores praticados por imóveis semelhantes na zona devem ser considerados. Uma avaliação profissional pode ajudar a definir um preço mais ajustado ao mercado. Também é importante contabilizar os custos associados à venda. Estes podem incluir documentação, Certificado Energético, eventuais obras ou melhorias e a comissão de uma mediadora imobiliária, quando aplicável. As mais-valias imobiliárias são outro aspeto a considerar. A venda de um imóvel pode gerar tributação em IRS, sendo o cálculo efetuado de acordo com as regras fiscais aplicáveis e depois de consideradas determinadas despesas e encargos elegíveis. No caso de uma habitação própria e permanente, pode existir exclusão de tributação quando o valor de realização, depois de deduzido o empréstimo utilizado para a aquisição, seja reinvestido nos termos previstos na lei. O reinvestimento pode ser feito entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. Existe, contudo, uma condição importante: o imóvel vendido tem de ter sido destinado a habitação própria e permanente do proprietário ou do seu agregado familiar, comprovada pelo domicílio fiscal, nos 12 meses anteriores à transmissão ou, quando anterior, à data do reinvestimento. Existem exceções previstas para determinadas circunstâncias excecionais. Prepare o imóvel e organize a venda A apresentação da casa pode influenciar o interesse dos compradores. Antes das visitas, faça uma limpeza cuidada, organize os espaços, valorize a luz natural e resolva pequenos problemas que possam prejudicar a perceção do imóvel. O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) continua a ser uma etapa importante do processo, permitindo estabelecer as condições acordadas entre comprador e vendedor, como o preço, os prazos e o valor do sinal. Recorrer a uma mediadora imobiliária pode simplificar a venda, desde a definição da estratégia e divulgação do imóvel até à negociação e acompanhamento das várias etapas da transação. Em 2026, vender uma casa exige, assim, mais do que definir um preço e encontrar um comprador. Ter a documentação preparada, conhecer os encargos fiscais e avaliar antecipadamente as condições do negócio pode ajudar a evitar surpresas e tornar o processo mais simples e seguro. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em residência A antiga Fábrica Confiança, em Braga, vai abrir uma nova fase da sua história em setembro de 2026, com a entrada em funcionamento da Residência Universitária Confiança. O projeto representa um investimento superior a 29 milhões de euros e terá capacidade para acolher 786 estudantes. A nova residência será gerida pela Universidade do Minho e destina-se sobretudo a estudantes deslocados, nomeadamente aos que frequentam o Campus de Gualtar. A criação deste equipamento pretende reforçar a oferta de alojamento estudantil e reduzir a dependência do mercado privado. Alojamento a partir de 94 euros por mês No ano letivo 2026/2027, os preços da residência universitária variam consoante a tipologia do quarto e a situação do estudante. Para bolseiros, a mensalidade será de 94 euros num quarto duplo e de 150 euros num quarto individual. Para estudantes não bolseiros, os valores serão de 163 euros para quartos duplos e 213 euros para quartos individuais. As mensalidades incluem despesas como água, eletricidade, gás e internet. A diferença de preços procura garantir uma solução de habitação mais acessível para estudantes que precisam de viver em Braga durante o período académico. Equipamentos pensados para estudantes Além dos quartos, a Residência Universitária Confiança terá vários espaços destinados a apoiar o dia a dia dos residentes. O equipamento inclui cozinhas equipadas, salas de estudo e de convívio, lavandaria e ginásio. O projeto resulta da adaptação da antiga fábrica, conciliando a preservação do edifício histórico com a construção de novas estruturas. A intervenção procurou assegurar condições de funcionalidade, conforto e sustentabilidade para os estudantes. Novo alojamento pode libertar casas em Braga A entrada em funcionamento da residência poderá ter impacto para além da comunidade académica. Ao disponibilizar alojamento para 786 estudantes, o novo equipamento poderá reduzir a procura por apartamentos no mercado privado da cidade. A disponibilização de mais camas para estudantes poderá, assim, contribuir para aumentar a oferta de habitação disponível para outros residentes de Braga, num contexto de procura elevada no mercado habitacional. Com a abertura prevista para setembro, a Residência Universitária Confiança passa a integrar a oferta de alojamento estudantil da cidade, com preços mais baixos do que os praticados no mercado privado e capacidade para centenas de estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação INE revê dados sobre a riqueza familiar O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu os resultados do Inquérito à Situação Financeira das Famílias (ISFF) relativo a 2024, depois de identificar uma incorreção no cálculo dos ponderadores utilizados na análise. Com a revisão, a riqueza líquida média das famílias em Portugal aumentou 21% em termos reais entre 2020 e 2024, abaixo dos 29% inicialmente divulgados em maio. O INE indica ainda que o valor médio da riqueza líquida por família em 2024 foi revisto em baixa em cerca de 7%. Apesar desta alteração, as principais conclusões da análise mantêm-se. Riqueza líquida chega aos 278,3 mil euros De acordo com os dados atualizados, a riqueza líquida média das famílias atingiu 278,3 mil euros em 2024, enquanto o valor mediano chegou aos 143,3 mil euros. A riqueza líquida corresponde à diferença entre o valor dos ativos detidos por uma família e o montante das suas dívidas. Tanto o valor médio como o mediano registaram um crescimento real de aproximadamente 21% face a 2020. A evolução foi influenciada sobretudo pelo aumento do valor dos ativos reais, que cresceu 21,1% em média durante o período analisado. Habitação influencia evolução da riqueza O crescimento dos ativos reais esteve associado, em grande medida, à valorização da habitação. A subida dos preços das casas contribuiu para aumentar o valor dos patrimónios imobiliários das famílias portuguesas. Os novos dados mostram, assim, que a riqueza das famílias continuou a crescer entre 2020 e 2024, embora a um ritmo inferior ao inicialmente estimado pelo INE. A revisão dos resultados não altera, segundo o instituto, a leitura geral do Inquérito à Situação Financeira das Famílias. O património das famílias portuguesas manteve uma evolução positiva, com os ativos reais, sobretudo a habitação, a desempenharem um papel relevante nesse crescimento. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que significa ter dupla orientação solar? A orientação solar é um fator importante na escolha de uma casa, sobretudo quando se procura uma habitação com boa luminosidade e conforto ao longo do dia. Um imóvel com dupla orientação solar recebe luz natural através de duas fachadas ou frentes distintas. Por exemplo, um apartamento pode estar orientado a nascente e sul, sul e poente ou norte e sul. Esta configuração permite que diferentes divisões recebam exposição solar em períodos distintos, contribuindo para uma utilização mais confortável dos espaços. Para identificar a orientação solar de um imóvel, é possível utilizar uma bússola, consultar a localização através de mapas ou visitar a casa em diferentes momentos do dia. Qual a melhor orientação solar em Portugal? A orientação solar mais adequada depende das características do imóvel e das preferências de quem o habita. Em Portugal, a exposição a sul é geralmente valorizada por proporcionar mais horas de luz direta e contribuir para o aquecimento natural da casa durante o inverno. A orientação nascente permite receber sol durante a manhã, sendo frequentemente procurada para quartos. Já a poente garante maior exposição solar durante a tarde, embora possa aumentar o calor no interior durante o verão. Por outro lado, a orientação norte recebe menos luz solar direta e tende a proporcionar espaços mais frescos e húmidos. Num apartamento com dupla orientação solar, a combinação de sul com nascente ou poente pode oferecer um equilíbrio interessante entre luminosidade e conforto. Mais luz e eficiência energética Uma das principais vantagens da dupla orientação solar é a maior entrada de luz natural. Com diferentes fachadas expostas ao sol, pode ser possível reduzir a utilização de iluminação artificial durante grande parte do dia. A exposição solar também pode contribuir para o conforto térmico. No inverno, a entrada de radiação solar ajuda a aquecer naturalmente algumas divisões, enquanto uma boa gestão da ventilação e da proteção solar pode ajudar a controlar o excesso de calor no verão. Esta característica pode ainda favorecer a eficiência energética da habitação, reduzindo a necessidade de recorrer a sistemas de climatização. A existência de janelas em fachadas distintas pode proporcionar também ventilação cruzada, melhorando a circulação do ar e ajudando a reduzir problemas relacionados com humidade. Orientação solar pode valorizar o imóvel Além do conforto diário, a orientação solar pode influenciar a atratividade de uma habitação no mercado imobiliário. Imóveis com boa exposição solar tendem a ser procurados por compradores que valorizam luminosidade, eficiência e qualidade de vida. Nos apartamentos de nova construção, esta característica pode assumir particular importância quando está associada a soluções de eficiência energética, isolamento adequado e proteção solar. Assim, avaliar a orientação solar antes de comprar uma casa permite conhecer melhor o seu potencial de conforto e consumo energético. Uma exposição bem planeada pode beneficiar não só a experiência de quem vive no imóvel, mas também a sua atratividade numa futura venda. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Em Portugal, para se ser realista, é preciso acreditar em milagres! A frase atribuída a David Ben-Gurion, um dos fundadores do Estado judaico, a propósito de Israel, parece aplicar-se a Portugal. O acesso à habitação continua a agravar-se O acesso à habitação é hoje um dos principais focos de desigualdade social e conflito distributivo em Portugal. O desempenho do setor imobiliário terá melhorado os resultados no primeiro semestre de 2026, confirmando-se os dados da comparação homóloga do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro trimestre. Um crescimento sustentado por uma subida de preços de 17,8%, quando as transações caíram 8,7%. Menos famílias acederam à habitação e, maioritariamente, compraram as famílias que a ela já acediam. No segundo semestre, deverá manter-se a pressão sobre os preços e a contração das vendas. Em 2026, o mercado manter-se-á ativo e será agravada a acessibilidade à habitação. A procura continuará a vir de quem tem rendimentos compatíveis com os preços em alta, de quem tiver condições de aceder ao crédito hipotecário com novas regras mais restritivas ou detenha um imóvel para vender. Para quem procura a primeira habitação, para a classe média com rendimentos desajustados dos preços da oferta, a barreira à entrada será ainda maior. O problema nunca foi saber o que fazer Depois de décadas em que as políticas públicas de habitação estiveram ausentes ou se revelaram ineficazes, os decisores colocaram o acesso à habitação na agenda. A habitação pública é inexpressiva. Até aqui, o Estado português entregou o acesso à habitação ao crédito bancário e ao mercado. Com acesso ao crédito fácil e barato e compradores nacionais, funcionou. Com a degradação do rendimento das famílias portuguesas e a chegada de compradores estrangeiros com maior poder de compra, o mercado desequilibrou-se. Não faltaram estudos e diagnósticos, discussões infindáveis acerca de fórmulas e caminhos. Por incapacidade política, mas sobretudo por resistência à mudança dos interesses instalados na administração pública, os problemas até aqui subsistiram e agravaram-se. Aproveitando esta janela de oportunidade, é decisivo que as medidas entretanto adotadas tenham tempo, escala e condições de execução para produzirem resultados. Em Portugal, o problema nunca foi saber o que fazer. Foi executar. Um recente estudo de Nuno Palma e do Nobel da Economia James A. Robinson, Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Políticas Económicas, releva o verdadeiro problema português: a incapacidade do Estado de executar. Um Estado que não cumpre prazos, não decide e não executa. Um modelo institucional baseado em camadas de controlo do risco jurídico, em que a decisão racional é a não decisão. Não basta produzir legislação, estratégias, planos de ação e as tão propaladas e mediatizadas reformas. Em Portugal persiste a ideia da competitividade pelos custos de produção, que tem conduzido a uma economia de baixos salários e baixa produtividade. A competitividade económica global de hoje é determinada pela velocidade da tomada de decisões. O licenciamento, a regulação e a fiscalidade são mais do que funções do Estado: são fatores económicos competitivos e de diferenciação. Executar é o verdadeiro desafio Regressando ao tema do acesso à habitação, da oferta imobiliária para os mais jovens e para uma classe média empobrecida, da estimativa de um défice habitacional de 150.000 casas e das oportunidades desperdiçadas do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será razoável pensar que só a construção industrializada e modular poderá atalhar o problema. Também a tecnologia já permite estabelecer prazos vinculativos para o licenciamento camarário, a digitalização integral e o registo público das decisões urbanísticas e dos seus beneficiários. O Código da Construção e a Plataforma Urbanística Única Nacional já deviam estar implementados e não estão. Portugal não enfrenta uma crise súbita, mas uma degradação estrutural lenta. É este o problema português, que temos de enfrentar com realismo, rapidez, coragem e determinação. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa reforça a oferta de renda acessível A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai avançar com a construção de um novo edifício de renda acessível junto ao Jardim da Estrela. O projeto prevê a criação de 11 habitações municipais, contribuindo para aumentar a oferta de casas destinadas a famílias que procuram soluções habitacionais com custos mais equilibrados. O edifício será construído num terreno atualmente devoluto, localizado na Rua do Jardim à Estrela, e integra o Plano de Intervenção em Edificado Disperso, que procura recuperar espaços urbanos e transformá-los em novas oportunidades de habitação. Novo edifício terá 11 habitações O futuro prédio contará com três pisos e incluirá diferentes tipologias habitacionais, permitindo responder a várias necessidades. Estão previstos apartamentos T0 e T2, distribuídos pelos diferentes andares, bem como áreas técnicas, arrecadações e espaços de apoio ao funcionamento do edifício. A empreitada será lançada através de concurso público, com um investimento base superior a 1,4 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal. O prazo previsto para a execução da obra é de 515 dias, estando a conclusão dependente das diferentes fases do procedimento de contratação e construção. Mais habitação para responder à procura A criação deste novo edifício de renda acessível representa mais um investimento na expansão da habitação municipal em Lisboa. O aumento da oferta de casas continua a ser uma das prioridades para responder à elevada procura habitacional registada na cidade. Além de disponibilizar novas habitações, este projeto contribui para requalificar uma área anteriormente desocupada, promovendo a valorização do espaço urbano e um melhor aproveitamento do património municipal. Com novos projetos de renda acessível, Lisboa procura reforçar as opções disponíveis para residentes que enfrentam dificuldades no acesso à habitação, acompanhando a necessidade de criar soluções habitacionais mais acessíveis e ajustadas à realidade do mercado atual. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Regulação, profissionalização e certificação na cadeia de valor do negócio imobiliário! No passado dia 30 de junho, com a participação de cerca de 700 profissionais do setor da mediação imobiliária, realizou-se a 4.ª edição da Convenção APEMIP IMOCIONATE. Relevante a presença de Fernando Batista, presidente do IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção. Intervenção que marcou o fim de um longo período de ausência de declarações públicas acerca da reclamada regulação do setor. Ao que parece, estaremos na iminência de o Governo apresentar uma nova lei adaptada às novas realidades deste mercado e que preveja uma maior regulação e capacitação dos profissionais da mediação imobiliária. Outra nota significativa foi a revelação de que, à data, estavam licenciadas 11.574 empresas de mediação imobiliária e da instabilidade deste mercado. Em 2025, foram atribuídas 2.417 licenças e canceladas 1.455. A profissionalização como fator de competitividade A qualificação e competitividade da procura, sobretudo internacional, têm conduzido a uma maior, mas não generalizada, profissionalização da atividade. Transversal a outros setores, parece persistir a crença no atributo identitário do desenrascanço sob pressão. Terreno fértil para formações motivacionais sem conteúdo ou focadas na operacionalização. Formações sistémicas conduzem a resultados não dependentes do talento e da sorte dos consultores mais aptos. Formações assentes num modelo, a exemplo da NAR – National Association of Realtors, que combine autorregulação, formação, visão estratégica, competências práticas e conhecimento multidisciplinar em tecnologia, avaliação de ativos, conhecimentos jurídicos e regulatórios, ética e representação institucional. Escala, produtividade e sustentabilidade do setor O mercado é composto por pequenas e médias agências locais, agências integrantes de redes imobiliárias e grandes consultoras de alinhamento internacional. Não existindo registos oficiais de consultores imobiliários, ao que parece irá ser obrigatório, estima-se que o número médio por agência poderá ser próximo de seis. Sendo que, em 2025, o número de transações imobiliárias residenciais se cifrou em 170.000, resultariam, em média, 14 a 15 transações anuais por agência e duas a três transações anuais por consultor. Também aqui a conta não fecha. Será que, neste negócio, a Lei de Vilfredo Pareto se aplica? Será que 20% das agências representam 80% das transações realizadas? Será que 20% dos consultores imobiliários mais produtivos representam 80% da faturação das agências? Num mercado altamente competitivo como o da mediação imobiliária, as empresas terão de ganhar escala para que se torne possível a gestão profissional. Uma atividade regulada e credibilizada que atraia talento e introduza uma cultura de aprendizagem contínua. Uma profissão valorizada, condizente com a sofisticação de agentes de investimento, financiamento e gestão e manutenção de imóveis, de proprietários e clientes compradores. Profissionais que estejam preparados para desenvolver novas competências e desconsiderar outras tornadas irrelevantes. Intermediação de crédito e administração de condomínios: a nova fase da regulação Na cadeia do imobiliário, a administração de condomínios e a intermediação de crédito estão a profissionalizar-se em função do reforço da supervisão. Desde 2018, a atividade de intermediação de crédito duplicou e o Banco de Portugal tem avançado com novas regras que preenchem o vazio regulatório. A atividade dos intermediários de crédito e gestores de crédito não se limita à angariação de clientes e ao reencaminhamento dos contactos para as entidades financeiras. A recolha de toda a documentação necessária e a pré-qualificação são determinantes no sucesso das operações de financiamento. A digitalização é um fator crítico: ao agilizar processos e assegurar transparência, melhora a experiência do cliente. Na intermediação de crédito, o sucesso também irá depender da qualificação dos profissionais, apoiados em tecnologia eficiente. A intermediação de crédito é determinante na concretização da maioria dos negócios imobiliários. Em circuito legislativo também se encontra um novo regime jurídico que visa regular e profissionalizar a atividade de gestão e administração de condomínios. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário Portugal a três velocidades O mercado imobiliário em Portugal prossegue a três velocidades. A velocidade prometida pelos decisores nacionais e locais, a velocidade mais ou menos veloz com que se movem os operadores de acordo com as suas capacidades e competências e a velocidade lenta da Administração Pública. Recentemente o governo aprovou um conjunto de medidas necessárias, com a intenção de procurar solucionar a grave crise de acesso à habitação. Desfasamento entre decisão e execução A diferentes velocidades, os operadores do ecossistema imobiliário têm procurado adaptar-se às condicionantes internas e externas que condicionam a sua atividade, enquanto as autoridades responsáveis, nomeadamente pelo licenciamento, prosseguem num estado letárgico. Nas entidades públicas nada mudou, os técnicos continuam a “despachar para cima”, os entraves mantêm-se. Perante novos reptos e condicionantes, quando é preciso responder à escassez de oferta habitacional, a Administração Pública continua a falhar como se o tempo e o dinheiro de promotores imobiliários e contribuintes fossem de graça. Custos invisíveis do tempo administrativo No decorrer do longo período que decorre até ao licenciamento de um novo conjunto habitacional, os promotores imobiliários têm custos financeiros, o acesso à habitação acessível está vedado a futuros residentes, aqueles que podem estão a pagar rendas mais elevadas noutras localizações, as autarquias estão a deixar de receber receitas fiscais provenientes de IMI, IRS entre outras. São custos facilmente quantificáveis que não são imputados a ninguém. O custo do tempo de decisão é um custo económico significativo que a juntar a outros tem feito com que “a conta não feche” em muitos projetos de habitação acessível. Também o cumprimento de desajustadas normas legais construtivas continua a gerar custos acrescidos, funcionando a burocracia como “escudo protetor” de responsabilidades técnicas e políticas. Burocracia, bloqueios e desafios estruturais O imobilismo tem um custo elevado mas a mudança dá muito trabalho e dores de cabeça quando mexe com os múltiplos interesses corporativos, instalados nos inúmeros organismos estatais. Nos recentes eventos em que participámos, as queixas dos operadores mantêm-se inalteradas. Quando se fala em construir ou reabilitar para habitação acessível, na execução de programas de transição energética e descarbonização dos edifícios, na modernização da construção, na digitalização e inovação tecnológica, na DWD - Diretiva Europeia de Água Potável, na transformação dos espaços urbanos, estamos perante enormes desafios. Temos um parque habitacional envelhecido com cerca de 70% dos edifícios energeticamente ineficientes, redes de águas prediais e urbanas envelhecidas, degradadas e algumas com materiais contaminantes, falta de mão de obra qualificada e de fontes de financiamento, complexidade regulatória e processos de licenciamento morosos. Industrialização da construção e produtividade Mas a questão que mais preocupa no curto prazo, face às necessidades de aumentar a produtividade e descarbonizar, à escassez de mão de obra, de reduzir os prazos de entrega de unidades habitacionais, é a industrialização do processo construtivo em escala. Segundo recentes declarações de Miguel Garcia no evento “Real Estate Shapers” organizado pela revista “Magazine Imobiliário”, um prédio com 77 frações poderia ser entregue em menos de um ano. Estaria a “pesada máquina” estatal à altura? Last but not least! No próximo dia 9 de Junho, a ADIT – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil celebra o seu 20º aniversário. Será em Maceió, Estado de Alagoas, onde tudo começou. Tive o privilégio de ser orador na I Edição desse evento relacionado com investimentos turísticos e imobiliários no Brasil. Quando nasceu, os organizadores buscavam inspiração no exterior. Volvidas duas décadas, é no Brasil que a podemos encontrar, no melhor que se faz à escala global. Obrigado Felipe Cavalcanti pelo empreendedorismo e continuares a ser uma fonte de inspiração. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem é um programa público de apoio ao arrendamento habitacional destinado a jovens entre os 18 e os 35 anos. Em situações de casal, é possível candidatar-se desde que um dos elementos tenha até 37 anos e o outro não ultrapasse os 35 anos, cumprindo as regras do Porta 65 Jovem. Este apoio do Porta 65 Jovem consiste numa comparticipação mensal da renda, calculada em função da renda contratual, dos rendimentos do agregado e da taxa de esforço. O programa Porta 65 Jovem é gerido pelo IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. As candidaturas ao Porta 65 Jovem são submetidas online através do Portal da Habitação e podem ser apresentadas com contrato de arrendamento já celebrado ou sem contrato, sendo neste caso exigida a sua entrega posterior dentro do prazo definido no regulamento do Porta 65 Jovem. Como funciona o Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem atribui um apoio financeiro mensal durante 12 meses, correspondente a uma percentagem da renda elegível. O apoio pode ser renovado anualmente, até um máximo acumulado de cinco anos, consecutivos ou interpolados, no âmbito do Porta 65 Jovem. Para aceder ao Porta 65 Jovem é obrigatório cumprir requisitos como: Idade dentro dos limites definidos pelo Porta 65 Jovem Contrato de arrendamento ou promessa de contrato Residência permanente no imóvel Taxa de esforço dentro dos limites estabelecidos Rendimento do agregado dentro dos limites legais Inexistência de propriedade de outro imóvel habitacional Inexistência de dívida a apoios anteriores do Porta 65 Jovem ou outros apoios habitacionais O contrato de arrendamento do Porta 65 Jovem deve ter duração mínima de 12 meses ou ser renovável. A habitação deve ainda ser adequada à dimensão do agregado, de acordo com os limites de tipologia definidos no regulamento do Porta 65 Jovem. O cálculo do apoio do Porta 65 Jovem é feito com base no menor valor entre a renda efetiva e a renda máxima de referência da zona, sendo aplicada uma percentagem definida por escalões de pontuação atribuídos na candidatura ao Porta 65 Jovem. Candidatura ao Porta 65 Jovem As candidaturas ao Porta 65 Jovem são feitas exclusivamente online através do Portal da Habitação. O processo do Porta 65 Jovem exige autenticação com NIF e senha do Portal das Finanças, Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão. Para submeter o Porta 65 Jovem são necessários dados como: NIF e NISS de todos os elementos do agregado IBAN/NIB para pagamento do apoio Contrato de arrendamento ou promessa de contrato Declaração de IRS ou comprovativos de rendimentos Identificação dos candidatos O Porta 65 Jovem permite a candidatura sem contrato, mas o documento deve ser submetido posteriormente dentro do prazo legal após aprovação ou após submissão da candidatura, conforme previsto nas regras do Porta 65 Jovem. Após submissão, o Porta 65 Jovem é analisado num prazo indicativo de cerca de 45 dias. Os resultados são divulgados no Portal da Habitação e os beneficiários do Porta 65 Jovem passam a receber o apoio por transferência bancária. Regras adicionais e enquadramento do Porta 65 Jovem O Porta 65 Jovem define ainda limites de renda por zona geográfica e critérios de tipologia habitacional, ajustados ao número de pessoas no agregado. Estes critérios garantem o enquadramento correto da habitação no Porta 65 Jovem. O apoio do Porta 65 Jovem pode incluir majorações em situações específicas, como habitação em zonas históricas, famílias monoparentais ou agregados com dependentes ou pessoas com incapacidade. O valor final do Porta 65 Jovem depende da pontuação atribuída, que resulta da combinação entre rendimento, esforço financeiro e condições habitacionais. O sistema do Porta 65 Jovem é revisto periodicamente e está sujeito aos regulamentos em vigor do IHRU. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Novo modelo reforça bolsas no ensino superior O Governo vai reforçar o sistema de bolsas no ensino superior, com um aumento de 53% no financiamento da ação social. Com este novo modelo de bolsas, o valor médio anual deverá subir para cerca de 2.660 euros, refletindo uma atualização profunda no cálculo das bolsas. O objetivo é tornar as bolsas mais ajustadas ao custo real de estudar, garantindo maior cobertura das despesas dos estudantes. As bolsas passam assim a ser recalculadas com base em critérios mais detalhados, incluindo o custo de vida por concelho. Como vão ser calculadas as novas bolsas O novo modelo de bolsas considera o custo médio de estudar no ensino superior, incluindo propinas, alimentação, transporte e alojamento. A diferença entre esse custo e a capacidade financeira do agregado determina o valor da bolsa. Com este sistema, as bolsas tornam-se progressivas e mais adaptadas à realidade de cada estudante. O Governo estima que o valor médio das bolsas passe de 1.734 para 2.660 euros anuais, um aumento significativo no apoio através das bolsas. O valor mínimo das bolsas mantém-se nos 872 euros, enquanto a bolsa máxima será atribuída a estudantes em situação de maior vulnerabilidade, reforçando o papel das bolsas como instrumento de equidade. Impacto das bolsas e regime transitório O novo sistema de bolsas entra em vigor no ano letivo 2026/2027, com um regime transitório para garantir que nenhum estudante perde apoio. As bolsas atuais mantêm-se até ao fim do curso sempre que forem mais favoráveis. O reforço das bolsas representa um investimento significativo na ação social, com impacto direto em cerca de 83 mil estudantes. Em alguns casos, as bolsas podem atingir valores superiores a 7.000 euros anuais, sobretudo para estudantes deslocados. As bolsas continuam também a incluir apoios para alojamento, com prioridade nas residências públicas e compensações adicionais quando não há vaga. O novo modelo reforça assim o papel das bolsas no combate às desigualdades no acesso ao ensino superior. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Habitação pública e rendas em Lisboa Mais de 60% das rendas municipais em Lisboa estão abaixo dos 100 euros, num universo de mais de 21 mil contratos de habitação. Segundo dados da Gebalis, 63% das rendas municipais ficam abaixo dos 100 euros e cerca de 30% não ultrapassam os 25 euros, evidenciando o peso da habitação pública na cidade. O vereador da Habitação e Urbanismo, Vasco Moreira Rato, sublinhou que estes valores demonstram a importância da habitação pública, defendendo que a estrutura das rendas municipais reflete a capacidade financeira das famílias que vivem em habitação municipal. A habitação pública em Lisboa representa cerca de 10% da população residente. Oferta pública e papel dos privados na habitação O responsável municipal destacou que a habitação pública desempenha um papel essencial na resposta à crise da habitação, mas rejeitou que seja a única solução. A estratégia da câmara passa por articular habitação pública, habitação acessível e promoção privada, reforçando a oferta total de habitação em Lisboa. O vereador referiu ainda que a autarquia tem vindo a trabalhar com promotores privados, sobretudo através de processos de licenciamento e de projetos com componentes de habitação acessível. No caso de um loteamento nos Olivais, foi referida a possibilidade de o promotor ceder habitação acessível ao município, em alternativa a outros equipamentos. Renda acessível e novos modelos de habitação A habitação municipal continua a ser complementada por programas como a renda acessível, que procuram responder a diferentes perfis de rendimento. O município considera que nem todas as necessidades habitacionais podem ser resolvidas apenas com habitação pública, sendo necessária uma combinação de soluções. Vasco Moreira Rato defendeu que a crise da habitação não tem uma solução única, destacando que o contexto económico e social está em constante mudança. Nesse sentido, o município de Lisboa procura desenvolver parcerias com privados para aumentar a oferta de habitação, reconhecendo que a autarquia não dispõe sozinha de todos os recursos necessários. O vereador reforçou ainda que “todos serão poucos” para enfrentar o desafio da habitação em Lisboa, defendendo a cooperação entre setor público e privado como elemento essencial para responder à procura crescente. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Autor Autor: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário A crise de acesso à habitação, a lesma estatal e o darwinismo imobiliário Lá estivemos em mais uma edição do SIL – Salão Imobiliário de Portugal, em que o tema “estrela” foi o “built to rent”. Num ambiente identificado por promotores e mediadores imobiliários presentes como de “tomadas de decisões mais ponderadas de quem compra e investe”. O “built to rent” traz novos desafios à promoção imobiliária, sendo um segmento que atrai investimento imobiliário de longo prazo não especulativo, operadores institucionais como REIT’s, fundos soberanos, seguradoras e fundos de pensões. Um modelo que muda o objectivo do negócio imobiliário: do rendimento imediato pela venda de imóveis pelo preço mais alto que conseguir vender, à optimização do rendimento ao longo de décadas. Com os preços de compra a continuarem em níveis incomportáveis para a maioria da população, “Seller’s Market” com défice estrutural na oferta e procura robusta, o arrendamento surge como opção às necessidades de habitação a preços acessíveis. O mercado imobiliário em desaceleração Até aqui, no mercado da venda, imóveis bem localizados e com valores de mercado ajustados ao seu público-alvo tiveram rápida absorção. Num mercado em ligeira desaceleração, o tempo de absorção tenderá a aumentar. Ainda longe de uma situação “Buyer’s Market”, para imóveis similares desajustados do seu target e sobreavaliados, os compradores irão pressionar negociação e os proprietários ou reduzem preços ou deixarão de vender. Notícias que nos chegam de Itália já reflectem uma tendência para uma descida de preços. Em Portugal, o mercado imobiliário começa a apresentar sinais de mudança, particularmente no usado, face à mentalidade especulativa da maioria dos pequenos proprietários. Inflação, juros e crédito à habitação A suspensão das cadeias logísticas e energéticas globais, se efectivada como ruptura prolongada, levará os bancos centrais a enrijecer a política monetária. A uma maior pressão sobre os custos de construção e reabilitação poderá juntar-se uma subida significativa das taxas Euribor, agravando os custos do acesso ao Crédito à Habitação. Até aqui, o Banco Central Europeu tem demonstrado uma assertiva prudência quanto à natureza duradoura das tensões inflacionistas e face ao nervosismo do mercado financeiro. Inflação e subida das taxas de juro num contexto de crescimento económico em baixa não auguram nada de bom. Mas enquanto a taxa de desemprego se mantiver em níveis baixos, a procura deverá manter-se dinâmica, apesar da pressão sobre as “taxas de esforço dos compradores”. O interesse deverá persistir, mas o tempo de decisão deverá aumentar e revelar uma maior oscilação entre “asking price” e o valor efectivo de venda. Portugal e os compradores internacionais O destino Portugal tem ainda um enorme potencial de crescimento na captação de compradores estrangeiros nos segmentos premium, luxo e ultraluxo, se existir capacidade para produzir produtos vocacionados para esses segmentos à escala global. Há muita coisa ainda por fazer no âmbito da construção e reabilitação de imóveis para compradores nestes exigentes nichos de mercado. Há investidores internacionais à procura de alternativas aos mercados do Médio Oriente. O darwinismo imobiliário Ainda por cá muito comentadas, as concentrações de operações que se verificaram no mercado norte-americano: Anywhere (C21, ERA, Sotheby’s, Coldwell Banker, Corcoran) e Compass, RE/MAX e Real, EXP e NextHome, Zillow e realtor.com, Rocket e Redfin. Num curto espaço de tempo, duas das mais digitais imobiliárias dos EUA compraram as “gigantes” do sector, uma “brokerage” totalmente virtual comprou uma rede de agências imobiliárias, os portais imobiliários Zillow e realtor.com uniram esforços, e a maior plataforma de hipotecas Rocket comprou o portal imobiliário Redfin. É o princípio do darwinismo imobiliário, da sobrevivência dos mais fortes, em que os mais fortes são os que melhor se adaptam. Em Portugal, para já nada muda. Mas o “ambiente evolutivo” está a mudar e, quando muda, muitos operadores vão deixando de estar adaptados e não sobrevivem. A lesma estatal Quanto aos organismos públicos de que depende o imobiliário, “tudo na mesma como a lesma”.
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Investimento em residências continua a crescer O investimento em residências para estudantes em Portugal atingiu cerca de 1,2 mil milhões de euros entre 2019 e 2025. Grande parte deste valor resultou da venda de ativos imobiliários ligados ao alojamento estudantil, acompanhada por novos projetos de construção. Nos últimos anos, o mercado das residências para estudantes tem despertado o interesse de investidores internacionais e operadores especializados em alojamento académico. O crescimento da procura por quartos e camas para estudantes tem reforçado a atratividade deste segmento imobiliário. Apesar do forte investimento em residências, a oferta continua limitada quando comparada com o número total de estudantes no país. Atualmente, existem cerca de 26 mil camas disponíveis, cobrindo apenas uma pequena parte da procura nacional. Oferta de camas continua abaixo da procura As residências para estudantes continuam a enfrentar dificuldades para responder ao aumento da procura, impulsionado tanto por estudantes portugueses como internacionais. A pressão sobre o mercado de arrendamento tradicional também tem levado mais alunos a procurar este tipo de alojamento. O Porto concentra atualmente o maior número de camas em residências privadas para estudantes, seguido de Lisboa. Ainda assim, a taxa de cobertura continua bastante inferior à registada em vários países europeus, onde a oferta de alojamento estudantil é mais ampla. Nos próximos anos, estão previstas novas residências privadas em cidades como Lisboa e Porto, permitindo aumentar o número de camas disponíveis. Mesmo assim, o crescimento esperado terá um impacto limitado na cobertura total da procura estudantil. Preços das residências variam entre cidades Os preços das residências para estudantes variam significativamente entre cidades portuguesas. Em alguns mercados, os valores das rendas continuam elevados, sobretudo nas opções premium e em zonas com maior procura. Lisboa e Porto mantêm alguns dos preços mais altos no segmento de alojamento estudantil, refletindo a forte procura e a escassez de oferta. Já cidades como Braga também apresentam valores elevados nas residências standard. O investimento em residências deverá continuar a crescer nos próximos anos, acompanhando o aumento do número de estudantes e a procura por soluções de alojamento mais organizadas e próximas das universidades. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Crescimento do investimento residencial europeu O investimento no imobiliário residencial continua a reforçar-se como uma das principais classes de ativos no setor imobiliário. Em 2025, o segmento atingiu cerca de 59.000 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2023, confirmando o aumento do interesse no investimento residencial por parte de investidores institucionais. De acordo com dados da Cushman & Wakefield, o investimento residencial está a ganhar peso nas carteiras europeias, com dois terços dos investidores a aplicar já mais de 20% dos seus ativos neste setor. Além disso, 96% dos inquiridos preveem aumentar a exposição ao investimento residencial até 2031, reforçando a tendência de crescimento estrutural. PRS e BTR lideram estratégias de investimento No atual contexto de investimento residencial, a estabilidade dos retornos continua a ser o principal fator de atratividade, destacada por 74% dos investidores. Este desempenho é sustentado por dinâmicas demográficas favoráveis e por uma procura consistente em diferentes segmentos do mercado. As estratégias de investimento residencial mais procuradas continuam a ser o PRS (Private Rental Sector) e o BTR (Build-to-Rent), seguidas pelo alojamento estudantil (PBSA). Paralelamente, surgem novas formas de investimento residencial, como habitação acessível e co-living, que começam a ganhar maior relevância nas carteiras institucionais. Perspetivas para o investimento residencial As perspetivas para o investimento residencial indicam continuidade do crescimento, com os investidores a anteciparem estabilidade nas taxas de juro e nos rendimentos da habitação prime. Neste cenário, o desempenho do setor dependerá sobretudo do crescimento das rendas e da eficiência operacional dos ativos. Em 2026, o PRS e o BTR são apontados como os segmentos com melhor desempenho dentro do investimento residencial, seguidos pelo PBSA. No entanto, persistem desafios como a escassez de oportunidades, o desalinhamento de preços e fatores regulatórios. Em Portugal, o investimento residencial institucional ainda é limitado, destacando-se sobretudo o segmento de alojamento estudantil, que apresenta forte procura e oferta reduzida. O crescimento do investimento residencial no país poderá acelerar com novos enquadramentos fiscais e maior interesse de capital internacional. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que significa ter dupla orientação solar? A orientação solar é um fator importante na escolha de uma casa, sobretudo quando se procura uma habitação com boa luminosidade e conforto ao longo do dia. Um imóvel com dupla orientação solar recebe luz natural através de duas fachadas ou frentes distintas. Por exemplo, um apartamento pode estar orientado a nascente e sul, sul e poente ou norte e sul. Esta configuração permite que diferentes divisões recebam exposição solar em períodos distintos, contribuindo para uma utilização mais confortável dos espaços. Para identificar a orientação solar de um imóvel, é possível utilizar uma bússola, consultar a localização através de mapas ou visitar a casa em diferentes momentos do dia. Qual a melhor orientação solar em Portugal? A orientação solar mais adequada depende das características do imóvel e das preferências de quem o habita. Em Portugal, a exposição a sul é geralmente valorizada por proporcionar mais horas de luz direta e contribuir para o aquecimento natural da casa durante o inverno. A orientação nascente permite receber sol durante a manhã, sendo frequentemente procurada para quartos. Já a poente garante maior exposição solar durante a tarde, embora possa aumentar o calor no interior durante o verão. Por outro lado, a orientação norte recebe menos luz solar direta e tende a proporcionar espaços mais frescos e húmidos. Num apartamento com dupla orientação solar, a combinação de sul com nascente ou poente pode oferecer um equilíbrio interessante entre luminosidade e conforto. Mais luz e eficiência energética Uma das principais vantagens da dupla orientação solar é a maior entrada de luz natural. Com diferentes fachadas expostas ao sol, pode ser possível reduzir a utilização de iluminação artificial durante grande parte do dia. A exposição solar também pode contribuir para o conforto térmico. No inverno, a entrada de radiação solar ajuda a aquecer naturalmente algumas divisões, enquanto uma boa gestão da ventilação e da proteção solar pode ajudar a controlar o excesso de calor no verão. Esta característica pode ainda favorecer a eficiência energética da habitação, reduzindo a necessidade de recorrer a sistemas de climatização. A existência de janelas em fachadas distintas pode proporcionar também ventilação cruzada, melhorando a circulação do ar e ajudando a reduzir problemas relacionados com humidade. Orientação solar pode valorizar o imóvel Além do conforto diário, a orientação solar pode influenciar a atratividade de uma habitação no mercado imobiliário. Imóveis com boa exposição solar tendem a ser procurados por compradores que valorizam luminosidade, eficiência e qualidade de vida. Nos apartamentos de nova construção, esta característica pode assumir particular importância quando está associada a soluções de eficiência energética, isolamento adequado e proteção solar. Assim, avaliar a orientação solar antes de comprar uma casa permite conhecer melhor o seu potencial de conforto e consumo energético. Uma exposição bem planeada pode beneficiar não só a experiência de quem vive no imóvel, mas também a sua atratividade numa futura venda. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação A primeira impressão no momento da visita Quando um imóvel é colocado à venda, a primeira impressão pode influenciar a perceção de quem o visita. No entanto, preparar uma casa para o mercado não significa necessariamente avançar para uma remodelação completa ou realizar obras dispendiosas. Em muitos casos, algumas intervenções simples podem melhorar o aspeto da propriedade, criar uma sensação de maior cuidado e ajudar os potenciais compradores a imaginar-se naquele espaço. Antes de investir, o mais importante é identificar o que realmente precisa de ser melhorado. Comece pelo que tem maior impacto Faça uma limpeza profunda: dê especial atenção a janelas, pavimentos, cozinhas, casas de banho, eletrodomésticos, zonas exteriores e espaços de arrumação. Resolva pequenos problemas: torneiras a pingar, lâmpadas fundidas, puxadores danificados, manchas nas paredes ou pequenas fissuras podem transmitir uma sensação de falta de manutenção. Desimpeça as divisões: retire objetos pessoais e elementos decorativos em excesso para criar espaços mais amplos e neutros. Reduza o excesso de mobiliário: retirar algumas peças pode facilitar a circulação e ajudar a destacar as características do imóvel. Libertar superfícies: bancadas, mesas e estantes menos preenchidas tornam os espaços visualmente mais organizados e permitem que os compradores se concentrem na casa. Aposte numa apresentação neutra e luminosa A decoração deve ajudar o potencial comprador a visualizar a casa como sua. Por isso, uma abordagem simples e neutra tende a ser mais eficaz do que uma decoração demasiado personalizada. Almofadas, mantas, plantas ou alguns elementos decorativos podem tornar os espaços mais acolhedores sem exigir grandes despesas. Na cozinha e nas casas de banho, pequenos detalhes, como têxteis limpos ou novos acessórios, também podem renovar a aparência das divisões. A iluminação merece atenção especial. Abrir persianas e cortinas, limpar janelas, substituir lâmpadas antigas e reforçar a iluminação de zonas mais escuras pode alterar significativamente a perceção dos espaços, tanto numa visita como nas fotografias do anúncio. Faça pequenas melhorias antes de pensar em obras Se algumas divisões apresentarem um aspeto envelhecido, não significa que seja necessário remodelá-las por completo. Na cozinha, por exemplo, pintar os móveis, substituir puxadores ou renovar determinados revestimentos pode ser suficiente para criar uma imagem mais atual. Nas casas de banho, trocar acessórios danificados, renovar juntas, corrigir pequenas imperfeições e aplicar uma nova pintura pode ter um impacto considerável. Também o exterior deve ser valorizado. Aparar a vegetação, limpar os acessos, tratar pequenas zonas degradadas e garantir que a entrada da casa está cuidada contribui para uma melhor primeira impressão. Antes de avançar com qualquer intervenção, contudo, é importante avaliar o potencial retorno do investimento. Nem todas as obras aumentam o valor de venda na mesma proporção e, em muitos casos, uma casa limpa, organizada, luminosa e bem apresentada pode ser mais eficaz do que uma remodelação dispendiosa. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que é o CPCV? O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) é o acordo através do qual comprador e vendedor assumem o compromisso de celebrar posteriormente o contrato definitivo de compra e venda do imóvel. Embora não seja obrigatório em todas as transações, é frequentemente utilizado quando a escritura ainda não pode ser realizada, por exemplo, enquanto o comprador aguarda financiamento ou quando é necessário concluir determinados procedimentos. O contrato deve identificar as partes, o imóvel, o preço, as condições de pagamento, o prazo para a compra e venda definitiva e as consequências de um eventual incumprimento. O que deve constar no contrato? Antes de assinar um CPCV, é importante confirmar que o documento inclui, entre outros elementos: Identificação completa do comprador e do vendedor; Dados e características do imóvel; Preço e condições de pagamento; Valor e condições do sinal, quando exista; Prazo para a celebração do contrato definitivo; Condições relacionadas com financiamento, obras ou outras situações específicas; Consequências em caso de incumprimento; Equipamentos ou outros bens incluídos na venda. Também deve ser verificada a situação do imóvel no Registo Predial e a informação matricial e urbanística aplicável. O sinal é obrigatório? Não. A lei não estabelece uma percentagem fixa para o sinal, embora seja habitual existir uma quantia entregue pelo comprador no âmbito do CPCV. O valor deve ficar expressamente indicado no contrato. O sinal tem ainda consequências específicas em caso de incumprimento: dependendo da situação, o vendedor pode fazer seu o sinal ou o comprador pode exigir a sua restituição em dobro. Em determinadas circunstâncias, pode ainda ser possível recorrer à execução específica para exigir judicialmente a celebração do contrato definitivo. Que documentos devem ser analisados? A documentação necessária depende do imóvel e da operação. Entre os elementos que podem ser relevantes estão o Registo Predial, a informação matricial e a documentação urbanística aplicável. É importante ter em conta as alterações introduzidas pelo Simplex Urbanístico. Desde 2024, deixou de ser exigida a apresentação da Ficha Técnica de Habitação e da autorização de utilização no momento da transmissão do imóvel. As regras urbanísticas foram entretanto novamente alteradas em 2026, pelo que a documentação aplicável deve ser confirmada em cada caso. Cuidados antes de assinar um CPCV Antes de assinar, confirme: Quem é o proprietário e se existem ónus ou encargos sobre o imóvel; Se os dados do imóvel estão corretos; O preço, o sinal e as condições de pagamento; O prazo para a celebração do contrato definitivo; As condições relacionadas com financiamento, se aplicável; O que fica incluído na venda; As consequências de um eventual incumprimento. O CPCV deve refletir claramente tudo o que foi acordado entre as partes. Perante dúvidas ou situações complexas, é aconselhável procurar aconselhamento jurídico especializado. Este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento de um profissional habilitado. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação O que distingue cada taxa no crédito habitação? Ao contratar um crédito habitação, uma das decisões mais importantes passa por escolher entre taxa fixa, taxa variável ou taxa mista. Esta escolha influencia o valor da prestação mensal, o impacto das oscilações dos juros e o custo total do empréstimo ao longo dos anos. Cada modalidade apresenta características próprias e pode ser mais vantajosa consoante o perfil financeiro do cliente, a evolução da Euribor e os objetivos definidos para o financiamento da casa. Taxa fixa, variável e mista: quais as diferenças? A taxa fixa mantém a prestação igual durante todo o contrato, independentemente da evolução das taxas de juro. Esta opção oferece previsibilidade e maior facilidade na gestão do orçamento familiar, embora, na maioria das situações, apresente uma taxa inicial mais elevada e não beneficie de eventuais descidas da Euribor. Já a taxa variável está indexada à Euribor, sendo revista normalmente a três, seis ou doze meses. Sempre que este indexante sobe ou desce, a prestação acompanha essa evolução. Em períodos de juros baixos, pode traduzir-se em mensalidades mais reduzidas, mas também implica maior risco quando as taxas aumentam. A taxa mista combina os dois modelos. Durante um período inicial previamente definido, aplica-se uma taxa fixa e, posteriormente, o contrato passa automaticamente para taxa variável. Esta solução tem-se consolidado como a escolha maioritária no mercado português, impulsionada por ofertas bancárias muito competitivas a 1, 2 e 3 anos que oferecem alívio imediato na prestação num contexto de consolidação das taxas Euribor. Como escolher a melhor solução? A decisão depende de vários fatores, como a capacidade financeira, a estabilidade profissional e a tolerância ao risco. Quem pretende saber exatamente quanto irá pagar todos os meses poderá sentir-se mais confortável com uma taxa fixa. Já quem acredita numa descida futura da Euribor e consegue suportar eventuais aumentos da prestação poderá optar pela taxa variável. A taxa mista surge como uma alternativa equilibrada para quem pretende combinar previsibilidade inicial com a possibilidade de beneficiar da evolução do mercado no futuro. Também é importante avaliar a taxa de esforço, o prazo do financiamento e a possibilidade de amortizar antecipadamente o crédito. Comparar propostas pode gerar poupança Antes de contratar um crédito habitação, é aconselhável solicitar simulações a várias instituições financeiras e comparar indicadores como a TAEG, o MTIC, o spread e os custos associados aos seguros. Exemplo prático : Imagine uma família que contrata um empréstimo de 200 mil euros a 35 anos. Ao optar por uma taxa fixa ou mista, consegue blindar a prestação contra eventuais subidas da Euribor durante os primeiros anos, garantindo que o orçamento familiar não sofre oscilações inesperadas. Por outro lado, quem escolhe uma taxa variável fica exposto às revisões semestrais ou anuais do indexante, beneficiando de imediato se os juros descerem, mas assumindo o risco de a prestação aumentar se a inflação voltar a pressionar as taxas do Banco Central Europeu. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Prepare a documentação antes da venda Antes de anunciar o imóvel, reúna a documentação necessária e confirme se a informação está atualizada. Entre os documentos relevantes estão a Caderneta Predial Urbana , a Certidão Permanente do Registo Predial e o Certificado Energético . A situação urbanística do imóvel também deve ser verificada. Desde as alterações introduzidas pelo Simplex Urbanístico, deixou de ser obrigatória a exibição ou prova da existência da autorização de utilização e da ficha técnica de habitação no processo de compra e venda. Ter os documentos organizados permite esclarecer dúvidas dos potenciais compradores, evitar atrasos e facilitar as etapas que antecedem a escritura. Defina o preço e conheça os custos Estabelecer um preço adequado é essencial para vender uma casa. A localização, a área, o estado de conservação, a eficiência energética e os valores praticados por imóveis semelhantes na zona devem ser considerados. Uma avaliação profissional pode ajudar a definir um preço mais ajustado ao mercado. Também é importante contabilizar os custos associados à venda. Estes podem incluir documentação, Certificado Energético, eventuais obras ou melhorias e a comissão de uma mediadora imobiliária, quando aplicável. As mais-valias imobiliárias são outro aspeto a considerar. A venda de um imóvel pode gerar tributação em IRS, sendo o cálculo efetuado de acordo com as regras fiscais aplicáveis e depois de consideradas determinadas despesas e encargos elegíveis. No caso de uma habitação própria e permanente, pode existir exclusão de tributação quando o valor de realização, depois de deduzido o empréstimo utilizado para a aquisição, seja reinvestido nos termos previstos na lei. O reinvestimento pode ser feito entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores à venda. Existe, contudo, uma condição importante: o imóvel vendido tem de ter sido destinado a habitação própria e permanente do proprietário ou do seu agregado familiar, comprovada pelo domicílio fiscal, nos 12 meses anteriores à transmissão ou, quando anterior, à data do reinvestimento. Existem exceções previstas para determinadas circunstâncias excecionais. Prepare o imóvel e organize a venda A apresentação da casa pode influenciar o interesse dos compradores. Antes das visitas, faça uma limpeza cuidada, organize os espaços, valorize a luz natural e resolva pequenos problemas que possam prejudicar a perceção do imóvel. O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) continua a ser uma etapa importante do processo, permitindo estabelecer as condições acordadas entre comprador e vendedor, como o preço, os prazos e o valor do sinal. Recorrer a uma mediadora imobiliária pode simplificar a venda, desde a definição da estratégia e divulgação do imóvel até à negociação e acompanhamento das várias etapas da transação. Em 2026, vender uma casa exige, assim, mais do que definir um preço e encontrar um comprador. Ter a documentação preparada, conhecer os encargos fiscais e avaliar antecipadamente as condições do negócio pode ajudar a evitar surpresas e tornar o processo mais simples e seguro. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Venda de imóveis pode ser desbloqueada O Presidente da República, António José Seguro, promulgou o diploma que autoriza o Governo a criar um novo regime para as heranças indivisas. A medida pretende facilitar a venda de imóveis quando os herdeiros não conseguem chegar a acordo. O novo processo especial será aplicável aos imóveis que integrem heranças indivisas ainda não partilhadas quando as regras entrarem em vigor. Desta forma, um dos herdeiros poderá pedir a venda do imóvel através de um procedimento próprio, mesmo sem existir consenso entre todos. O objetivo é evitar que desacordos entre familiares mantenham um imóvel sem utilização ou impeçam durante largos períodos a conclusão da partilha. Nem todos os imóveis ficam abrangidos Apesar da mudança, existem situações que ficam fora do novo processo de venda. A casa de morada de família não poderá ser abrangida, salvo se existir consentimento expresso do cônjuge sobrevivo. A mesma proteção aplica-se às uniões de facto. Também ficam excluídas as heranças indivisas que se encontrem em situação de insolvência. As novas regras deverão abranger as heranças abertas e ainda não partilhadas à data da entrada em vigor do regime. Novas regras para gerir a herança O diploma prevê ainda alterações à forma como uma herança indivisa pode ser administrada. Em determinadas situações, os herdeiros poderão escolher, por maioria simples, outra pessoa para assumir a administração da herança e as funções de cabeça-de-casal. É também criada a possibilidade de existir um testamenteiro com poderes de partilha. Esta figura poderá concentrar funções relacionadas com a administração, liquidação e divisão dos bens, procurando tornar o processo sucessório mais simples. As regras sobre o exercício destas funções serão posteriormente definidas pelo Governo. O que devem saber os herdeiros? Para quem tem um imóvel integrado numa herança indivisa, a principal alteração está na possibilidade de desbloquear uma venda quando não existe acordo entre todos os interessados. O regime não significa, contudo, que qualquer imóvel possa ser vendido automaticamente a pedido de um único herdeiro. Existem exceções e será necessário cumprir o procedimento previsto na nova legislação. O Governo terá 180 dias, após a entrada em vigor da autorização legislativa, para aprovar as regras que concretizam este novo regime para as heranças indivisas. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Rendas mantêm-se estáveis em Portugal O mercado de arrendamento em Portugal dá sinais de estabilização, com a maioria dos proprietários a manter os valores anunciados. De acordo com os dados mais recentes do Infocasa, 87,9% dos apartamentos analisados mantiveram a renda nos últimos 30 dias. Por outro lado, 9% dos imóveis registaram uma redução do preço, enquanto apenas 3% tiveram um aumento. Os dados apontam, assim, para uma maior estabilidade dos valores, embora já existam proprietários a ajustar as rendas em baixa. T2 lideram a oferta disponível Os T2 são a tipologia com maior oferta no arrendamento, com uma renda média de 1.577 euros por mês, ou 18,63 euros/m². Nos T1, a renda média é de 1.231 euros (22 euros/m²), enquanto os T3 apresentam um valor médio de 1.842 euros (15,66 euros/m²). Os T0, apesar de terem uma renda média mais baixa, de 986 euros, apresentam o preço por metro quadrado mais elevado, de 26 euros. Quanto custa arrendar um apartamento? As diferenças entre tipologias mostram que o preço de um arrendamento varia significativamente consoante a dimensão do imóvel. Os T4 apresentam uma renda média de 2.337 euros por mês, enquanto nos T5 e T6+ os valores sobem para patamares ainda mais elevados, entre 2.000 e 2.664 euros mensais. Entre as tipologias mais procuradas, os T1 apresentam o valor mais elevado por metro quadrado, depois dos T0, enquanto os T3 permitem encontrar uma área maior por um preço médio por m² mais baixo. Onde as rendas são mais elevadas? Os dados do Infocasa mostram também diferenças significativas entre localizações. Santana do Mato, em Coruche, apresenta o valor médio mais elevado, de 36 euros/m², seguindo-se Pombeiro da Beira, em Arganil, com 33 euros/m². Aboadela, Sanche e Várzea, em Amarante, registam um valor médio de 32 euros/m². Para quem procura casa, os dados revelam um mercado de arrendamento mais estável, mas onde já é possível encontrar imóveis com reduções de preço. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Lisboa vai construir novo edifício de renda acessível A cidade de Lisboa prepara a construção de um novo edifício de renda acessível junto ao Jardim da Estrela, reforçando a oferta de habitação municipal. O projeto prevê a criação de 11 fogos destinados ao arrendamento acessível, num terreno atualmente devoluto, contribuindo para aumentar a disponibilidade de habitação numa das zonas centrais da cidade. O futuro edifício terá três pisos e integrará diferentes tipologias, procurando responder a vários perfis de agregados familiares. A intervenção insere-se no Plano de Intervenção em Edificado Disperso (PIED), que aposta na requalificação de espaços urbanos sem utilização. Como será o novo edifício? O edifício de renda acessível contará com três pisos e um total de 11 habitações. O piso térreo incluirá dois apartamentos T0 e um T2, além de áreas técnicas, arrecadações e espaço destinado à gestão de resíduos. Nos dois pisos superiores serão distribuídos mais oito fogos, compostos por dois T0 e seis T2. A construção aproveitará uma área anteriormente ocupada por edifícios demolidos, permitindo dar uma nova utilização ao espaço e aumentar a oferta de habitação acessível numa localização próxima do Jardim da Estrela. Obra será lançada por concurso público A empreitada será adjudicada através de concurso público, com um preço base de cerca de 1,4 milhões de euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor. O prazo previsto para a execução da obra é de 515 dias. Com este projeto, Lisboa reforça o investimento na renda acessível, procurando disponibilizar novas habitações municipais e responder à crescente procura por soluções de arrendamento a custos mais acessíveis. A criação de novos fogos integra uma estratégia mais ampla de valorização do património municipal e de aumento da oferta habitacional na cidade. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Porque aparecem manchas de protetor solar? O protetor solar é indispensável para proteger a pele dos raios UV, sobretudo durante o verão. No entanto, quando entra em contacto com a roupa, biquínis ou fatos de banho, pode deixar manchas difíceis de eliminar se não forem tratadas rapidamente. Alguns dos ingredientes presentes no protetor solar, como óleos, ceras e filtros UV, aderem facilmente às fibras dos tecidos. Em determinados casos, ao entrarem em contacto com a água ou com alguns minerais, podem originar manchas amareladas ou acastanhadas, especialmente em peças claras. Quanto mais tempo a mancha permanecer no tecido, maior será a dificuldade em removê-la, pelo que agir rapidamente faz toda a diferença. Como remover manchas de protetor solar Sempre que possível, trate a mancha logo após o contacto com o protetor solar. Aplique algumas gotas de detergente da loiça ou sabonete líquido diretamente sobre a zona afetada e deixe atuar entre 10 e 15 minutos. Como estes produtos ajudam a dissolver gordura, são eficazes na remoção dos resíduos deixados pelo creme. Depois, lave a peça de acordo com as instruções da etiqueta, utilizando a temperatura máxima recomendada para o tecido. Nas peças brancas, pode recorrer a lixívia adequada ao tipo de roupa, caso seja permitido pelo fabricante. Se a mancha continuar visível após a lavagem, não coloque a peça na máquina de secar nem a exponha ao calor intenso. As temperaturas elevadas podem fixar definitivamente os resíduos do protetor solar, tornando a remoção muito mais difícil. O mais indicado é repetir o processo antes de voltar a lavar. Como evitar novas manchas na roupa Evitar manchas de protetor solar também é possível com alguns cuidados simples. O mais importante é aguardar cerca de 10 minutos após a aplicação antes de vestir a roupa, permitindo que o produto seja totalmente absorvido pela pele. Também é aconselhável evitar o contacto imediato com mochilas, malas ou outros acessórios, uma vez que o atrito favorece a transferência do creme para os tecidos. Na praia ou na piscina, espere alguns minutos antes de se sentar na toalha ou de vestir uma camisola. Estes pequenos hábitos ajudam a proteger as peças de roupa e reduzem significativamente a probabilidade de surgirem manchas difíceis de remover. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação A limpeza da casa exige mais do que aparenta Fazer a limpeza da casa regularmente é essencial para garantir conforto e bem-estar, mas nem sempre basta limpar apenas as superfícies visíveis. Existem hábitos que podem comprometer a higiene da habitação, favorecendo a acumulação de pó, gordura, humidade e bactérias em locais pouco valorizados. Pequenas mudanças na rotina podem fazer toda a diferença para manter a casa mais limpa e prolongar a vida útil de móveis e eletrodomésticos. Os erros mais comuns durante a limpeza da casa Um dos erros mais frequentes é concentrar a limpeza da casa apenas nas zonas que estão à vista. Puxadores, interruptores, comandos, rodapés ou a parte superior dos armários acabam muitas vezes por ser esquecidos, apesar de serem utilizados diariamente ou acumularem grandes quantidades de pó. Outro hábito comum é deixar de lado os equipamentos que estão em contacto constante com a humidade. O interior da máquina de lavar roupa, as borrachas do frigorífico, o caixote do lixo ou o suporte da escova de dentes devem ser higienizados regularmente para evitar maus odores e o aparecimento de bolor. Como criar uma rotina de limpeza mais eficiente Uma boa organização ajuda a tornar a limpeza da casa mais rápida e eficaz. O ideal é dividir as tarefas entre as que devem ser realizadas diariamente, semanalmente e mensalmente, evitando que a sujidade se acumule. Nos espaços mais utilizados, como a cozinha e a casa de banho, é aconselhável limpar as superfícies após a utilização e desinfetar regularmente os locais de maior contacto. Já colchões, cortinas, sofás e outras superfícies têxteis beneficiam de uma limpeza periódica para reduzir a acumulação de pó e ácaros. Também é importante limpar atrás dos móveis e debaixo das camas, zonas onde a circulação de ar é reduzida e onde o pó tende a acumular-se sem ser percetível. Pequenos cuidados ajudam a manter a casa saudável Uma limpeza da casa eficaz não depende apenas da frequência, mas também da atenção dada aos detalhes. Arejar as divisões diariamente, substituir esponjas e panos com regularidade e respeitar as instruções de limpeza dos eletrodomésticos são medidas simples que ajudam a melhorar a higiene da habitação. Ao criar uma rotina organizada e ao incluir os locais que normalmente passam despercebidos, torna-se mais fácil manter a casa limpa durante mais tempo, reduzir a acumulação de sujidade e proporcionar um ambiente mais confortável para toda a família. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Praia da Ursa conquista visitantes pela sua beleza A Praia da Ursa é considerada um dos cenários naturais mais impressionantes de Portugal. Localizada junto ao Cabo da Roca, em Sintra, destaca-se pelas falésias imponentes, formações rochosas únicas e um ambiente praticamente intocado, que continua a atrair visitantes à procura de paisagens diferentes. Apesar da crescente popularidade nas redes sociais e em várias publicações internacionais, esta praia mantém um caráter selvagem, oferecendo uma experiência tranquila e em contacto direto com a natureza. Um destino marcado pela natureza O que torna a Praia da Ursa tão especial é a combinação entre o mar, as arribas e as emblemáticas formações rochosas que dão identidade ao local. A água cristalina e a paisagem preservada fazem desta praia um destino muito procurado por amantes da fotografia, caminhadas e natureza. Ao contrário de outras praias mais movimentadas da região, este areal continua a proporcionar um ambiente mais reservado, ideal para quem procura escapar às zonas balneares mais concorridas. Acesso exige alguma preparação O acesso à Praia da Ursa faz-se através de um trilho com descida acentuada, exigindo algum cuidado e preparação física. Por esse motivo, é aconselhável utilizar calçado adequado e evitar a visita em dias de chuva ou de forte agitação marítima. Como se trata de uma praia não vigiada, é igualmente importante respeitar as recomendações de segurança e acompanhar as condições do mar antes da visita. Um dos tesouros naturais da costa portuguesa A Praia da Ursa continua a afirmar-se como um dos locais mais emblemáticos da costa portuguesa, graças à sua beleza natural e ao ambiente preservado. Para quem procura uma praia diferente, longe da agitação e rodeada por paisagens únicas, este é um destino que merece entrar na lista de locais a visitar em Portugal. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Vilarinho de Negrões: um tesouro escondido em Montalegre Vilarinho de Negrões é uma das aldeias mais surpreendentes do norte de Portugal. Situada no concelho de Montalegre, esta pequena localidade destaca-se pela sua localização numa península rodeada pela albufeira do Alto Rabagão, também conhecida como Barragem dos Pisões. Quando o nível da água está elevado, a paisagem cria a ilusão de que a aldeia flutua sobre o lago, tornando-se um dos cenários mais fotografados da região do Barroso. A visita pode começar no miradouro, onde é possível admirar a envolvente natural e a imponência da albufeira. A paisagem muda ao longo do ano, refletindo diferentes tonalidades da água e proporcionando vistas únicas em qualquer estação. O que visitar em Vilarinho de Negrões Percorrer as ruas de Vilarinho de Negrões é descobrir a autenticidade das aldeias transmontanas. As casas em granito preservam a arquitetura tradicional, enquanto elementos como os canastros, o tanque comunitário e o relógio de sol revelam a identidade rural da povoação. Um dos principais pontos de interesse é a Igreja de São Bartolomeu, um templo de origem medieval que continua a marcar a vida da comunidade. Para quem gosta de caminhar, existe um percurso circular com cerca de 11,5 quilómetros que permite conhecer melhor a aldeia e apreciar a paisagem envolvente. Nas proximidades, vale ainda a pena visitar a Cascata da Fírvidas, acessível através de um caminho pedestre, e explorar os vários miradouros que acompanham a barragem, ideais para observar a natureza e captar fotografias da região. Paisagens naturais que merecem uma visita A albufeira do Alto Rabagão oferece um cenário privilegiado para quem aprecia tranquilidade e contacto com a natureza. Ao longo da estrada que contorna o espelho de água existem diversos pontos de observação, onde é possível contemplar aves aquáticas e admirar as serras do Gerês e do Larouco no horizonte. Para uma vista ainda mais ampla sobre toda a região, uma das melhores opções é subir aos Cornos das Alturas, um local panorâmico que permite apreciar a dimensão da albufeira e da paisagem do Barroso. Pela sua beleza natural e pelo ambiente sereno, Vilarinho de Negrões afirma-se como um destino ideal para quem procura descobrir um dos recantos mais singulares de Portugal. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Antiga fábrica transforma-se em residência A antiga Fábrica Confiança, em Braga, vai abrir uma nova fase da sua história em setembro de 2026, com a entrada em funcionamento da Residência Universitária Confiança. O projeto representa um investimento superior a 29 milhões de euros e terá capacidade para acolher 786 estudantes. A nova residência será gerida pela Universidade do Minho e destina-se sobretudo a estudantes deslocados, nomeadamente aos que frequentam o Campus de Gualtar. A criação deste equipamento pretende reforçar a oferta de alojamento estudantil e reduzir a dependência do mercado privado. Alojamento a partir de 94 euros por mês No ano letivo 2026/2027, os preços da residência universitária variam consoante a tipologia do quarto e a situação do estudante. Para bolseiros, a mensalidade será de 94 euros num quarto duplo e de 150 euros num quarto individual. Para estudantes não bolseiros, os valores serão de 163 euros para quartos duplos e 213 euros para quartos individuais. As mensalidades incluem despesas como água, eletricidade, gás e internet. A diferença de preços procura garantir uma solução de habitação mais acessível para estudantes que precisam de viver em Braga durante o período académico. Equipamentos pensados para estudantes Além dos quartos, a Residência Universitária Confiança terá vários espaços destinados a apoiar o dia a dia dos residentes. O equipamento inclui cozinhas equipadas, salas de estudo e de convívio, lavandaria e ginásio. O projeto resulta da adaptação da antiga fábrica, conciliando a preservação do edifício histórico com a construção de novas estruturas. A intervenção procurou assegurar condições de funcionalidade, conforto e sustentabilidade para os estudantes. Novo alojamento pode libertar casas em Braga A entrada em funcionamento da residência poderá ter impacto para além da comunidade académica. Ao disponibilizar alojamento para 786 estudantes, o novo equipamento poderá reduzir a procura por apartamentos no mercado privado da cidade. A disponibilização de mais camas para estudantes poderá, assim, contribuir para aumentar a oferta de habitação disponível para outros residentes de Braga, num contexto de procura elevada no mercado habitacional. Com a abertura prevista para setembro, a Residência Universitária Confiança passa a integrar a oferta de alojamento estudantil da cidade, com preços mais baixos do que os praticados no mercado privado e capacidade para centenas de estudantes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Entrada precoce nas redes sociais está associada a piores notas O acesso às redes sociais em idades mais jovens pode estar relacionado com um pior desempenho escolar nos anos seguintes. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado na revista científica Nature Human Behaviour. A investigação acompanhou 5.227 alunos de 28 escolas do norte de Itália e analisou a relação entre a idade de criação da primeira conta em plataformas digitais e os resultados obtidos em provas de Italiano, Inglês e Matemática. Os alunos que começaram a utilizar redes sociais entre os 11 e os 12 anos apresentaram, em média, resultados inferiores em Italiano e Matemática aos colegas que esperaram até aos 14 anos. Aos 15 e 16 anos, a diferença correspondia a cerca de seis meses de aprendizagem. No caso do Inglês, os investigadores não identificaram uma associação negativa semelhante. Uso frequente do telemóvel também surge associado O estudo analisou ainda os hábitos de utilização do telemóvel. Os estudantes que afirmaram consultar o dispositivo com maior frequência tendiam a ter criado contas nas redes sociais mais cedo e apresentavam classificações inferiores em Italiano e Matemática no 10.º ano. Estes alunos referiram também níveis mais baixos de supervisão parental relativamente à utilização das plataformas. Para os investigadores, o acompanhamento dos pais pode desempenhar um papel relevante na forma como os mais jovens gerem o tempo passado online. Ainda assim, os resultados devem ser interpretados com cautela. Por se tratar de uma investigação observacional, não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o uso das redes sociais e a descida das notas. O papel dos pais na utilização das plataformas A entrada precoce nas redes sociais ocorre frequentemente antes da idade mínima definida pelas próprias plataformas. Perante esta realidade, o acompanhamento familiar pode ajudar a estabelecer hábitos digitais mais equilibrados. Adiar a criação de contas, definir limites para o tempo de ecrã e evitar a utilização do telemóvel durante o período de estudo ou antes de dormir são algumas medidas possíveis. Também é importante conversar com as crianças sobre os conteúdos que encontram, os contactos com desconhecidos e os riscos associados à exposição online.O estudo italiano não significa que as redes sociais sejam, por si só, responsáveis por um pior desempenho escolar. No entanto, os resultados reforçam a importância de acompanhar a idade de entrada nestas plataformas e a intensidade da sua utilização. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação INE revê dados sobre a riqueza familiar O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu os resultados do Inquérito à Situação Financeira das Famílias (ISFF) relativo a 2024, depois de identificar uma incorreção no cálculo dos ponderadores utilizados na análise. Com a revisão, a riqueza líquida média das famílias em Portugal aumentou 21% em termos reais entre 2020 e 2024, abaixo dos 29% inicialmente divulgados em maio. O INE indica ainda que o valor médio da riqueza líquida por família em 2024 foi revisto em baixa em cerca de 7%. Apesar desta alteração, as principais conclusões da análise mantêm-se. Riqueza líquida chega aos 278,3 mil euros De acordo com os dados atualizados, a riqueza líquida média das famílias atingiu 278,3 mil euros em 2024, enquanto o valor mediano chegou aos 143,3 mil euros. A riqueza líquida corresponde à diferença entre o valor dos ativos detidos por uma família e o montante das suas dívidas. Tanto o valor médio como o mediano registaram um crescimento real de aproximadamente 21% face a 2020. A evolução foi influenciada sobretudo pelo aumento do valor dos ativos reais, que cresceu 21,1% em média durante o período analisado. Habitação influencia evolução da riqueza O crescimento dos ativos reais esteve associado, em grande medida, à valorização da habitação. A subida dos preços das casas contribuiu para aumentar o valor dos patrimónios imobiliários das famílias portuguesas. Os novos dados mostram, assim, que a riqueza das famílias continuou a crescer entre 2020 e 2024, embora a um ritmo inferior ao inicialmente estimado pelo INE. A revisão dos resultados não altera, segundo o instituto, a leitura geral do Inquérito à Situação Financeira das Famílias. O património das famílias portuguesas manteve uma evolução positiva, com os ativos reais, sobretudo a habitação, a desempenharem um papel relevante nesse crescimento. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Quem vai ter novos horários de eletricidade? A eletricidade vai passar a ter novos períodos horários em Portugal continental, na sequência da atualização aprovada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). A alteração abrange cerca de 500 mil consumidores domésticos com tarifas bi-horárias ou tri-horárias, para os quais o preço da eletricidade varia consoante a hora do dia. Já os cerca de seis milhões de consumidores com tarifa simples, que pagam o mesmo valor independentemente da hora a que consomem energia, não serão afetados por esta mudança. O que muda nas horas mais baratas? A principal alteração consiste num atraso de 30 minutos no início dos períodos de vazio, ou seja, das horas em que a eletricidade tem um preço mais reduzido. Na opção bi-horária, o período diário de vazio passa das 22h00 para as 22h30. Nos dias úteis, o início passa da meia-noite para as 00h30. Também o período fora de vazio será ajustado em 30 minutos: no ciclo diário começa às 8h30, em vez das 8h00, e nos dias úteis às 7h30, em vez das 7h00. A aplicação será faseada. Para instalações de maior dimensão, a mudança começa a 1 de abril de 2027. Nos consumidores domésticos em baixa tensão normal, a implementação decorrerá entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027. Como pode poupar na eletricidade? A alteração dos horários pode ter impacto na fatura, mas o efeito dependerá dos hábitos de cada consumidor. Quem conseguir concentrar mais consumos nos períodos económicos poderá reduzir o peso da eletricidade no orçamento familiar. Uma das formas mais simples de aproveitar os novos horários passa por programar equipamentos para funcionarem durante as horas de menor preço. Máquinas de lavar roupa e loiça, máquinas de secar, termoacumuladores e carregadores de veículos elétricos são alguns exemplos. Vale a pena mudar os hábitos de consumo? A adaptação dos horários pode fazer diferença, sobretudo para famílias com consumos elevados. A ERSE estima que um casal sem filhos que transfira dois ciclos semanais de lavagem para um período mais barato consiga deslocar cerca de 3% do seu consumo total para esse período. Numa família com dois filhos, seriam necessários cerca de quatro ciclos de lavagem por semana para alcançar um efeito semelhante. Antes da entrada em vigor das novas regras, será importante verificar os horários aplicáveis ao contrato e identificar quais os equipamentos que podem ser programados. Desta forma, será possível aproveitar melhor as horas mais económicas de eletricidade e controlar os gastos mensais. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Parlamento aprova novas regras para heranças indivisas O Parlamento aprovou o diploma que autoriza o Governo a alterar o regime das heranças indivisas, criando mecanismos para simplificar a venda de imóveis quando não existe consenso entre todos os herdeiros. O objetivo passa por reduzir os bloqueios que impedem a conclusão de muitos processos sucessórios e aumentar a disponibilidade de imóveis no mercado. A nova legislação prevê a criação de um processo especial e urgente para a venda de imóveis pertencentes a heranças indivisas, aplicável às sucessões abertas e ainda não partilhadas quando o diploma entrar em vigor. O Governo terá agora 180 dias para regulamentar as alterações ao Código Civil e ao Código de Processo Civil. Venda de imóveis passa a ter novas exceções As novas regras incluem algumas salvaguardas. A casa de morada de família ficará excluída deste processo especial, salvo se existir consentimento expresso do cônjuge sobrevivo ou do membro sobrevivo de uma união de facto. Também as heranças em situação de insolvência ficam fora do novo regime. Outra das novidades é a criação da figura do testamenteiro com poderes de partilha, permitindo que uma entidade terceira possa assumir funções de administração, liquidação e divisão da herança, tornando os processos mais rápidos e menos dependentes do entendimento entre herdeiros. O diploma prevê ainda que, em determinadas situações, a escolha do cabeça-de-casal possa ser decidida por maioria simples entre os herdeiros. Medidas pretendem desbloquear imóveis no mercado As alterações procuram responder aos atrasos que afetam milhares de heranças indivisas, onde a falta de acordo entre herdeiros impede a venda ou utilização dos imóveis durante vários anos. Ao simplificar estes processos, espera-se facilitar a circulação de património e contribuir para uma maior disponibilidade de habitações para venda ou arrendamento. O novo regime integra um conjunto de medidas destinadas a melhorar o funcionamento do mercado habitacional, procurando reduzir situações de património imobiliário parado e acelerar a resolução de processos sucessórios que permanecem sem conclusão durante longos períodos. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Crédito habitação: novas regras já estão em vigor As novas regras do crédito habitação entraram em vigor a 1 de agosto e introduzem alterações importantes na concessão de financiamento. As medidas definidas pelo Banco de Portugal pretendem reforçar a sustentabilidade financeira das famílias, num contexto de forte crescimento do endividamento. Entre as principais mudanças estão a redução do limite recomendado para a taxa de esforço, novas regras para os prazos dos empréstimos e alterações aos limites máximos de financiamento. O que muda no crédito habitação? A principal alteração incide sobre a taxa de esforço, que corresponde à percentagem do rendimento mensal destinada ao pagamento de créditos. O limite recomendado passa de 50% para 45%, tornando mais exigente a avaliação dos pedidos de crédito habitação. As instituições financeiras continuam a poder aprovar contratos acima deste valor, mas apenas numa pequena parte dos novos empréstimos concedidos em cada semestre, desde que essa decisão seja devidamente justificada. Também os prazos máximos de pagamento foram simplificados. Os clientes até aos 35 anos podem contratar crédito habitação com um prazo máximo de 40 anos, enquanto quem tem mais de 35 anos passa a ter um limite de 35 anos para reembolsar o empréstimo. Financiamento e taxa de esforço com novas regras Outra mudança importante diz respeito ao montante financiado pelos bancos. Deixa de ser possível obter financiamento de 100% para imóveis pertencentes às instituições bancárias. Os limites passam agora a ser: Até 90% para habitação própria e permanente; Até 80% para outras finalidades relacionadas com habitação. Estas alterações poderão reduzir o valor máximo de crédito habitação disponível para alguns compradores, sobretudo para quem apresenta rendimentos mais baixos ou já possui outros empréstimos. Como a taxa de esforço passa a ser mais restritiva, algumas famílias poderão deixar de reunir condições para obter o mesmo montante de financiamento que conseguiriam anteriormente. Quem poderá sentir maior impacto? As novas regras poderão afetar principalmente consumidores com menor capacidade financeira, agregados que já suportam outros créditos e compradores que pretendam recorrer a um financiamento elevado. Na análise dos pedidos de crédito habitação, os bancos continuam a avaliar os rendimentos, os encargos existentes e a capacidade de suportar uma eventual subida das taxas de juro através de testes de esforço. Assim, comparar propostas entre bancos, reduzir dívidas existentes e simular diferentes cenários poderá fazer diferença na aprovação do financiamento. Porque foram alteradas estas regras? As novas medidas surgem numa altura em que o endividamento das famílias portuguesas tem aumentado de forma significativa. O objetivo passa por promover uma concessão de crédito habitação mais prudente, reduzindo o risco de sobre-endividamento e reforçando a estabilidade do sistema financeiro. Para quem pretende comprar casa, torna-se ainda mais importante preparar o processo com antecedência, conhecer a sua taxa de esforço, reunir toda a documentação necessária e comparar as diferentes soluções disponíveis no mercado antes de avançar com o pedido de financiamento. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação Tribunal arbitral contraria interpretação do Fisco As cauções entregues pelos inquilinos no início de um contrato de arrendamento e devolvidas no final voltam a estar no centro da discussão fiscal. Enquanto a Autoridade Tributária entende que estes valores devem ser declarados em IRS, um tribunal arbitral decidiu que a caução não representa um rendimento tributável para o senhorio. A decisão resulta de um processo em que um contribuinte contestou a interpretação da Autoridade Tributária, tendo o tribunal concluído que a caução funciona apenas como uma garantia contratual e não como uma contrapartida pelo arrendamento do imóvel. Porque motivo a caução não é considerada rendimento? Segundo o entendimento do tribunal arbitral, a caução não aumenta o património do senhorio, uma vez que o seu objetivo é assegurar o cumprimento das obrigações do contrato de arrendamento. Por esse motivo, não pode ser equiparada às rendas recebidas nem considerada um rendimento sujeito a tributação em IRS. Esta posição volta a divergir da interpretação seguida pela Autoridade Tributária, que continua a defender que a caução deve ser declarada e, caso seja devolvida ao inquilino no final do contrato, esse valor poderá ser posteriormente registado como despesa na declaração de IRS. Decisão pode ganhar maior relevância A questão torna-se ainda mais importante numa altura em que o Governo propôs alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU). Entre as mudanças previstas está o fim dos limites atualmente aplicáveis às cauções nos contratos de arrendamento para habitação. Caso a proposta avance, os senhorios poderão exigir uma caução de valor livremente definido, além de até três meses de renda antecipada, aumentando o impacto desta matéria na gestão dos contratos de arrendamento. O que significa para senhorios e inquilinos? Apesar desta decisão favorecer o contribuinte, trata-se de um entendimento do tribunal arbitral relativo a um caso concreto, não alterando automaticamente a orientação seguida pela Autoridade Tributária. Enquanto não existir uma clarificação legislativa ou uma alteração do entendimento fiscal, os senhorios deverão acompanhar a evolução deste tema, especialmente se utilizarem cauções de valor elevado nos contratos de arrendamento, uma vez que a tributação destas quantias continua a gerar interpretações diferentes. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .
Fonte: Adobe Stock Autor: Redação DECO e IHRU reforçam apoio aos beneficiários A DECO e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) estabeleceram uma parceria para melhorar o apoio prestado aos beneficiários do Apoio Extraordinário à Renda. A iniciativa pretende facilitar o acesso à informação e ajudar as famílias que enfrentam dificuldades relacionadas com este apoio, disponibilizando acompanhamento gratuito através de vários canais de atendimento. O objetivo passa por esclarecer dúvidas, reduzir situações de incerteza e garantir que os beneficiários conseguem compreender os critérios de atribuição, os procedimentos e os seus direitos. Esclarecimento sobre regras e funcionamento do apoio O novo serviço surge após terem sido identificadas dificuldades no acesso e na manutenção do Apoio Extraordinário à Renda. Em alguns casos, interrupções do apoio ou erros no processamento podem aumentar o peso da renda no orçamento familiar e dificultar a gestão das restantes despesas do agregado. A parceria pretende responder também à falta de informação sobre as regras do programa, um problema que afeta sobretudo as famílias com maior vulnerabilidade económica. O atendimento permitirá verificar situações individuais, esclarecer dúvidas sobre elegibilidade, cálculo do apoio, documentação necessária e procedimentos a seguir sempre que existam reclamações ou pedidos de devolução. Atendimento gratuito disponível em vários canais No âmbito desta colaboração, a DECO passa a disponibilizar apoio especializado através das autarquias com protocolos de colaboração, dos Balcões de Habitação e Energia, das delegações da associação e das suas estruturas regionais. O serviço está igualmente acessível por telefone e por correio eletrónico. Com esta iniciativa, DECO e IHRU pretendem tornar o Apoio Extraordinário à Renda mais acessível, ajudando os beneficiários a resolver problemas de forma mais rápida e contribuindo para um acesso mais simples à informação e aos mecanismos de apoio disponíveis. <!--Imagem WPP SC--> <!-- Avatar Image --> <!-- Text Block: CTA para juntar --> Siga o Canal WhatsApp SUPERCASA .